14 de maio de 2015

Um novo nacionalismo chinês


Ao decretar o dia 3 de Setembro como feriado nacional o governo chinês deu mais um passo no sentido de fundar um novo nacionalismo na China.
O dia 3 de Setembro passa a marcar oficialmente a vitória na II Guerra Mundial.
Mais que a vitória numa guerra, o 3 de Setembro celebra a libertação do humilhante jugo japonês e é a resposta oficial chinesa às visitas de altos dirigentes japoneses a Yasukuni.
Depois da limpeza que a liderança chinesa vem promovendo no interior do Partido e do aparelho de Estado; do anunciado combate feroz à corrupção, ao nepotismo, ao desperdício de dinheiros públicos e à lavagem de dinheiro; depois da declarada aposta na educação patriótica e do seu alargamento a todo o país, incluindo as Regiões Administrativas Especiais; agora a oficialização da vitória chinesa na Grande Guerra, a oficialização da derrota japonesa.
Está à vista a liderança chinesa na era Xi Jinping - uma liderança que se apresenta com uma face sorridente, um corpo musculado e uma mente povoada por um novo nacionalismo chinês.

19 comentários:

  1. ~ Morreram demasiados chineses, além de uma tremenda dor,
    foi numa humilhação nacional muito recente...
    ~ Estão a precisar dessa desforra...
    ~ Talvez seja um incentivo para vidas de muito sacrifício.
    ~ É preciso que façam o seu luto. Não devem ser os judeus
    os únicos a ter esse direito.
    ~ São estados de alma passageiros...

    ~ Selecione no Google «relogio de pendulo blogspot».
    ~ Um gráfico impressionante!
    ~ Ninguém imagina e fica atordoado perante os números!

    ~~~~~~ Beijinhos. ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
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    1. A Ásia está cheia de disputas mal resolvidas que ainda hoje permanecem, Majo.
      Hoje em dia discutem-se sobretudo questões territoriais.
      Compreendo a postura da China nesta situação.
      O Japão tarda em reconhecer as atrocidades que de facto cometeu.
      Pior que isso, as visitas de altos responsáveis a Yazukuni são uma fonte de discórdia constante.
      Estado de alam passageiro é que não será, Majo.
      Longe disso.
      A forte personalidade de chineses e japoneses não permite ver um fim a esta situação de impasse.
      Para que isso acontecesse os japoneses teriam que reconhecer os seus erros e pedir desculpa pelos mesmos.
      Algo que não fazem, que se recusam a fazer.

      Fui espreitar o blogue.
      Só um comentário - arrepiante! :(

      Beijinhos

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  2. Em todos os conflitos mundiais se cometem atrocidades sem conta. E só muitos séculos mais tarde os países agressores o reconhecem, quando o reconhecem.
    Muitos tentam apagar da história, os crimes cometidos.

    Um abraço e tudo de bom

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    1. É isso mesmo que argumentam chineses e coreanos (sobretudo estes dois) face ao comportamento dos japoneses, Elvira Carvalho.
      Um abraço

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    2. Permitam-me intrometer-me na conversa.
      Pior ainda que o Japão, que pelo menos já lamentou o sucedido, embora se recuse a pedir desculpas, é o caso da Turquia que um século depois de ter cometido o 1.º grande genocídio da História (contra os arménios) continua contra todas as evidências, provas e testemunhos, a nega-lo.

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  3. As nações vivem de revivalismos e "olhares para o próprio umbigo" que não são benéficos a médio/longo prazo para este mundo em que vivemos.

    Aquele abraço, Pedro.

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    1. Ricardo,
      Sendo um melómano, conhece de certeza os únicos Joy Division.
      Sabe de onde vem o nome da banda?
      Aquele abraço

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    1. Honestamente não sei, Carlos.
      Seja bem regressado!
      Aquele abraço

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  5. Pedir desculpa é sinal de força..Porque será que não se compreende isto??



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    1. Os japoneses e os chineses são demasiado orgulhosos para dar esse passo, São

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  6. O que descreve no último parágrafo parece-me uma combinação perigosa...

    Beijocas

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    1. E é mesmo, Teté.
      Esta liderança chinesa faz lembrar tempos antigos
      Beijocas

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  7. Oxalá trouxesse algum bem-estar para o povo...

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    1. Bem-estar, para os chineses, profundamente materialistas, é sinónimo de $$$$$$, Graça. A caminho de se tornarem a primeira economia mundial, nesse aspecto não se queixam
      Beijinhos

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  8. De certa maneira já existia um nacionalismo chinês. Vi há uns meses na SICNotícias um programa sobre a China que mostrava a cerimónia do hastear da bandeira chinesa na Praça Tiananmen ainda de madrugada. Apesar da hora madrugadora, havia uma multidão presente, imbuída de um patriotismo que eu sinceramente não achei possível existir na China. Por isso não me admiro nada com este novo feriado «nacionalista» chinês.

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    1. Paulo Lisboa,
      O cerimonial do hastear da bandeira é muito importante para os chineses.
      Sabia que há uma Lei que descreve como e quando deve ser hasteada a bandeira?
      Os chineses têm uma profunda sensação de pertença à sua pátria.
      O que ainda faz com que seja mais estranha esta preocupação com a educação patriótica e outros fenómenos semelhantes.

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  9. «Sabia que há uma Lei que descreve como e quando deve ser hasteada a bandeira?»

    Não sabia.

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