5 de fevereiro de 2016

Simplex


Um professor da Faculdade de Direito de Lisboa perguntou a um dos seus alunos: 
- Laurentino, se você quiser dar uma laranja a uma pessoa chamada Sebastião, o que deverá dizer? 
O estudante:
- Aqui está, Sebastião, uma laranja para si. 
O professor, furioso:
- Não! Não!
- Pense como um Profissional de Direito!
O estudante pensou um pouco e respondeu: 
«Eu, Laurentino Marcos Rosa Sentado, Advogado, por meio desta dou e concedo a você, Sebastião Lingrinhas, BI 6543254, NIF 50829092, morador na Rua do Alecrim, 32, A, do concelho de Vila Nova de Gaia, casado, com dois filhos e um enteado, e somente a você, a propriedade plena e exclusiva, inclusive benefícios futuros, direitos, reivindicações e outros títulos, obrigações e vantagens no que concerne à fruta denominada laranja, juntamente com sua casca, sumo, polpa e sementes, transferindo-lhe todos os direitos e vantagens necessários para espremer, morder, cortar, congelar, triturar ou descascar com a utilização de quaisquer objectos ou de outra forma comer, tomar ou ingerir a referida laranja, ou cedê-la com ou sem casca, sumo, polpa ou sementes; e qualquer decisão contrária, passada ou futura, em qualquer petição, ou petições, ou em instrumentos de qualquer outra natureza ou tipo, fiscal ou comercial, fica assim sem nenhum efeito no mundo citrino e jurídico, valendo este acto entre as partes, seus herdeiros e sucessores, com carácter irrevogável, declarando Sebastião Lingrinhas que o aceita em todos os seus termos e condições, conhecendo perfeitamente o sabor da laranja, não se aplicando, neste caso, o disposto no Código do Consumidor, cláusula 28, alínea b, com a modificação dada pelo DL 342/08 de 1979.»
O professor:
- Está melhor. 
MAS NÃO SEJA TÃO SUCINTO!

O blogue só volta na próxima quinta-feira uma vez que por aqui se vai festejar o Ano Novo Lunar.
Como tal, bom-fim-de-semana e, como é óbvio KUNG HEI FAT CHÓI!!

Piropo do século XXI



O rapaz chega ao pé da rapariga e pergunta-lhe:
- A menina por acaso não se chama Google?
Ao que ela responde:
- Não, porquê?
O rapaz:
- É que a menina tem tudo o que eu procuro!

Desafio


4 de fevereiro de 2016

Riscos na aquisição de coisas futuras



A novela em torno do empreendimento imobiliário Pearl Horizon parece estar aí para ficar.
Sucedem-se as manifestações dos lesados, incluindo claras perturbações da ordem pública; as declarações dos mesmos no sentido de não desistirem do seu intento de serem ressarcidos dos seus prejuízos, a par com a exigência de intervenção do Executivo nesse sentido; a ideia, defendida também a nível da Assembleia Legislativa, de ser alterada a lei para solucionar um caso concreto, sabendo-se que a lei é por definição geral e abstracta.
Compreendo o desespero de quem investiu muito dinheiro e agora se confronta com a possibilidade de ver desaparecer esse investimento.
Mas não consigo aceitar a estratégia de confronto e de chantagem adoptada por esses lesados.
O Pearl Horizon é um exemplo claro do que a lei (nº 2 do artigo 202º do Código Civil) designa por coisa absolutamente futura, isto é, um bem que ainda não existe quando o negócio jurídico é celebrado.
Os negócios que têm por objecto coisas futuras, sobretudo as absolutamente futuras, envolvem riscos muito sérios e facilmente perceptíveis.
Desde logo a possibilidade muito real de a coisa nunca vir a existir.
Quando assim acontece, a solução, morosa, complexa, passa por dirimir o conflito entre comprador e vendedor junto das instâncias judiciais.
A estratégia até agora seguida pelos compradores de fracções autónomas, inexistentes, do empreendimento Pearl Horizon, está a adiar o inevitável - o recurso aos tribunais.
Com o beneplácito do Executivo, que tarda em ser assertivo na afirmação do óbvio - os compradores correram riscos dos quais deviam estar cientes, têm agora que se responsabilizar por terem assumido esses riscos e procurar a solução do caso junto dos tribunais.
E não se invoque a ignorância da lei porque, também neste caso, o aforismo jurídico - a ignorância da lei não aproveita a ninguém - se aplica em toda a sua plenitude.

Intemporais (15)

3 de fevereiro de 2016

China como novo player no futebol mundial


As aquisições de dois jogadores que já passaram pelo futebol português (Ramires e Jackson Martinez), a grandes clubes europeus (Chelsea e Atlético Madrid),  por somas astronómicas (30 e 42 milhões de euros, respectivamente), só vieram confirmar o que já há algum  tempo andava no ar - a China está aí a competir no mercado por grandes jogadores e grandes treinadores, já não propriamente em final de carreira, tornando-se num mercado atractivo e com grande potencial financeiro para atrair grandes jogadores. 
Devagarinho, sem grande alarido, a China pretende tornar-se a curto/médio prazo na grande potência asiática também no futebol, substituindo o Japão.
Com um mercado interno imenso, cada vez mais entusiasmado com o futebol, muito sob o impulso de Xi Jinping, a China pretende de algum modo emular na Ásia o modelo inglês.
Grandes jogadores, grandes treinadores, mercado imenso, com grande capacidade financeira, um potencial mediático brutal.
Há uma clara mudança de paradigma na forma como as autoridades chinesas encaram o futebol.
À aposta no mercado interno, claramente perdida, sucede uma aposta forte no mercado global, na capacidade financeira para atrair grandes craques, mostrar-se no mundo do futebol, tornar-se na grande potência asiática, para depois procurar competir a nível mundial.
Vai demorar algum tempo a conseguir alcançar estes intentos.
Mas os primeiros passos dessa grande marcha já estão a ser dados há algum tempo e são mais e mais visíveis.

Diário de um psiquiatra (José Gameiro)


2 de fevereiro de 2016

Com um pé no governo e outro na oposição, ou a visão marxista do PCP


Viver longe de Portugal altera a perspectiva com que encaramos o que vai acontecendo no país.
Nunca escondi as minhas reservas acerca da fórmula encontrada para viabilizar a governação de António Costa e do PS.
Reservas que se prendiam sobretudo com o comportamento do PCP enquanto apoiante de uma solução de poder porque nunca acreditei no PCP como partido que faça parte de uma solução de poder.
Essa descrença acentua-se com o comportamento errático dos comunistas nos tempos mais recentes. 
A teimosia em apresentar um candidato próprio às presidenciais (o Bloco fez o mesmo); a convocação de greves por parte de sindicatos afectos à CGTP, a base da militância comunista; a crítica pública ao projecto de Orçamento de Estado e a algumas medidas neste contempladas; a crítica pública à estratégia europeia do Executivo, indo ao ponto de se afirmar que, neste particular, a estratégia é igual à da coligação PSD/CDS; acentuam a ideia que este PCP existe para ser oposição e só sabe ser oposição. 
E tanto assim é que o PCP consegue esse malabarismo extraordinário de ser oposição à solução de governo que apoia. 
Jerónimo de Sousa e os seus camaradas continuam com a mesma fixação em Marx. 
Desta vez não é Karl Marx, é Groucho Marx e o seu célebre "eu nunca faria parte de um clube que aceitasse como membro um tipo como eu".

Aconteceu no Bar da Carmela, no Bexiga

Este é um DOCUMENTO HISTÓRICO e deve ser guardado como uma raridade: Elis Regina era recém chegada de Porto Alegre, nos anos setenta. 
Canta com Adoniran Barbosa, numa mesa de bar, uma música que ele acabara de compor para sua noiva IRACEMA, que morrera atropelada em plena Avenida São João, uma semana antes do seu casamento. 
Pena que a fotografia não é das melhores. 
A particularidade é que a maior parte das pessoas ignora que este samba nasceu do atropelamento da noiva do Adoniran. 
Mesmo com o vídeo sendo de má qualidade, vale a pena vê-lo. 
É uma relíquia!!
Brilhante pela simplicidade e pelo ritmo.

 

1 de fevereiro de 2016

Jogadores divinos



Moisés, Jesus e um velhote de barbas vão jogar golfe. 
Moisés bate a bola e ela cai num lago. 
Com toda a calma ergue o taco, as águas separam-se e ele pode prosseguir o jogo. 
Jesus joga e a bola, descrevendo um arco, cai no mesmo lago. Sem se preocupar, ele avança sobre a água e fica em posição de prosseguir. 
O velhote, desajeitadamente, bate na bola, ela vai cair numa árvore, depois desliza para o telhado de uma casa, desce pelo algeroz, e cai num rio, que a leva até ao lago. 
Aqui, bate numa pedra e pousa na margem, onde um sapo a engole, mas uma águia, vinda do alto, iça o sapo, voa com ele por cima do campo de golfe até que o sapo vomita a bola e esta cai exactamente dentro do buraco. 
Moisés vira-se para Jesus e diz: 
— É por estas e por outras que eu odeio jogar com o teu Pai.

BOA SEMANA!!

Advogado no Céu


Há muitos, muitos anos, chegaram juntos ao Céu um advogado e um Papa. 
São Pedro mandou o advogado instalar-se numa bela mansão de 800 m2, no alto de uma colina, com um fabuloso jardim, pomar, piscina, etc. 
O Papa, que vinha logo atrás, pensou que seria contemplado com um palacete, mas ficou branco como a cal quando São Pedro lhe disse que ele deveria morar num apartamento T1 na periferia. Irritado e incrédulo, o Santo Padre observou: 
- Não estou a entender! Esse sujeitinho medíocre, um simples advogado, recebe uma mansão daquelas e eu, Sumo Pontífice da Igreja do Senhor, vou morar nesta espelunca! 
São Pedro, pacientemente, respondeu: 
- Espero que Sua Santidade compreenda! De papas, está o Céu cheio, mas advogados, este é o primeiro que recebemos! 

A Pastilha


A hospedeira de bordo distribuía aos passageiros uma pastilha elástica antes do avião levantar voo dizendo: 
- Evitam problemas nos ouvidos provocados pela descolagem. 
O avião já ia alto quando um passageiro chama a hospedeira e lhe diz: 
- O seu remédio foi eficaz, mas agora não consigo tirar a pastilha dos ouvidos.

29 de janeiro de 2016

Veíce



BOM FIM-DE-SEMANA!

Actividades de Reformados e Pensionistas


Um estudo recente da Universidade de Harvard sobre o que fazem os 
Reformados e Pensionistas chegou às seguintes conclusões.

Dedicam-se basicamente a 3 coisas:
· O BANCO;
· A BOLSA;
· A INVESTIGAÇÃO;

O BANCO em centros comerciais, parques e jardins, onde passam parte do dia.
A BOLSA das compras no supermercado que têm que carregar, e a bolsa da reciclagem para deitar fora o lixo.
A INVESTIGAÇÃO DIÁRIA: Onde raio deixei as chaves? Onde pus a carteira? Onde larguei os óculos? Como se chama este gajo? De que é que estávamos a falar?!

O Tétano