9 de junho de 2011

Os exames eram muito complicados, pá!!


Os Serviços de Saúde de Macau (SSM) lançaram um concurso para acesso ao internato geral.
O concurso visava o recrutamento de 30 profissionais de saúde.
Dos 316 médicos que concorreram, e prestaram provas, foram aprovados.....2!!!
Exactamente, menos de um por cento!
Preocupante?
Muito.
Mais ainda, quando ficamos a saber que 40 dos candidatos já exercem a sua actividade no hospital privado (Kiang Wu).
Quem também ficou muito preocupado foi o deputado Ng Kuok Cheong.
Mas, ao contrário do que seria legítimo pensar, não ficou preocupado com a falta de qualidade dos profissionais de saúde, e dos serviços que estes prestam, com o sentimento de insegurança que estas notícias geram nos cidadãos. 
Não, o que preocupa o deputado Ng Kuok Cheong é a possibilidade de os profissionais locais estarem a ser discriminados.
Discriminação essa que hipoteticamente passaria por estes exames, tidos como um meio de favorecer pessoal médico recrutado ao exterior.
E eu convencido que se procurava avaliar competências....
Já tínhamos ouvido a mesma lenga-lenga noutras ocasiões.
Designadamente no que se refere ao acesso a profissões ligadas ao Direito.
Que o deputado Ng Kouk Cheong era populista, demagogo e panfletário, já todos sabíamos.
Será masoquista também?
Ou fará parte daquele grupo de pessoas que, quando adoece, tem como primeira preocupação sair imediatamente de Macau para procurar assistência médica noutro local??

7 comentários:

  1. tem toda a razão, foi exactamente o que eu pensei, estes democratas conseguem ver tudo do avesso!

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  2. Caro confrade Pedro Coimbra!
    Mediante o exposto o que nos espera?!...
    Caloroso abraço! Saudações inquietas!
    Até breve...
    João Paulo de Oliveira
    Diadema-SP

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  3. Caro Pedro,

    espero, sinceramente, que não tenha nos tempos mais próximos que recorrer a tão doutos "médicos"!

    Preocupante, muito preocupante...

    Abraço

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  4. Anónimo,
    É impressionante.
    Somos confrontados com a possibilidade de estarmos a ser tratados por carniceiros e a preocupação do deputado é agradar ao seu eleitorado pateta.
    Com atitudes destas, dão óptimos argumentos aos que defendem a ideia que Macau não está preparado para o sufrágio directo e universal.

    Prof. João Paulo Oliveira,
    Naquele hospital eu só faço exames médicos.
    Tecnologicamente estão muito bem equipados e não é preciso esperar.
    No resttante, recorro ao hospital público.
    Que tem alguns muito bons médicos.
    Abraço

    Ricardo,
    Como disse anteriormente, ali só para fazer check-up e outro tipo de exames.
    Não há listas de espera e o equipamento é bom.
    Mais nada.
    Abraço

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  5. Pedro
    É grave mas não estamos isentos de factos identicos por estas bandas meu amigo.
    Abraço.

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  6. É preocupante de verdade, e depois ainda me criticam quando digo que, para um médico entrar em medicina, tinha que ter no mínimo um 19 (escala de 0 a 20). E ficasse feliz quando até vão fazer a licenciatura e doutoramento em Espanha, onde se pode entrar com 14. Mas isso, claro que não se diz...

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  7. Adélia,
    A prestação de cuidados médicos em Macau devia ser de excelência.
    Poucos governos no Mundo (alguns exportadores de petróleo talvez...) têm os saldos orçamentais que o governo de Macau tem.
    E que cresce todos os meses desde 2002.
    Como é possível, com tanto dinheiro, assistir-se a uma barbaridade destas?
    E o tonto do deputado (há uns grilos falantes como ele que só dizem estes disparates) preocupa-se com a contratação de locais...
    Abraço

    Carlota,
    A carreira médica exige formação contínua, capacidade, vocação.
    Têm que ser bem remunerados, mas têm que ser craques.
    Não há meio termo.
    Os SSM estavam a tentar recrutar médicos em Portugal.
    Ofereciam salários que variavam entre os 8000 e os 12 000 euros/mês.
    Deu alguma celeuma por estas bandas.
    Designadamente com parvos como aquele deputado.
    Sabe uma coisa?
    Se for um bom médico, não vejo razão para não se lhes pagar mais.
    Macau tem dinheiro de sobra para isso.

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