12 de setembro de 2018

Trauma de infância?



Os cinéfilos e os melómanos terão sempre na memória o filme Easy Rider e a banda sonora do mesmo.
Especialmente esse estrondoso sucesso, que se tornou hino de várias gerações, Born To Be Wild, originalmente interpretado por Steppenwolf, e que conheceu incontáveis versões desde o ano de 1969 quando foi originalmente lançado no mercado discográfico.
Quem parece não fazer ideia do que é born to be wild, nem nada que se assemelhe a isso, é o deputado Lam Lon Wai.
Lam Lon Wai, nascido poucos anos depois do lançamento do filme e da banda sonora, deve ter tido uma infância muito infeliz.
Porque só assim se poderá explicar que fique indignado por ver os jovens que se divertem, que correm atrás uns dos outros, berram, dizem palavrões, fumam, trocam carícias nos bancos de madeira (outro afectado pela troca de carícias entre jovens) na zona Norte da cidade.
Numa época em que os pais procuram cada vez mais que os seus filhos saiam de casa, façam amigos, socializem, tudo para não se tornarem couch potatoes viciados na tão célebre realidade virtual, Lam Lon Wai prefere ver os jovens trancados em casa, longe das tentações mundanas (olhe que as tentações na realidade virtual são muitas e muito perigosas, senhor deputado...).
E dá conta dessa sua preocupação junto do Parlamento local.
Como se tudo isto não fosse já suficientemente demente, as autoridades administrativas respondem à interpelação do deputado e afirmam que as polícias estão atentas e a acompanhar o caso.
As polícias?? A acompanhar o caso?? Qual caso??!!!
Esta gente ou ensandeceu ou sofreu traumas na infância dos quais não se consegue libertar.
Só assim se poderá explicar este comportamento.
Tarefa que deixo para profissionais devidamente habilitados a lidar com tais desvios comportamentais.
Porque eu sinceramente só me sinto muito desiludido e cansado com o rumo que Macau está a seguir.

34 comentários:

  1. Já me tinham chegado aos ouvidos essa regressão de Macau, Pedro Coimbra.
    Preocupante, sem dúvida.

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    1. Esta gente parece que não existe, João Menéres.
      E já é o segundo que vem com o paleio das carícias.
      Repito, tem que ser trauma.

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  2. Na verdade, há nessa postura algo que não augura nada de bom. E o sujeito ainda é tão jovem! Medo...
    Abraço, Pedro

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    1. Nasceu em 1975, Célia.
      Quarenta e três anos de idade no BI, mais do dobro na mentalidade.
      Acho que já nasceu VELHO.
      Abraço

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  3. Realmente, isto dá bastante que pensar.

    Hoje » Sou a hora perdida dentro do aconchego

    Bjos
    Votos de uma óptima Quarta - Feira

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    1. Dá vontade de dizer asneiras, Larissa Santos :(
      Bjs, votos de uma óptima quarta-feira também

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    2. Concordo amigo Pedro dá mesmo vontade de ser mal educado.
      Um abraço e continuação de uma boa semana.

      Andarilhar
      Dedais de Francisco e Idalisa
      O prazer dos livros

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    3. Às vezes temos que refrear o ânimo para não sermos mesmo mal educados, Francisco.
      E não é fácil.
      Aquele abraço

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    1. Obscurantismo hipócrita, Amigo João Paulo de Oliveira.
      O que ainda piora o que já é em si mesmo mau.

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    1. Há por aqui muita gentinha, ainda por cima com responsabilidade pública, a quem eu não confiava nem uma tesoura, Cidália Ferreira :(
      Beijos

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  6. Situação complicada essa ! :((
    Isso não tem pés nem cabeça, essa tendência para "prender as pessoas em casa !"
    Abraço Pedro

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    1. Moralismo falso e hipócrita, Ricardo.
      Da vómitos.
      Aquele abraço

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  7. Moralistas políticos normalmente vem de políticos tendencialmente comunistas - presumo que seja esse o caso. Típico de quem julga e aponta o dedo a todos os que são diferentes, enquanto grita pela torelância e igualdade.

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    1. Estes cretinos pensam que agradam às autoridades centrais com estas atitudes, Pedro Dinis.
      Haverá alguma expressão semelhante a vozes de burro não chegam ao céu em língua chinesa?
      Ainda vou investigar isso.

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  8. Deve ser algum católico com saudades da Santa Inquisição...

    Haja pachorra!!

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    1. A pachorra começa a faltar, São, confesso que começa a faltar.

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  9. Numa altura em que se luta pela socialização dos jovens, não se compreende este comportamento.
    Este senhor devia ser caso de estudo por alguém bem credenciado, mas como todos os loucos , este não se apercebe que o é!

    Beijos Pedro

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    1. Casos patológicos, Manu, não tenho dúvidas que sim.
      Infelizmente com responsabilidades a nível público, comunitário.
      Beijos

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  10. Se ver os namorados se acariciarem, publicamente, incomoda o homem, é porque não teve carícias suficientes na infância e adolescência.
    Realmente é estranho, mas isso aí por Macau parece ir de mal a pior, Pedro.

    Beijinhos.

    ( Às tantas, ao Lam Lon Wai, fazia-lhe bem entrar no mundo dos blogues. Que me diz a isso, Pedro? :))

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    1. Fazia-lhe bem entrar no Mundo, Janita.
      Porque agora ele deve viver numa qualquer realidade paralela.
      E já não é o primeiro que vem com o paleio das carícias.
      O que é que se passa com esta gente??
      Beijinhos

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  11. Pedro, isso é, na realidade, patético, patológico e, acima de tudo, castrador da liberdade individual de cada um... é mesmo caso para cansar quem, com o mínimo de bom senso, assiste a tudo isso.

    Aquele abraço, amigo.

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    1. E já não é o primeiro, Ricardo.
      O mais incrível ainda é a polícia dizer que está a acompanhar.
      A polícia????
      Aquele abraço

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  12. Existe na sociedade algum sector tão numeroso que o elegesse pelas ideias? Ou terá sido pela gravata? Ponhan-no em cima duma mota para arejar as ideias.
    E confisquem-lhe eventuais artefactos privados.
    Saúde, Pedro.

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    1. Esse é que é problema, Agostinho.
      Este é dos tais eleitos indirectamente, que aparecem no seio das associações e chegam à Assembleia Legislativa não se sabe bem como.
      Aquele abraço

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  13. Intrigante! Mas malucos existem em todos os lugares! e pior: existem em grande número.
    beijo, Pedro.

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    1. Malucos com responsabilidades públicas é que são especialmente perigosos, Tais Luso.
      Beijo

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  14. Quer-se e que os jovens socializem e nao fiquem colados a TV!
    Que retrogrado esse homem e as suas politicas!

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    1. Esse é um dos dramas das sociedades modernas, Sami - os jovens conviverem pouco, socializarem pouco.
      Este idiota não percebe isso, não percebe NADA!

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  15. Gostei muito do texto e da mensagem...
    O comunismo exacerbado deixou marcas profundas...
    Trata-se de consequências de valores de uma educação
    defeituosa, que pecava por excesso de zelo.
    Beijinhos
    ~~~~

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    1. Este gente parece que não existe, Majo, que é produto da nossa imaginação, dos nossos pesadelos.
      Beijinhos

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