25 de fevereiro de 2011

Pense bem antes de responder - prefere um facínora conhecido ou um fundamentalista desconhecido?


É esta a pergunta que fica subentendida após mais uma intervenção pública de Muammar Kadhafi (ler aqui).
Numa altura em que essa entidade dúbia, no entanto sempre omnipresente, que é a comunidade internacional, se queixa da cegueira e da surdez do coronel líbio, Kadhafi demonstra que está muito atento.
Cavalgando a onda das vozes que demonstram preocupação com  a possibilidade de verem instaurado na Líbia um regime teocrático, de pendor fundamentalista islâmico, o ditador líbio aponta ao homem mais temido da Terra para capitalizar e fazer crescer esses receios.
Quem está a fomentar a revolta na Líbia, afinal,  é Bin Laden.
Que, diabolicamente, quererá colocar à frente do governo líbio um dos seus seguidores.
Assustem-se!!
Tremam!!
E, agora sim, respondam - preferem um facínora conhecido ou um fundamentalista desconhecido?
Kadhafi, o ditador, cleptómano, assassino, genocida, só está cego e surdo quando se trata de ver e ouvir os seus compatriotas.
Nos outros momentos, demonstra-o aqui perfeitamente, tem os olhos e os ouvidos bem abertos.

6 comentários:

  1. O Kadhafi é outro Ayatola, o mundo nao reage, porque o petroleo fala mais alto.
    A minha respsota será, que venha o diabo que escolha.
    Um abraco amigo

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Pedro
    Não consigo dizer mais que o amigo que me antecedeu. Por isso e se me autorizar subscrevo o seu comentário.
    Abraços

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  4. Nem há mesmo mais nada a acrescentar.
    Talvez mesmo só acentuar que é necessário correr o risco.
    Um abraço a ambos

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  5. É uma pergunta muito difícil de responder, meu caro Pedro.

    Pois bem, eu tenho um HORROR a tudo que é fundamentalista!!!

    Bom fim-de-semana!

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  6. ematejoca,
    Eu não quero sequer que me coloquem essa pergunta.
    Até porque é uma falácia.
    O que é necessário é correr com este alucinado do poder.
    Depois, ....o que vem depois ninguém pode adivinhar.
    Na Líbia e em qualquer outro local onde se realizem eleições livres.
    Pode haver problemas?
    Pode.
    Mas eu prefiro que esses problemas sejam resultado da vontade popular.
    E que se saiba lidar com os mesmos se eles surgirem.
    Sim, porque também não quero umas eleições à chinesa (quem dizia isto ere um grande macaense já falecido) - "os chineses nunca organizam umas eleições antes de saberem quem é que as vai ganhar".
    Deixe-se o povo líbio escolher.
    E, depois, veremos como reagir.
    Bfds

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