12 de março de 2013

O "de" e o "da"


A má disposição nacional trouxe para o discurso público palavras que viviam sem abrigo. 
Sigo o tomar no cu do Francisco José Viegas para expressar a minha admiração pelos que conseguem distinguir um corrupto de merda, de um corrupto da merda.
O decisivo, para esses puristas da merda, é o "de" e não o corrupto. 
Tudo está na preposição "de" e não no artigo, no caso, dois artigos: o "a", da contração "da", e o corrupto ele próprio. 
 É evidente que, bem vistas as coisas, um corrupto dE merda é diferente de um corrupto dA merda. 
O De Merda, quer dizer que ele é Um Merdas. 
 O Da Merda, quer dizer que ele trafica, vende, trata de Merda, que está, simplesmente, sujo de Merda.
Enfim e resumindo: com de, ou com da, vai tudo dar à mesma Merda, excepto se se tratar de um presidente de câmara, ou da câmara. 
Onde não há merdas, nem meias merdas, pode fazer sentado ou de cócoras!
(Autor desconhecido)

8 comentários:

  1. Pois é amigo, este texto mostra bem o "ocultismo" das cores partidárias salvaguardando os seus interesses como se o país não tivesse mais problemas a resolver. Lamento que tal onda tenha sido provocada pelo pior PR que tivemos até hoje. O povo votou, tenho de respeitar mas mantenho a esperança "de" conseguirmos sair "da" m**** em que nos meteram!:)

    Beijos

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Aquela conversa do PR foi mesmo uma conversa de m@#$%, Fatyly.
      Espero que não constitua o expediente para perpetuar as mesmas caras em diferentes autarquias.
      Só de olhar para aquelas caras já dá vómitos!
      Porra, na China, que é a China, ao fim de 10 anos, rua!!
      Do topo por aí abaixo.
      Porque é que não seguimos esse exemplo, essa limitação de mandatos?

      Eliminar
  2. O de e o da são coisas diferentes. O da é mais que o de, pois é de + a. :)

    ResponderEliminar
  3. Pedro,
    Fez-me lembrar a lei que saiu sobre os candidatos à presidência das Câmaras. Subtilezas da lei que salvaguardam os mesmos. O mau cheiro continua.
    Beijinho. :))

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Vem daí a inspiração, ana.
      Sabe o que é que me assusta?
      Se essa "polémica" (????) não é apenas um meio para permitir que se perpetuem no poder uma série de jarretas desonestos (estou a ser simpático!!)
      Beijinho

      Eliminar
  4. De proposições a vírgulas, passando por artigos e respectivas contracções, a língua portuguesa dá para tudo. Até para gastar uma pipa de massa com um Acordo Ortográfico que o Brasil diz agora só ir aplicar em 2016 e com alterações.
    As editoras estão como aquela amiga lá de cima no dia em que foi jantar com o Zé Ruela: p.... da vida!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. E tudo, supostamente, para os escritores portugueses venderem mais no Brasil.
      Curiosamente, os livros de autores portugueses mais vendidos no Brasil seguem a norma ortográfica antiga, não o "Acordês"
      Como eu gosto de ver estes parvos baterem com as trombas no chão!!

      Eliminar