sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

25 years feels right


Foram estas as palavras que a popular apresentadora proferiu quando anunciou que o "The Oprah Winfrey Show" acabará em Setembro de 2011, precisamente 25 anos após a primeira emissão.
Não sou seguidor do programa, muito menos fã, mas reconheço que o talk show atingiu uma dimensão inimaginável.
Mesmo, se calhar sobretudo!, para os seus criadores.
E uma dimensão planetária.
A notícia da Xinhua aqui, de alguma forma a provar esse facto http://news.xinhuanet.com/english/2009-11/21/content_12513104.htm .
Pelo caminho, Oprah Winfrey tornou-se uma das mulheres mais ricas (a mais rica afro-americana), e, parece haver unanimidade neste ponto, a mulher mais poderosa dos Estados Unidos.
É por demais conhecida a sua intervenção decisiva na eleição de Obama (fala-se em um milhão de votos creditados a Oprah na campanha para a nomeação democrata, e na vontade de Obama lhe oferecer um lugar no Senado), bem como as suas diatribes com David Letterman, acentuadas a partir da cerimónia de entrega dos Óscares que este último apresentou e em que não parou de provocar Oprah e Uma Thurman.
Pequenos episódios da vida pública de uma personalidade que conseguiu conquistar o estrelato, preservando a sua vida privada ao máximo.
O suficiente para se saber que Oprah Gail Winfrey nasceu numa comunidade rural do Mississipi, em Janeiro de 1954, foi criada por uma mãe solteira, adolescente, foi violada os 9 anos, tendo engravidado aos 14 e perdido o bébé resultante dessa gravidez.
Foi então viver com o homem que trata por pai, um barbeiro no Tennessee, a localidade onde se pode dizer que começou a sua carreira, já que conseguiu um emprego na rádio local, ao mesmo tempo que continuava a estudar. 
O sucesso que conseguiu na rádio, catapultou-a para a carreira que é por demais conhecida, reforçada a partir do momento em que fundou a sua própria produtora (Harpo Productions).
São incontáveis os prémios e honrarias recebidos e é brutal a sua fortuna pessoal (2.3 biliões de dólares e um salário anual de 385 milhões de dólaresem 2008).

Vive maritalmente com Stedman Graham desde 1992.

A história pessoal de Oprah Winfrey é, em grande medida, o mito do "american dream", da crença no "Yes, we can" de Obama.
Também nesse facto residirá uma boa parte da explicação para o fenómeno de sucesso em que se tornou.
A menina negra, pobre, com uma infância problemática, abusada e violada, que, à custa do seu esforço, se tornou rica e famosa.
A despedida em lágrimas aqui via BBC http://news.bbc.co.uk/2/hi/entertainment/8371442.stm 



quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

Ensandeceu!!





Na Feira da Ladra???
O Presidente do Sporting insiste no disparate.
Se calhar o problema não era mesmo Paulo Bento.......
Seis ou sete milhões de euros para comprar um central, um lateral-esquerdo, um ala direito e um avançado?
Respeito a política de contenção financeira da SAD do Sporting, a qual já vem sendo seguida desde o consulado de José Roquette.
Mas é conveniente que haja um mínimo de realismo.
Com estes valores, e com alguma sorte, o Sporting consegue adquirir um bom jogador.
E o scouting tem que funcionar muito bem.
Sim que, para comprar Caicedos, é capaz de ser melhor estar quieto, não?!

Quem é que escolheu os nomes de Presidente Permanente do Conselho Europeu e Alto Representante para a Política Externa? José Eduardo Bettencourt???


Em todo o seu esplendor, a semelhança entre o Sporting e a União Europeia.
Ou José Eduardo Bettencourt indicou os nomes para Presidente Permanente do Conselho Europeu e Alto Representante para a Política Externa, ou o conclave europeu escolheu, sem que ninguém suspeitasse, o nome do treinador do Sporting.
A realidade é que, nos dois casos, quando se esperava por personalidades com carisma, nomes fortes, com capacidade de mobilização, agregação e ilusão, aparecem uns personagens que só podem ser entendidos como escolhas subordinadas à lógica do menor denominador comum.
Mas é a ASEAN que anda a seguir a União Europeia, ou é a União Europeia que anda a imitar a ASEAN??

As escolhas de Herman Van Rompuy, actual primeiro-ministro belga e futuro Presidente Permanente do Conselho Europeu, e de Catherine Ashton, a baronesa britânica que ocupa a pasta de comissária europeia responsável pela política comercial, só se podem perceber mediante esta lógica de entendimentos pelo menor denominador comum.
Aliás, especialmente no caso da comissária britânica, todo o processo é particularmente indicativo desse facto.
Nomes perfeitamente cinzentos, baços, que transmitem a imagem de uma União Europeia onde a audácia não existe e a intriga política ainda reina.

Durão Barroso expressou o seu contentamento com as escolhas (aqui a notícia via Público http://www.publico.pt/Mundo/van-rompuy-e-catherine-ashton-as-novas-caras-da-ue_1410586 ).
É fácil de entender porquê.
São nomes que não lhe fazem qualquer sombra.
Pelo contrário, são nomes que até deverão deixar a posição do Presidente da Comissão reforçada, porque, há que dizê-lo com toda a frontalidade,  são pessoas que Durão Barroso domina e manobra perfeitamente.
Curiosa a imagem do primeiro-ministro sueco com o triunvirato no topo desta página......
Com Durão Barroso no meio.
Uma imagem vale por mil palavras, não é?
Quando se esperava por nomes que, à entrada nos corredores de Washington, de Pequim, de Brasília, de Moscovo, marcassem só pela sua presença, os líderes europeus surgem com estas surpresas.
Apetece-me repetir a exclamação que deixei aqui quando foi conhecido o nome de Carlos Carvalhal - O quê? Estes???

Pote 2


No sorteio para o Mundial de Futebol de 2010, Portugal deverá ficar colocado no pote 2.
Tal significa que evitará as selecções que estão colocadas no mesmo pote (Holanda, Eslovénia, Suíca, Grécia, Sérvia, Dinamarca e Eslováquia).
E que irá encontrar um adversário do pote 1 (Brasil, Espanha, Itália, Alemanha, Argentina, Inglaterra, França e África do Sul), outro do pote 3 (Costa do Marfim, Gana, Camarões, Nigéria, Argélia, Paraguai, Chile e Uruguai), e outro do pote 4 (Japão, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Austrália, Nova Zelêndia, Estados Unidos, México e Honduras).
Agora escolha!
Teoricamente sensatas.

quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

Balanço às minhas previsões sobre o balanço do Chefe do Executivo


O Chefe do Executivo lá se apresentou ontem perante os deputados para fazer as despedidas oficais e anunciar as medidas que vão ser implementadas em 2010, ou seja, pelo novo Chefe do Executivo.
Definitivamente, "Num Mundo de Diferença, a Diferença é Macau".
Enfim, vamos ver até que ponto as minhas previsões se confirmaram.

  • Balanço da execução das Linhas de Acção Governativa - Confere.


  • Balanço dos 10 anos de governação, agradecimentos, erros e o "aborrecimento" - Confere. Mas merece desenvolvimento.


  • Votos de sorte para o sucessor  e disponibilidade para o auxiliar e servir a Pátria e Macau - O Chefe do Executivo diz que quer descanso. A desenvolver.


  • Dizer que foi uma honra ter sido o primeiro Chefe do Executivo da RAEM - Parece que sim....


  • A prenda no sapatinho - Não confere. Mas há prenda na mesma. Também a desenvolver.

Vamos então aos necessários desenvolvimentos.
Em primeiro lugar, o Chefe do Executivo não foi, tal como tinha previsto, elencar erros cometidos.
Falou em erros num tom que a expressão francesa "en vol d'oiseau" descreve de forma perfeita.
É normal, é compreensível e ninguém leva a mal.

Se calhar evitava era de aproveitar o encontro com os jornalistas para mandar recados.....
Mas isso já são outras contas.
No que diz respeito ao "aborrecimento", duas notas:
Em primeiro lugar, é curioso que se invoque o segredo de justiça quando está em causa aquele processo judicial e os processos conexos.
Os pormenores que foram divulgados sobre o caso foram tantos que, em alguns dias, eu senti que era visita assídua de casa da pessoa!
Quais os vinhos, quantas garrafas, onde estavam guardadas, os charutos, os ninhos de andorinha, o dinheiro, os cofres,....isto para já não referir a divulgação absolutamente inqualificável de pormenores da vida íntima da pessoa, atingindo terceiros, mostrando publicamente figuras que deviam ver a sua intimidade resguardada.
Não querer falar mais sobre o caso eu até aceito.
Mas não aceito que seja invocado o segredo de justiça para justificar essa falta de vontade quando o segredo de justiça é tão ostensivamente violado.
E, neste caso em concreto, foi-se longe demais.
Em segundo lugar, confesso que aquela colagem da bancada dita "democrata" aos tiques mais parvos e idiotas dos seus "irmãos" de Hong Kong e Taiwan já me começa a mexer com o sistema nervoso.
Também querem fazer arruaça, barulho, atirar cascas de banana?
Isso não é expressão de ideais, de discordância, tomada de posições divergentes.
É populismo, espectáculo barato e descabido, atitude panfletária e infantil.
Não surpreende, mas já começa a aborrecer.
A reforma.
Senhor Chefe do Executivo, peço desculpa, mas esta tem que ser mesmo comentada com uma expressão tipicamente brasileira - "Nem vem que não tem"!!!
Quem é que está a ver o Chefe do Executivo quietinho, sentado à lareira numa cadeira de baloiço, fumando uns pensativos cigarros, enquanto lê uns romances e vê uns filmes??
Não quer revelar já o que vai fazer futuramente?

Compreende-se, até porque, mais um bitatite meu, acho que terá muito a ver com um cargo na estrutura política da China.
Reforma não.
Essa eu não engulo.
A prenda no sapatinho.
Não há distribuição de dinheiro.
Em vez de se dar dinheiro à malta, foi confirmada, para o primeiro trimestre de 2010, a  Implementação do Regime de Segurança Social a Dois Níveis.
Trocando por miúdos, não vos vamos dar dinheiro para vocês gastarem, vamos depositar dinheiro para a vossa susbsistência na velhice.
E começa com dez mil patacas.
Afinal houve mesmo coincidência dos 10 anos de aniversário e das dez mil patacas.
Há dinheiro, mas não é dinheiro vivo, e não é para gastar.
Falhei.
Chegados a esta fase, e com o Regime de Avaliação do Desempenho como pano de fundo, há que intentar a minha auto-avaliação.
Julgo que poderei aspirar a um Satisfaz Muito.
Mas deixo "À Consideração Superior" de "vocelências" meus dedicados leitores.






Portugal e os outros



A selecção portuguesa confirmou a presença no Mundial de Futebol de 2010, a realizar na África do Sul.
Com uma exibição personalizada, perante uma selecção da Bósnia claramente acessível, para mais amputada do seu criativo Misimovic, a selecção portuguesa controlou o jogo e respondeu sem tremideiras à falta de desportivismo dos bósnios.
Depois dos episódios nada edificantes à chegada, de um campo que será um óptimo batatal, nunca um relvado para a prática de futebol, dos assobios quando a instalação sonora no estádio tocava o hino português, os jogadores portugueses não se deixaram perturbar, mostraram que são superiores, e ganharam o jogo com um golo de Raúl Meireles aos 58 minutos (a crónica do Maisfutebol aqui http://www.maisfutebol.iol.pt/forum---mundial-2010/raul-meireles-portugal-seleccao-mundial-futebol-queiroz/1104203-5216.html). 
No jogo de ontem, Carlos Queiroz optou pelo simples e óbvio.
Quando não se inventa, não se procura ser muito criativo, os resultados aparecem.
A selecção baseou o seu jogo na segurança que a dupla de centrais (Bruno Alves e Ricardo Carvalho) e o médio mais defensivo, Pepe, lhe transmitem.
Pepe tem crescido enquanto trinco, mas continuo a pensar que é uma solução de recurso.
O jogador do Real Madrid é excelente na tarefa de "limpar" a zona à frente da defesa.
Mas é muito mau nas tarefas de transição e construção.
Ou seja, recupera a bola com grande facilidade e classe.
Os problemas começam quando tem que a entregar rapidamente e jogável.
Miguel Veloso assume-se, ou não?


Raúl Meireles, que tem andado um pouco arredio das boas exibições, ontem foi o tal médio que Jesualdo Ferreira diz ser o melhor médio de transições do futebol português.
Inteiramente de acordo.
E coroou a sua exibição com um golo que não vai esquecer (aqui http://www.youtube.com/watch?v=4CNvehLhBLU&feature=player_embedded ).
Ao seu lado, com Deco de fora em virtude de deficiente condição física, Tiago cumpriu o seu papel, foi certinho e ajudou a dar segurança ao meio-campo português.
O trio da frente (Nani, Liedson, Simão) foi o que se espera de jogadores desta estirpe - incisivos, lutadores e criativos.
Pena que não tenha sido assim em toda a fase de qualificação....
Liedson é uma peça fundamental na manobra da equipa.
O "levezinho" começa por pressionar os defesas contrários, não deixando de ser sempre uma ameaça.
E essa ameaça prende a atenção dos defesas adversários, obriga a que um, ou dois, estejam de olho nele, e liberta os criativos que Portugal possui nos extremos.
E aí sobram soluções, que, com espaço, são temíveis (Ronaldo, Simão, Nani, Coentrão; e não há Quaresma porque o Mustang prefere ser idiota a jogar futebol).
Mas há debilidades claras também.
O guarda-redes, que ontem até foi pouco educado (estou a ser simpático), é fraco.
E não há alternativas credíveis.
A lateral direita, sem Bosingwa, fica um pouco à deriva.
Paulo Ferreira está a anos-luz do jogador que era no FC Porto e que continuou a ser no Chelsea.
Claramente em fim de carreira.
Miguel anda distraído com outras matérias, não o futebol.
Pior ainda, o panorama na lateral esquerda.
Não há lateral esquerdo.
Duda é um médio-extremo, uma adaptação.
César Peixoto seria uma hipótese.
No entanto, o jogador do Benfica apresenta, com demasiada regularidade, uma condição física deficiente.
A Selecção portuguesa vai estar no Mundial da África do Sul.
Mas convém não entrar em loucuras como hoje já li.
Há debilidades nesta selecção.
E, para as corrigir, o primeiro passo é reconhecer a existência das mesmas.

E vamos aos outros.
Zona Europa:

A França está vergonhosamente apurada.
Os franceses, com Michel Platini a manobrar, têm muito peso nas estruturas do futebol mundial.
Só assim se compreende a validação daquele golo escandalosamente mentiroso, falso (aqui a crónica do jogo http://www.maisfutebol.iol.pt/2009-videos/franca-rep-irlanda-maisfutebol-futebol-iol-mundial/1104214-4775.html    e o vídeo do golo ) .
A selecção francesa dispõe de jogadores de grande classe, em grande número, mas tem um patético Domenech a comandá-la.
Foi apurada mas, a manter aquele treinador, prevejo que vá fazer um Mundial sofrível.
Um empate (1-1), aos 120 minutos, com o bilhete dado por um árbitro sueco, por certo grande admirador de França.

A Eslovénia eliminou a Rússia.
1-0  no jogo da segunda mão, depois da derrota 2-1 na Rússia, e os eslovenos num Mundial pela segunda vez na sua história.
Os russos, mais experientes, com maior traquejo, mais vedetas, e Guus Hiddink no comando, ficam pelo caminho.

A Grécia, de Rehaggel, foi ganhar à Ucrânia (1-0) e conseguiu a presença na fase final.
Onde Domenech é incompetência, Rehaggel é quase milagreiro.
Sem jogadores extraordinários, o alemão faz da selecção grega uma equipa compacta.
Não brilha, não deslumbra, mas ganha.
E isso é que é importante.
Infelizmente já provámos o veneno destes gregos e conhecemos-lhe bem o sabor...


Zona Africana:

A Argélia derrotou o Egipto na eliminatória da vergonha.
Depois de todos os incidentes no Cairo e em Argel, ontem foram os adeptos que se envolveram em cenas de pancadaria no jogo em Cartum (aqui http://www.maisfutebol.iol.pt/nota­cias/argelia-egipto-madjer-maisfutebol-futebol-mundial/1104181-5199.html ).
Espero bem que sejam castigados e que sejam eliminados logo na primeira fase.



Zona Sul - Americana/CONCACAF:

O Uruguai, mercê do empate com a Costa Rica (1-1) segurou a vaga no Mundial.
O que se esperava, que aqui não houve surpresas, apesar das dificuldades (aqui http://www.maisfutebol.iol.pt/nota­cias/uruguai-maisfutebol-costa-rica-mundial-iol-futebol/1104228-5199.html ).

A carta de "suspenção" de Armando Vara


Um mimo, a carta de Armando Vara que se pode consultar no Expresso!
Para ler aqui http://aeiou.expresso.pt/face-oculta-a-carta-de-suspensao-de-armando-vara=f545884 .
O homem é um poeta!
Pede a "suspenção" do mandato, mas não a "renuncia".
E eu suponho (de conhecimento "supositório", claro) que o homem quereria pedir a suspensão, não a renúncia.
Mas isto é só um "supônhamos", não é?
Só pelo teor da carta,  já devia ter direito a uma qualquer condenação!!