17 de junho de 2011

Platini: «F.C. Porto devia jogar com portugueses»

Michel Platini foi um grande jogador de futebol.
E é actualmente o presidente da UEFA.
Se havia consenso à volta da sua genialidade enquanto jogador de futebol, estava capaz de afirmar que haverá também consenso quando se trata de avaliar a sua hipocrisia enquanto dirigente desportivo.
"A hipocrisia é o acto de fingir ter crenças, virtudes, ideias e sentimentos que a pessoa na verdade não possui. A palavra deriva do latim hypocrisis e do grego hupokrisis ambos significando a representação de um actor, actuação, fingimento (no sentido artístico). Essa palavra passou, mais tarde, a designar moralmente pessoas que representam, que fingem comportamentos. 
Um exemplo clássico de acto hipócrita é denunciar alguém por realizar alguma acção enquanto realiza a mesma acção."
Michel Platini, de nacionalidade francesa, que fez grande parte da sua carreira em Itália (Juventus), será o quê?
O mesmo Platini, que agora se mostra precupado com o elevado número de estrangeiros (sul-americanos) que estiveram presentes na final da Liga Europa, especialmente na equipa do Porto, e que viu o Inter de Milão ganhar a Liga dos Campeões, na época passada sem um único italiano na equipa titular, será o quê?
O mesmo Platini que olha para grandes equipas inglesas (Arsenal, Chelsea), não encontra um único inglês e nada diz, será o quê?
Que há um qualquer parti pris de Platini para com o FC Porto também já todos percebemos há muito tempo.
Mas, mesmo esta animosidade, não lhe devia toldar o bom-senso desta maneira.
Se quer ser coerente com a sua língua viperina, desafio Platini a submeter a aprovação da UEFA, e posteriormente da FIFA, legislação que obrigue todas as equipas a terem nos seus quadros um número mínimo de nacionais do país a que pertencem.
Mas, como não gosto de deixar as questões a meio caminho, aconselho-o a procurar perceber em que medida tal atitude se harmoniza com a legislação laboral em vigor na União Europeia.
Por acaso já ouviu falar no célebre Acórdão Bosman, senhor Michel Platini?
 

13 comentários:

  1. Pedro, esse gajo é um mete-nojo do carago!! Deviamos mandar o Madureira e os superdragões fazer-lhe uma visita um dia destes...
    Abraço camarada,

    Dragão de Mong Ha

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  2. Um abraço ao Dragão de Mong Ha!!
    É preciso ter uma cara de pau do caraças para vir com estes comentários!!
    O tipo tem um ódio especial ao Porto desde aquele episódio com o Pinto da Costa.

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  3. Caro Amigo Pedro Coimbra

    O Platini está como o presidente de França, não batem lá muito bem da bola, digo tola.
    O Pinto da Costa, por certo terá uma resposta, bem à moda do Porto para lhe dar.
    Cumprimentos futebolisticos.

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  4. Estou à espera de ouvir a resposta do Pinto da Costa a esta tolice, amigo Cambeta.
    Um abraço

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  5. Eu gostava de ver a resposta do Pinto da Costa a este tipo!

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  6. Não posso concordar com a parcialidade de Michel Platini.

    Mas admito que houvesse um limite de jogadores estrangeiros em cada clube.

    Maldita "Lei Bosman"!

    Mas atenção que Platini não "joga" só contra o FCP. Joga contra o futebol português.

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  7. Concordo que Paltini demonstrou uma parcialidade inaceitável (já não é a primeira vez que o faz, sempre em prejuízo do FCP).

    Por outro lado, creio que se deveria retirar daqui uma ilacção fundamental: o futebol português está inundado de estrangeiros de duvidosa qualidade (o meu Benfica, por exemplo).

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  8. A melhor de todas foi quando disse que não queria batoteiros, numa clara alusão ao FC Porto, ao nível do Sir Alex Ferguson que um dia disse que o FC Porto comprava títulos no supermercado.
    A resposta do Pinto da Costa? Não sei. O DIAP do Porto investiga o alegado jantar em que ele terá estado com o árbitro holandês depois de um jogo da Liga Europa. Não vai dar em nada, pois o Madureira e companhia já tem o assunto encaminhado.
    Por fim, faço minhas as palavras do Observador: maldita lei Bosman!

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  9. Observador,
    Mas eu sou totalmente favorável à existência dessa quota.
    Mais, à existência até de um número mínimo obrigatório de jogadores formados no clube que façam parte do plantel.
    França já segue esse critério há algum tempo.
    Mas, enquanto não for assim para TODOS, não há legimitidade para mandar bocas parvas como esta.
    Especialmente quando se ocupa um cargo de tanta responsabilidade.
    E também concordo consigo quando diz que ele tem algo contra o futebol português.
    Ainda não percebi porquê.

    VICI,
    É verdade que o futebol português tem jogadores estrangeiros muito fracos.
    Facilmente substituíveis por jogadores portugueses.
    Até mais baratos e mais jovens.
    Dou-lhe um exemplo no Porto - o Ukra não é melhor jogador que o Cebola? Com a vantagem de jogar bem com os dois pés, ser muito mais barato e muito mais jovem?

    FireHead,
    Mas o ferguson não se referia a batotice, referia-se a facilidade.
    São coisas bem diferentes.
    Já sabe o que é que penso do Pinto da Costa.
    Era mais do que tempo de parar com aquelas bocas que já cansam e até de dar a vez a gente mais jovem.
    Mas olhe que ele não é um diabinho no meio de anjinhos.
    É só o maior dos diabinhos, o mais esperto e o mais sabido.

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  10. Despindo as nossas camisolas clubisticas, a intenção de Platini é boa, mas isso, no futebol actual, é uma utopia...

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  11. Verdade, amigo. Deixa estar que eu também não gosto do Luís Filipe Vieira. Com ele é sempre a mesma coisa, ou seja, só fracassos, e depois bate sempre na mesma tecla: a família e os superiores interesses do Benfica...

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  12. Dylan,
    Concordo inteiramente consigo.
    A intenção é excelente.
    Aliás, os reflexos do Acódão Bosman sentem-se sobretudo ao nível das selecções.
    Itália e Inglaterra sendo os maiores exemplos de queda vertiginosa devido a excessiva importação de jogadores e pouca ou nenhuma formação.
    Mas, como muito bem refere, é uma proposta algo utópica.
    A única possibilidae que vislumbro, até do ponto de vista jurídico, é a existência da tal quota de jogadores formados no clube.
    Mas, mesmo essa, será torneada.
    As aquisições de James, Iturbe, Kelvin,...por parate do Porto pretendem (também) fazer face a essa possibilidade.

    FireHead,
    Infelizmente, os dirigentes desportivos que temos, passam (quase) todos uma imagem de chico-espertos, de duvidosa honestidade.
    E está instalada a ideia que, para se ser dirigente de um grande clube, tem que se ser assim.
    Terá?
    Quero acreditar que não.

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