23 de novembro de 2017

Na Alemanha não há “geringonça”



Chegaram ao fim as negociações para formar um governo maioritário na Alemanha.
CDU/CSU, FDP e Verdes não se entenderam.
E as negociações, mais que ficarem num impasse, chegaram ao fim.
Angela Merkel, nada disposta a formar um governo minoritário, vai deixar nas mãos do Presidente alemão Frank –Walter Steinmeier a decisão do caminho a seguir a partir daqui.
Um caminho que poderá passar pela formação de um governo minoritário ou pela convocação de eleições antecipadas.
Um governo minoritário, com Merkel nada disposta a liderar uma solução governativa deste tipo, e com o SPD, segundo partido mais votado, a declarar formalmente que quer ser oposição, parece ser complicado.
A convocação de eleições antecipadas, um cenário cada vez mais possível, seria uma novidade no pós II Guerra Mundial na Alemanha.
Neste impasse o cenário de crise política é muito real.
E o caminho para sair dela muito complicado e difícil de antever.
A solução “Jamaica” (era assim que era conhecido o possível acordo entre os partidos que procuravam uma solução maioritária de governo na Alemanha) falhou.
Não há “Jamaica”, não há “geringonça”, tem a palavra Frank-Walter Steinmeier.

Intemporais (94)

22 de novembro de 2017

Continuidade nas provas europeias assegurada


O Porto assegurou ontem em Istambul a continuidade nas provas europeias nesta época.
Jogo muito complicado, no terrível ambiente que os adeptos turcos sabem criar e que frequentemente intimida os adversários, mas onde o Porto soube responder positivamente, soube sofrer, soube merecer no mínimo a continuidade nas provas europeias na presente época.
Num grupo muito equilibrado, a nota de destaque, pela negativa, vai mesmo para o Mónaco.
O mesmo Mónaco que, humilhado em casa pelo Leipzig, fica fora das provas europeias sem honra nem glória e que irá agora ao Dragão tentar pelo menos salvar a face.
Cabe ao Porto impedir que isso aconteça.
Porto que, para continuar na Liga dos Campeões, só precisa de fazer igual ao Leipzig na última jornada.
Ainda que esse igual seja perder o jogo.
Se jogar como ontem em Istambul, com a mesma garra, a mesma vontade, a mesma coesão, a mesma determinação, não se afigura que seja muito complicado ao Porto bater o decepcionante Mónaco.
E assim continuar na Liga dos Campeões e a acumular prestígio e dinheiro.
A equipa cresceu depois da derrota em casa com este mesmo Besiktas.
Mérito de Sérgio Conceição que, mesmo privado de peças muito importantes há muito tempo, e com um plantel reconhecidamente curto, tem encontrado soluções onde estas não pareciam existir.
A Liga Europa está assegurada.
Falta mais um esforço para assegurar os oitavos-de-final da Liga dos Campeões.

Arte em papel


































21 de novembro de 2017

Para quando o repensar as corridas de motos em Macau?


Mais um Grande Prémio de Macau, mais uma morte nas corridas de motos.
Daniel Hegarty, piloto de motos, 31 anos de idade, faleceu na sequência de um despiste, seguido de brutal embate na Curva dos Pescadores, sensivelmente o mesmo local onde Luís Carreira perdera a vida cinco anos antes.
Azar, como se ouviu um alto responsável dizer?
Não, não é azar.
Pelo contrário, com as condições do circuito e as velocidades estonteantes atingidas, só com muita sorte se escapa aos ferimentos e até à morte.
Sejamos claros e corajosos de uma vez por todas – um circuito que não dispõe de escapatórias, onde um despiste equivale ao embate nas protecções metálicas, ou nos muros, não pode acolher corridas de motos com estas características, que atingem estas velocidades.
Porque isso significa jogar com a vida das pessoas.
Na Macau capital mundial do Jogo, a vida da pessoa tem que ser sempre o limite para o que é lícito jogar.
Só corre quem quer, só arrisca a vida quem quer?
Argumento estafado e falacioso.
Estamos a falar de pilotos profissionais, de pessoas que ganham a sua vida, o seu sustento e o da suas famílias nestas corridas.
E é de ganhar a vida, mais do que ganhar corridas, que se trata.
Ganhar a vida, nunca perdê-la de maneira estúpida e brutal.

Esculturas que desafiam as leis da gravidade