29 de abril de 2016

O Sermão da montanha (versão para Professores)



Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e, sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem.
Ele preparava-os para serem os educadores capazes de transmitir a Boa Nova a todos os homens.
Tomando a palavra, disse-lhes:
- Em verdade, em verdade vos digo:
- Felizes os pobres, porque deles é o reino dos céus.
- Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
- Felizes os misericordiosos, porque eles...
Pedro interrompeu-o:
- Mestre, vamos ter que saber isso de cor?
André perguntou:
- É pra copiar?
Filipe lamentou-se:
- Esqueci o meu papiro!
Bartolomeu quis saber:
- Vai sair no teste?
João levantou a mão:
- Posso ir à casa de banho?
Judas Iscariotes resmungou:
- O que é que a gente vai ganhar com isso?
Judas Tadeu defendeu-se:
- Foi o outro Judas que perguntou!
Tomé questionou:
- Tem uma fórmula pra provar que isso tá certo?
Tiago Maior indagou:
- Vai contar pra nota?
Tiago Menor reclamou:
- Não ouvi nada, com esse grandalhão à minha frente!
Simão Zelote gritou, nervoso:
- Mas porque é que não dá logo a resposta e pronto!?
Mateus queixou-se:
- Eu não percebi nada, ninguém percebeu nada!
Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, dizendo:
- Isso que o senhor está fazendo é uma aula?
- Onde está a sua planificação e a avaliação diagnóstica?
- Quais são os objetivos gerais e específicos?
- Quais são as suas estratégias para recuperação dos conhecimentos prévios?
Caifás emendou:
- Fez uma planificação que inclua os temas transversais e as atividades integradoras com outras disciplinas?
- E os espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais?
- Elaborou os conteúdos conceituais, processuais e atitudinais?
Pilatos, sentado lá no fundo, disse a Jesus:
- Quero ver as avaliações da primeira, segunda e terceira etapas e reservo-me o direito de, no final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as promessas do Imperador de um ensino de qualidade.
- Nem pensar em números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso projecto.
- E veja lá se não vai reprovar alguém!
E foi nesse momento que Jesus disse: 
''Senhor, porque me abandonaaaste... ???!!!''

BOM FIM-DE-SEMANA
(Prolongado em Macau que segunda-feira há tolerância de ponto)

Médico com táctica


Mulher: 
- Doutor, eu não sei o que fazer, todas as vezes que o meu marido chega a casa bêbado, ele enche-me de porrada. Tenho apanhado todos dias...
Médico: 
- Eu tenho um remédio muito bom para isso. Quando o seu marido chegar embriagado, comece de imediato a bochechar meio copo de chá de camomila. Apenas bocheche e bocheche. 
Duas semanas depois, ela retorna ao médico, e parecia ter renascido.
Mulher: 
- Doutor, a sua ideia foi brilhante! Todas as vezes que o meu marido chegou a casa bêbado, eu bochechei muitas vezes com chá de camomila e ele não me bateu.
Médico: 
- Você viu como manter a boca fechada ajuda?

Sogra é sogra


O GNR manda o sujeito parar o carro:
- Os seus documentos, por favor. O senhor circulava a 130 km/h e a velocidade máxima nesta estrada é 100.
- Não, senhor guarda, eu ia a 100, de certeza.
A sogra, no banco de trás, corrige:
- Ah, João André, que é isso? Tu ias a 130 ou até mais!
O sujeito olha para a sogra com o rosto enrubescido.
- E o seu farol direito não funciona, diz o guarda.
- O farol? Nem sabia disso. Deve ter pifado aqui na estrada.
A sogra insiste:
- Ah, João André, que mentira! Há semanas que andas a dizer que precisas consertar o farol!
O sujeito fulo, faz sinal à sogra para ficar calada.
- O senhor está sem o cinto de segurança, diz o guarda
- Mas, senhor guarda, eu estava com ele. Só o tirei para lhe mostrar os documentos!
- Ah, João André, deixa-te disso! Tu nunca usas o cinto!
O sujeito não se contém e grita para a sogra:
- CALA A BOCA, PORRA!
O guarda inclina-se e pergunta à senhora:
- Ele costuma gritar assim com a senhora?
- Não, senhor guarda; só quando bebe...

28 de abril de 2016

Muros que se erguem numa Europa que se quer livre de fronteiras


O artigo 45º do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, complementado com legislação secundária e a jurisprudência do Tribunal de Justiça, estabelece a liberdade de circulação de pessoas dentro do espaço da União.
Se lhe adicionarmos o Acordo Shengen ficaremos perante uma Europa virtualmente livre de fronteiras.
Era este o sonho dos pais fundadores.
Um sonho, que deveria ser um dos pilares fundamentais da União Europeia, obviamente tendo como destinatários os cidadãos europeus, mas que deve ser sempre entendido no quadro de uma política de inclusão e de liberdade de circulação, que tem vindo progressivamente a ser atacado nas suas raízes mais profundas, especialmente em reacção em tudo epidérmica, primária, à vaga de refugiados que procura acolhimento na Europa.
A lei recentemente aprovada pelo Parlamento austríaco, que prevê a hipótese de bloquear os que procuram asilo no país à chegada à fronteira, se for decretado entretanto apressadamente (em menos de uma hora!!) o estado de emergência por esse mesmo Parlamento, é disso um bom exemplo.
O Parlamento austríaco decreta a existência de uma ameaça à segurança e ordem pública e as fronteiras do país são imediatamente fechadas a todos os requerentes de asilo sendo estes prontamente recambiados para os locais de origem.
Esta é a fronteira virtual, psicológica.
À qual acresce a fronteira legal e física.
Fronteira física que poderá ficar ainda mais claramente delimitada, especialmente na ligação com a Itália na região dos Alpes, com a construção de um muro (mais um muro que se constrói depois de tantos terem sido derrubados) no lado austríaco.
Este processo, que já não é novo, que não é de agora, que apela à colaboração dos países na região dos Balcãs, terá sofrido um novo impulso com a vitória eleitoral de Norbert Hofer e do Partido da Liberdade na Áustria.
Mais um partido de extrema direita que vê o seu peso eleitoral crescer no espaço da União Europeia, mais um partido que vê a sua mensagem xenófoba, de endurecimento da política  de asilo, de acolhimento, de inclusão de refugiados, ser vitoriosa no espaço europeu.
Este não era o sonho dos pais fundadores, este seria certamente o pesadelo desses pais fundadores.
Apetece juntar a voz a David Gilmour e cantar - Bring Down the Wall!! 

Intemporais (27)

27 de abril de 2016

Aumento de rendas tendo por referência a usura??


Como sempre faço, no final do mês de Março fui pagar a renda devida pelo lugar de estacionamento que ocupo no prédio onde trabalho.
Foi-me então entregue uma folha tamanho A4, com uma mensagem redigida em chinês, da qual só percebia os números 400 e 3500.
Com o auxílio de amigos confirmei as minhas suspeitas - a renda do lugar de estacionamento, actualmente 2400 patacas mensais, ia ser aumentada em 400 patacas no final do contrato (são sempre contratos anuais e com final em Julho).
E até estava cheio de sorte por "só" ir pagar 2800 patacas mensais de renda por um lugar de estacionamento. 
E isto porque, na zona da cidade onde trabalho e onde se situa o referido lugar de estacionamento, o valor médio da renda supostamente ronda as 3500 patacas mensais. 
Este episódio, nada inesperado confesso, só veio adensar as minhas dúvidas acerca do que era voz corrente em Macau - a possibilidade de se limitar legalmente o aumento de rendas para a habitação e comércio tendo por base a taxa de inflacção. 
Cheang Chi Keong, presidente da comissão que na Assembleia Legislativa analisa o Regime Jurídico do Arrendamento, pôs ontem um ponto final nas dúvidas que porventura ainda existissem. 
Aumentos de rendas indexados à taxa de inflacção (um pouco acima dos 4%)? 
Que disparate! 
Uma Assembleia Legislativa onde se sentam grandes proprietários imobiliários, pouca imaginativa na maior parte das questões que lhe são submetidas a análise, enche-se de criatividade quando a questão a tratar mexe no bolso dos deputados com interesses na matéria. 
Vamos esquecer a taxa de inflacção, vamos esquecer a contínua queda do valor do imobiliário, vamos esquecer as condições de vida dos arrendatários, aqueles que supostamente deveriam ser finalmente protegidos com a legislação a ser revista. 
Vamos antes dar asas à imaginação e satisfazer a incessante gula dos proprietários. 
Fiquemos nos limites da legalidade (muito duvidoso...) e vamos ter por referência a usura. 
Assim serão possíveis aumentos de rendas na ordem dos 30%, aumentos que até passarão a ter cobertura legal. 
Não é bem o que os proprietários que se sentam na Assembleia, e os que mexem os cordelinhos nos bastidores, queriam (o que queriam era ausência de limites, como todos sabemos), mas é melhor que esse disparate de indexação à taxa de inflacção. 
A ganância para esta gente não é nada de problemático e o respeito pelas condições de vida de terceiros é absolutamente irrelevante. 
Ontem, pela voz de Cheang Chi Keong, sem argumentos para defender a proposta apresentada, só tivemos a confirmação dessa realidade. 

A Alegria do Amor. 2, crónica do Padre Anselmo Borges


1 A Exortação A Alegria do Amor, do Papa Francisco, é isso: um hino ao amor. Cita, por exemplo, M. Benedetti: "Se te amo, é porque és/o meu amor, o meu cúmplice e tudo/e na rua, lado a lado,/somos muito mais do que dois." Sobre o prazer erótico no amor, cita J. Pieper: por um momento, "sente-se que a existência humana foi um sucesso". Mas Francisco conhece o coração humano, a sua exaltação e as suas misérias e há as pulsões e o amor e as histórias de cada um. Por isso, aponta ideais, mas conhecendo a realidade e falando para pessoas concretas, criticando os que na Igreja "agem como controladores da graça e não como facilitadores".

À Exortação é devida uma leitura atenta e meditada. Deixo aí apenas algumas questões que concitam mais a atenção.

2 O documento constitui uma defesa, sem hesitações, da vida humana, rejeitando como "inaceitáveis" "as intervenções coercitivas do Estado a favor da contracepção, da esterilização e até mesmo do aborto". Ao mesmo tempo apela à paternidade responsável, admitindo que "a consciência recta dos esposos os pode orientar para a decisão de limitar o número dos filhos". E supõe-se que os métodos de limitação ficam à responsabilidade da consciência, respeitando a dignidade humana. Critica que não se dê "espaço à consciência dos fiéis, que muitas vezes respondem o melhor que podem ao Evangelho no meio dos seus limites". Repete que a paternidade responsável "não é procriação ilimitada" e que "o matrimónio não foi instituído apenas para a procriação".

3 Salienta que é necessário avançar mais "no reconhecimento dos direitos da mulher e na sua participação no espaço público". "A história carrega os vestígios dos excessos das culturas patriarcais, onde a mulher era considerada um ser de segunda classe, mas recordemos também o "aluguer de ventres" ou a "instrumentalização" e a comercialização do corpo feminino na cultura mediática contemporânea". Embora previna contra "uma ideologia genericamente chamada gender por prever "uma sociedade sem diferença de sexo" e esvaziar "a base antropológica da família", afirma que "é preciso não esquecer que o sexo biológico (sex) e a função sociocultural do sexo (gender) podem distinguir-se, mas não separar-se". Há quem considere que "muitos problemas actuais ocorreram a partir da emancipação da mulher. Mas este argumento não é válido, é falso, não é verdade! Trata-se de uma forma de machismo". Assim, afirma o feminismo, "quando não pretende a uniformidade nem a negação da maternidade".

4 Afirma que "só a união exclusiva e indissolúvel entre um homem e uma mulher realiza uma função social plena, por ser um compromisso estável e tornar possível a fecundidade", mas, embora não possam "ser simplistamente equiparadas ao matrimónio", "devemos reconhecer a grande variedade de situações familiares que podem fornecer uma certa regra de vida", como "as uniões de facto ou entre pessoas do mesmo sexo". Reafirma que "cada pessoa, independentemente da própria orientação sexual, deve ser respeitada na sua dignidade e acolhida com respeito, evitando qualquer sinal de discriminação injusta".

5 Reclama a educação sexual como elemento essencial da educação, dentro de um humanismo integral para o amor e que não pensa só no "sexo seguro". Neste contexto, sublinha que "os ministros sagrados carecem, habitualmente, de formação adequada para tratar dos complexos problemas actuais das famílias", acrescentando que "para isso pode ser útil também a experiência da longa tradição oriental dos sacerdotes casados", podendo ver-se nesta afirmação a possibilidade de pôr fim ao celibato obrigatório.

6 Sobre a separação e o divórcio, lembra as normas recentes para agilizar as declarações de nulidade do matrimónio.

Quanto à possibilidade da comunhão para os divorciados que voltam a casar pelo civil, afirma e reafirma que não estão "excomungados" e que "ninguém pode ser condenado para sempre, porque esta não é a lógica do Evangelho". E impõe-se o devido discernimento, de tal modo que, atendendo aos condicionamentos e circunstâncias atenuantes, "já não é possível dizer que todos os que estão numa situação chamada "irregular" vivem em estado de pecado mortal, privados da graça santificante". Assim, "em certos casos poderia haver também a ajuda dos sacramentos. Por isso, aos sacerdotes lembro que o confessionário não deve ser uma câmara de tortura, mas o lugar da misericórdia do Senhor. E de igual modo assinalo que a Eucaristia não é um prémio para os perfeitos, mas um remédio generoso e um alimento para os fracos". "Compreendo aqueles que preferem uma pastoral mais rígida, que não dê lugar a confusão alguma, mas creio sinceramente que Jesus quer uma Igreja Mãe que, ao mesmo tempo que expressa claramente a sua doutrina objectiva, não renuncia ao bem possível, ainda que corra o risco de sujar-se com a lama da estrada."
in DN 23.04.2016

26 de abril de 2016

Vicino ma non troppo


Foi esta a mensagem de Xi Jinping para dentro do País e dirigida ao Vaticano.
Vicino ma non troppo é como Xi Jinping quer que decorra o processo de aproximação entre a Igreja Católica e o Estado Chinês.
Um Estado que se quer independente, imune a influências estrangeiras, fiel aos valores da cultura tradicional chinesa (Xi Jinping não se cansa de bater esta tecla) e ao Partido Comunista.
Este discurso de Xi Jinping, por muito que o Vaticano o menorize, não deixa margem para dúvidas - nos próximos anos, especialmente no consulado de Xi Jinping, a Igreja Católica ainda vai ter que viver na (quase) clandestinidade na China.
Continuará a haver espaço para a chamada Igreja Patriótica, controlada pelo Estado Chinês e com figuras nomeadas por esse mesmo Estado e não pelo Vaticano.
A Igreja Católica, obediente ao Vaticano, com um número de fiéis que não pára de crescer no interior da China, e é isso que verdadeiramente assusta o Poder, não sejamos ingénuos, continuará a ser ignorada oficialmente.
Existe, ganha força e fiéis, mas é ignorada, apesar de hipocritamente tolerada (o diálogo com a Santa Sé é uma realidade e vai continuar nos bastidores), pelo Estado Chinês. 
Vicino ma non troppo.

Liberté, Égalité, Fraternité

Infelizmente ainda é assim...

25 de abril de 2016

O suicídio do maricas


Às 3 da manhã estava um maricas a gritar do alto dum prédio:
- "Ai meu Deus! Estou com SIDA! Vou-me matar, vou-me mandar daqui abaixo!"
Um vizinho:
- "Pára com essa porcaria, maricas dum raio! O suicídio não resolve o problema a ninguém!
Tenho um remédio muito bom para te ensinar, ouve com atenção:
Meio litro de azeite;
Meio litro de óleo de rícino;
Meio quilo de pimenta branca;
Bate tudo e bebe de uma vez só!"
Maricas: "E vou curar-me ?"
Vizinho: "Claro que não!... Mas vais ficar a saber para que serve o CU!!!

BOA SEMANA!

Dois esqueletos


 Dois esqueletos, um americano e um cubano, encontram-se.
O cubano diz ao americano,com admiração:
 - Rapaz, que esqueleto tão baril: grande, forte, de ossos grossos e brancos, um tremendo esqueleto!
 O esqueleto americano responde:
 - É que eu comi muita carne, tomei muito leite, muitas vitaminas.
Mas, olhe, você, para um esqueleto cubano, até não está nada mal.
Você tinha direito a alguma quota especial de comida quando estava vivo?
 - Não, não. Eu ainda estou vivo!

Bêbado que cai ao rio


Iam dois bêbados na ponte, quando um deles se desequilibra e cai no rio.
De imediato o outro foi pedir socorro, mas quando o tiraram da água já estava morto.
- Então, como é que ele está? - perguntou um outro bêbado.
- Bebeu água a mais.
- Está a ver. Bebe água pela primeira vez e morre!

22 de abril de 2016

O AMANTE


Está uma avozinha na sua cadeira de baloiço a fazer malha, quando a neta lhe pergunta:
- Avó, o que é um amante ?
- O quê ?? - Respondeu a senhora
- Um amante! ..Um amante! ..
A velhota, largou tudo, e muito aflita subiu ao sótão a correr e abriu um guarda-roupa...
De onde caiu … um esqueleto.

BOM FIM-DE-SEMANA!

ESTATÍSTICAS


  
Estavam dois amigos a conversar e um diz:
- Sabias que li no jornal que de meia em meia-hora é atropelado um homem nesta cidade?
- O quê? - diz o outro –
De meia em meia-hora?
Coitado do homem!

PESADELO


- Tive um pesadelo horrível! 
Sonhei que estava a comer esparguete!
- E o que é que tem ?!
- Não consigo achar o cordão da minha sapatilha.