11 de setembro de 2012

11 de Setembro - uma história pessoal e uma homenagem a uma profissão


Na imagem Maureen Santora e o seu filho Christopher.
Onze anos depois dos ataques bárbaros às Torres Gémeas do World Trade Center, o drama pessoal da família Santora coloca rostos e nomes nos momentos de horror que chocaram o Mundo civilizado.
Maureen Santora, professora, com 25 anos de serviço, teria no dia 11 de Setembro de 2001, aos 55 anos de idade, o primeiro dia oficial da sua merecida reforma.
Planos?
Sobretudo viajar, viajar muito.
Na companhia do seu marido, viajar e conhecer os Estados Unidos e o Mundo.
No dia 11 de Setembro de 2001, os planos de Maureen viram-se estilhaçados.
Porque o seu filho, Christopher, foi um dos 343 bombeiros que morreram na sequência dos ataques às Torres Gémeas.
Christopher que, nas palavras de Jay Leno, filho de bombeiro, was fighting the good fight, perdeu a sua vida tentando resgatar outras vidas.
Com Christopher Santora homenageio, emocionado, os bombeiros de todo o Mundo, a sua capacidade de sofrimento, o seu altruísmo, a sua imensa coragem.
Com Maureen Santora, que viaja imenso, não em turismo como planeara, antes para relatar um drama pessoal, a coragem de alguém que perdeu um filho de uma forma absolutamente aviltante, mas que se soube erguer para procurar, com o seu relato na primeira pessoa, fazer com que estes acontecimentos não sejam esquecidos e, sobretudo, não se vejam repetidos.
Curvo-me perante a coragem de Maureen Santora e de todos os que perderam alguém próximo naquele dia de puro horror; e curvo-me perante a memória de Christopher Santora e, com ele, perante a de todos os que perderam a vida na esperança de salvarem outras vidas.
Repousem em paz (Requiescat in pace).

24 comentários:

  1. Emocionante. Não consegui evitar uma lágrima.
    Um grande abraço, meu caro amigo

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  2. Luciano,
    Mais do que falar (escrever) no abstracto, procurei o concreto, uma vivência pessoal.
    E encontrei com facilidade.
    Há tantas.
    Mas eu queria encontrar uma vivência que envolvesse uma das profissões que mais respeito - bombeiro.
    Por sorte, encontrei duas - professor e bombeiro.
    Depois, foi só deixar o coração falar.
    Aquele abraço

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  3. Estimado Amigo Pedro Coimbra,
    Estava em Bangkok quando essa tragédia aconteceu, só depois é que me apercebi da gravidade da mesma.
    Os canais de televisão de HK, onteontem e ontem passaram filmes sobre o assunto, e provavelmente hoje.
    Mas sobre o assunto em si não faço comentários, pois lá diz o ditado, com ferros mata com ferros morre.
    Abraço amigo

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  4. Freddie,
    Foi mesmo o coração a falar.
    Com a voz da família Santora também.
    Grande abraço!

    Amigo Cambeta,
    NUNCA haverá justificação para tamanha barbárie.
    Estava a acabar de fazer as malas para partir no dia seguinte.....para os Estados Unidos.
    E não acreditava no que estava a ver.
    Não podia ser.
    Era o H.G. Wells outra vez.
    Só podia.
    Afinal, era mesmo verdade.
    HORROR, HORROR!!
    Aquele abraço

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  5. Pedro,

    foi, é e será sempre um dia inesquecível na minha vida, daqueles que em que assistimos a coisas, em directo, nas quais não queremos acreditar.

    Estava a almoçar, em casa de meus pais, e a ver, ao mesmo tempo, as notícias na SIC aquando das primeiras imagens que Paulo Camacho comentava nem queríamos acreditar, o silêncio abateu-se sobre a mesa e deixamos a refeição de lado.

    Fui trabalhar e quando cheguei ao gabinete já não se falava noutra coisa, a net não funcionava, nada, impossível concentrar-mo-nos no que quer que fosse.

    Foi, Pedro, seguramente, um dos dias mais tristes da minha vida!!!

    Aquele abraço e curvo-me respeitosamente perante aqueles que, como o Christopher, perderam a sua vida tentando salvar a de outros.

    P.S. - Íamos (eu e a minha mulher) passar o Natal e Ano Novo a Nova Iorque nesse ano, obviamente, acabamos por ir para outro destino que não a cidade que nunca dorme!!!

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  6. Ricardo,
    Ia, no dia seguinte, para São Francisco.
    Começaria aí uma viagem de cerca duas semanas nos Estados Unidos.
    Obviamente, imediatamente cancelada.
    Ouvia o José Rodrigues dos Santos a comentar, em directo, incrédulo, sem saber o que dizer, o que pensar.
    Impossível ficar indiferente.

    Nos dias seguintes, a ver aquele cenário de destruição, os testemunhos de familiares de vítimas, de amigos, foram dias complicados.
    De grande emoção, de grande dor, de brutalidade impossível.

    Admiro, MUITO, a profissão de bombeiro.
    E, sem vergonha o digo, chorei a par com o Leno quando ele, depois de revelar que o pai era bombeiro, homenageava os bombeiros de Nova Iorque, também eles em grande comoção porque tinham perdido muitos amigos nesta "good fight".

    Aquele abraço

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  7. Pedro, foi um dia inesquecível por más razões. Belo texto.Abraço

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  8. Ouvi que as torres gémeas tinham caído em espanhol e achei que não percebi espanhol, que tinha ouvido mal... e havia tanta gente em frente à embaixada americana em Sevilha... há coisas que não se esquecem...

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  9. Hugo,
    Aquele, e os dias que se seguiram, foram dias arrepiantes.
    Ver as imagens daquelas pessoas cobertas de destroços, de pó, tanto pó!!, em delírio, parecia irreal.
    Aquele abraço


    Eu estava a ver e não acreditava, Smas.
    Não podia ser verdade.
    Ainda hoje me parece mentira, coisa de filme.
    Beijinho

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  10. "Estive lá" em Junho do ano passado e um dos objectivos da visita não podia deixar de ser, claro, uma visita àquele maldito lugar !
    A emoção foi indescritível, só possível de avaliar por quem já fez o mesmo.
    "Ví" o avião a trespassar a torre, as pessoas a atirarem-se lá do alto, o pânico instalado, a poeira que se levantou por todas aquelas ruas onde eu estava e claro não podia deixar de "ver" a abnegação com que estes homens da paz dedicaram a tentar salvar os próximos com o risco da própria vida , ... e claro, não pude conter as lágrimas !
    .

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  11. Rui,
    Creio que só quem for de pedra é que não sente o mesmo.
    As imagens do horror vão acompanha-nos, assombrar-nos mesmo, para o resto das nossas vidas.
    Aquele abraço

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  12. Caro amigo Pedro Coimbra!
    Aquele fatídico dia 11 de de setembro de 2001, além de nos deixar sem chão, tornou-se mais um marco belicoso indelével na história contemporânea.
    Caloroso abraço! Saudações entristecidas.
    Até breve...
    João Paulo de Oliveira
    Diadema-SP

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  13. Junto-me, sem margem para dúvida, a todo e qualquer gesto solidário, a toda e qualquer homenagem e, claro, à raiva por tão nojento gesto.

    Só continuo com uma dúvida: quem foi, afinal, o autor daquele sinistro acontecimento?

    Um abraço

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  14. Prof. João Paulo de Oliveira,
    Um momento de horror em que pereceram muitas pessoas de diferentes nacionalidades e credos.
    Que não podemos esquecer ou minorar.
    Aquele abraço


    António,
    A Al Qaeda reivindicou a autoria do atentado.
    Os pilotos eram tipos com reconhecidas ligações à Al Qaeda (é esse até o fundamento invocado recentemente por um juiz para deixar as companhias aéreas em muito maus lençóis).
    Quem mais poderia ser?
    As teorias que apontam, para uma conspiração da CIA não fazem qualquer sentido.
    São equivalentes às dúvidas que se colocam acerca da alunagem.

    P.S. Involuntariamente, ao usar o Iphone, apaguei o seu comentário sobre o café da manhã, a referência aos pastéis de massa tenra.
    Peço imensa desculpa.

    Aquele abraço

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    1. Troco um Iphone por um pastel de massa tenra.

      P.S. - Quem treinou a Al Qaeda? Quem forneceu o material?

      Um abraço.

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    2. Pastéis de massa tenra só os feitos pelas minhas tias, António.
      Não há igual!
      As minhas filhas, e a minha mulher, exigiram a presença da tia Nela para fazer, e ensinar a fazer, os seus pastéis de massa tenra e o seu pão de ló.


      Se vamos por esse caminho, todos os países que treinaram terroristas, e olhe que são muitos, continuam a ser!!, tinham que ser barbaramente atacados.
      E há outro problema.
      Essa ideia d ataque aos Estados Unidos é uma ideia e uma teoria americana.
      Não foram os Estados Unidos que foram atacados.
      O massacre aconteceu NOS Estados Unidos.
      É bem diferente.
      Os aviões não mataram só americanos, pois não?
      Aquele abraço

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  15. Pedro,
    Saúdo-o por homenagear os que auxiliaram os que sofreram com o caos terrorista e imortalizar os que pereceram em terríveis circunstâncias.
    Uma história para lembrar e para lutar contra a prepotência dos que usam o terror.
    Um beijinho e um grande bem-haja! :)

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  16. As minhas recordações sobre este trágico 11 de Setembro ficaram guardadas no meu coração, ou antes, na minha mente para sempre.

    Este ano, não mencionei esta data no "ematejoca azul", porque já não tenho paciência para ler os comentários habituais, a acusar o governo americano de ter sido ele o autor dos atentados.

    Saudação da amiga de longe!

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  17. Não deve ser nada fácil para ela relembrar continuamente esse dia.

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  18. Isso do "combater o bom combate" é uma máxima proferida por Paulo de Tarso, ex-Saulo, mais conhecido por São Paulo.

    Que o mundo nunca se esqueça das vítimas, entre elas os bombeiros que para lá foram para impedir que muitas outras vidas se perdessem, mas que acima de tudo não se esqueça jamais da verdadeira essência do islão.

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  19. ana,
    É impossível ficar indiferente a estes acontecimentos.
    O terror, venha de onde vier, e de quem vier, é abjecto.
    E NUNCA justifica mais terror em resposta.
    Beijinho


    ematejoca,
    O anti-americanismo primário provoca reacções perfeitamente tontas.
    E, com respondi ao António, leva que se sigam as teses tontas da direita americana.
    Não foram os Estados Unidos que foram atacados.
    Foi uma civilização, uma série de valores, um modo de vida.
    NOS Estados Unidos.
    Faz toda a diferença.
    Saudações a Oriente!


    Su,
    Deve ser horrível!
    Mais uma razão para saudar a coragem e o sentido altruísta da senhora.

    Aplica-se aos bombeiros por inteiro, não é, FireHead?

    Eu espero bem que o Mundo não se esqueça de nada, FireHead.
    Não se fixe num ou noutro pormenor mas se lembre, SEMPRE, de tudo.

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  20. Culpar os EUA por um ataque ao seu próprio país é rídiculo, isso é fruto da nova ordem que instiga o politicamente correcto como forma de dizer que a AlQaeda são boas pessoas, são todos bonzinhos! Danem-se com essas teorias, respeito para com todos os que ficaram sem a vida nesse dia, e para com todos os que ficaram com as suas vidas mudadas por consequência desse dia.

    Se vamos entrar em conspirações, seria mais provavel a Rússia ter fornecido a AlQaeda do que os EUA. Essas teorias são, enfim, sem comentários...

    Beijinhos

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  21. Vi cada comentário, Catarina!
    De deixar os cabelos em pé.
    E de ficar com vontade de dizer coisa muito desagradáveis.
    Beijinhos

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