25 de setembro de 2019

Sistemas a funcionar


Nas últimas horas o espaço noticioso foi dominado por duas grandes notícias - a decisão do Supremo Tribunal na Inglaterra  relativamente à suspensão do Parlamento e a decisão de se iniciar um processo de destituição (impeachment) do Presidente nos Estados Unidos.
São os sistemas a funcionar, é a tripartição de poderes levada à prática.
Muito mais que barulho, discussão em surdina ou no espaço público, opiniões e pareceres, o que é importante é deixar os sistemas funcionar.
Boris Johnson foi demasiado longe na sua intenção de levar por diante uma suspensão do Parlamento? Donald Trump traiu o país e aliou-se a potências externas?
Perguntemos os tribunais, deixemos o poder judicial fiscalizar (no caso do impeachment nos Estados Unidos, o Senado) o poder político-administrativo.
Mais que a notícia, o impacto mediático, interessa-me o exemplo.
Um exemplo que devia ser seguido em toda a parte (a começar por Macau, obviamente...).
Quando não se concorda com decisões do poder político, das autoridades administrativas, há mecanismos para as enfrentar e combater.
E, se as convicções são fortes, e a coragem também, devemos ir até ao fim.
Só assim teremos legitimidade para criticar os sistemas, só assim poderemos provar se funcionam ou não. 

38 comentários:

  1. Provavelmente à semelhança do que aconteceu com Clinton. Não foi removido da presidência.

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    1. Sim, Catarina, mas, de qualquer maneira, existe accountability, e isso é que é importante.

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    2. Isto vem muito a propósito do que se passa em Hong Kong e do que se passou recentemente em Macau.
      Não se pode dizer que o sistema não funciona quando não se testa o sistema até ao fim.

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  2. A independência de poderes - judicial e político - é um garante da democracia.

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  3. Espero que haja consequências no caso dos Estados Unidos, aproveito para desejar a continuação de uma boa semana.

    Andarilhar
    Dedais de Francisco e Idalisa
    O prazer dos livros

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    1. Não acredito, Francisco.
      Mas só fazer compreender que não se pode fazer tudo já é bom.
      Aquele abraço

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  4. Em relação ao Trump não acredito que vá mudar alguma coisa....

    Isabel Sá  
    Brilhos da Moda

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    1. Pelo menos é bom que o vão lembrando que não está acima da lei...

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  5. Não acredito que aconteça nada nos Estados Unidos e penso que os próprios democratas também não deve ter grandes esperanças, ainda assim, todos os argumentos são válidos para tentar acordar o povo americano...
    Contudo,
    Aqui e agora, aposto que esse senhor vencerá as próximas eleições...

    Aquele abraço

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    1. Vencer as eleições?
      Não creio.
      Mas, com os americanos, tudo é possível.
      Aquele abraço

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  6. mas se a moda pega de retirar as pessoas que receberam o voto do povo, então para onde vai a democracia ?!

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    1. O voto é só um dos momentos, Angela.
      Hitler foi eleito...

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    2. Pedro, só para mencionar que tenho lido varios artigos a explicar que essa votação foi "arrancada a ferros", eu
      diria quase no sentido concreto da palavra!
      https://www.dw.com/pt-br/eleições-alemãs-de-1933-transcorreram-em-clima-de-intimidação/a-16647900
      ou seja a democracia flagelada
      mas serão "fake news"?!
      http://ventosueste.blogspot.com/2006/03/hitler-foi-eleito-democraticamente.html

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  7. A ver se chegam a um bom senso:))

    Hoje no Brincando:-Instante ilusório

    Bjos
    Votos de uma óptima Quarta - Feira

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  8. Duvido que nos Estados Unidos algo aconteca, sera como Clinton que continuara no poder. Mas pelos menos espero que abra os olhos dos Americanos para que nao votem nele outra vez!
    Quanto ao Boris acredito que nao ficara no poder muito mais tempo, mas na politica tudo e possivel e quem sabe ele la continua!

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    1. Também não acredito que Trump seja destituído, Sami.
      Mas este processo terá pelo menos a virtude de lhe fazer entender que não pode fazer o que lhe dá na real gana.
      Já Boris Johson acredito que esteja a prazo.
      E curto.

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  9. Sem dúvida, embora, atinente aos EUA, não deposite muita esperança.
    Obrigado pelo post.
    Abraço,
    P.

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    1. Santa Comba dão?
      A minha família é originária daí (família paterna).
      Aquele abraço

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  10. Ou seja, ninguém se entende.

    Beijo
    https://danielasilvaoficial.blogspot.com/

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  11. Nos EUA, os Democratas atiram o barro à parede, a ver o que dá. Na Inglaterra, falhada a intenção de suspender o Parlamento, espreita-se o que quer que possa fazer ruído, não mais que isso.
    Um abraço

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    1. Acredito que os ingleses vão além do ruído, António...
      E a Europa à espera.
      Aquele abraço

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  12. Olha em todos os países a política está um caos!!

    Beijos
    Pâmela Sensato

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  13. São ótimas notícias que provam que a era´dos imperadores
    e ditadores é coisa (feia) do passado...
    Beijinho.
    ~~~~

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  14. Estou totalmente de acordo com as tuas palavras Pedro
    A justiça por vezes tarda mas...
    Abraço
    Kique

    Hoje em Caminhos Percorridos - Visita à Real Fábrica do Gelo…

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    1. Acho que o Boris é que vai sentir a espada, Kique.
      Já o Trump leva só uma picadela.
      Aquele abraço

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  15. A capacidade auto-reguladora de um sistema democrático, em que graças à tripartição dos poderes cada um deles controla os possíveis abusos e desvios dos outros dois... faz-me lembrar aquele jogo simples mas divertido do "Pedra - Papel - Tesoura"! 😊

    Muito mal vão as coisas quando acontecem situações como a que aconteceu agora no R.U. e com a que poderá vir a acontecer nos EUA. Ou seja... muito mal vão as coisas quando é preciso accionar estes mecanismos de auto-regulação.

    Beijinhos à espera das cenas dos próximos capítulos
    (^^)

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    1. É melhor haver mecanismos de controlo, e accioná-los, do que deixar funcionar tudo em roda livre, Clara.
      Beijinhos

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  16. best about it is that justice is being done
    hopping for better for the american people and for all other who influence with such situation

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    1. That's what's important to me, baili.
      The system, the institutions, work.

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  17. They will not impeach Trump. They are all too scared to do so.For most of the time President Trump has been in office, Republican elected officials have chosen to look away or down during difficult moments. They have preferred silence over speaking out, whether out of a fear of political retaliation or a calculation that the value of policies he and they are pursuing outweigh any damage brought about by his behavior.

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