21 de março de 2019

Ou há (i)moralidade ou comem todos


Conta-se que havia um célebre sapateiro em Braga que acumulava o ofício de sapateiro com a reflexão filosófica.
E que numa dessas reflexões, tendo presente a injustiça e a desigualdade, terá proferido a expressão “ou há moralidade ou comem todos”.
Uma expressão que se tornou célebre e que terá atravessado fronteiras para chegar a Macau na sua vertente negativa, a da imoralidade.
O encontro de culturas e civilizações tem destas curiosidades.
As inúmeras virtualidades da expressão já se estenderam inclusivamente ao debate parlamentar em Macau, veja-se só.
Desconheço se Chan Wa Keong, deputado nomeado pelo Chefe do Executivo, conhece Braga e o sapateiro/filósofo de Braga.
Mas parece conhecer a expressão que celebrizou ambos.
Apelidar a proposta que o seu colega Sulu Sou apresentou de imoral é prova desse conhecimento.
A Língua Portuguesa, Língua oficial na Região Administrativa Especial de Macau, é efectivamente muito rica.
E ensina-nos que imoral é o que é contrário à moral, desonesto, escandaloso, libertino.
A proposta que Sulu Sou apresentou será imoral na óptica de Chan Wa Keong.
Já não será imoral aprovar algumas leis, falar de bofetadas às esposas, de apanhar jovens à noite como se apanham cães.
Isso é, na não tão célebre expressão do treinador Artur Jorge, “perfeitamente normal”.

Intemporais (157)

20 de março de 2019

Nepotismo em Macau e Portugal


Nos últimos dias falou-se muito em nepotismo em Macau e Portugal.
Nepotismo, com origem no vocábulo latino nepos (descendente, familiar) resulta na prática no favorecimento de familiares em detrimento de outras pessoas mais qualificadas na ocupação de cargos públicos.
Em Macau as duas pessoas visadas pela investigação levada a cabo pelo Comissariado Contra a Corrupção (CCAC) foram ilibadas da prática de quaisquer actos contrários à lei.
Mas esteve bem o CCAC quando no seu relatório acentuou o óbvio.
Não há ilegalidade, há censura pública, mal-estar, duas realidades bem distintas.
Ainda que seja óbvia não deixa de ser de todo oportuna esta afirmação.
A mulher de César, a tal que não lhe basta ser séria tem também que parecer.
Coisa que um célebre César em Portugal parece ainda não ter percebido.
Pode não ter cometido nenhuma ilegalidade, não me vou pronunciar acerca disso.
Mas fica-lhe muito mal trazer os seus familiares para todos os cargos públicos que pode.
Ser e parecer, as duas faces da moeda que têm sempre que ser olhadas quando se fala em nepotismo.
Em Macau, em Portugal, seja onde for.

Não acredita? Veja o vídeo e surpreenda-se

19 de março de 2019

RAEM - vinte anos depois os quintais estão de volta



A RAEM (Região Administrativa Especial de Macau) está à beira de completar vinte anos.
Uma bonita idade, a idade dos sonhos, dos desvarios, de uma fase que termina e de outra que está prestes a começar.
É assim connosco, humanos, mas será assim também com uma cidade que faz parte de um projecto único e inovador na História?
Quando os famosos “intes” estão ao virar da esquina, a RAEM mudou muito em relação à tímida cidade que era quando passou a ostentar o título de Região Administrativa Especial.
E mudou em tudo.
Até no que era então considerado fundamental.
Quantas vezes não ouvimos, os que cá estavam e têm memória, que a “política dos quintais” tinha acabado?
Curioso que esse desígnio tenha ficado perdido algures no caminho.
Se houvesse dúvidas acerca dessa alteração profunda, as notícias rocambolescas deste fim-de-semana teriam dissipado as mesmas.
Escolas que se queixam de barulho e poluição provocados por autocarros de turismo que servem um qualquer estabelecimento com aspecto manhoso e são aconselhadas oficialmente a fechar as janelas e comprar vidros duplos?
Normalíssimo porque são atribuições de duas entidades diferentes.
Por acaso pertencentes ao mesmo Executivo e à mesma Tutela...
Vinte anos depois a “política de quintais” está de volta e em força.`

SEIS ANOS DEPOIS: DESAFIOS PARA FRANCISCO (Anselmo Borges)


1. Fez no passado dia 13 seis anos que Francisco, ao anoitecer em Roma, compareceu como novo Papa perante a multidão que o aguardava, saudando-a com um “boa noite” e pedindo-lhe a bênção, antes de ele próprio a abençoar. Que os cardeais o tinham ido buscar ao “fim do mundo”.
Pelo nome, Francisco, lembrando Francisco de Assis, a quem Jesus crucificado tinha pedido que restaurasse a sua Igreja em ruínas, pelo novo estilo, pela humildade e simplicidade, ficou a percepção nítida de que iria estar a caminho um modo novo de pontificado papal: nem sequer se chamou Papa, mas Bispo de Roma, e era um pontífice, no sentido etimológico da palavra: alguém que quer estabelecer pontes.
E o povo cristão e o mundo não se enganaram. O nome de Deus, foi dizendo Francisco ao longo destes anos, é Misericórdia. É necessário perceber que o princípio primeiro não é o cartesiano “penso, logo existo”, mas outro, mais essencial: “sou amado, logo existo”. E agir em consequência, e Francisco tem estado, por palavras e obras, junto de todos, a começar pelos mais frágeis, pelos abandonados, marginalizados, migrantes, pobres, pelos menos amados ou pura e simplesmente sem amor. Um cristão, que põe no centro Jesus Cristo e o seu Evangelho, notícia boa e felicitante, contra “a globalização da indiferença”.
A Igreja não pode entender-se em auto-referencialidade, pois tem de estar permanentemente “em saída”, ao serviço da Humanidade, como “hospital de campanha”. A Igreja “somos nós todos” e, por isso, é preciso que caminhemos juntos, “em sinodalidade”. O poder só se legitima enquanto serviço e, assim, não se cansa de denunciar os bispos “príncipes e de aeroporto”. O clericalismo e o carreirismo são uma “peste” na Igreja, repete permanentemente. A Cúria, cujas doenças gravíssimas denuncia, precisa de uma reforma radical, tal como se impõe a transparência no Banco do Vaticano. A Igreja não pode viver obcecada com o sexo, havendo uma nova orientação neste domínio: pense-se na possibilidade da comunhão para os recasados, na nova atitude face aos homossexuais, na nova compreensão para as novas formas de casamento. A Igreja tem de praticar no seu seio os direitos humanos que prega aos outros e, portanto, nunca mais houve condenação de teólogos; pelo contrário, escreveu a vários, que tinham sido condenados, elogiando e agradecendo o seu trabalho, como aconteceu, por exemplo, com Hans Küng ou José Maria Castillo.
Francisco publicou uma encíclica de relevância global sobre o cuidado da casa comum, a ecologia e a salvaguarda da criação, Laudato sí, impulsionou o diálogo ecuménico com as outras Igreja cristãs, aprofundou o diálogo inter-religioso, concretamente com o islão moderado, sendo exemplar a sua recente viagem histórica aos Emiratos Árabes Unidos, com a assinatura do “Documento sobre a Fraternidade Humana”, que aqui já referi. Como líder político-moral global, tem desempenhado papel relevante em processos de paz internacional. Não sem razão, Francisco é o líder mundial mais apreciado e estimado do mundo, segundo a Sondagem Mundial Anual de Gallup International, realizada em 57 países e publicada nos inícios de Fevereiro.
Devo esta última informação a um texto de Hernán Reys Alcaide, subordinado ao tema dos desafios para Francisco neste seu sétimo ano como Papa, precisamente o ano que teve início no passado dia 13.
2. Que desafios? Enuncio alguns.
2.1. Perante o abismo da chaga da pedofilia do clero, Francisco tomou a iniciativa que se impunha: como dei amplo conhecimento aqui, convocou para o Vaticano os responsáveis máximos da Igreja, concretamente os presidentes das Conferências Episcopais de todo o mundo, membros da Cúria, representantes das Igrejas católicas do Oriente, representantes dos superiores e das superioras gerais de Congregações e Ordens religiosas. Homens e mulheres foram confrontados com testemunhos vivos de antigas vítimas, para que tomassem consciência da situação terrível que destruiu vidas e a fé de tantos e colocou a Igreja no fosso da descredibilização.
A tragédia era inimaginável. Quem suporia que um cardeal, a terceira figura do topo da Igreja, o cardeal australiano George Pell, havia de estar condenado e preso na cadeia, por abuso de menores? Neste momento, 37% dos católicos norte-americanos põem a questão de abandonar a Igreja, por causa da pedofilia... Francisco prometeu que todos os acusados serão entregues à justiça. O abuso de menores e adultos vulneráveis é não só um pecado mas também um crime, que é obrigatório denunciar. Já não haverá lugar para os encobridores... Operou-se uma verdadeira revolução copernicana, no sentido de que agora o centro será ocupado pelas vítimas e a sua defesa e apoio sem tréguas.
Desafio maior para Francisco neste novo ano de pontificado é o cumprimento da promessa da formação de um grupo de peritos multidisciplinar, de um novo “Motu Proprio”, decreto papal, para reforçar a prevenção e a luta contra a pedofilia e a protecção dos menores e pessoas vulneráveis, com medidas concretas, e de um “vade-mecum”, isto é, uma espécie de manual para orientação dos procedimentos dos bispos neste domínio. É imperioso e urgente que a Igreja se torne um lugar seguro para os menores, inclusivamente para ir ao encontro da vontade explícita e dramática de Jesus: “Ai de quem escandalizar uma criança. Era melhor atar-lhe a mó de um moinho à volta de pescoço e lançá-lo ao fundo do mar”. A Igreja tem de tornar-se exemplar, também para poder tornar-se credível na denúncia e na ajuda para a libertação de tantas crianças e adolescentes (centenas de milhões) que no mundo são vítimas de abusos sexuais, físicos e psicológicos, da fome e da guerra.
Se não forem tomadas todas as medidas necessárias para acabar com esta brutalidade da pedofilia clerical, a Igreja caminhará não só para a sua irrelevância mas também para a sua autodestruição.
2.2. Desafios ético-diplomático-políticos, concretamente em relação à China e à Venezuela.
A situação na Venezuela é pura e simplesmente insuportável, a ponto de me perguntar como é possível, face à tragédia — não há de comer, não há remédios, não há electricidade, a fome campeia, não há liberdade... —, haver partidos que ainda apoiam e defendem Maduro. Que vai Francisco fazer, para intermediar o intolerável?
Como vai Francisco conseguir implementar, em casos concretos, o acordo assinado com a China em Setembro passado para a nomeação conjunta dos bispos, depois de 60 anos de desencontros entre Roma e Pequim quanto a esta questão essencial para a Igreja? Xi Jinping passará por Roma em finais deste mês de Março. Será recebido pelo Papa?
2.3. Está em processo de redacção uma nova Constituição Apostólica, Praedicate Evangelium (Pregai o Evangelho), para a Cúria Romana, governo central da Igreja. Que novas estruturas, que divisão de competências? Qual a presença e a participação de leigos, incluindo mulheres? Que descentralização, que relação com as Conferências Episcopais do mundo, com que competências para a participação no governo da Igreja universal? De qualquer modo, as Conferências Episcopais serão consultadas para a nova Constituição.
2.4. Provavelmente, haverá um novo Consistório cardinalício, para a nomeação de novos cardeais. Quem? Com que orientação? E se o sucessor de Francisco, em vez de ser escolhido só por cardeais, o fosse por um colégio de representantes semelhante ao da Cimeira que se reuniu em Roma para pôr termo à pedofilia, portanto, mais representativo da Igreja universal, com a presença inclusivamente de mulheres?
Aliás, um dos desafios para o novo ano tem a ver precisamente com a justa reivindicação de maior presença e participação das mulheres na Igreja nos seus vários níveis, incluindo na formação dos candidatos a padres. Francisco tem afirmado que a Igreja não pode continuar “machista”.
2.5. Acontecimento de enorme relevância será o Sínodo para a Amazónia, de 6 a 27 de Outubro próximo, que não será fácil também por causa do novo Governo do Brasil com Jair Bolsonaro.
De qualquer forma, é em conexão com este Sínodo que são referidas questões tão importantes como o lugar e a participação das mulheres nas decisões da vida da Igreja ou a possibilidade da ordenação de homens casados.
É neste contexto que é necessário repensar a formação dos novos padres e a questão da lei do celibato obrigatório.
Precisamente neste quadro e voltando à Igreja clerical e aos abusos sexuais e ao clericalismo, “peste” na Igreja, deixo aí, para reflexão final, um texto duro do teólogo José Arregi, que, depois de citar aquele dito de Francisco, pouco feliz, se não for entendido no seu contexto, de que “todo o feminismo é um machismo com saias”, escreveu: “Sim, o problema talvez tenha que ver com saias, mas com as saias do clero com sotaina. Tem muito que ver com o clericalismo que sacraliza e enaltece os clérigos, que exalta a figura desencarnada de Maria Mãe e Virgem para assim humilhar a mulher de carne e osso, que impõe o celibato como estado mais perfeito e sagrado, que ‘sacrifica’ o sexo a troco de poder sagrado e hierárquico, que reprime e por isso exacerba a sexualidade. O clericalismo é um sistema patogénico. E, enquanto não se libertar dele, esta Igreja não será crível nem um lugar habitável, por mais liturgia penitencial que ostente.”
Entretanto, a Conferência Episcopal Alemã acaba de anunciar um debate interno sobre o celibato, o abuso de poder e a moral sexual na Igreja Católica, com base na Cimeira sobre a pederastia, há pouco realizada no Vaticano.
Padre e Professor
in DN 17.03.2019

18 de março de 2019

Últimas palavras



Um homem está no hospital à beira da morte, cheio de tubos para mantê-lo vivo o máximo possível, mas como parecia que estava nos momentos finais de vida, a família chama o padre para fazer as últimas orações. 

Quando o padre se senta ao lado do homem, o estado dele parece piorar rapidamente, e ele pede freneticamente com gestos algo para escrever. 

O padre dá-lhe um bloco e uma caneta, e o doente escreve algo, sendo que, logo de seguida, acaba por morrer. 

O padre faz umas orações e guarda o bloco sem ler. 

No enterro, depois da cerimónia, o padre mexe no bolso e encontra o bloco, e lembra-se de que o homem tinha escrito algo. 

Ele aproveita a presença de todos e diz: 

- O nosso amigo ainda chegou a escrever algo neste bloco antes de morrer. 

Acho que todos gostariam de saber qual foi o seu último pensamento. 

Ele abre o bloco e lê em voz alta: 

- Você está a pisar o meu tubo de oxigénio!

BOA SEMANA!

15 de março de 2019

Piadas tontas


Como se diz peixe em inglês?
-Fish

E como se diz cardume em inglês?
-“Bué da Fish”

Qual é o Nitro mais inteligente do mundo?
É o Nitrogénio.

O que é que é tão grande como a torre Eiffel mas mais leve?
É a sombra da torre Eiffel

O que é que um Informático faz na sanita?
Faz Multimerdia.

Qual é o super herói favorito dos gordos?
É o Supermercado.

O Joãozinho pergunta para o amigo:
-A tua internet é rápida?
-Não sei, nunca a vi correr.

Para onde vão os dentistas quando morrem?
Para o céu da boca.

Porque é que as vacas não podem correr?
Para não entornarem o leite.

Qual é o cúmulo da paciência?
Ver dois caracóis a correrem em câmara lenta.

Qual é o cúmulo da estupidez?
Um restaurante fechar para hora de almoço.

O que é um ponto rosa no céu?
É uma gayvota.

O que é um piolho num careca?
Um sem abrigo.

O que é que uma iguana diz para a outra?
Somo iguaizinhas.

Qual é o pior nome para dar a um cego?
É Tobias.

O fim de semana devia ser multado por excesso de velocidade.

Vira-se um livro de Matemática para um de História:
Não me venhas cá com histórias que eu estou cheio de problemas.

BOM FIM-DE-SEMANA (sem excesso de velocidade)

14 de março de 2019

A diplomacia tem razões que a razão desconhece


Chama-se Siti Aisyah é cidadã indonésia e é uma das autoras materiais do assassinato de Kim Jong-nam.
Não há uma forma mais suave de colocar o tema, as imagens parecem não deixar margem para dúvidas.
Siti Aisyah, em conjunto com outra mulher, esta de nacionalidade vietnamita, dirigem-se a Kim Jon-nam e esfregam-lhe o rosto com um pano que depois se verificou estar contaminado com o poderoso agente químico VX.
Kim Jong-nam sente-se indisposto, é socorrido, chega ao hospital já cadáver.
Tudo aconteceu no aeroporto de Kuala Lumpur há pouco mais de dois anos.
Siti Aisyah e Doan Thi Huong, a cidadã vietnamita, são presas e acusadas do homicídio do meio irmão do líder norte-coreano Kim Jong-un.
Dois anos depois, e com os julgamentos de ambas já marcados, depois de intensas movimentações diplomáticas, o Ministério Público malaio abandona a acusação de homicídio e liberta Sity Aisyah que, de acordo com as noticias mais recentes, já estará na Indonésia.
O que se passou nos bastidores?
Kim Jong-nam está morto, não morreu de causas naturais, foi assassinado.
Não foram estas duas suspeitas as assassinas, as autoras materiais do crime?
Ou foram e a diplomacia, a vontade de agradar ao líder norte-coreano e pôr termo à sua corrida armamentista, se está a sobrepor à Justiça e à clássica separação de poderes?
Tudo muito estranho, muito mal explicado e a deixar pairar a ideia que a diplomacia tem razões que a razão desconhece.

Intemporais (156)

13 de março de 2019

Backstop ou simplesmente stop?


De quando em vez o léxico diário é invadido por palavras que anteriormente eram totalmente estranhas a todos os que as passam a utilizar indiscriminadamente no dia-a-dia.
Precisamente o que acontece actualmente com o célebre backstop, um estrangeirismo que nos entrou casa dentro e que já tratamos diariamente como se tratasse de um velho conhecido.
Um estrangeirismo que se veio sentar no sofá ao lado de outro já há mais tempo presente nas nossas casas, o Brexit.
De backstop no Brexit, para Brexit com ou sem backstop, vamos todos trilhando os caminhos desta novilíngua enquanto os protagonistas no terreno se tentam entender e compatibilizar. 
O Parlamento britânico chumbou ontem uma proposta, mais uma, que pretende desbloquear o longo processo que poderá conduzir ao Brexit. 
Sim, estou a utilizar o condicional propositadamente. 
Se já havia sinais de evidentes sombras no caminho, de dúvidas nas mentes de quem antes parecera tão convicto, mais um chumbo no Parlamento, e as declarações mais recentes de Jean Claude Juncker, só adensam esse cenário, essas nuvens negras que Theresa May tanto tenta afastar. 
A ponto de nos termos que interrogar mais e mais se estaremos afinal a negociar o tão afamado backstop ou simplesmente um muito mais familiar stop.

A arte de Jamie Harkins - arte na areia

Conhecem o homem da areia?
Quem é Jamie Harkins? 
Conheçam este artista da Nova Zelândia que pratica 
a arte efémera com a areia e as marés.
Jogando com estes elementos consegue efeitos em 3D.














12 de março de 2019

Nada de novo nas Europeias


A sensivelmente dois meses da realização das Eleições Europeias o que tenho visto ser discutido em Portugal é o que sempre foi discutido nestas ocasiões.
Tudo menos a União Europeia parece ser o traço que une a actuação das várias forças políticas.
Discutem-se cabeças de lista, politiquice interna, alianças de poder e possíveis maiorias absolutas de um só partido.
Nada ou quase nada acerca de uma visão para a Europa, de uma ideia para o futuro da União Europeia.
O que o primeiro-ministro português afirmou publicamente, e que deixou muito boa gente indignada, foi apenas a constatação da mais pura realidade desta e de outras eleições semelhantes – são uma óptima sondagem informal e um tubo de ensaio para as Legislativas, o treino de conjunto antes do jogo.
Em 2019, à semelhança de outros anos, nada de novo nas Europeias.

O quadrado mágico de Albrecht Dürer