28 de abril de 2017

Frases do Barão de Itararé


Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly, também conhecido por Apporelly e pelo falso título de nobreza de Barão de Itararé (Rio Grande, 29 de Janeiro de 1895  Rio de Janeiro, 27 de Novembro de 1971), foi um jornalista, escritor e pioneiro no humor político brasileiro.
O que se leva desta vida é a vida que a gente leva.
A criança diz o que faz, o velho diz o que fez e o idiota o que vai fazer.
Os homens nascem iguais, mas no dia seguinte já são diferentes.
Dizes-me com quem andas e eu te direi se vou contigo.
A forca é o mais desagradável dos instrumentos de corda.
Sábio é o homem que chega a ter consciência da sua ignorância.
Não é triste mudar de ideias, triste é não ter ideias para mudar.
Mantenha a cabeça fria, se quiser ideias frescas.
O tambor faz muito barulho, mas é vazio por dentro.
Genro é um homem casado com uma mulher cuja mãe se mete em tudo.
Neurastenia é doença de gente rica. Pobre neurastênico é malcriado.
De onde menos se espera, daí é que não sai nada.
Quem empresta, adeus.
Pobre, quando mete a mão no bolso, só tira os cinco dedos.
O banco é uma instituição que empresta dinheiro à gente se a gente apresentar provas suficientes de que não precisa de dinheiro.
Tudo seria fácil se não fossem as dificuldades.
A televisão é a maior maravilha da ciência a serviço da imbecilidade humana.
Este mundo é redondo, mas está ficando muito chato.
Precisa-se de uma boa datilógrafa. Se for boa mesmo, não precisa ser datilógrafa.
O fígado faz muito mal à bebida.
O casamento é uma tragédia em dois atos: um civil e um religioso.
A alma humana, como os bolsos da batina de padre, tem mistérios insondáveis.
Eu Cavo, Tu Cavas, Ele Cava, Nós Cavamos, Vós Cavais, Eles Cavam. Não é bonito, nem rima, mas é profundo.
Tudo é relativo: o tempo que dura um minuto depende de que lado da porta do banheiro você está.
Nunca desista do seu sonho. Se acabou numa padaria, procure em outra!
Devo tanto que, se eu chamar alguém de “meu bem”, o banco toma!
Viva cada dia como se fosse o último. Um dia você acerta.
Tempo é dinheiro. Paguemos, portanto, as nossas dívidas com o tempo.
As duas cobras que estão no anel do médico significam que o médico cobra duas vezes, isto é, se cura, cobra, e se mata, cobra.
O voto deve ser rigorosamente secreto. Só assim, afinal, o eleitor não terá vergonha de votar no seu candidato.
Em todas as famílias há sempre um imbecil. É horrível, portanto, a situação do filho único.
Negociata é um bom negócio para o qual não fomos convidados.
Quem não muda de caminho é trem.
A moral dos políticos é como elevador: sobe e desce. Mas em geral enguiça por falta de energia, ou então não funciona definitivamente, deixando desesperados os infelizes que confiam nele.

BOM FIM-DE-SEMANA!
(Na próxima semana muito dificilmente haverá blogue. Entre feriados e pontes, trabalho e formação, o tempo para aqui passar será escasso)

27 de abril de 2017

Este Futebol Clube do Porto não sabe ser campeão


Com o aproximar do final da Liga NOS 2016/2017 é chegado o momento de um portista assumir frontalmente a incapacidade que a equipa do Futebol Clube do Porto (FCP) tem vindo a demonstrar para ser campeã, para ganhar esta edição da Liga NOS.
Muito ruído de fundo se tem ouvido à volta desta prova, muitos debates se realizaram, muitas páginas de jornal se escreveram, muitas opiniões se emitiram.
Chegou a minha vez.
Desassombrado, desiludido, tenho que confessar que, muito para além de erros de arbitragem (há e haverá sempre), da influência de elementos exteriores ao puro jogo (fala-se muito mas não se prova nada), o que conta é o desempenho das equipas, a capacidade que demonstram, a estaleca que têm ou não.
E o FCP, nos momentos em que precisou de demonstrar essa estaleca, em que precisou de demonstrar frieza, aquele killer instinct que todos os campeões têm que ter, falhou rotundamente.
O discurso enfadonho e redondo de Nuno Espírito Santo não só não motivou os seus pupilos como se vê agora claramente que os enervou.
Dentro de portas repetir que era necessário ganhar todos os jogos e esperar por uma falha do Benfica é uma coisa.
Bem diferente de gastar esse discurso em todas as conferências de imprensa pondo uma pressão pública tremenda na equipa.
Uma pressão que a equipa não soube aguentar, à qual não soube responder com resultados.
Não vale a pena procurar desculpas, apontar o dedo a terceiros, queixar-se da falta de sorte.
Se, como tudo indica, o Benfica conseguir o tetra, não será tanto por mérito próprio, será mais por demérito dos seus adversários.
A começar e a acabar no Futebol Clube do Porto.

Intemporais (72)

26 de abril de 2017

Coreia do Norte à beira do ponto sem retorno


A Coreia do Norte estará à beira do ponto sem retorno.
O aviso desta vez reveste uma gravidade e uma solenidade muito especiais.
Simplesmente porque, ao contrário do que vem sendo hábito, não é formulado por americanos, sul coreanos, japoneses.
Vem directamente de Pequim e demonstra que a tensão na península coreana atingiu o limite.
Enquanto Xi Jinping tenta refrear os ímpetos bélicos dos líderes norte-coreano e americano, os dois lados vão dando passos em direcção ao abismo.
O regime norte-coreano ao fazer ouvidos moucos a todos os avisos que lhe são dirigidos para que se abstenha de fazer um novo teste nuclear, americanos e sul-coreanos ao fazerem uma clara demonstração do seu poderio de ataque militar e de defesa anti-míssil (o célebre Terminal High Altitude Area Defense - THAAD - o escudo que inutilizaria o poder bélico de Pyongyang).
Pequim, assustada com dois líderes imprevisíveis e lunáticos, abandona a sua habitual posição de não-ingerência e não-interferência para aconselhar calma e contenção a ambos e para ameaçar o seu aliado rebelde com sanções nunca antes levadas à prática.
Quando se chega aqui percebe-se que se chegou ao limite.
Ao limite da paciência e do diálogo, como incessantemente repetem os líderes norte-americanos, ao limite do despudor provocatório como o demonstra a atitude tresloucada da liderança norte-coreana.
A insistência de Kim Jong-un num novo teste nuclear será, agora já sem margem para dúvidas, o princípio do fim.
A grande dúvida, o grande receio, é saber exactamente o que será esse fim e que consequências terá para o resto do Planeta.

Teorema de Pitágoras - demonstração para nunca mais esquecer

25 de abril de 2017

O 25 de Abril ainda não chegou ao Instituto Cultural de Macau


Comemora-se hoje o 43º aniversário da chamada "revolução dos cravos", o momento que devolveu a liberdade aos portugueses e que permitiu que hoje se viva em democracia e paz social.
Fernando Savater ensina-nos que "do que se trata é de levarmos a sério a liberdade, ou seja, de sermos responsáveis" e que "o que há de sério na liberdade é que ela tem efeitos indubitáveis, que não se podem apagar quando isso nos convém, uma vez que tenham sido produzidos".
Ouvindo ontem a conferência de imprensa do presidente do Instituto Cultural de Macau fiquei com a nítida sensação que o 25 de Abril só em parte entrou naquela instituição.
Livre para dizer o que quer, o presidente do Instituto Cultural mostrou que não sabe fazer uso dessa liberdade.
Simplesmente porque não entende a necessária dimensão de responsabilidade que a mesma implica.
Apontar o dedo ao anterior titular do cargo, já aposentado, responsabilizando-o isoladamente pela existência de problemas de todos conhecidos, é uma atitude irresponsável e inadmissível.
O actual titular do cargo era o número dois de uma equipa que tem que celebrar êxitos e assumir falhas como um todo.
Empurrar responsabilidades para o seu antecessor, pondo-se à margem de um processo polémico quando era o vice-presidente da instituição à época, faz perceber que a mentalidade de quintas e quintais murados (os muros, sempre os muros...) continua a afectar muitos sectores da Administração em Macau.
Bem pode o Chefe do Executivo falar em responsabilização de dirigentes e chefias.
Com exemplos destes a credibilidade do discurso político é muito mais afectada do que por uma série de contratações efectuadas sem que fossem cumpridas todas as formalidades legais.

A revolução de Francisco: irreversível? (Crónica do Padre Anselmo Borges)


1 A propósito do meu livro sobre o Papa Francisco: Francisco: Desafios à Igreja e ao Mundo, que acaba de ser publicado, e a partir de debates provocados por ele, muitos me têm feito a pergunta em epígrafe: será a revolução de Francisco irreversível?

2 Antes de mais, em que consiste esta revolução? Diria que ela tem várias vertentes, distinguindo concretamente duas: uma mais imediatamente para dentro da Igreja e outra para fora, embora seja perfeitamente pertinente perguntar se ainda faz sentido este "dentro" e o "fora".

3 A revolução da Igreja dentro dela própria é, acima e antes de tudo, a conversão, isto é, tentar fazer que os católicos, a começar pelos cardeais, bispos, padres, se convertam ao Evangelho de Jesus. De facto, o fascínio deste Papa vem daí: do facto de ele se comportar como Jesus enquanto revelação do Deus que é Pai e Mãe e cujo nome é Misericórdia. Ele vive uma vida simples, humilde, abraça e beija as pessoas, manifesta-lhes afecto e ternura, a começar pelos mais pobres, frágeis, abandonados, humilhados e ofendidos... Por palavras e obras.

Sendo a Igreja uma imensa instituição, evidentemente que tem de haver uma revolução nas estruturas. Aí está a reforma da Cúria, tolerância zero para a pedofilia, transparência no Banco do Vaticano, onde são intoleráveis a presença de máfias, corrupção, desvios.

No plano do governo, impõe-se o respeito pelos direitos humanos também no seio da Igreja, concretamente, respeito pela liberdade de pensamento e expressão; Francisco não condenou teólogos. Não se pode continuar num centralismo romano, com o objectivo da romanização da Igreja. Francisco tem posto em marcha a sinodalidade, isto é, um processo que conduza a Igreja à participação de todos, incluindo leigos e leigas, em todos os níveis da vida eclesial: nas paróquias, nas dioceses, na Igreja universal. Se a Igreja "somos todos", como repete Francisco, o poder tem de ser participado por todos, sem esquecer os diferentes carismas. Por outro lado, se a Igreja é uma instituição global, não pode propugnar a uniformidade, tem de haver inculturação, isto é, há a necessidade de atender às várias culturas no modo de viver o Evangelho, nos diferentes planos: teológico, moral, pastoral, celebrativo- -litúrgico, organizacional. Uma Igreja em rede, a cuja unidade na caridade preside o Papa.

Atenção especial vai merecer a necessidade de as comunidades poderem celebrar a Eucaristia. Aqui, é inevitável o fim da lei do celibato obrigatório, começando pela ordenação de homens casados. Esse processo está aliás a caminho. Numa entrevista recente a Die Zeit, Francisco declarou que a falta de vocações é "um problema enorme e como tal a Igreja tem de resolvê-lo". Mais recentemente, o cardeal Walter Kasper disse que é preciso agir: "A discussão é urgentíssima. O Papa pensa que esta discussão vale a pena; vê-a com bons olhos. Os episcopados podem aproximar-se do Papa e fazer-lhe a correspondente petição. O Papa responderá positivamente. Agora depende das conferências episcopais." E não pode haver discriminação para as mulheres; como disse o secretário de Estado, cardeal Pietro Parolin, nada impede que o seu sucessor seja uma mulher.

Exigência maior é a continuação do impulso para o diálogo ecuménico entre as Igrejas cristãs e o diálogo inter-religioso. Mais um exemplo de Francisco: apesar dos ataques bárbaros e infames contra os cristãos coptas no Egipto, no Domingo de Ramos, ele segue para o Cairo nos dias 28 e 29 deste mês, acompanhado por Bartolomeu I, patriarca ortodoxo de Constantinopla, numa visita assente no "espírito de tolerância e diálogo", activando esse diálogo no encontro com o Papa dos coptas e com o grande imã da universidade islâmica do Cairo Al-Azhar. Francisco sabe que o número dos cristãos e dos muçulmanos juntos é superior a mais de metade da humanidade.

4 Muito recentemente, uma das pessoas em quem Francisco mais confia, o jesuíta Antonio Spadaro, lembrava que "o Papa Francisco é um grande líder, talvez o líder moral do mundo". É, de facto, um líder político-moral planetário - está em curso o estudo da possibilidade de uma visita a Moscovo e sobretudo a Pequim -, que tem uma palavra essencial a dizer em problemas decisivos de humanidade e para a humanidade: questões da paz (e aí estão as suas intervenções positivas na relação entre Israel e a Palestina, Cuba e os Estados Unidos, Colômbia, Venezuela; irá em breve ao Sudão do Sul, juntamente com o arcebispo anglicano de Cantuária...), questões de justiça social num mundo globalizado (o centro da economia tem de ser a pessoa humana e não o deus Dinheiro), questões de ecologia (a Laudato Sí fará história), questões de bioética também no que se refere a problemas novos colocados pela ciência e a tecnologia, por exemplo, pelas NBIC (nanotecnologias, biotecnologias, inteligência artificial, ciências cognitivas e do cérebro em geral)...

5 A. Spadaro também lembrava que "há oposições que se tornam raivosas, dão-se conta de que Francisco está a falar a sério". Francisco também confessou ao padre Adolfo Nicolás, superior dos jesuítas até há pouco tempo: "Criticam-me porque não falo suficientemente como Pontífice e porque não actuo como um rei". Daí, a pergunta: que marca deixará o seu pontificado?

Penso que é praticamente impossível voltar atrás em relação concretamente ao estilo que imprimiu: a simplicidade, uma Igreja "em saída", participativa, sinodal, mais pastoral, centrada no Evangelho e não no Direito Canónico. Reverter o processo seria desastroso para a Igreja e para o mundo. De qualquer modo, Francisco também confessou a Adolfo Nicolás: "Peço ao Bom Deus que me leve quando as mudanças forem irreversíveis."

in DN 21.04.2017

24 de abril de 2017

Não posso


Um velhinho de uns 70 anos caminhava tranquilamente.
Quando passa em frente a uma casa de meninas, uma prostituta grita:
-Olá avozinho! Por que não experimenta?
O velhinho responde:
-Não, filha, já não posso!
A prostituta pensando que podia ganhar alguma coisinha:
-Ânimo com isso, venha,vamos tentar…
O velhinho entra e funciona como um jovem de 25 anos… 3 vezes e sem descanso.
-Élahhh! – diz espantada a prostituta
–E ainda diz que já não pode mais?!
E velhinho responde:
-Ahhh, o sexo eu posso, o que não posso é pagar.
TINHA TODO O MEU DINHEIRO NO “BES”!!!

BOA SEMANA!

Mulher quer sexo a noite inteira


Uma executiva de topo, numa viagem de trabalho, sentiu-se sozinha e decidiu telefonar para uma empresa de acompanhantes que estava publicitada no quarto do hotel. 
Do outro lado, uma voz masculina sensual diz-lhe:
- Boa noite!
- Boa noite. Eu preciso de uma massagem… 
Não, espera! 
Na verdade o que eu quero é sexo! 
Uma grande e duradoura sessão de sexo, mas tem que ser agora! 
Estou a falar a sério! 
Quero que dure a noite inteira! 
Estou disposta a fazer de tudo, participar em todas as fantasias que vocês inventarem. 
Traz tudo o que tiveres de acessórios: algemas, chicotes, vibradores, pomadas… quero ficar a noite inteira a fazer de tudo! 
Vamos começar por espalhar mel pelo corpo um do outro, depois vamos lamber-nos mutuamente… ou tens alguma ideia mais quente?
 O que achas?
Do outro lado:
- Bem… na verdade parece-me fantástico… só que… para chamadas externas a senhora tem que marcar o zero.

Usain Bolt quando perde o autocarro


Com mais uma excelente prestação de Usain Bolt, o homem mais rápido do Mundo, nos Jogos Olímpicos, dois amigos falavam:
- Este gajo é mesmo rápido! 
Sabes o que o Usain Bolt deve fazer quando perde o autocarro?
- Não! – responde o amigo.
E diz o primeiro:
- Espera na próxima paragem.

20 de abril de 2017

Eleições em França


É já no próximo domingo que se disputa a primeira volta das eleições em França.
Uma primeira volta rodeada de incertezas acerca de quem poderá passar a uma mais que provável segunda volta.
Se a candidata da extrema direita, anti-europeísta, xenófoba, populista, racista, Marine Le Pen, desgraçadamente parece ter um lugar garantido nessa segunda volta, quem a acompanhará é neste momento a grande incógnita que invade a França e uma Europa que poderá ver o seu futuro jogar-se nestas eleições em França.
Com toda a imprevisibilidade que as sondagens encerram, e que tanto se acentuou nos tempos mais recentes, neste momento surge como claro favorito a passar a essa praticamente inevitável segunda volta o candidato surpresa Emmanuel Macron.
Emmanuel Macron aparece como um rosto jovem (a ser eleito será o mais jovem Presidente da França após o todo poderoso Napoleão), como alguém que vem de fora dos círculos tradicionais, das mesmas demasiado vistas e já gastas caras do espectro político em França.
Europeísta, com um discurso desempoeirado, limpo, moderno, Emmanuel Macron tem vindo a crescer nas intenções de voto, tem visto a sua estratégia de se apresentar como alguém como uma imagem e um programa novos e de ataque simultâneo à extrema direita e às forças tradicionais, fulanizadas em Jean-Luc Mélechon, dar frutos.
O mesmo Emmanuel Macron que ataca agora as forças à esquerda enquanto lhes pisca o olho e se apresenta coma a solução única, o voto útil, para a segunda volta.
Quando ainda não se disputou a primeira volta, não será muito difícil prever que na segunda volta a inenarrável senhora Le Pen será derrotada, efeito e consequência desse voto útil.
E com a sua derrota a Europa poderá respirar de alívio.
Tudo cenários para confirmar ou infirmar no próximo domingo e no dia 7 de Maio.

Intemporais (71)

19 de abril de 2017

Wi-Fi don't go


Já é cíclico, já começa a ser um (mau) hábito - volta e meia, sem quaisquer explicações, o serviço de Internet de banda larga em Macau tem uma camoeca.   
Voltou a acontecer ontem.
Numa cidade que se diz querer ser Centro Internacional de Turismo e Lazer a exploração dos serviços de Internet de banda larga virtualmente em regime de monopólio (onde pára a ansiada concorrência??) tem estas consequências - o serviço prestado tem muito baixa qualidade, não é fiável, não é oferecido em conjunto com outros serviços (telefone fixo, telemóvel, televisão).
A efectiva concorrência, que poderia alterar radicalmente este panorama, tarda a concretizar-se.
Até lá estão-nos reservadas estas péssimas e incompreensíveis surpresas.
Que causam transtornos a todos, que constituem um obstáculo difícil de ultrapassar para quem necessita dos serviços de Internet de banda larga para poder fazer o seu trabalho.
Não basta mudar pessoas, alterar a estrutura de Serviços da Administração.
Se se pretende alterar este panorama terceiro-mundista, que envergonha Macau, é necessária a existência de efectiva concorrência no mercado.
Imediatamente.
Porque ontem ficou mais uma vez provado que vai já sendo demasiado tarde.

The Child

Uma campanha publicitária a não perder.

18 de abril de 2017

Turquia mais longe da União Europeia


O resultado do referendo constitucional na Turquia, que deixa Erdogan quase como um déspota iluminado, a ter a possibilidade de estender o seu poder agora quase ilimitado até 2029, coloca a Turquia obrigatoriamente mais longe de uma possível adesão à União Europeia.
Depois de uma campanha eleitoral vergonhosa, na qual os oposicionistas ao "sim" no referendo e ao todo poderoso Erdogan quase foram silenciados, a sociedade turca, literalmente partida ao meio, terá escolhido a via do despotismo presidencialista fulanizado em Recep Tayyip Erdogan (a impugnação dos resultados eleitorais neste clima político será provavelmente uma inutilidade...).
Esta escolha colide frontalmente com os critérios de adesão à União Europeia (Critérios de Copenhaga), sobretudo com a necessidade de se ver assegurada a estabilidade das instituições que garantem a democracia, o Estado de direito e os direitos humanos.
Os turcos terão escolhido deixar nas mãos do presidente do país a possibilidade de tudo controlar, de tudo ordenar, de tudo escolher.
Sem contrapesos, sem contrapoder, sem mecanismos de fiscalização.
A adesão da Turquia à União Europeia sempre foi um assunto polémico.
Sendo útil à União Europeia, sobretudo na missão de contenção do afluxo de refugiados, a Turquia sempre foi um Estado com valores perfeitamente divergentes daqueles que marcam a União Europeia nas suas mais profundas convicções.
O resultado deste referendo constitucional terá representado um profundo golpe nas pretensões de adesão à União Europeia por parte da Turquia.
O golpe de misericórdia neste processo será muito provavelmente dado com a forte possibilidade de ser convocado novo referendo, se tal se revelar necessário, para reintroduzir a pena de morte do país.

O Calvário do mundo (Padre Anselmo Borges)


1- Perante o horror todo do mundo, guerras e cidades a desmoronar-se, crianças a jorrar sangue e a gritar de dor ao colo de pais perdidos e a fugir não sabem para onde, violações, crucifixões, fome e mortes, terror e impotência, a palavra que sobe à mente: "Um calvário!" Às vezes, vêm ter comigo pessoas destroçadas e contam e contam e contam... destroçadas: "Sabe? A minha vida tem sido um calvário." E parte-se-me a alma.

2- Hoje, Sexta-Feira Santa, o que se lembra é o calvário de Cristo e, nele, os calvários todos da história. Perante o horror da morte a aproximar-se, diz o Evangelho que Jesus "começou a sentir-se apavorado e a angustiar-se" e rezava: "Meu Pai, tudo te é possível, afasta este cálice de mim. Mas faça-se não o que eu quero, mas sim o que Tu queres." E morreu, gritando esta oração: "Meu Deus, meu Deus, porque é que me abandonaste?"

3- Segundo a fé cristã, não faz sentido lembrar a Sexta-Feira Santa sem a esperança da Páscoa. Os discípulos viveram na perplexidade e angústia o calvário de Cristo. Foi lentamente que, reflectindo em tudo quanto tinham vivido com Jesus, e meditando sobre a sua vida, a sua mensagem, o modo como se dirigia Deus - Amor incondicional, Pai e Mãe -, o modo como se relacionou com todos, o modo como se dirigiu para a morte, fizeram a experiência de fé de que esse Jesus não morreu para o nada, mas para dentro da plenitude da vida em Deus. Deus não é um Deus de mortos, mas de vivos e da Vida. Essa experiência foi tão intensa e avassaladora que disso deram testemunho até à morte.

4- Segundo Ernst Bloch, o ateu religioso que tive o privilégio de conhecer em Tubinga, o cristianismo "venceu em grande parte graças à proclamação de Cristo: "Eu sou a Ressurreição e a Vida". Imperava então um desespero apaixonado, que hoje nos parece incompreensível e representa um acentuado contraste com a nossa indiferença. Mas nada impede que dentro de cinquenta ou cem anos (porque não cinco?) volte essa neurose ou psicose de angústia da morte, de tipo metafísico, com a pergunta radical: para quê o esforço da nossa existência, se morremos completamente, vamos para a cova e, em última instância, não nos resta nada?"

5- Pergunta inquietante e inelutável: porque temos de morrer? E, se é inevitável, que atitude tomar perante essa certeza da morte? Será que vivemos simplesmente para morrer e ficar mortos, definitivamente mortos para sempre? Aparentemente, é assim. Mas, depois, erguemo-nos desde o mais fundo de nós, protestando e com esperança. Lá está Unamuno agarrando-se à vida e a gritar: "O meu eu, o meu eu, ai que me arrebatam o meu eu!" J. A. Pagola lembra uma palavra sóbria e honrada do escultor Eduardo Chillida: "Quanto à morte, a razão diz-me que é definitiva. Quanto à razão, a razão diz-me que é limitada." E é legítimo esperar, tal é a força que impulsiona a viver e viver sempre. Ou será tudo contraditório e absurdo? Sim, na morte, a evidência é o cadáver, mas quem se contenta com o cadáver?, perguntava também Ernst Bloch.

6- Enquanto formos mortais, havemos de perguntar por Deus, concretamente ao pensar nas vítimas inocentes. Como escreveu o agnóstico M. Horkheimer, um dos fundadores da Escola Crítica de Frankfurt, "se tivesse de descrever a razão por que Kant se manteve na fé em Deus, não saberia encontrar melhor referência do que aquele passo de Victor Hugo: uma anciã caminha pela rua. Ela cuidou dos filhos, e colheu ingratidão; trabalhou, e vive na miséria; amou, e vive na solidão. E, no entanto, está longe de qualquer ódio e rancor, e ajuda onde pode... Alguém vê-a caminhar e diz: Ça doit avoir un lendemain!... Porque não foram capazes de pensar que a injustiça que atravessa a história seja definitiva, Voltaire e Kant postularam Deus - não para eles mesmos".

7- Eu tive uma aluna muito inteligente, que é ateia. Na sua abertura de espírito, convidou-me uma vez para ir dar uma aula à sua universidade sobre Deus, a religião, a esperança. Depois, fomos jantar e voltámos a falar sobre a morte e a esperança. E ela: morremos, como é natural, como um gato também morre. E eu relembrei-lhe a Escola Crítica de Frankfurt e as vítimas inocentes e todos aqueles que morreram sem viver, esmagados pela violência, pela fome, pela guerra; há uma dívida de justiça para com essas vítimas - quem pagará essa dívida? E continuámos a falar sobre tanta coisa... Já noite dentro, na despedida, ela atirou: sim, para esses, aqueles e aquelas de que falou, ao menos para esses deveria haver alguma coisa...

Uma exigência moral. Mas, afinal, "esses", de uma maneira ou outra, somos nós todos.

8- No meio da perplexidade, fico com Kant: "A balança do entendimento não é completamente imparcial, e um braço da mesma com o dístico "esperança do futuro" tem uma vantagem mecânica que faz que mesmo razões leves que caem no seu respectivo prato levantem o outro braço que contém especulações em si de maior peso. Esta é a única incorrecção que eu não posso eliminar e que eu na realidade não quero abandonar."

9- Perante "a dramática ponderação entre o sim e o não", um filósofo grande de base kantiana, o jesuíta José Gómez Caffarena, teve uma razão decisiva para inclinar a balança para o sim: Jesus de Nazaré. E, assim, deixou escrito, na sua obra monumental, O Enigma e o Mistério: "O cristianismo teve o imenso acerto de apresentar-se como a tradição de um ser humano que enfrentou o mal com enorme dor, mas com prevalente esperança." Recentemente, também Hans Küng, o teólogo rebelde e o mais crítico do século XX, já próximo do seu próprio fim, disse que, para ele, morrer é "descansar no Mistério da Misericórdia de Deus". Assim acredito eu também.

in DN 14.04.2017

13 de abril de 2017

Trigésimo aniversário da assinatura da Declaração Conjunta


A Declaração Conjunta do Governo da República Portuguesa e do Governo da República Popular da China sobre a Questão de Macau (designação oficial, mas abreviadamente denominada apenas Declaração Conjunta) é um instrumento de Direito Internacional, depositado pelos dois países junto das Nações Unidas, que estabelece o futuro de Macau no período após a transferência de poderes em Dezembro de 1999 (ver aqui).
Assinada em Pequim há precisamente 30 anos, a Declaração Conjunta estabelece o conjunto de princípios que possibilitam a existência e o modo de vida que hoje se conhecem na Região Administrativa Especial de Macau.
O alto grau de autonomia de que a Região goza, um sistema político e económico próprios, um sistema legal e judicial próprios, incluindo o poder de julgamento em última instância, uma moeda própria, com limitações em duas áreas muito específicas que marcam a soberania chinesa na Região Administrativa Especial e acentuam o primado do país em relação aos dois sistemas - a política de defesa e as relações externas.
Consequência do pensamento de Deng Xiaoping (Um país, dois sistemas) a Declaração Conjunta estabelece as bases da concretização desse princípio e consagra o mesmo em termos legais.
Trinta anos depois da sua assinatura, com todas as vicissitudes que uma nova experiência sempre acarreta, pode afirmar-se que a Declaração Conjunta, no seu postulado essencial, tem sido fielmente cumprida pelos dois países intervenientes e tem possibilitado um modo de vida em Macau que muitos julgavam impossível após 1999.
Citando Sérgio Godinho, pode afirmar-se, trinta anos depois, que o dia 13 de Abril de 1987 foi o primeiro dia do resto das nossas vidas.

Votos de uma Santa Páscoa.
O blogue só volta ao vosso convívio na próxima terça-feira, dia 18 de Abril.

Intemporais (70)

12 de abril de 2017

Jogos de guerra


O ataque americano à Síria, à margem de qualquer resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidos nesse sentido, constitui um forte sinal do que se pode esperar da governação Trump em matéria de defesa.
Trump mostrou, e essa demonstração foi reforçada por declarações posteriores de outros governantes americanos, que está pronto para agir sozinho sempre que tal se afigurar necessário do ponto de vista da defesa dos interesses norte-americanos.
É o regresso em força da política da força, dos Estados Unidos como polícia do Mundo.
Mais do que o ataque à Síria, já em si muito grave, os Estados Unidos estão a dar fortes sinais que poderão adoptar uma posição de força também perante a reclusiva Coreia do Norte.
Rex Tillerson confirmou essa possibilidade, que era fácil perceber na alteração da rota do porta-aviões Carl Vinson (seguiu para a região da península da Coreia em vez de se dirigir como era suposto para a Austrália), ao afirmar no passado domingo que "uma resposta é provável" se o regime norte-coreano insistir no seu programa nuclear e nos testes com mísseis balísticos.
Em vésperas de se comemorar o 105º aniversário do nascimento de Kim il-sung, sabendo-se que estas celebrações envolvem sempre uma demonstração de força do regime norte-coreano, Trump não só dá sinais externos de que está preparado e disposto a intervir militarmente na Coreia do Norte (incluindo a possibilidade de pura e simplesmente eliminar o líder norte-coreano) como terá até dado conta dessas intenções ao líder chinês recentemente em Mar-a-Lago.
Um ultimato de Trump, um tresloucado, para o único aliado do regime norte-coreano, liderado por um louco que nem a China consegue domar.

Um exemplo de reciclagem que chega do Japão

11 de abril de 2017

Porta do Entendimento finalmente recuperada?


Notícias recentes de alguma imprensa em língua portuguesa  de Macau dão conta da intenção de, finalmente, se recuperar o monumento "Porta do Entendimento".
Da autoria de Charters de Almeida o monumento foi inaugurado em 1993 e faz parte de um conjunto de monumentos que a administração portuguesa se propôs inaugurar (o primeiro de vários inaugurados à cadência de um por ano) nos anos que precederam a transferência de poderes em Dezembro de 1999.
Na semana em que se celebra o trigésimo aniversário da assinatura da Declaração Conjunta, e se recorda todo o processo negocial que conduziu a esse ansiado desfecho, é de certo modo simbólico que se pense recuperar um monumento que pretendia simbolizar as boas relações luso-chinesas.
Votada ao abandono há longos anos, a peça escultórica tem vindo a deteriorar-se constantemente e exibe um aspecto simultaneamente penoso e perigoso há já demasiado tempo.
Local outrora muito tranquilo, algo abrigado do bulício da cidade, bastante procurado por amantes furtivos, a "Porta do Entendimento" estará agora destinada a ter uma nova vida depois de tantos anos de abandono.
A ser assim aplaudo vivamente a intenção, que espero se torne rapidamente realidade, da Administração.

Berlindes e ímanes

Prenda do Ricardo Santos

10 de abril de 2017

ADIVINHAS



NO CINEMA

Uma moça foi ao cinema. Chegando lá, escorregou numa casca de banana e caiu sentada no chão, e acabou falecendo. 
Qual o nome do filme?
 R: A cusada de morte.

Um homem foi ao cinema. No começo do filme, teve uma vontade enorme de ir ao banheiro. Passou o filme inteiro no banheiro. A sorte dele é que tinha uma frestinha na porta, de onde ele pôde ver todo o filme. 
Qual o nome do filme?
 R: Vi da privada.

Um cachorrinho procurava emprego, até que finalmente conseguiu um: Passou a trabalhar em uma construtora, como pedreiro, coitado. 
Qual o nome do filme?
 R: O cão peão.

Um homem negro foi ao cinema. Na entrada do cinema, ele escorregou numa casaca de banana e caiu sentado no chão. Qual o nome do filme? 
R: O ex cu do negro.

Um cidadão vai ao cinema. Chegando lá, aparece um porco. Ele acha estranho. Depois, no palco, aparecem 2 porcos. Depois 4 porcos, depois 8, e assim por diante, e ele fica muito curioso. 
Qual o nome do filme? 
R: Por quem os suínos dobram.

Um homem foi à feira. Comprou um vegetal e foi ao cinema. Chegando lá, tratou de esconder bem o vegetal, para que ninguém visse. 
Qual o nome do filme? 
R: Alface oculta.

Antes de começar o filme, um menino muito chato pegou um lápis e rabiscou a tela inteira do cinema.
 Qual o nome do filme? 
R: Risco total.

Um homem foi ao cinema. Ao chegar lá, apareceram 10 meninos e começaram a jogar balas de menta na audiência. 
Qual o nome do filme? 
R: Os dez mandamenta.

Um rapaz trabalhava na feira. O dito cujo não era nada chegado a mulheres. Num belo dia, ele estava com fome e resolveu dar uma afanada em um belo bagre que existia na banca do peixeiro ao lado. 
Qual o nome do filme? 
R: O ladrão de bagre dá.

Um cara era um tremendo afanador de objectos alheios, um verdadeiro gatuno. Um dia, foi ao restaurante e, de olho em um belo copo de cristal, passou a mão no mesmo. 
Qual o nome do filme?
 R: Robô copo.

O diabo tinha uma mania terrível de ler gibi, quando ia ao cinema. 
Qual o nome do filme?
 R: O demo leitor.

Em uma igreja, existia um frei chamado Patrício. Todo mundo gostava dele, ele realmente era muito querido, tanto que recebeu o carinhoso apelido de Tiço. 
Qual o nome do filme?
 R: O frei Tiço do templo.

NO DIA-A-DIA

O que é um ponto rosa em cima de uma árvore? 
Um PINKa-pau.

O que é um ponto vermelho no meio de um rio? 
Um jacaRED.

O que é um ponto preto no microscópio? 
Uma BLACKtéria.

O que é um ponto preto no microscópio? 
Um PRETOzoário.

O que é um ponto verde no polo ártico? 
Um pinGREEN.

O que é um ponto branco na estrada? 
Um ARROZ-ROICE.

O que são quatro pontos marrons no chão? 
FOURmigas.

O que é um ponto verde na estrada? 
Uma LIMÃOsine.

O que é um ponto azul no céu? 
Um uruBLUE.

BOA SEMANA!