27 de maio de 2015

Broadway Macau

É hoje oficialmente inaugurado mais um mega resort em Macau, a segunda fase do projecto Galaxy, pomposamente denominada Broadway Macau.
Para o cidadão comum, mas atento ao que se passe à sua volta, não deixa de ser curioso que, numa fase de suposta crise do sector económico dominante de Macau (o Jogo e as actividades a este directa e indirectamente associadas), se assista à realização de investimentos tão vultuosos.
Se pensarmos que o Parisian Macau  e o Macau Studio City, logo ali ao lado, estão também muito perto da data de inauguração, a pergunta não pode deixar de ser feita - os investidores privados investem tão fortemente numa economia em crise?
Quando os governos o fazem é normal e compreensível.
O fenómeno dos ciclos económicos e do investimento público em contra-ciclo, destinado a dinamizar a economia, que não é preciso ser especialista para conhecer e compreender.
Investimento privado desta magnitude em cenário de contracção económica?!
A menos que a contracção económica exista mas esteja ainda muito longe da tão propalada crise.
Olhando para os últimos números conhecidos (cerca de vinte mil milhões de receita MENSAL no sector dos jogos de fortuna e azar), e lembrando-nos que esse foi o número ANUAL do maior Orçamento de sempre ao tempo da administração portuguesa em Macau, apetece citar Camilo de Oliveira num boneco que o tornou famoso na televisão portuguesa - "isto é que vai uma crise!"

22 comentários:

  1. Nem crise para quem investe nem crise para quem aposta.
    Vemos pessoas a passar fome mas todas as semanas investem no euro-milhões e outros jogos similares...raspadinha...

    Obrigado pelo teu alerta. Os amigos são precisos.

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    1. Não jogo nada, Luís.
      Vivo na cidade capital do Jogo mas não jogo nada.
      Como funcionário público só posso frequentar os estabelecimentos de jogos de fortuna e azar três dias por ano (primeiros três dias do Ano Novo Lunar).
      Mas nunca lá ponho os pés, não faz o meu género.
      Estes grandes empreendimentos, para mi e para todos aqueles que pensam e agem de maneira semelhante à minha, só têm um motivo de interesse - os espaços de restauração.
      O retalho é proibitivo, o Jogo, não obrigado.
      Grande abraço

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  2. Pois é Pedro investem no que não deviam e no entanto o povo é o que se sabe.

    Não jogo nada, nada mesmo porque chegaram os vinte e tal anos que aguentei um homem que estourava tudo o que ganhava (e não era pouco) no jogo - aqui num clubeco, no Casino Estoril e no Bingo. Eram dívidas atrás de dívidas e numa grande, dívida pus um fim - a separação de comum acordo e que pagasse o que devia. Assim foi. Assinei os papéis para que obtivesse um empréstimo e foi um virar de página. Mas amigo a vida dá-nos obstáculos para nos testar. Todos os meses o advogado sabia que ele pagava a prestação. Morreu em seis meses e faltavam cinco mil contos (não euros) e quem pagou sem nunca ter usufruído de um tostão? Eu!!!! Mas já passou e hoje falo disto sem mágoas...porque olhar em frente foi a postura que sempre tive.

    Todos aprendemos com os erros e eu deveria ter posto um ponto final muitos anos antes...mas existe sempre "um período"...sabes bem do que falo.

    Um beijinho e fazes muito bem em não jogar

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    1. Fatyly,
      O vício do jogo é terrível!
      Vejo isso aqui todos os dias, tive contacto com essas situações na minha vida pessoal e profissional.
      Infelizmente há sempre terceiros, inocentes, a sofrer com essas situações.
      Sou um romântico, Fatyly.
      E acho que se deve sempre lutar por amor.
      Quando casamos não nos avisam que é para o melhor e o pior?
      No melhor é muito fácil, no pior é que se vê a fibra e o carácter das pessoas.
      Admiro-a por aquilo que teve a coragem de suportar e de fazer.
      Beijinhos

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  3. O Blogger não é meu amigo, Pedro! Comnetei de manhã e nada...
    Tem muita razão, as operadoras são manhosas e mentirosas, não há crise nenhuma. Caso houvesse não pediam mais mesas de jogo!
    Até amanhã, Mor

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    1. Deve haver qualquer incompatibilidade entre os dois filtros, Mor.

      "Crises" (????) destas até são muito bem vindas.
      Acalmam a rapaziada, ajudam a refrear ânimos.
      Estava-se a entrar numa espiral de perfeita loucura.
      Coitadinhos que já só facturam vinte biliões por mês!!
      Pata que os pôs!
      Até amanhã

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  4. Negócios manhosos, Pedro.

    Aquele abraço.

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    1. Jogatina, shopping, dining, Ricardo.
      Same same but different :))
      Aquele abraço

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  5. Eu diria, ... Aí como aqui ! ... mas caiem-me em cima ! :(
    Na verdade, Pedro, aqui, a crise sente-se muito mais nos meios de comunicação social do que na vida real e o resto é conversa, mas não quero falar demais !
    Há um prazer mórbido no lamento ! :(
    Ainda há poucos dias, os meus amigos do Brasil ficaram "escandalizados" entre o que pensavam e o que constataram sobre isso !
    Lá, o salário mínimo anda pelos 200 € e os custos das coisas é mais elevado (na generalidade).
    Aqui, é blasfémia dizer-se que estamos entre os 30 a 40 povos mais ricos do mundo !!!
    Abraço ! :))

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    1. Aqui não há crise nenhuma, Rui.
      O velho truque do quem não chora, não mama.
      Em vez de ganharem uns biliões, os senhores da jogatina "só" ganham umas centenas de milhões.
      E dizem que há crise, que pode haver despedimentos, convulsão social, para terem mais benesses do Executivo local e de Pequim.
      Quem não os conhecer que os compre!
      Aquele abraço

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  6. E ninguém franze a testa a essa sumptuosidade?
    Abraço

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    1. Pelo contrário, António.
      Há mais uma série deles a serem concluídos na mesma zona.
      Se houver algum problema a "mãezinha" China manda para cá mais um montão de "turistas" (eles só saem com visto e a China só lhes dá vistos para onde quer).
      Fácil, não é?
      Percebe agora a conversa da crise - mandem mais gente e mais dinheiro, pá (a China apertou a torneira um bocado)

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  7. Gostei do nome Broadway Macau. Deu-me aquela sensação de não sermos os únicos a dar nomes foleiros, pretensiosos e estrangeirados aos empreendimentos... :)))

    Beijocas

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    1. Já tem o Venetian (inspirado na cidade de Veneza e com canais e gôndolas lá dentro e tudo); vai abrir o Parisian (do mesmo grupo e com uma réplica da Torre Eiffel à porta), Teté.
      Mais kitsh que isto é impossível.
      Beijocas

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  8. A crise nunca é para todos, apenas para a maioria.

    Beijinhos

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    1. Não há crise nenhuma, Pérola.
      É treta, é a chamar mais visitantes e mais dinheiro da China.
      20 biliões de receitas mensais (mais de dois biliões de euros) e fala-se em crise??
      Só dá para rir.
      Beijinhos

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  9. Pois as velhas histórias dos negócios estranhos em épocas de crise que nos deixam a pensar. Será que há mesmo crise ou isto é somente manipulação da comunicação social !? :( :)

    Um abraço Pedro

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    1. Não é a comunicação social, Ricardo.
      São os operadores.
      Porque ainda não estão satisfeitos.
      Não há muito tempo (antes de a China dizer, alto e pára o baile) estavam a facturar quase o dobro.
      Com as consequências que isso tem no resto da economia.
      Agora falam em crise, coitadinhos!!
      Aquele abraço

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  10. Haja dinheiro, porque jogadores não devem faltar com toda a certeza!
    É incrível como o vicio e a tentativa da sorte, move tanto dinheiro e pessoas de varias sociedades.
    Em Março de 2012 fui com o Rodrigo ao Casino da Figueira da Foz ver o Pedro Barroso cantar e, recordo com alguma indignação as pessoas que vi da Marinha Grande, que aparentemente vivem miseravelmente, mas estavam a investir nas máquinas, a sala estava completamente cheia, um acontecimento que me fez sentir triste,mas enfim.

    Beijinho Pedro

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    1. Conheço bem o Casino da Figueira, conhecia alguns frequentadores habituais, Adélia.
      Já há muitos anos que não jogo nada.
      Quando jogava (bingo, máquinas) aprendi com o meu pai - trocamos uma quantia X que estamos dispostos a perder (porque é isso que normalmente acontece).
      Podemos jogar 4 horas, ou 4 minutos.
      Mas não passamos aquele limite,
      Se o fazemos é que perdemos o controlo.
      Beijinhos

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  11. Tanta lavagem de dinheiro... Ou estarei enganado, Pedro?

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    1. Macau até tem a maior lavandaria do Mundo, Carlos
      Mas é só uma coincidência.... :))))))

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