TAP com licença para voar para a China

A possibilidade já tinha sido aventada, o rumor já circulava há algum tempo.
Agora surge a confirmação oficial pela voz do secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade - a TAP já tem licença para operar voos em regime de "codeshare" com uma companhia aérea chinesa, a ser indicada por Pequim, que ligarão Pequim a Lisboa e Porto, e Xangai a Lisboa.
A expressão "codeshare", vulgarizou-se a partir de 1990, e significa voos que são operados por uma companhia aérea, mas cujas operações de marketing são deixadas a cargo de uma outra.
Logo aqui se detecta o objectivo da TAP ao publicitar estas rotas que ligarão Pequim e Xangai a Lisboa e ao Porto.
O mercado chinês, neste caso específico na área do turismo, é um mercado imenso.
E em constante crescimento.
Bernardo Trindade salientou esse facto quando falou nas previsões que apontam para um número na ordem dos 100 milhões de chineses a viajar para fora do país, provavelmente já este ano.
Junte-se a este número imenso, uma classe média também em constante crescimento, com forte poder de compra, e a sedução do mercado chinês torna-se irresistível.
A aposta da TAP, como tal, é uma aposta totalmente compreensível.
Assim como o é a tentativa de partilhar a operação com uma companhia aérea chinesa, mais conhecedora do mercado e das preferências dos cidadãos chineses.
O tal "codeshare".
Mas a TAP terá que enfrentar forte concorrência.
Sim, que o canto de sereia do mercado chinês não é escutado só em Lisboa.
Como tal, a companha aérea portuguesa terá que apostar num serviço de qualidade, em packages atractivos para poder ter sucesso nesta aposta.
Já ouvi hoje alguns comentários rídiculos tentando comparar o icomparável.
Refiro-me aos voos entre Macau e a capital portuguesa.
E o seu cancelamento.
Julgo que vai sendo tempo de perceber que a rota Macau/Lisboa só fazia sentido em termos políticos.
E num momento histórico muito peculiar.
Na vertente económica, percebeu-se desde muito cedo que a rota era inviável.
E também vai sendo tempo de perceber que as companhias aéreas vivem do sucesso económico.
Mesmo esse, como se vai constatando, mais e mais difícil.
Num mercado com uma concorrência crescente e terrível.
Romantismos, de índole política ou histórica,  não fazem aqui qualquer sentido.
Serão interessantes para os portugueses que vivem em Macau as notícias agora conhecidas?
Quero conhecer todos os planos em pormenor antes de poder dar uma resposta em definitivo.
Ainda assim, e num plano puramente teórico, com preços convidativos, não me desagrada a ideia de sair de Macau na direcção de Pequim ou Xangai.
E sair de Pequim, ou Xangai, em direcção a Lisboa ou ao Porto.
Porque não? 

Comentários

  1. Caro Amigo Pedro Coimbra,
    Lendo o seu belo artigo sobre a companhia aérea portuguesa, e no que diz respeito a estas frases:
    Julgo que vai sendo tempo de perceber que a rota Macau/Lisboa só fazia sentido em termos políticos.
    E num momento histórico muito peculiar.
    Na vertente económica, percebeu-se desde muito cedo que a rota era inviável.
    E também vai sendo tempo de perceber que as companhias aéreas vivem do sucesso económico.

    Concordo consigo na segunda parte, já que da primeira, fazia todo o sentido em que a TAP voasse para Macau, o fazia duas vezes por semana e ia sempre com a lotação esgotada.
    A rota era lucrativa,mas, a maioria dos vôos seus passageiros eram funcionários da TAP ou seus familiares, comprar um bilhete em Macau para os vôos entre Macau e Lisboa, nem sempre era fácil, nem em primeira classe.
    Disso tenho provras.
    Eu e minha esposa utilizamos a TAP, por duas vezes, nas rotas Macau-Bruxelas-Lisboa e na de Macau-Bangkok-Lisboa.
    Igualmente utilizei a Tap em vôos entre Macau e Bangkok e vice versa, da última vez quando fui recorfirmar o vôo, fui então informado que a TAP já não voava para Macau, resultado, tive que viajar na Air Macau.
    A rota, para além de seus aspectos politicos, era rentavel, aliás, como assim referi, mas nenhuma compnahia aérea por mais rica que seja consegue sobreviver, quando os seus vôos levam 75% dos passageiros cujos bilhetes são quase de borla.
    Na altura em que a TAP voava para Macau, os seus porões vinhas cheios de carga, ai não tinham prejuízos.
    Para mim considerei o afastado da TAP como uma vergonha, pois nada anunciaram sobre a questão ou as razões porque deixaram de voar para Macau, mas enfim TAP = Take Another Plane.
    Um abraço amigo

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  2. Esse era o grande problema caro Cambeta - grande parte dos "passageiros" não o eram verdadeiramente.
    Eram convidados, eram dignatários.
    Concordo que, cancelar a rota de modo abrupto, e bruto, revelou, uma vez mais, "falta de chá".
    Nada a que não estejamos habituados, não é?

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  3. Os funcionários da TAP não usufruem de 'borlas' para viajar até pelo contrário, pagam bilhetes, com desconto é verdade, direito de funcionário, mas nunca um bilhete de funcionário prevalece sobre um bilhete de passageiro que paga a tarifa normal. Até de férias os funcionários não têm direito de prevalência sobre um passageiro que paga a tarifa, nunca têm reservas de lugar ficam sempre até à ultima no check in sem saber se vão embarcar, ficando por vezes em terra.

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  4. Acho que a nossa companhia aerea deveria retomar os voos para o oriente nomeadamente para china.nao se percebe porque razao a tap deixou de voar para macau e bangkok uma vez que eram linhas rentaveis,portanto assim vai retomar os voos para a china nomeadamente para pequim e xangai uma vez que e um mercado apeteçivel ,mas realmente vai ter concorrençia das grandes companhias aereas europeias ,norte americanas e as proprias asiaticas,ou seja tem de se tentar.

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