26 de outubro de 2010

Um Porto entusiasmante

Este Porto, de André Villas-Boas, é realmente encantador.
Não me lembro de ver uma equipa do Porto a jogar desta maneira, a dar espectáculo, a ganhar, a marcar golos, com jogadores que desiquilibram, que fazem as bancadas vibrar, com uma confiança próxima da arrogância, deixando sempre a impressão que sabe que vai ganhar os jogos.
A única dúvida é apenas com que "score" final.
Ontem foram 5-1, a maior goleada da Liga até agora.
Mas podiam ter sido mais.
Há ali muito trabalho de André Villas-Boas, que transmitiu uma dinâmica à equipa que já há muito não se via.
Mas ainda há trabalho de Jesualdo.
O onze que ontem entrou em campo, e o que tem sido mais utilizado, só tem duas novidades - um central que substitui Bruno Alves (Maicon ou Otamendi); um médio que substitui Raul Meireles (João Moutinho, numa forma excepcional, com uma moral incrível, que o lance do segundo golo retrata totalmente).
Os restantes são repetentes.
Foram formatados por Jesualdo Ferreira.
Mas André Villas-Boas deu-lhes outra vida.
Fernando é um jogador que, para além de manter os tentáculos de "polvo", agora também participa nas manobras ofensivas.
Ruben Micael (ontem), ou Bellushi, com João Moutinho, aproximam o meio-campo do Porto do rendilhado que se via há alguns anos nas Antas.
E que se vê em Barcelona.
Lá à frente, um trio terrível.
Varela é um extremo temendo
À esquerda, ou à direita.
Falcao, que veio substituir Lisando, está a revelar-se um jogador em nada inferior ao argentino.
Superior, até...
E, finalmente, há Hulk.
Que ficará muito pouco tempo em Portugal se continuar a jogar assim.
Desiquilibra, finta, corre, serve os companheiros, marca.
E, ao marcar, faz golos fantásticos.
Como o primeiro de ontem.
A jogar com a alegria de um garotinho de rua, com uma força monstruosa, uma fé inabalável nas suas potencialidades, Hulk é o maior desiquilibrador que tenho memória no Porto.
Perfeitamente ao nível de um Futre ou Madjer, mas a marcar mais golos.
Será muito complicado segurá-lo assim.
Este Porto, a continuar a jogar desta forma, e com as alternativas de banco de que dispõe, promete uma época que ficará na história do clube.
Daqui a uns meses voltamos a falar.

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