8 de agosto de 2013

Quem é que disse que já não há canções de amor?


O Carlos lançou o desafio.
E eu respondo - presente!

Estávamos em 1996.
Mais ou menos um ano depois de ter chegado a Macau.
Na bagagem trazia alguns projectos, alguns sonhos, muita expectativa.
Apaixonar-me não era coisa que, nem remotamente, me passasse pela cabeça.
Tudo começou inocentemente.
Dois colegas de trabalho, amigos, que foram um dia almoçar juntos.
Não foi o repasto que foi propriamente agradável.
Foi a companhia, a conversa, a sensação de bem estar.
E os almoços repetiram-se.
Brevemente, e novamente de forma natural, prolongaram-se para lanches, jantares, saídas ao fim-de-semana.
E o sentimento que havia ali algo mais que simples amizade, que simples atracção, começou a instalar-se.
Ao mesmo tempo, o receio que um movimento precipitado, em falso, pudesse deitar tudo a perder.
Valia a pena correr o risco.
Mas com cautelas.
E esse risco tinha que obedecer a um sinal simultaneamente claro e subtil.
Imediatamente se instalou a ideia - Francis Ford Coppola, Tom Waits e Crystal Gayle.
O filme e a banda sonora - One From  The Heart.
A mesma  que, ainda hoje, 17 anos depois, nos acompanha.
Oh baby, this one's from the heart!

33 comentários:

  1. Caro Amigo Pedro Coimbra!
    Fiquei enternecido ao saber que esta linda história de amor teve um início casual!
    Caloroso abraço! Saudações cupidoianas!
    Até breve...
    João Paulo de Oliveira
    Diadema-SP

    ResponderEliminar
    Respostas

    1. Foi tudo muito, muito natural, caro Amigo João Paulo de Oliveira
      Aquele abraço !!!

      Eliminar
  2. Quem não sabe, no nosso bairro, que o Pedro não é homem que negue participar num bom desafio e é sempre o primeiro a dizer "presente"? Ninguém! Até eu que sou nova na casa!:)

    Parabéns, Pedro!
    Não conheço o filme nem conhecia a canção, mas já estive no Youtube - http://www.youtube.com/watch?v=uWczuzNjTeo -
    e penso que o Pedro fez uma excelente escolha na abordagem cautelosa, mas suficientemente elucidativa, para essa maravilhosa conquista que já deu frutos encantadores.

    E a "vossa" canção é linda! Simplesmente porque é vossa!:)

    (Já não é bem o meu estilo )

    Beijinhos e Parabéns!:)

    ResponderEliminar
    Respostas

    1. Tinha um amigo que dizia - morra quem se negue!
      Sigo o lema dele, Janita.
      E sim, somos fãs de Tom Waits
      Beijinhos

      Eliminar
  3. Respostas

    1. Agora ficou a conhecer o início do romance, Catarina
      Tão simples quanto isto.

      Eliminar
  4. Esse tempo de namoro é tão giro, não é?

    As actuais gerações nem sabem o que perdem por causa da velocidade super-sónica com que tudo fazem!

    Continuem felizes!

    ResponderEliminar
    Respostas

    1. É, São, é um tempo muito bonito.
      Se o namoro continuar ao longo da vida, tanto melhor.

      Eliminar
  5. Também fui ver o filme, com um namorado, no princípio dos anos 80. Mas connosco não "pegou", embora tivesse ficado a adorar a música, mais até que do filme... :)

    Há que existir já um certo clima para uma música ou um filme ou ambos funcionarem como "rastilho"... :)

    E que o amor e a cumplicidade entre ambos continue a existir durante muitos anos e bons, é o que eu desejo! A si e a todos os apaixonados... :D

    Beijocas!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Teté,
      O filme, e a banda sonora, são lindíssimos.
      Mas concordo que a banda sonora é ainda mais forte.
      Uma companhia ao fim de todos estes anos.
      Beijocas!

      Eliminar
  6. Antes de mais, muito obrigado por ter respondido tão prontamente ao meu desafio.
    Além de ter ficado a saber que chegou a Macau no ano em que eu me vim embora, gostei de conhecer essa sua história de "Enamoramento e Amor" como diria o Alberoni.
    A "vossa" canção também é lindíssima e ainda bem que continua a ser a vossa canção, tantos anos depois.
    Já publiquei um excerto no On the rocks , com link para os Devaneios.
    Aquele abraço e, uma vez mais, muito obrigado

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. E eu lá ia recuar perante tal desafio, Carlos?

      Cheguei a Macau no dia 1 de Outubro de 1995.
      E a primeira paixão foi mesmo Macau.
      Amor à primeira vista, ainda antes de sair do jetfoil.

      Depois vieram as outras paixões.
      Que não estavam nada, mas mesmo nada!, nos planos.

      Aquele abraço!!

      Eliminar
    2. Eu sai definitivamente de Macau a 22 de Dezembro de 1995, Pedro, mas quando lá cheguei, aconteceu-me o mesmo: paixão (por Macau) à primeira vista!

      Eliminar
    3. Eu acho que foi por trazer ua expectativa tão baixa.
      Cidade suja, clima quente e húmido, terrível densidade populacional, era isto que me dizam de Macau.
      Quando passe sob a Ponte da Amizade e avistei a cidade, perguntei à minha prima e à amiga dela - esta é que é a cidade horrível?
      Eu acho uma maravilha!!

      Eliminar
  7. Gostei bastante desse filme (One from de heart)e do filme do post também :)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. luisa,
      O filme e a banda sonora são de uma beleza incrível.
      E veja ao que conduziram, neste caso :)

      Eliminar
  8. Fazem-me feliz estas estórias, tantas, são as que por mim passaram.
    Apesar de algumas limitações, vou tentar acompanhar!
    Abraço Pedro (a ocidente).

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Kim,
      Seja bem vindo!
      Estórias de amor, quem não as tem, não é?
      Aquele abraço desde Macau

      Eliminar
  9. Ternurenta história de amor que se mantem, que possam continuar a namorar, porque é muito bom Pedro!

    Sabe Pedro eu e o Rodrigo fomos o primeiro amor um do outro, ele com 15 e eu com 13 aninhos, mas eu com com a grande experiência que tinha, coitada de mim, amuei com o Rodrigo, entretanto comecei a namorar um amigo dele com com casei aos 16 tivemos das filhotas e viuvei aos 38 anos, estive muitos anos sem voltar a ver o Rodrigo, faz agora sábado 12 anos que o reencontrei ele divorciado e eu viuva, foi aí que tudo recomeçou, eu que me tinha autoprogramado para viver só, mas o raio do programa falhou, estamos juntos nós e o nosso amor, para o bem e o mal.

    beijinho e uma flor

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Esse reencontro com o Rodrigo também é muito bonito, Adélia.
      Nunca é tarde, pois não?
      Que continuem felizes, juntos, vencendo ventos e marés.
      Beijinho grande!

      Eliminar
    2. Não posso deixar de comentar sobre esta linda estória de amor da Flor de Jasmim!
      Que romântico! : )

      Eliminar
    3. Sem dúvida, Catarina.
      Um reencontro muito bonito.

      Eliminar
    4. Estou à esprea da publicação na Flor, Adélia

      Eliminar
  10. Aqui em Macau aconteceram e ainda acontecem muitas histórias assim. Foi assim com os meus avós maternos, foi assim com o meu pai e com a minha mãe, foi assim com muitos amigos... :)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Sinceramente, se me contassem que me ia apaixonar, que ia casar, que iam nascer as minhas filhas, quando vim para Macau, acho que dizia à pessoa para ir ao psiquiatra.
      E, no entanto.....
      Até nisso, Macau virou a minha vida do avesso.
      Para (MUITO!!!!) melhor.
      Por isso é que fico doido quando vejo fazerem mal a esta terra.
      Foi a minha felicidade.
      Foi a felicidade de tanta gente.
      Merece tudo de bom!

      Eliminar
  11. Uma estrada muito longa e trilhada de muitas alegrias e de uma felicidade que perdure, é o que vos desejo. A vida plena é isto. O resto, nós ganhamos, outras vezes perdemos, depois voltamos a ganhar e a perder...mas um grande Amor, quando se encontra, é de conservar e nutrir. Vale tudo na vida. Às vezes acontece, alguns ainda não o terem encontrado ou então, continuarem a procurar...mas quem o encontra, deve conservá-lo e vivê-lo plenamente. No fim, o Amor vence sempre. :-)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Passaram 17 anos muito depressa, Raquel Mark.
      E, entretanto, há duas princesas a dourar esse caminho.
      Lindas de morrer!!

      Eliminar
    2. Diz-se que as árvores se conhecem pelos frutos. É bem capaz de ser verdade...:-)
      Os frutos eternizam essa união e reforçam o sentido de pertença. Parabéns!

      Eliminar

    3. Adiro estas meninas, uma com 15 anos, outra quase com 10, mais que a própria vida, Raquel Mark.
      Um sonho que se tornou realidade.

      Eliminar
  12. As duvidas e a inquietação do inicio de uma paixão dão mais sabor à concretização...

    ResponderEliminar