22 de março de 2018

Quem é que falou em independência de Macau?



Mais uma vez se ouviu Pequim falar na necessidade de travar hipotéticas forças independentistas em Macau.
Para o residente permanente de Macau, que aqui vive ininterruptamente há quase vinte e três anos, e que aqui quer continuar a viver muitos mais, este discurso não faz sentido nenhum. 
Forças independentistas em Macau? 
Se as há estão muito bem escondidas. 
Em Macau há vozes que contestam abertamente o regime político chinês. 
Veremos até quando depois do que se sabe agora ser o sentimento de Pequim acerca da existência das mesmas… 
Coisa bem diferente de vozes ou sentimentos independentistas. 
Macau há muito interiorizou o conceito “Um País, dois sistemas” e o significado do mesmo. 
Em Macau desde sempre se soube que o segundo sistema não existe sem o País. 
E ninguém contesta isso. 
Macau é uma Região Administrativa Especial da República Popular da China. 
E é isso que os seus residentes querem que continue a ser. 
Não só por se tratar de cumprir o acordado mas sobretudo porque é esse o sentimento das pessoas. 
Quando até em Taiwan os números mostram que o sentimento independentista perde terreno, a última das preocupações de Pequim devia ser a possibilidade de aparecerem sentimentos independentistas, movimentos de secessão em Macau. 
A Região Administrativa Especial de Macau é muito diferente da Região Administrativa Especial de Hong Kong. 
A começar e a acabar neste sentimento de pertença e fidelidade ao País, à República Popular da China.

40 comentários:

  1. Não conheço a realidade de Macau mas infelizmente quando os "mandantes" querem alguma coisa o povo é que paga e basta ver o que se passa por outros países.

    Beijocas e um bom dia

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    1. Aqui ao lado, sublinho a traço grosso o aqui ao lado (Hong Kong), há uma série de tolinhos que falam em independência.
      Como se isso fosse minimamente possível.
      E Pequim reage à bruta.
      Metendo tudo no mesmo cesto.
      NINGUÉM quer a independência de Macau, a questão até se torna anedótica.
      Beijocas, uma bom dia aí para Portugal

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    1. Quem alimenta a conversa é Pequim, João Menéres.
      E alguns tontos em Hong Kong.
      Em Macau?
      Não me f...ecundem!

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  3. Acho que tem razão amigo Pedro quem está a alimentar esta situação é a própria China, com que fins??????
    Um abraço e boa Primavera.

    Andarilhar
    Dedais de Francisco e Idalisa
    O prazer dos livros

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    1. Os fins veremos lá mais para diante, Francisco.
      Por agora fica só a sensação de incomodo, o mal-estar.
      Aquele abraço

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  4. Passei, li, mas de políticas que não entendo abstenho-me!

    O meu abraço

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  5. Calma, Pedro!
    Tudo vai continuar como está, não só por os residentes quererem, mas porque a República Popular da China quer.
    Em 1999 foi assinado o acordo e a partir daí o desenvolvimento dessa região administrativa explodiu.
    Estive na China em 2010 e visitei Macau, na altura um "estaleiro gigante", com os dirigentes empenhados no desenvolvimento económico.
    Para que conste: A China é um país extraordinário! Está no 1º lugar do Top 5 das minhas viagens.
    Já agora, espreita o meu blogue: "https://fugasreveladas.blogspot.pt/".
    Beijo.

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    1. Já estive mais optimista, teresa dias.
      Quem borrou a pintura foi uma cambada de idiotas aqui ao lado em Hong Kong.
      Desafiaram a liderança chinesa, que é musculada, reagiu com a frieza e o calculismo típico da personalidade chinesa.
      E está a cometer o tremendo erro de meter tudo no mesmo saco.
      Em Macau NUNCA acontecerá nada semelhante ao que aconteceu em Hong Kong.

      Vou espreitar o blogue.

      Beijo

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  6. Não será isso um pretexto para apertar mais a tenaz sobre Macau??

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    1. A ver vamos, São.
      Mas que fica essa desconfortável sensação ....

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  7. São, de facto, duas coisas completamente diferentes, Pedro !
    No entanto, não me surpreende que Pequim pretenda aproveitar a situação para tentar, assim, calar as vozes discordantes da política chinesa. (?)

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    1. É bem possível, Rui.
      Mas se é assim é uma valente tolice.
      Os críticos do regime político chinês são patriotas.
      Em Macau, em Macau é assim.
      Noutros locais talvez não.

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  8. Pedro, você vai fundo no
    questionamento da coisa,
    hein, meu rapaz?

    Quanto a coragem do "su-
    jeito" cheirar o que não
    deve, pensei que vc fosse
    me sacanear a respeito.
    Felizmente não teve tempo
    ou achou que não mereço.

    Outro abraço.

    silvioafonso



    .

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    1. Passar pelo seu blogue é sempre uma delicia, silvioafonso.
      Um must!
      Caloroso abraço

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  9. Pequim só quer lembrar "who's the boss"! :)
    E quer assegurar-se de que, em vez de ter de matar à nascença quaisquer vozes independentistas, as erradica ainda antes de nascerem.

    Beijinhos de primavera
    (^^)

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    1. Na mouche, Afrodite.
      Mas podiam ser mais cautelosos e não ser tão brutos.
      Beijinhos

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  10. Foi o Melancia? :) Desculpe, estou a brincar.

    Beijinhos, Pedro!

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    1. O Marcelo, ao condecorar a Fundação Oriente, que tanta celeuma aqui causou, podia ter criado chatice.
      Ainda bem que não foi assim, Janita.
      Beijinhos

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  11. Não me parece que a China alguma vez abra mão de Macau.
    Um abraço

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    1. Claro que não, António.
      A intenção do próprio conceito "Um País, dois sistemas" é integrar pacificamente Taiwan seguindo o exemplo do retorno à Pátria de Macau e Hong Kong, não o oposto.
      Aquele abraço

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  12. O maoismo sempre foi perito em lixar o povo e criar tigres.... de papel e ...dragões de bigode farfalhudo, para bem encabrestar os súbditos e candidatos a tal. Sempre foi a norma no Império do Meio. A propósito quantas concubinas tem o imperador? A 1ª mulher já todos sabem. Cumprimentos

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    1. Xi Jinping supostamente é muito cumpridor até nessa vertente.
      A mulher, famosa intérprete de ópera chinesa, será mesmo a única.
      Aquele abraço

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  13. Esse chines ai dá medo, espero que vocês tenham um futuro feliz neste belo país e que as coisas mudem para melhor.
    Abraços

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    1. Todos os locais têm os seus períodos de turbulência, Anajá.
      Depois, com o tempo, tudo passa.
      Abraços

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  14. E é bom que assim seja para bem de todos.
    Para mais, penso eu, no mundo global da actualidade nem sequer faz sentido querer ser independente, a menos que haja razões específicas (que não vislumbro em Macau, nem na Catalunha, por exemplo).
    Continuação de boa semana, caro amigo Pedro.
    Um abraço.

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    1. A questão nem se coloca, Jaime Portela.
      O problema é Pequim ter medo que força independentistas que existem em Taiwan e Hong Kong aqui façam sentir a sua influência.
      Macau é MUITO diferente.
      Aquele abraço, bfds

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  15. Fico com a sensação que haverá aqui mão de Hong Kong.

    Beijinho Pedro

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    1. Esse é o receio de Pequim, Adélia.
      Que Macau seja permeável a influências chegadas de Hong Kong e Taiwan.
      Beijinho

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  16. Existem sempre vozes que contestam o poder central, sem que tal signifique a intenção de independência.

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    1. Existem forças independentistas em Hong Kong e Taiwan, Magui.
      Não em Macau.

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  17. Já quando eu vivia em Macau, essa questão se colocava de quando em vez

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    1. Independência de Macau, Carlos??
      Estou cá há 23 anos e nunca me apercebi de tal coisa.
      Mesmo os contestatários do regime político na China são patriotas.
      Independentistas em Hong Kong e Taiwan, sim.
      Em Macau??

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  18. Abraço Pedro
    https://caminhos-percorridos2017.blogspot.pt/

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  19. Ola Pedro, nunca tinha lido sobre isso !
    Macau não é a Catalunha, nem se parece :)
    abraço e bom fim de semana
    Angela

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    1. Há vozes e movimentos independentistas em Hong Kong, Angela.
      Em Macau?
      Que disparate!
      Abraço, bfds

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  20. Preferível estarem quietos e calados se Macau quer estar como está.

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    1. Mas não aqui ninguém a levantar estas questões, Maria Araújo.
      Só entidades oficiais ligadas à RPC.
      Que confundem Macau e Hong Kong.

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