4 de maio de 2016

Novas eleições em Espanha


Filipe VI esperou até desesperar.
E viu-se obrigado a assinar o decreto que dissolve o parlamento e convoca novas eleições para 26 de Junho.
Patxi López, presidente do Congresso dos Deputados, resumiu, desiludido, o resultado do longo processo negocial levado a cabo pelos vários partidos - "falhámos todos e não estivemos à altura das nossas responsabilidades".
Sem que lhe fossem apresentadas alternativas credíveis Filipe VI fez o que se impunha - devolveu a palavra ao povo.
Até à realização das eleições Mariano Rajoy continuará em funções na chefia do Governo.
Seis meses depois de terem sido chamados a votar, os espanhóis são chamados de novo a escolher os seus representantes e a procurar uma solução para o impasse político que se mantém.
Um impasse que se afigura difícil de ser resolvido com uma maioria de um só partido, que deverá exigir novamente um processo de negociação para que seja formado um Executivo que disponha de apoio parlamentar que lhe permita governar.
Para que assim seja, os partidos políticos espanhóis têm que ouvir atentamente Patxi López e ser capazes de uma vez por todas de chegar a entendimentos de regime que retirem Espanha desta situação de incerteza governativa.
Depois de um processo negocial frustrado, da convocação de novas eleições, uma repetição deste cenário teria consequências difíceis de prever para o sistema democrático espanhol.

32 comentários:

  1. Se falhar este processo de eleições que caminho restará ao rei? Não conheço a constituição espanhola.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Sendo a Espanha uma monarquia parlamentarista o Rei não tem o poder de iniciativa de formar governos (um governo de iniciativa real semelhante ao que acontece no nosso sistema com os governos de iniciativa presidencial), Agostinho.
      Como tal, terá que haver maioria parlamentar para que o Rei possa nomear o chefe de governo.
      Se estas não acontecem, quando não acontecem, há eleições.
      Assim, e se não estou em erro, pode verificar-se um cenário (teórico) de eleições non stop.
      O povo é mesmo quem mais ordena, Agostinho.
      Vejamos o que vai o povo dizer na véspera do meu aniversário.

      Eliminar
  2. Ui!! Vamos ver que voltas é que isto vai dar...
    Beijinhos

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Se os espanhóis insistirem no sentido de voto está ali uma casa muito desarrumada, Chic'Ana.
      Beijinhos

      Eliminar
  3. Tanto tempo perdido, Pedro.

    Aquele abraço.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. E Espanha à espera, Ricardo.
      Vamos ver o que resulta das próximas eleições.
      Aquele abraço

      Eliminar
  4. Temos que aguardar para ver...

    Continuação de boa semana.
    Beijinhos
    MARIAZITA / A CASA DA MARIQUINHAS

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Qualquer vaticínio acerca do futuro próximo de Espanha seria pura especulação e tentativa de adivinhar, Mariazita
      Beijinhos, continuação de boa semana

      Eliminar
  5. Subscrevo na totalidade a sua análise, Pedro!

    Se não se entenderem de novo...enfim

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Never ending elections, São??
      Tem que haver entendimentos.

      Eliminar
  6. Maioria de um só partido é, no actual contexto, praticamente impossível. A menos que se registem diversas cedências, nada prováveis.
    Sugiro a Patxi López que pergunta a António Costa como fez :)))

    Um abraço, Pedro.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Goste-se ou não da solução, a realidade é que foi encontrada uma solução em Portugal.
      Com divergências, com diferentes opiniões, baseada no menor denominador comum, mas foi encontrada.
      Quase que os espanhóis não parecem capazes de fazer, António.
      Aquele abraço

      Eliminar
  7. E vamos lá a ver se das próximas eleições os "rapazes" chegam a algum consenso, eu duvido, a situação não está fácil para os nossos vizinhos.
    Um abraço e continuação de uma boa semana.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Não se vê aproximação neste período pré-eleitoral, Francisco.
      Até dá a sensação de haver maior crispação é um apontar de dedo constante para o vizinho.
      Aquele abraço

      Eliminar
  8. Antes de mais nada desculpa a minha ausência mas realmente a vida levou uma volta tão grande que tem sido difícil vir visitar os amigos.

    Quando às eleições em Espanha vamos ver no que vai dar tudo aquilo....Estamos numa era em que ninguém entende ninguém e nada.

    Bom resto de semana

    Bjinhos da Gota

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Os blogues são entretenimento, Gota.
      Quando é possível, óptimo.
      Quando não é espera-se pela primeira oportunidade.
      Beijinhos

      Eliminar
  9. Um país em stand-by, com todos os efeitos negativos que tal impasse acarreta.

    Um beijinho, Pedro

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Mas vão sobrevivendo sem governo, Miss Smile.
      E não são caso único na Europa.
      Os anarquistas é que devem estar a gostar da situação.
      Beijinhos

      Eliminar
  10. Espanha está a ficar parecida com a Bélgica. O problema é que a economia e o país têm muito mais peso na Europa ( e no mundo) do que os conterrâneos do Tintin.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Uma economia com o peso da espanhola deixada à solta é capaz de assustar a rapaziada em Bruxelas.
      Muito mais que os belgas com uma nova banda desenhada, Carlos.

      Eliminar
  11. Caro Amigo Pedro Coimbra.
    Peço-te escusas pela ausência no teu imperdível blog, porque estou cá a participar de um processo eletivo, que começou no dia 2 e termina às 20h00 de hoje.
    Candidatei-me para o cargo de Conselheiro Deliberativo dos Aposentados do IPRED - Instituto de Previdência do Servidor Municipal de Diadema.
    Caloroso abraço. Saudações eletivas.
    Até breve...
    João Paulo de Oliveira
    Um ser vivente em busca do conhecimento e do bem viver, sem véus, sem ranços, com muita imaginação, autenticidade e gozo.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Tenho acompanhado a "aventura"no Facebook, Amigo João Paulo de Oliveira.
      Cada coisa a seu tempo.
      Grande abraço!

      Eliminar
  12. Respostas
    1. E não é só para os espanhóis, Diana Fonseca.

      Eliminar
  13. Pois é...e no impasse de seis meses em que cada partido defende "a sua dama" só mostra a sede que todos têm de ir comandar e é vergonhoso não haver consensos.

    Nós por cá que somos menos uns quantos milhões também andaram com avanços e recuos e conseguiram. Mas lamento dizer que todos eles - governo e oposição- se esqueceram que as campanhas eleitorais já acabaram e ainda andam na caça ao voto de ou através de mil formas.

    Enfim Pedro a crise de valores morais, ética, trabalhar em prol de..., bom senso...já eram e por todo o mundo as ervas da discórdia crescem a uma velocidade assustadora.

    Beijos

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. O que é mais curioso é ver que partidos que tradicionalmente andavam afastados do poder, e até viviam muito à sombra desse afastamento, agora estão com uma sede tremenda de se sentarem nas cadeiras confortáveis de quem manda.
      Beijos

      Eliminar
  14. Estou convencida que o povo terá consciência do que está em jogo e de como não convém nada perder mais tempo....veremos se arrumam a casa!?!?
    bjs

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. As sondagens, por mais informais que sejam, não é bem isso que indicam, papoila...
      Bjs

      Eliminar
    2. Esperança....é a última a morrer!
      Está um mundo muito confuso....
      bjs

      Eliminar
    3. Parece que os doidos tomaram mesmo conta do asilo, papoila
      Bjs

      Eliminar