15 de setembro de 2017

Contribuição dos amigos do blogue

João Paulo de Oliveira


Dois símbolos wur identificam o género em casas de banho.

Familiar muito especial 

Ponderação de tema

Caricatura perfeita


Ricardo Santos 

Invento português que aguarda patente 


Contas atrasadas

-Oi gata! Qual é o seu nome?
-Luzinete
-Puta que pariu! 
-O quê? Não gostou do meu nome?
-Não é isso! É que me lembra 2 contas atrasadas!

BOM FIM-DE-SEMANA!
[Na próxima semana não há blogue que eu vou ali (Portugal) e já venho]

14 de setembro de 2017

Quando a manta é curta...


Quando a manta é curta há sempre alguma parte do corpo que fica exposta.
A mesma coisa acontece quando o plantel de uma equipa é curto.
Quando o plantel é curto, e as competições são muitas, alguma(s) fica(m) para trás.
E o plantel do Porto é curto.
Especialmente se a equipa verdadeiramente quiser disputar todas as competições em que está envolvida (Liga, Liga dos Campeões, Taça de Portugal, Taça da Liga).
Sem aquisições (o guarda-redes Vaná foi a excepção) para conseguir cumprir as regras do fair play financeiro da UEFA,  um domínio em que também há alguns mais iguais que os outros, Sérgio Conceição teve que estruturar o plantel com os jogadores que tinham contrato com o clube.
Os que já estavam no clube e os que foram resgatados aos clubes a que estavam emprestados.
Pode ser que chegue para as provas internas, e isso só mais lá para a frente na época se verá, é curto para as provas europeias, especialmente para a Liga dos Campeões.
Foi precisamente isso que se viu na estreia desta competição.
Um Besiktas recheado de jogadores experientes, matreiros, com alguma qualidade, bateu clara e justamente o Porto.
Começar uma prova tão curta como é a fase de grupos da Liga dos Campeões a perder, para mais em casa, é muito mau.
O empate no outro jogo do grupo deixou tudo muito equilibrado.
Mas o que se viu no Dragão foi muito pouco para fazer face às exigências de uma prova como a Liga dos Campeões.
Pela primeira vez esta época o Porto foi derrotado em jogos oficiais.
Vamos ver como reage a equipa a este desaire.
E vamos ver se a direcção e a equipa técnica não se vão ver obrigadas a fazer opções.
Opções que passam obrigatoriamente por centrar atenções e energias numa(s) prova(s) em detrimento de outra(s).
Quando a manta é curta...

Intemporais (85)

13 de setembro de 2017

Unanimidade na censura, dissensão nas sanções


O Conselho de Segurança das Nações Unidas condenou por unanimidade o último ensaio armamentista da Coreia do Norte.
E não se ficou por essa condenação endurecendo as medidas sancionatórias aplicadas ao regime norte-coreano.
Na nona resolução adoptada por unanimidade pelos 15 membros do Conselho de Segurança, a solução encontrada passou novamente por demoradas e complicadas negociações entre três dos principais intervenientes no processo – Estados Unidos, China e Rússia.
Washington, para ter o apoio de Pequim e Moscovo, teve que ceder nas suas intenções iniciais e suavizar um conjunto de sanções que russos e chineses acharam demasiado violento.
Só quem não está habituado à postura negocial de Pequim (Moscovo nem tanto…) é que se surpreende.
A resolução adoptada deixa Pyongyang em grandes dificuldades para fazer face às sanções que terá que enfrentar – proibição de exportação de produtos têxteis, forte restrição à importação de produtos petrolíferos e derivados – mas não funciona como um garrote, muito menos fere de morte a liderança e os bens pessoais do ditador norte-coreano (uma mão cheia de mel, uma mão cheia de ...trampa).
Pequim e Moscovo, alinhando com o grito de “basta!” da comunidade internacional, não deixam de dar algum espaço ao regime norte-coreano para sobreviver.
Até Washington já percebeu isso.
As declarações de Nikki Hailey não deixam grande espaço para dúvidas a esse respeito.
A posição musculada de Trump foi substituída por um não queremos a guerra e deixaremos a Coreia do Norte em paz se o regime norte-coreano parar com o seu programa nuclear.
Pequim e Moscovo, aliados de Pyongyang, capazes de levar Washington a ceder, serão capazes de, à nona resolução adoptada por unanimidade por um Conselho de Segurança tão dividido, levar Pyongyang a ceder também?
Confesso que não acredito nessa possibilidade.
Kim Jong-un vai cantar vitória, fazer mais umas quantas ameaças, até novo teste balístico e nova resolução de um Conselho de Segurança das Nações Unidas que Pequim e Moscovo não deixam responder à bruta a quem só conhece essa linguagem.
Até quando é a pergunta do milhão de dólares.

Receita chinesa para viver mais e melhor

   

Um ocidental em visita à China ficou surpreendido ao ver a quantidade de idosos saudáveis. 
Curioso a respeito da milenar medicina chinesa, indagou a um experiente médico qual o segredo para se viver mais e melhor.
Ouviu do mesmo a sábia resposta:
- "Comer a metade. Andar o dobro. E rir o triplo."


12 de setembro de 2017

E quando se pensava que Hong Kong tinha batido no fundo...


Quando se pensava que Hong Kong tinha batido no fundo somos confrontados com um gesto tão vil, tão torpe, que nos deixa boquiabertos.
Felicitar uma mãe porque o seu filho adolescente faleceu na sequência da queda de um prédio (a hipótese suicídio, avançada algo precipitadamente, está ainda a ser investigada) é humanamente inqualificável.
Dois jovens, filmados pelas câmaras do circuito interno da Universidade, deixaram essa mensagem nas paredes da chamada Democracy Wall da Education University of Hong Kong. 
Dois jovens que, como muitos outros, confundem liberdade de expressão com ofensa gratuita, desumana, reles. 
Irritados com a implementação do programa de educação patriótica em Hong Kong, incapazes de perceber que, por muito que berrem, Hong Kong faz e fará parte da China, que o segundo sistema permite um grande conjunto de direitos, liberdades e garantias, mas que exige também responsabilidade da parte de quem usufrui desses direitos, uma série de mentecaptos elege como alvo da sua fúria as entidades oficiais de Hong Kong. 
As quais, na perspectiva destes imbecis, se deviam opor às directivas que emanam do País e que têm que ser implementadas no segundo sistema. 
Confesso que não consigo antever o futuro em Hong Kong de tão tenso que está o ambiente naquela Região Administrativa Especial. 
Se o bom senso, há muito afastado do relacionamento entre Pequim e Hong Kong, não for rapidamente reposto, o que a actual Chefe do Executivo de Hong Kong elegia como prioridade do seu mandato (apaziguamento da tensão social em Hong Kong) corre o sério risco de se ver frustrado ainda antes de ser sequer tentado.

Livro das férias (Anselmo Borges) DN 08.09.2017


1. Não é meu hábito recomendar listas de livros para férias, pois não tenho apetência para condicionar gostos, sobretudo nessa época. Mas tenho a convicção sem hesitações de que é essencial ler livros. Como me dizia em pequenino a minha mãe, "quem quer saber, andar e ler" livros. Porque é que considero tão importante ler livros? Porque um bom livro tem uma estrutura fundamental: uma introdução que anuncia as questões a tratar, o tratamento dessas questões, argumentando, e uma conclusão. E é preciso dialogar com ele, ir, voltar, ler outra vez, concordar, discordar, sempre com razões... E, como dizia Platão no que aos seus diálogos se refere, inicia-se com reticências, porque nunca se começa no zero, no nada, já que há sempre pressupostos, e termina-se com reticências, já que nada está definitivamente acabado, será preciso retomar o diálogo: "Ha- vemos de continuar..."
Hoje não se lê? Lê e muito. Mas não livros. O que se lê e escreve tem a ver sobretudo com comentários, comentários de comentários, tudo muito fragmentado e no quadro do "achismo" (quase toda a gente acha que... sobre tudo, mesmo desconhecendo completamente a matéria; quase todos se pronunciam sobre tudo, mesmo sem a mínima ideia da complexidade das questões). Com as novas tecnologias, a ignorância pode triunfar, pois, como advertiu Umberto Eco, as redes sociais dão voz a uma "legião de imbecis".
2. Um dos meus livros para uns breves dias de férias foi, de Celso Alcaína, Roma Veduta. Monseñor Se Desnuda. Está-se a ver, subentendido, o velho dito: "Roma veduta, fede perduta" (quem vai e vê Roma perde a fé).
Após a ordenação sacerdotal e grande currículo académico, com doutoramentos em Teologia e Estudos Bíblicos, Alcaína passou oito anos (1967-1975) a trabalhar na Congregação para a Doutrina da Fé. O papa era então Paulo VI. O livro, com os seus contactos, o que viu e ouviu, são as suas impressões críticas desses anos. Ficam aí apenas algumas pinceladas da minha leitura.
2. 1. Não posso deixar de sublinhar o que se refere aos processos de teólogos como Bernhard Häring, Marc Oraison, Charles Curran, Xavier Léon Dufour, E. Schillebeeckx, Hans Küng, Leonardo Boff, Casiano Floristán... Por exemplo, Häring, que enfrentou a velha moral, sempre aberto a conceder os sacramentos aos divorciados recasados e que nunca aceitou o princípio da condenação dos métodos anticonceptivos, defendendo a "paternidade responsável", disse depois ele próprio a Alcaína que "preferia encontrar-se frente a um tribunal de Hitler a encontrar-se outra vez no Palácio do Santo Ofício". Já convalescente de uma doença grave, foi visitado por um funcionário do Vaticano: "Convidou-me a apresentar-me de novo perante o Santo Ofício para um encontro amistoso. O que se me pedia era uma declaração servil de que no futuro me absteria de qualquer tipo de crítica aos documentos da Congregação, o que recusei terminantemente. Extenuado e indignado, respondi que, graças a Deus, nunca tinha caído na tentação de confundir a Igreja com a Congregação para a Fé; caso contrário, não teria podido permanecer nem um instante nela; e convidei-os a que pensassem seriamente nas sombras que a Inquisição tinha acumulado naquele palácio, ao que o arcebispo J. Hamer respondeu que ele não sentia nenhuma vergonha desse passado."
O autor manifesta a sua perplexidade ao descrever a incompetência teológica de quem condenava esses gigantes do pensamento teológico. Causou-lhe, evidentemente, forte impacto saber que o cardeal Ottaviani tinha encarado "a possibilidade e a oportunidade de declarar herético o papa Roncali (João XXIII) durante o seu pontificado".
2.  Sobre a Irmã Lúcia, a viver numa comunidade religiosa: "Julgava-se uma eleita e as suas relações com a Madre Superiora eram conflituosas. O que a Virgem lhe "dizia" era inconsistente e trivial." Sobre o "Terceiro Segredo de Fátima": "Eu não tive nas mãos nem pude ler o documento. Mas, tanto quanto me referiu o então arquivista Mons. Certö, o texto dado a conhecer em 2000 por João Paulo II, e comentado pelo cardeal Ratzinger, foi expurgado. O mais importante e polémico desse Terceiro Segredo era a guerra interna da hierarquia católica: "cardeais contra cardeais, bispos contra bispos". Isso, segundo Certö, era o que demorava a publicação do texto, mais do que outros presságios de guerras e o assassínio do "bispo vestido de branco"."
3. Sobre o celibato dos padres, é impressionante a história do esforço do papa Paulo VI para acabar com a sua obrigatoriedade e torná-lo opcional. Porque Paulo VI, ao contrário de João Paulo II, não tinha pejo em abolir o celibato obrigatório. "Mais: desejava a abolição. Como outros pensadores católicos de vanguarda, considerava a instituição do celibato obrigatório um estorvo para a evangelização e para a autenticidade do clero. Também um travão aos direitos humanos." Em Setembro de 1971, poucos dias antes do início do Sínodo dos Bispos, convocado para tratar do "sacerdócio ministerial", o papa, a partir da célebre janela do Palácio Apostólico, na sua alocução dominical, referiu-se ao tema do celibato: "O Sínodo que está para começar debaterá o celibato do clero. Pela minha parte, estou disposto a que homens cristãos casados possam aceder ao sacerdócio, desde que o Sínodo assim o queira." Os bispos não concordaram.
Paulo VI, que tanto se empenhou em propor o seu estudo e debate, tinha poder para abolir a lei do celibato obrigatório. "Tentou. Esforçou-se. Consultou. Fez trabalhar a Cúria. Mas cedeu. A sua mente era lúcida. Os seus propósitos, louváveis. Mas a sua vontade era débil. Na hora de executar, duvidava. Uma dúvida de sábio. Excedia-se em consultas. E desconfiava da sua própria sabedoria. João XXIII tinha-o caracterizado como "hamlético"."

11 de setembro de 2017

PONTINHOS





O que é um ponto rosa no céu?
É uma gayvota.

O que é um ponto verde no canto de uma sala de aula?
É uma ervilha de castigo.

O que são dois pontos pretos vistos no microscópio?
É uma blacktéria e um protozoário.

O que é um ponto vermelho numa floresta a saltar de árvore em árvore?
É um morangotango.

O que é um ponto vermelho numa parede?
É um mosquito sem travões.

O que são pontinhos vermelho no rio ?
São jacaRed.

O que é um pontinho verde do Pólo Sul ?
É um pinGreen.

O que é um pontinho marron voando ?
Uma brownBoleta.

O que é um pontinho amarelo na selva ?
Um yellowFante.

O que é um pontinho azul e verde pulando no jardim ?
É um grilo de calça jeans.

O que são 4 pontinhos no jardim ?
FourMigas.

O que são três pontinhos verdes no canto da sala ?
É uma ervilha de castigo e mais duas dizendo “Bem feito !”

O que é um pontinho verde em cima de um pontinho amarelo no canto da sala ?
É uma ervilha de castigo ajoelhada no milho.

O que é um pontinho verde a saltar em cima do sofá ?
É uma ervilha que saiu do castigo.

O que é um pontinho vermelho subindo a arca ?
Um morango alpinista.

O que é um pontinho amarelo que ganhou a loteria ?
Um milhonário.

O que é um pontinho verde no trânsito ?
Uma limãosine.

BOA SEMANA!

8 de setembro de 2017

Mais adivinhas



Qual é o lugar mais rápido da casa?
R: O corredor.

Qual é a semelhança entre um padre e um martelo?
R: Ambos pregam.

Por que o peixe come muito?
R: Porque anda sempre com água na boca.

Como se chama o cereal preferido do vampiro?
R: Aveia

Qual o melhor chá para calvície?
R: Chá-peu.

O que a vaca foi fazer no espaço?
R: Foi procurar o vácuo!

O que é que a esposa do Albert Einstein disse quando ele tirou a roupa na sua lua de mel?
R: Meu deus, que físico!

Qual é o peixe mais salgado que existe?
R:O sal-mon.

Qual estação do ano que dá esperança para os cegos?
R: Verão

Qual o nome do peixe que caiu do décimo andar?
R: AaaaaaaaahTum.

O que é que a alga disse para o namorado?
R: Vamos fazer algo?

Qual a diferença entre a vaca e o palhaço?
R: A vaca gosta de palha crua e o palhaço de palhaçada.

Sabes o que é pior que um raio cair na cabeça?
R: Um diâmetro cair na cabeça, porque um diâmetro é duas vezes um raio.

Como chama uma mulher que visitou uma plantação de uva?
R: Viúva

Como se faz para transformar um giz numa cobra?
R: É só colocar num copo de água que depois o gizbóia.

BOM FIM-DE-SEMANA!

7 de setembro de 2017

Pequim mostra as garras


Quem vive na zona do Delta do Rio das Pérolas ouve frequentemente a palavra “harmonia”.
Não no sentido de uma bela partitura musical, antes no sentido confucionista de convergência, equilíbrio, paz social.
Um slogan que ocupa muito do léxico político chinês e que é repetido à exaustão localmente.
Um slogan que pode fazer parte do léxico político mas que está cada vez mais arredado da prática política em Hong Kong.
Pequim, claramente farta e irritada com as constantes diatribes dos honkongers, demonstra que a paciência se esgotou e que agora é tempo de mostrar as garras do País ao segundo sistema.
Demonstrações claras desse sentimento passam pelo reforço da chamada educação patriótica, por episódios públicos recentes muito mal explicados, por queixas de restrições à liberdade de imprensa, uma lista que se vai adensando.
O último episódio, a última exibição pública das garras de Pequim, a substituição do canal radiofónico BBC World Service, a emitir em Hong Kong desde 1978, pela emissora estatal chinesa.
Num ápice, as antenas da RTHK (Radio Television Hong Kong), em processo de reestruturação, calaram parcialmente o inglês da BBC e passaram a emitir no mandarim da emissora estatal chinesa.
O primeiro sistema, o País, mostra aos residentes de Hong Kong que tem que estar sempre primeiro que o segundo sistema na fórmula “um país, dois sistemas”.
Já se sabia que era assim.
Na própria formulação do principio (nada é deixado ao acaso…), nas negociações que deram origem às duas regiões administrativas especiais, nos tratados, nas próprias leis constitucionais de Hong Kong e Macau.
O que não se pensava é que essa intervenção do primeiro no segundo sistema se fizesse sentir tão rapidamente (os cinquenta anos, sempre os cinquenta anos de período de transição) e de forma tão bruta e rude.
Pequim, que frequentemente aparece associada a paciência infinita (bem ou mal é outra questão), já perdeu essa hipotética virtude com Hong Kong.
E demonstra-o nas palavras e nos actos.
Com dureza e aspereza crescentes.
Tudo sob o olhar atento de outros possíveis intervenientes numa experiência política única a nível mundial e de uma comunidade internacional até à data pouco mais que apática.

Nos 150 anos de Camilo Pessanha

6 de setembro de 2017

Cordeiro de Deus


Há algo de religioso na obsessão de castigar Fong Soi Kun, o até muito recentemente Director dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos de Macau.
Fong Soi Kun é, cada vez mais, o cordeiro de Deus.
Seja esse Deus o Deus católico, muçulmano, hindu. 
O cordeiro que é sacrificado para apaziguar a fúria. 
Neste caso não a fúria divina, antes a fúria popular. 
Agora é uma queixa-crime sendo o visado acusado de homicídio na forma negligente. 
Depois da investigação que o Comissariado Contra a Corrupção está a levar a cabo, depois da possibilidade de responsabilização disciplinar deixada no ar pelo Chefe do Executivo, agora a hipótese de responsabilização criminal. 
O que aconteceu em Macau com o tufão Hato não podia ter acontecido. 
Os Serviços Meteorológicos fizeram um mau trabalho. 
Mas não foi a primeira vez que fizeram um mau trabalho nem foram os únicos a fazer um mau trabalho. 
Fong Soi Kun, na sua qualidade de Director daqueles Serviços, assumiu a sua quota parte de responsabilidade. 
Mas não é o único responsável pela tragédia que afectou Macau. 
Longe disso. 
Fong Soi Kun não é responsável pelas quebras no abastecimento de água e electricidade, pelas brutais inundações, pelos milhares de janelas e portas partidas, pelo caos nos parques de estacionamento, pelo cenário de devastação que se viu na cidade. 
Receio bem que, encontrando-se em Fong Soi Kun o tal cordeiro de Deus, se esqueça tudo o resto e não se procurem mais causas e responsáveis de tão brutal tragédia. 
Porque, se assim for, em maior ou menor dimensão, a tragédia irá repetir-se. 
E, se e quando assim for, procuraremos um novo Fong Soi Kun, um novo cordeiro de Deus?

Cristiano Ronaldo craque dentro e fora do campo

5 de setembro de 2017

14 anos de paixão


A minha querida filha Mariana faz hoje 14 anos.
São 14 anos de paixão.
Paixão com uma menina linda, alegre, cheia de energia, de coração enorme e limpo.
Ela queixa-se, e com razão, que ainda a trato como se fosse a minha bebé.
Nesta data prometo-lhe que vou tentar deixar de a tratar como a minha bebé e vou tentar passar a tratá-la como a teenager que já há muito tempo é.
Uma promessa que sei vou ter grande dificuldade em cumprir porque isso significa que ela está a dar passos largos no sentido da independência em relação aos pais.
Eu sei que é saudável, é normal, que é a lei da vida.
Mas sei-o quando deixo a razão falar e a escuto.
E é muito difícil escutar a razão quando o coração fala tão alto.
Acho que ela sabe que, no centro da minha vida, mais importante que a minha própria vida, estão ela e a irmã.
E que por isso mesmo às vezes me excedo e esqueço que ela e a irmã cresceram.
Vou tentar de todos os modos cumprir a promessa de a tratar de acordo com a idade que ela tem.
Mas peço-lhe que ela me perdoe se alguma vez me esquecer e lhe pedir um beijinhozinho.
O número 14 não é normalmente um número de bom augúrio na numerologia chinesa.
Que seja um número mágico, de grande felicidade e de grandes realizações para ela é o que mais desejo.
Por uma última vez, publicamente, vou ter que lhe dizer beijinhozinho sua pirata linda.

4 de setembro de 2017

CHARADAS


Por que a polícia não gosta de sabão❓
Porque ela gosta de DETER GENTE. 


Sabem qual é a comida que segundo os especialistas diminui em 90% o desejo sexual?
Bolo de casamento!


Todas as frutas foram tirar férias na montanha. 
Menos o mamão. 
Sabe porquê?
– Porque o mamão foi Papaia! 


Dois litros de leite atravessaram a rua e foram atropelados.
Um morreu, o outro não, por quê?
Por que um deles era Longa Vida


Qual é o país que cabe na geladeira❓
– Peru!


Qual é o animal que não vale mais nada?
– O Javali!


Por que a Coca-Cola e a Fanta se dão muito bem❓
Porque se a Fanta quebra, a Coca-Cola.


Porque a plantinha não pode ir ao médico de madrugada?
– Porque lá só tem médico de plantão!


Qual a semelhança entre uma árvore de Natal e um padre? 
As bolas são só de enfeite!


Qual é a pior desgraça do jardineiro❓
Ter um filho que é uma flor e uma filha trepadeira.

BOA SEMANA!

1 de setembro de 2017

Vicissitudes do casamento


A esposa chega desesperada na delegacia:
– Meu marido saiu ontem de casa pra comprar arroz e não voltou até agora. 
O que eu faço, senhor delegado?
- Sei lá! Faz macarrão! 


O marido compra 12 calcinhas iguais para a sua mulher.
A mulher reclama: 
Porque que todas têm as mesmas cores !?
As pessoas vão pensar que eu não troco de calcinha.
O marido pergunta: 
Quais pessoas? 
|||Silêncio Total|||


O sujeito, decepcionado, se lamenta com os amigos:
— Vocês não vão acreditar! 
Minha mulher agora está cobrando para fazer sexo comigo! Outro dia ela cobrou 100 reais!
— E você ainda reclama? 
Para nós ela está cobrando 200! 

BOM FIM-DE-SEMANA!

31 de agosto de 2017

Pobre e mal agradecido


Confesso que uma das características do ser humano que mais irritação me provoca é a ingratidão.
Revela uma baixeza de espírito, uma falta de carácter, que em nada abona a favor da pessoa que assim age.
Vem este intróito a propósito da reacção de Au Kam San ao auxílio prestado pelos militares do Exército de Libertação Popular na limpeza da cidade após a devastação causada pelo tufão Hato.
O até agora deputado (vamos ver se é reeleito…) insurgiu-se com a saída à rua dos militares porque acha que os mesmos só deveriam ser convocados em situação de catástrofe.
O que aconteceu por estes dias em Macau não foi uma catástrofe??!!
Como muito boa gente antes dele, Au Kam San, da ala dita democrata e liberal, fica com urticária sempre que lhe falam da presença do Exército de Libertação Popular em Macau.
Quando a cidade agradece o trabalho extraordinário e incansável dos militares nas operações de limpeza, Au Kam San ergue a sua voz porque acha que o segundo sistema se encontra ameaçado com os militares na rua.
Conhecendo Au Kam San desde 1996/97, quando era membro da então Assembleia Municipal do Leal Senado, estas declarações não me surpreendem.
Seria muito fácil perguntar a Au Kam San se ajudou tanto nos esforços de limpeza da cidade quanto os membros do Exército de Libertação Popular que agora ataca.
Não vou por esse caminho.
Limito-me a perguntar a Au Kam San se conhece a expressão popular portuguesa “pobre e mal agradecido” ou se há alguma equivalente na língua chinesa.

Intemporais (84)

30 de agosto de 2017

Tensão insuportável


Já há algum tempo (cerca de um mês) o regime norte-coreano não brincava com os seus brinquedos de guerra.
Aborrecido, sem ter muito que fazer no reclusivo país, Kim Jong-un resolveu disparar mais uns mísseis.
Um dos quais terá sobrevoado o Japão caindo no norte do país junto a Hokkaido.
É o seguimento de mais um aviso desvairado do lunático norte-coreano ameaçando destruir os Estados Unidos se visse o seu regime em perigo.
Tanta ameaça, tantos testes, estão mesmo a pedir uma resposta em força dos Estados Unidos e seus aliados.
Uma resposta que estou convicto só ainda não existiu porque a China tem travado esses intentos.
Vai sendo mais que tempo de a China mostrar se é ou não capaz de fazer o mesmo com o regime norte-coreano.
A mesma China que, no quadro do Conselho de Segurança das Nações Unidas, continua a apelar ao diálogo (qual diálogo e com quem confesso que não consigo perceber).
A cada teste, a cada ameaça, a cada míssil, a cada inconclusiva reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas, sente-se que a paciência de um Donald Trump que ferve em pouca água e tem espírito de cowboy se está a esgotar.
Se e quando chegarmos ao ponto de não retorno, e sente-se que está cada vez mais próximo, é impossível prever o que efectivamente acontecerá.
Este Mundo está ficar cada vez mais perigoso, essa é para já a única certeza que podemos ter.
Essa e a que o soft power das Nações Unidas não ajuda nada a dissipar tantas dúvidas, tanta incerteza.

Planeta Terra























29 de agosto de 2017

Infelizes que se julgam mártires


O infeliz que conduzia a carrinha que causou a carnificina em Barcelona (recuso terminantemente mencionar o nome porque recuso terminantemente dar publicidade a esta escumalha) foi abatido pela polícia espanhola.
O mesmo infeliz, que se julga mártir mas que não passa de um pobre infeliz assassino em série, e que julga ir a caminho do paraíso e das prometidas 72 virgens.
O infeliz que era presumivelmente o último de uma célula terrorista ligada a essa entidade sinistra que se auto – denomina estado islâmico (também recuso terminantemente a utilização de maiúsculas para qualificar estes párias).
Uma célula terrorista supostamente coordenada por um Imã, baseada em Alcanar, a sul de Barcelona, que se preparava para levar a cabo atentados de grande impacto e devastação.
Uma célula terrorista tão bem preparada para espalhar o terror que acabou por fazer explodir a casa onde se encontrava a preparar uma vaga de atentados e que, no seu desvairado amadorismo, acabou a matar uma série de pessoas inocentes que passeavam na conhecida zona das Ramblas.
A intenção seria presumivelmente atacar a Sagrada Familia, o ícone de Barcelona, um local de permanente concentração de turistas, um símbolo do Cristianismo.
Um ataque que teria grande impacto, grande simbolismo, efeitos devastadores.
Mas que se viu frustrado ainda antes de acontecer. 
Desta cambada de infelizes, que preparava este e outros atentados, presume-se que estejam já todos mortos ou encarcerados.
Mas não tenhamos ilusões nem entremos em celebrações despropositadas.
Pura e simplesmente porque há muitos mais infelizes como estes.
Infelizes prontos a qualquer momento e em qualquer lugar para assassinarem inocentes só porque ingenuamente pensam que isso os fará passar à condição de mártires.
Infelizes com os quais não é possível dialogar, muito menos negociar.
Infelizes que têm que ser travados de todas as formas e sem qualquer contemplação.
Que fiquem mergulhados na sua infinita e infeliz estupidez e se julguem mártires é algo que não nos deverá minimamente preocupar.

Francisco aprofunda reformas; conservadores radicalizam dissidência (25 DE AGOSTO DE 2017 POR MAURO LOPES)


Grafite celebra visita do Papa à Colômbia, no início de setembro
O Papa Francisco surpreendeu mais uma vez ao proclamar que a reforma litúrgica estabelecida pelo Concílio Vaticano II “é irreversível” e que deve ser aprofundada. Foi num discurso feito na quinta (24) aos participantes da Semana Litúrgica Nacional italiana. O Papa tocou num ponto sensível da Igreja, talvez o mais sensível: como os cristãos católicos celebram o mistério de Cristo na liturgia, especialmente a eucarística (a missa).
Há uma disputa brutal em torno da celebração eucarística que perpassa a Igreja, apesar dela acontecer sobretudo nos bastidores e textos teológicos. Os conservadores querem revogar a reforma litúrgica consagrada pelo Vaticano II (apesar de não expressarem isso explicitamente na maior parte das vezes). Um de seus líderes, o cardeal guineense Robert Sarah, ocupa o posto estratégico de  prefeito da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos do Vaticano, onde vem colecionando atritos com o Papa e seu grupo. Tudo indica que depois dos cardeais conservadores George Pell (ex-presidente do estratégico Departamento de Economia do Vaticano) e Gerhard Müller (ex-prefeito da mais que estratégia Congregação Para a Doutrina da Fé), está chegando a hora de Sarah ser defenestrado. O discurso de Francisco parece indicar que a hora chegou.
Os conservadores sonham com o retorno da missa nos moldes do Concílio de Trento (por isso chamada de missa tridentina), rezada em latim, com o padre de costas para a assembleia. O cardeal Sarah tem explicitado sua adesão à ideia que vagou como fantasma pelos corredores do Vaticano até que em 2007 o Papa Bento XVI publicou a Summorum Pontificum, uma carta apostólica que restaurou a missa tridentina em “concorrência” com o rito do Concílio.
Para Francisco, a liturgia não é do clero, ao contrário do que apregoam os conservadores, pois ela “é vida para todo o povo da igreja. Por sua natureza, a liturgia é de fato ‘popular’ e não clerical, sendo – como ensina a etimologia – uma ação para o povo, mas também do povo”. A frase tem repercussões profundas. Lida ao lado de outra, com a qual o Papa anunciou que “hoje ainda há trabalho a ser feito”, pode indicar a retomada do caminho de criatividade litúrgica abruptamente interrompido por João Paulo II, que proibiu todas as iniciativas de inculturação, como as missas Criolla, Terra Sem Males e dos Quilombos.
Confrontando diretamente a concepção conservadora, Francisco anunciou “uma liturgia viva para uma Igreja viva”.
O aprofundamento da reforma litúrgica é mais uma das iniciativas da primavera franciscana.  Todas as outras são igualmente objetos da fúria da ala conservadora da Igreja, entre elas: a reforma da Cúria romana, os estudos para o diaconato feminino, o direito à comunhão de casais divorciados em segunda união, o acolhimento aos migrantes e refugiados, especialmente o apelo do Papa ao reconhecimento do jus soli (direito de solo, para que crianças de famílias migrantes tenham direito à nacionalidade nos países onde nascerem) e, finalmente, a retomada da trajetória da Igreja com os pobres de todo o mundo, na perspectiva da teologia latino-americana.
Dissidência e agressões ao Papa
Os conservadores não se cansam de elevar o tom contra o Papa, ora com exigências estapafúrdias, ora com ameaças cada vez mais explícitas de dissenção, enquanto agridem Francisco de maneiras cada dia mais explícitas de baixo nível.
Dois dos líderes do grupo de cardeais reacionários que se opõem ao Papa tentaram encurralar Francisco nas últimas semanas, mas foram ignorados e suas iniciativas até agora não prosperaram. Ambos são signatários das conhecidas “dúbia” (dúvida, em português), que nada têm de “dúvidas”, mas constituem um ataque à exortação Amoris Laetitia, que renova a posição da Igreja em relação à família, especialmente quanto ao direito á comunhão de casais divorciados em segundas núpcias.
Primeiro foi o mais agressivo e itinerante deles, o cardeal Raymond Burke, uma espécie de pop star ultraconservador. Numa entrevista ao arquiconservador jornal The Wanderer, dos EUA Burke descreveu como será o “ato formal de correção” contra o Papa, por conta da Amoris Laetitia. Ele declarou guerra total a Francisco, insinuou que o Papa é apóstata (um renegado da fé) e ameaçou com um cisma: “Pode haver apostasia dentro da Igreja e, de fato, é o que está havendo” (se quiser, leia a entrevista traduzida para o espanhol aqui).
Depois, o cardeal alemão Walter Brandmüller apareceu com uma ideia estapafúrdia de exigir que o Papa Francisco seja obrigado a retomar um costume obsoleto e em desuso há séculos, de recitar o Credo diante dos cardeais da Igreja em todo aniversário de sua eleição. Para o cardeal conservador, Francisco deveria adicionalmente fazer um pronunciamento de fidelidade à doutrina e ao que foi feito pelos papas anteriores. É uma tentativa que chega a ser pueril de enquadrar o Papa na camisa de força dos pontificados restauracionistas de João Paulo II e Bento XVI (leia aqui sobre o assunto).
Diariamente os meios de comunicação católicos de matiz conservadora atacam o Papa com violência. Em muitos deles, Francisco sequer é nominado como tal, mas como “papa Bergoglio”. Num desses sites, de um grupo conservador brasileiro, cujos fundadores apoiaram o regime militar e as torturas contra presos políticos, escreveu-se no início da semana: “O ‘evangelho’ pregado por Papa Bergoglio tem gosto de jornal, não da boa-nova de Jesus Cristo”.
Há um site em língua espanhola, aparentemente sediado no México e que se anuncia como elaborado por “sacerdotes diocesanos” todos incógnitos, dedicado exclusivamente a combater o Papa Francisco. Os títulos de alguns dos artigos mais recentes dispensam esclarecimentos adicionais: “De afirmações confusas a disparates exegéticos formais: para Francisco, Jesus foi manchado pelo pecado”; “E agora a virgindade… novas distorções bergoglianas”; “Francisco, tua paz não é a paz de Cristo”; “As desonestas citações de Francisco…”.
Nos Estados Unidos, onde há uma gama de publicações e sites católicos conservadores com recursos milionários que idolatram Trump e odeiam Francisco, clama-se abertamente pela morte do Papa. Num dos mais ricos e agressivos destes, o fundador e diretor-executivo comparou o Papa à lua passando em frente ao sol do cristianismo “puro”, no dia do eclipse no total visível em boa parte dos EUA. Usando da retórica bélica típica dos conservadores, o editor atacou: “Rezemos fervorosamente pela salvação da pobre alma do papa Francisco e, ao mesmo tempo, pelo milagre do próximo conclave nos dar um papa tradicional. Quanto mais escuro está ficando em Roma, o mais brilhante deve iluminar nossa fé e nosso amor por Jesus. É um desafio para a nossa fé. Deixe-nos estar com toda a humildade soldados e cavaleiros de Cristo.”
Os conservadores gritam, com estridência e agressividade cada vez maior. Mas a caravana conduzida por Francisco segue em frente.
[Mauro Lopes]

28 de agosto de 2017

It was the best of times, it was the worst of times


Charles Dickens escreveu, em A Tale of Two Cities, as palavras imortais em título - "It was the best of times, it was the worst of times".
Palavras que relembrei várias vezes nestes últimos dias em Macau.
Porque nestes dias, se não teremos visto the best of times, the worst of times, certamente vimos the best of people, the worst of people. 
A catástrofe que afectou Macau a meio da semana, logo seguida de outra de menor dimensão no final da semana, mostrou mesmo o melhor e o pior da cidade e das pessoas que a habitam. 
Bombeiros e polícias a trabalhar sem repouso, o Exército de Libertação Popular a auxiliar, milhares de voluntários a limpar as ruas, a distribuir água e alimentos (particulares e empresas), a prestar serviços essenciais aos mais necessitados sem por isso pedir qualquer retribuição (estou a pensar por exemplo nos taxistas que não são todos gente de coração empedernido), gente a reparar os milhares de casas que ficaram danificadas, profissionais de saúde, gente anónima, sem rosto, toda uma cidade, que continua a ser do Santo Nome de Deus, a ter um coração e uma alma enormes.
The best of times, the best of people.
Gente que não merecia a atitude de uma série de dejectos humanos capazes de aproveitar o trabalho de milhares para emporcalhar as ruas com as tralhas que tinham acumuladas em casa, para roubar os mais necessitados praticando assaltos à mão desarmada (hotéis, restaurantes, lojas, taxistas,...).
Escória humana que envergonha Macau.
A Macau, Cidade do Santo Nome de Deus, que mostrou uma vez mais que, no meio de muita confusão e muito amadorismo, citando o poeta, "tudo vale a pena quando a alma não é pequena".

24 de agosto de 2017

Tufão Hato

Sem palavras porque as imagens dizem tudo



















(Imagens retiradas da internet)