15 de novembro de 2016

O sinal de trânsito mais antigo de Lisboa


Foram imensos os trabalhos urbanísticos desenvolvidos no período joanino, tendo o monarca promovido importantes intervenções em diversas áreas da cidade de Lisboa, como o alargamento e regularização de ruas e largos.

Algumas dessas obras de alargamento, de regularização e de calcetamento das principais artérias da Corte, foram iniciadas no último quartel do século XVII, as quais se explicam pela necessidade de melhorar o tráfego urbano e de contribuir para a beleza da capital.

As dificuldades de circulação de pessoas e de bens na Corte foram-se agravando com o tempo, provocando mesmo atropelamentos e motivando frequentes discussões entre os condutores de coches e liteiras, sobretudo nas ruas mais concorridas.

A fim de resolver ou minorar alguns desses problemas, a Coroa e o Senado criaram regras de trânsito e afixaram sinais ou placas de sinalização nas ruas mais problemáticas da altura.

A única placa resistente dessa época, encontra-se num edifício da rua do Salvador, em Alfama. Com data de 1686, regulava a prioridade de passagem dos veículos, determinando o seguinte: “Sua Magestade ordena que os coches, seges e liteiras que vierem da portaria do Salvador recuem para a mesma parte”.

14 comentários:

  1. Se a memória não me falha, uma prima chamou-me a atenção para esta placa.
    Boa noite.

    C

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    1. Uma curiosidade, Catarina.
      Que é sempre interessante conhecer.

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  2. Que descoberta Pedro! nunca tinha ouvido falar !
    olhem como os sinais foram reduzindo o tamanho da sua mensagem para não ficar mais do que uns traços a cores que "dominam" a linguagem e dão ordens no mundo inteiro :)

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    1. Uma excelente observação, Angela.
      A diferença é abissal!

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  3. Admitindo-se que não haja uma regra para as diferentes placas, então, sempre que se avistava uma, era preciso parar e ir ler...devia ser óptimo para evitar engarrafamentos e fomentar o convívio :)

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  4. Imagine-se a dificuldade dos cocheiros engrenagem a marcha atrás...
    Interessante.

    Abraço

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    1. Não seria fácil, Agostinho!! :))))
      Aquele abraço

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  5. Escrevi sobre isso, logo no início da minha rubrica O Rochedo das Memórias mas, nessa altura, o Pedro ainda não visitava o Rochedo

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    1. Na altura ainda não era visitante, Carlos.
      Para mim é novidade.
      Não conhecia, nunca tinha ouvido sequer falar desta bizarria.

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  6. Espetacular ver algo assim! Gosto sempre de saber e ver algo do passado. Aliás, as minhas séries preferidas são sempre aquelas que envolve história

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