30 de julho de 2013

Pagou, ou não pagou?


Contava-se, como anedota, que o remetente de uma carta acabava a missiva assim:
Onde digo que digo digo, não digo que digo digo, mas digo que digo Diogo.
Lembrei-me desta piada a propósito das recentes declarações de Wan Kuok Koi à imprensa de Macau e Hong Kong.
Afinal, é a última versão, Wan Kuok Koi nunca entregou dinheiro às autoridades portuguesas como supostamente declarara a um jornal de Hong Kong.
Nessas supostas declarações, não só teria afirmado que entregara dinheiro às autoridades portuguesas, como era muito assertivo na quantia supostamente envolvida - mais de cem milhões de patacas.
Agora, o mesmo Wan Kuok Koi afirma, desta vez à imprensa em língua de portuguesa de Macau, que nunca proferiu as declarações que lhe são imputadas pela imprensa.
Declarações essas que tiveram óbvio impacto em Macau e em Portugal.
E qual então a razão para que se tivesse verificado tanta confusão?
Wan Kuok Koi recorre à desculpa tradicional por estas bandas - erro de tradução.
Fiquemos então por aqui, ou, como terminava o outro, que seja Diogo!

18 comentários:

  1. Os erros de tradução são mesmo lixados... ;-)

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    1. Terríveis, Raquel Mark
      E dão cabo da reputação das pessoas

      Já visitei o seu blogue.
      E gostei:))

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  2. Caro Amigo Pedro Coimbra!
    Infelizmente caras de pau, como o retratado, se enriquecem a custa o erário público.
    Caloroso abraço! Saudações probas!
    Até breve...
    João Paulo de Oliveira
    Diadema-SP

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    1. Este esteve preso até há bem pouco tempo, caro Amigo João Paulo de Oliveira
      Nada recomendável
      Aquele abraço !!!!

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  3. Não fico admirado, Pedro.

    Por cá houve, em tempos não muito longínquos um então secretário de estado que não se lembrava de o ter sido.

    Abraço

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    1. O problema é que, supostamente, já me garantiram que ele efectivamente não o terá dito, ele falou em portugueses.
      E ficam todos no mesmo saco.
      Um saco em que eu não quero ser metido.
      Aquele abraço!!

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    1. Pois têm, Carlos.
      Mas, neste caso, já me garantiram que foram mesmo adulteradas as declarações dele.
      O impacto, aqui e em Portugal, é que já não desaparece.

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  5. Vim de ouvir Maria Luís Albuquerque e agora encontro este exemplar...Caramba, é dose cavalar!

    Bons sonhos, rrrss

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  6. Pedro passo para desejar um bom resto de semana.

    beijinho e uma flor

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  7. Estimado Amigo Pedro Coimbra,
    Conheci o senhor e estou certo que ele pagou e muito a muita gente.
    Abraço amigo

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    1. Pois então ele que diga a quem, Amigo Cambeta.
      Aos portugueses?
      A mim, a si, a muitos outros, de certeza que não.
      E ficamos todos no mesmo saco.
      Aquele abraço!

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  8. Em Macau as pessoas têm que seguir à risca a regra dos três macaquinhos: fazer de conta que não sabe o que sabe, fazer de conta que não viu o que viu e não dizer o que deve ser dito.

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    1. Se algo foi pago, que digam a quem.
      A si, pagaram-lhe alguma coisa?
      A mim, não!
      Nem eu queria/quero.
      Se não é para dizer a quem, e é para levantar suspeitas que envolvem todos, é melhor ficar calado.

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    2. Por isso mesmo... Aprendi, com o pouco tempo que tenho daqui desde que regressei após longos 13 anos, que a honestidade por cá pode ter um preço elevado. A mim já me disseram mesmo para não ser tão honesto e saber ser mais falso...

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    3. Eu não estou a sugerir isso.
      Estou a afirmar que, se se fala, deve-se ira até ao fim.
      Fazer acusações generalistas é muito grave.
      Mais, é cobarde.

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