14 de março de 2018

Smile you’re on camera


Começam hoje a ser utilizadas as cem câmaras que passam a equipar os uniformes de alguns polícias.
Sem que se perceba ainda muito bem em que condições, com que regras e restrições.
A obsessão com a utilização de câmaras nos espaços públicos não é nova e este é apenas mais um episódio dessa sanha orwelliana (o famoso Big Brother is Watching You).
Uma situação que acredito que, se pessoalmente provavelmente não me afecta, confesso que me incomoda.
Quando, como, porquê, poderei ser filmado?
Sozinho, acompanhado?
Quem terá acesso a essas imagens?
Onde ficam a reserva de vida privada, a intimidade, no meio de todo este processo?
Muitas perguntas, muito poucas respostas até ao momento da entrada em vigor desta medida.
Fico a aguardar as respostas e na esperança que sejam muito claras, muito transparentes, dissipando de vez as muitas nuvens que escondem esta espécie de candid camera.
Que não haja partidas, piadas, que o assunto é muito sério, é o mínimo que se pode exigir.

50 comentários:

  1. Nada confortavel saber que se esta a ser filmado, mas em varios paises isso esta a acontecer. Big Brother is watching everywhere! :(

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    1. Neste particular não faz a diferença, Sami.
      Limita-se a seguira a moda.
      Mas há muitas questões sem resposta no dia em que a medida entra em vigor.

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  2. bom dia
    ainda estou a pensar se é mesmo verdade o que acabei de ler !!!
    JAFR

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    1. Entrou hoje em vigor, Joaquim Rosário.
      Neste particular Macau não inova, segue uma tendência que se tem vindo a generalizar.

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  3. Realmente, parece uma comédia. :))

    Bjos
    Votos de uma boa quarta-feira

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    1. É uma comédia sem qualquer piada, Larissa Santos.
      Pelo contrário, assusta um bom bocado.
      Bjs

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  4. Há muito que vivemos na era "Big Brother is Watching You".
    Mas não há ou não são conhecidos os regulamentos legais para a utilização desses equipamentos? Nem as forças policiais estão acima da lei.

    Beijinhos dentro da legalidade
    (^^)

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    1. Públicos e publicados, nada, Afrodite.
      Se há regulamentos internos valem menos que papel higiénico que para esse ainda há alguma utilidade.
      Beijinhos

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  5. Bom dia Pedro!
    Que desagradável, é mesmo uma invasão de privacidade. Tentando minimizar o que, observar o que: a vida das pessoas? Afff!
    Bom dia e agradecida pela visita lá no meu blog.
    Abraço!

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    1. A ideia julgo que é proteger os agentes, Diná.
      O que é ainda mais absurdo numa cidade tão pacata e segura como é Macau.
      Abraço

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  6. Privacidade é uma coisa que pertence ao passado, mas isso?!...
    Qual a finalidade? É usado sempre ou só em situações pontuais? Qual o critério que preside à utilização das ditas?
    As questões sérias, que uma medida dessas levanta, são inúmeras.:(

    Beijinho para todos vós, Família.

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    1. Essas questões, e muitas outras, estão sem resposta, GL.
      E deviam ter resposta antes de tudo o resto.
      Beijinho

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  7. Câmaras nos uniformes ?!

    Isto está ultrapassando todos os limites, de facto !!
    E em nome de quê? De uma segurança, que ninguém pode garantir ??

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    1. Supostamente da segurança dos agentes, São.
      Mas mesmo essa possível razão não pode justificar tudo.

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  8. Em contrapartida usaremos
    a nossa também. Não no dia
    a dia, mas quando necessário,
    como na presença de certas
    autoridades policiais ou
    diante do servidor público no
    requerimento de documentos.

    É fazer prevalecer o velho e
    eterno ditado: "Pau que dá em
    Chico, dá em Francisco", como
    disse Janot a Collor.

    Um abraço, e, caso vingue a
    ideia, por favor, divida o
    crédito comigo.

    silvioafonso



    .

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    1. Já acontece, silvioafonso.
      Desde que os telemóveis fazem tudo menos estrelar ovos (por enquanto) essas situações já existem.
      Aquele abraço

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  9. mas essas camaras nos uniformes dos polícias é só aí em macau ...

    entendo o conteúdo do seu texto, pedro, mas para mim não me faz a mínima diferença, quer seja aí, quer seja cá, todavia essa recolha de informação tem de ser seriamente tratada.

    a cirurgia correu bem, mas não posso ainda escrever com a mão esquerda, daí não conseguir fazer letra maiúscula e alg. sinais de pontuação. de resto, a manita, como se diz no meu Alentejo, está indo.

    então, e a sua garganta...

    beijinhos.

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    1. Não, CÉU, Macau está longe de ser caso único.
      A questão que se coloca é exactamente a regulamentação.
      Que deve ser pública, publicada, clara, sem margem para dúvidas ou mal-entendidos.
      Algo que não se verifica neste caso.

      A garganta já está porreira.
      Ainda estou a recuperar de uma pequena intervenção que tive que fazer para tirar aqui uma porrinha junto ao lábio.
      Como é uma zona muito sensível demora um tempão a voltar ao normal.

      Espero que se restabeleça rapidamente, que o processo de recuperação decorra com rapidez e sucesso.

      Beijinhos

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    2. então, é partout, quase.
      este tipo de coisas tem, com acento circunflexo, de ser limpas e transparentes.

      lembrou-me o Sócrates, o não filósofo, mas com uma treta de conversa, a propósito do porreira.

      tudo aparece pra chatear e nos preocupar. mta calma e poucos beijinhos, daqueles -rs.

      espero postar para a semana. já tinha feito o poema, antes da intervenção.

      estou proibida e escrever, pelo menos, um mês. pois, é isso mesmo... -rs.

      beijinhos e as melhoras da intervenção junto ao seu lábio.

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    3. Se houver regras muito claras e de todos conhecidas até pode ser positivo, CÉU.
      O problema é que não se conhecem as regras.
      Isso é que é inadmissível.

      Estamos os dois um bocadito entrevadinhos como dizia o Herman José :))))

      Beijinhos

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  10. Vivemos numa época em que parece que tudo é permitido e a nossa privacidade é constantemente violada.
    Abraço

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    1. E quando isso acontece sem que haja regras muito claras é assustador, Elvira Carvalho.
      Abraço

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  11. O problema é que existem sempre abusos e aproveitamento por parte de gente pouco escrupulosas.
    Que as regras sejam claras.
    Um abraço e continuação de boa semana.

    Andarilhar
    Dedais de Francisco e Idalisa
    Livros-Autografados

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    1. mais uma razão para haver regras claras e de todos conhecidas, Francisco.
      Essa é a grande questão.
      Aquele abraço

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  12. Para mim é algo que não me incomoda e penso sempre que existam "regras apertadas" sobre as imagens. Graças a elas já se evitaram coisas dantescas e ou apanharam tantos criminosos.

    Beijocas

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    1. Plenamente de acordo, Fatyly.
      Se e quando houver regras muito claras, públicas e publicadas, até pode ser bom.
      Quando não é assim podemos ser vítimas de todos os abusos.
      E sem sabermos.
      Beijocas

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  13. Respostas
    1. Com regras até é bom, Adélia.
      E já existe um pouco por toda a parte.
      Beijinho

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  14. Uma boa questão que terá muito que se lhe diga, de facto !
    Muitas interrogações e provavelmente, poucas respostas ! ... Será que "1984" virá a ser vivido no real ?... :(

    Abraço

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    1. Já estamos, Rui.
      E há algum tempo.
      Com vantagens (redução da criminalidade, possibilidade de apanhar prevaricadores mais facilmente) e desvantagens, abusos, principalmente quando as regras não são conhecias).
      Aquele abraço

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  15. Mas existe muita criminalidade em Macau? Se é que esta questão justifica essa medida!

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    1. Pelo contrário, Magui.
      Macau até é uma cidade muito segura.
      É uma das grandes vantagens que aqui encontro.
      Pretende-se que ainda seja mais segura e que seja também segura para os agentes públicos?
      Óptimo.
      Desde que haja regras e que todos as conheçam.

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  16. Meu caro Coimbramigo

    Concordo com a super-vigilância, porque ela traz benefícios e de que maneira. Basta ver o que acontece na ficção nos filmes criminais em que as câmaras de vigilância permitem identificar os criminosos ou pelo menos os suspeitos. E isto baseia-se na realidade

    Mas, como tudo na vida a vigilância também tem os seus defeitos e como tu apontas a quebra da privacidade é o principal. Muito mais teria para dizer, mas já te roubei tempo e espaço, por isso fico-me por aqui.

    Triqjs e um abç para tu deste teu amigo a oito horas de "distância"...

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    1. FerreirAmigo,
      Trezentos e setenta e sete por cento de acordo com o comentário.
      Agora fica uma pergunta:
      Oito horas de distância?
      Estás em Goa?
      Se assim for, goza muito, diverte-te ainda mais.
      Grande abraço para ti, beijos para a Raquel

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  17. é incrível a quantidade de filmagens que nos fazem, Pedro
    elevadores, supermercados, parques de estacionamento, empresas, lojas de todo o tipo, cantos de ruas, museus, aeroportos, bars, discotecas, talhos, e agora fardas de policias ?!
    sorria, está a ser filmado ! o melhor será esticar os lábios e colocar um pouco de fita cola nos cantos para um sorriso continuado :)

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    1. Exactamente, Angela, isso já acontece todos os dias.
      Mas há regras e são públicas, estão publicadas, podem ser facilmente conhecidas.
      Essa é a grande questão.

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  18. Que haja câmaras em parques de estacionamento e em locais públicos, como forma de identificar rapidamente os autores de actos ilícitos e/ou criminosos, tudo bem. Mas, agora, fazerem parte do equipamento policial, não estou a ver como nem qual será a necessidade de andarem por aí registando tudo por onde passam. Isso por Macau está a ficar negro, Pedro.
    Afinal, George Orwell, não andou muito longe da verdade. Só que muito mais tarde. Qualquer dia andamos todos 'debaixo d'olho' sem sabermos quem nos vigia e controla. Tá bonito!

    Beijinhos

    Beijinhos

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    1. O Orwell acertou em cheio, Janita.
      Esqueceu-se de avisar para a necessidade de regular estas situações.
      Não se pode ter tudo, não é?
      Beijinhos

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  19. Hoje, já nem em casa podemos acreditar que ninguém nos está a ver. Com a quantidade de tecnologias que andam por aí, ninguém pode ter vida privada. Como digo muita vez, a evolução nem sempre é boa.
    Abraço Pedro

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    1. Basta estarmos a interagir aqui na blogosfera, mena Almeida.
      Quem é que nos estará a ver???
      Scary!!!!
      Abraço

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  20. É um assunto complexo, em muitas ocasiões é muito positivo mas não deixa de ser perturbante pois sabemos que estas coisas podem ter tanto de bom como de mau tudo depende do uso que se fizer delas....
    O pior é quem não sabemos exactamente o tão mau que pode ser.
    bj

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    1. "O pior é quem não sabemos exactamente o tão mau que pode ser."
      É isso exactamente, papoila.
      O problema é não sabermos quando, como, com que regras, podemos ser alvo destas filmagens.
      Bjs

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  21. É realmente um tema muito complexo. Você trouxe uma pergunta muito instigante. Quem terá acesso a essas imagens? Fiquei bem curiosa com relação a isso.
    Passadinha básica para desejar que a sua quinta-feira seja doce e abençoada!!! beijo enorme!!!

    Meu blog: https://claudiaforte.blogspot.com.br

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    1. Essa é uma das questões essenciais, Cláudia Forte.
      Se sou filmado quem é que pode ver essas imagens??
      Atenção a esse aparentemente pormenor porque pode criar sérios problemas.
      Beijo

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  22. Esta é uma discussão global que se vai arrastando e será sempre inconclusiva, Pedro. Os interesses individuais são quase sempre inconciliáveis com o interesse colectivo.

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    1. Insisto na mesma tecla, Carlos - desde que haja regras claras, e de todos conhecidas, não vejo problema nenhum.
      Quando não é assim é que já há muitos problemas.

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  23. Tema sério este, Pedro.
    Em parte concordo com a colocação de câmaras: garantam elas a segurança dos cidadãos, sem violação da sua privacidade.
    Há, porém, que legislar em conformidade para evitar excessos.
    As tuas perguntas são pertinentes. Haja quem tenha as respostas!
    Calma amigo... ficarás bem na fotografia...
    Abraço.

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    1. Bem regulamentada até pode ser uma medida muito positiva, teresa dias.
      Se não for assim poderá ser muito perigosa.
      Venha de lá essa regulamentação!
      Abraço

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  24. Desconhecia totalmente que se podiam usar câmaras nas fardas dos agentes. Se o uso for os proteger penso que não seria negativo, mas certamente têm de existir regras bem claras de como se vai utilizar essa informação registada, caso contrário, poderá ser muito perigoso para todos os cidadãos.
    Beijinhos
    Maria de
    Divagar Sobre Tudo um Pouco

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    1. À medida entrou em vigor na quarta-feira, Maria Rodrigues.
      A regulamentação ainda não apareceu :(

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