15 de junho de 2011

Hoje e sempre, uma questão de critério

Três associações de taxistas vão reivindicar um aumento das tarifas junto da Direcção dos Serviços de Assuntos de Tráfego (DSAT).
A bandeirada passaria para as 15 patacas e passariam a ser pagas 1,50 patacas por cada 200 metros percorridos.
Argumentos para justicar estes aumentos?
O aumento dos preços do gasóleo, da reparação e manutenção dos veículos, a inflacção generalizada, uma tragédia.
Quero publicamente expressar o meu forte apoio a tais reivindicações.
Justíssimas, sem margem para dúvidas.
Mas, e aproveitando a inicitiva das associações, propunha ao Executivo que fizesse coincidir estes aumentos com outros.
Estou a pensar no aumento da higiene nos táxis, no aumento da formação dos taxistas, no aumento da qualidade dos veículos, no aumento dos táxis disponíveis ao cidadão comum, em suma, no aumento da qualidade dos serviços prestados.
Para não me acusarem de só pensar em aumentos, estava capaz de aventar também algumas hipóteses de  redução - redução do lixo acumulado no interior dos táxis e nas respectivas bagageiras, redução do tempo de vida útil dos veículos (como Singapura é sempre exemplo para tudo, que tal os cinco anos da cidade/estado?), redução do tempo de espera por um táxi, dos motoristas que não fazem ideia nenhuma dos locais para onde nos queremos deslocar.
Uma boa oportunidade para, com algum critério, por certo bastante científico, disciplinar a actividade, não concordam?
De critérios também se fala acerca do recrutamento de médicos para o internato geral.
Depois da hecatombe do resultado dos exames de acesso (2 aprovados em 316 candidatos, recorde-se), do barulho que fizeram alguns deputados, os Serviços de Saúde anunciam agora novas provas para breve.
Espero bem que o critério a seguir não seja um relaxamento das exigências como forma de conseguir uma mais alta taxa de aprovação.
Populismo e demagogia à custa da saúde e do bem estar das pessoas é algo que não quero acreditar que passe pela cabeça da oficialidade em Macau.
Por favor, e dando seguimento ao título do post, sejam criteriosos. 

4 comentários:

  1. Estimado Pedro Coimbra,
    Desde sempre que os táxis em Macau prestam um serviço que não é o mais desejado, nunca os governos anteriores se preocuparam muito com esse problema, mas enfim.
    A bandeirada dos táxis em Macau jé é bem elevada, se comparar-mos com o serviço de táxis além fronteira, cuja bandeirada é de 1.40 Yuans.
    Quando ao recrutamento de médicos de Portugal, me parece uma anomalia, já que Portugal recruta médicos columbianos, bem coisas que não dá para enten der muito bem, tal como a saúde anda mal, por lá e por cá.
    Um abraço amigo

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  2. Caro amigo Cambeta,
    Esteve ausente uns dias.
    Tudo em ordem?
    O serviço de táxis, numa cidade que quer fazer do turismo e entretenimento as principais fontes de receita, e que se quer internacionalizar, é degradante.
    Está aqui uma boa oportunidade para negociar da parte do Executivo.

    Eu não estou a pensar em recrutar médicos em Portugal, ou só em Portugal.
    Desde que sejam competentes, estou-me nas tintas para a nacionalidade.
    Porque não na Tailândia, por exemplo?
    Um abraço

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  3. Caro confrade Pedro Coimbra!
    A reportagem que você estampou no seu imperdível vagão do Expresso do Oriente desvela um problema cruciante que afeta os habitantes de Macau. Não sabia que em Macau os táxis são movidos a óleo diesel... Aqui entre nós os táxis são movidos a gasolina, álcool e alguns a gás natural. Estão em testes a produção de máquinas rodantes elétricas. Também temos ônibus movidos a eletricidade.
    Caloroso abraço! Saudações explicativas!
    Até breve...
    João Paulo de Oliveira
    Diadema-SP

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  4. Prof. João Paulo de Oliveira,
    Macau tem um superavit nas contas públicas que faz inveja ao resto do Mundo.
    Soluções como as que refere deveriam ser implementadas aqui.
    Porque há demasidao dinheiro para isso, porque a cidade está muito poluída, porque os transportes públicos são velhos e poluentes.
    O que faz o Executivo?
    Assobia para o lado.
    E isso entristece-me e revolta-me.
    Um abraço

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