27 de fevereiro de 2015

EXERCÍCIO FÍSICO

A PROPÓSITO DO "EXERCÍCIO FÍSICO" 

Está provado que por cada minuto de exercício aumenta-se o nosso tempo de vida em um minuto. 
Isso permite-nos que, aos 85 anos, possamos ficar mais 5 meses num lar de terceira idade pagando 1.500€ por mês.


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minha avó começou a andar cinco quilómetros por dia quando tinha 60 anos. 
Agora tem 97 anos e não fazemos a menor ideia onde é que ela está.




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A única razão por que voltei a fazer exercício foi para voltar a ouvir respiração ofegante.


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Inscrevi-me num ginásio o ano passado e gastei cerca de 200€. 
Não perdi nem um quilo. 
Só depois é que me explicaram: 
- Parece que é preciso ir lá.


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Eu tenho que me exercitar logo de manhã antes que o meu cérebro perceba o que eu estou a fazer.


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Gosto de longos passeios especialmente quando são dados por pessoas que me chateiam.


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Tenho ancas flácidas mas felizmente o meu estômago esconde-as.


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A vantagem de nos exercitarmos diariamente é que se morre mais saudável.


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Se vai percorrer um país a pé escolha um país pequeno.


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E, por último:
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Podia ir a correr entregar isto aos amigos 
mas... 
é mais cómodo publicar aqui!


(Com um abraço especial direitinho para Goa)

BOM FIM-DE-SEMANA!

25 de fevereiro de 2015

A crise económica chegou a Macau?


Soam os alarmes, há choro e ranger de dentes - a crise económica terá chegado a Macau?
Não sendo analista económico, longe disso, dá-me vontade de rir quando se entra em pânico porque as receitas do sector dos jogos de fortuna e azar têm vindo a cair sucessivamente nos últimos meses.
Aqueles que se convenceram que não havia limites para a capacidade de crescimento das receitas do principal sector económico de Macau terão realmente ficado surpreendidos e preocupados com as quebras constantes nos últimos meses.
Quem percebeu que se atingiria um ponto de equilíbrio, que era necessário conseguir um ajustamento no mercado para não se entrar numa espiral inflaccionista imparável, não terá a visão pessimista, alarmista mesmo, que se vê e ouve nalguns sectores em Macau.
Pânico e alarme que se acentuaram com a previsível queda de receitas no mês de Fevereiro de 2015 face ao mês homólogo de 2014 (mais de 50%??).
Se nos lembramos que o mês de Fevereiro de 2014 foi um dos melhores meses de sempre na história dos jogos de fortuna e azar em Macau, e que a quebra prevista ainda permitirá que as receitas apuradas fiquem acima dos vinte mil milhões de patacas, a tal "crise" anunciada terá que ser vista sob uma nova perspectiva.
Ponto final nos romances e nas tragédias, por favor - as receitas dos casinos estão dependentes do que Pequim quer para Macau.
A mesma Pequim que foi tolerando abusos de toda a espécie, que foi fechando os olhos, ou olhando para o lado, ainda que fosse deixando constantemente recados pelo caminho, está agora mais atenta, mais interventiva.
E os grandes jogadores, aqueles que na realidade faziam crescer brutalmente as receitas do sector do Jogo e das actividades conexas (atente-se no facto de o número de visitantes ter crescido e as receitas terem diminuído para perceber que o chamado mercado de massas contribui apenas parcialmente para o grande "bolo"), estão agora muito mais comedidos, muito mais cautelosos.
Uma situação que permanecerá até ao momento que Pequim abrandar o controlo que vem exercendo, até ao momento em que cessar ou aliviar aquilo que, com alguma deselegância, Sheldon Adelson chamou caça às bruxas.
Sem querer fazer futurologia, muito menos apostas, provavelmente a partir do momento em que comecem a abrir os novos projectos neste momento em construção. 

CANTAN LOS NIÑOS DE SIRIA

Se ficarem com um nó na garganta, ou deixarem correr uma lágrima, será perfeitamente normal

24 de fevereiro de 2015

Conhece a expressão carrying capacity?


A expressão carrying capacity, aplicada à afluência de turistas a um determinado local, significa a capacidade máxima desse local para absorver os visitantes que o procuram antes que seja atingido o ponto de ruptura.
Ponto de ruptura a nível físico (saturação das infra-estruturas disponíveis) mas também psicológico (saturação dos indivíduos integrantes da comunidade que recebe os visitantes).
Muitos estudos têm sido levados a cabo em Macau acerca deste tema.
Estudos que, salvo melhor opinião em contrário, têm descurado a vertente psicológica e privilegiado a vertente física.
A avaliar pelas últimas declarações dos responsáveis pela área do Turismo em Macau parece ter-se finalmente percebido que o ponto de saturação, nos dois níveis, se ainda não foi atingido, e é muito duvidoso que o não tenha sido, estará muito próximo.
A contribuir decisivamente para esta avaliação estarão certamente os acontecimentos mais recentes em Hong Kong (Macau insiste em correr atrás de Hong Kong...), a reacção de repúdio da população da vizinha Região Administrativa Especial face ao brutal número de visitantes que cruzam diariamente as suas fronteiras.
Visitantes na sua esmagadora maioria vindos do interior da China fazendo uso do mecanismo de vistos individuais emitidos pelo Governo da República Popular da China.
A reacção da população de Hong Kong (já são vários focos de tensão para não haver preocupação) provocou uma reacção política e o pedido formal às autoridades centrais para limitarem o número de vistos individuais a emitir futuramente.
O mesmo pedido que se anuncia agora será também feito por Macau.
Saúda-se esta postura dos governantes de Macau.
Finalmente reconhece-se que já se terá atingido o limite das capacidades, físicas e psicológicas sublinhe-se, de receber visitantes em Macau.
O primeiro passo estará dado.
Terá de se seguir o envio formal desta mensagem a Pequim.
Para que Pequim possa também formalmente tomar conhecimento da mesma e adoptar em seguida as medidas adequadas.
Será bom para todos se for seguida esta sequência.
Bom para quem recebe, bom para quem visita, bom para quem autoriza a visita.


Um frango com cloro, se faz favor


Daqui a uns meses é bem provável que quando forem ao supermercado encontrem à venda muitas variedades de produtos americanos. Alguns vão ter ingredientes proibidos na Europa há décadas: carne criada com hormonas que pode provocar cancro em humanos, frutas e legumes geneticamente modificados (alterados em laboratório), frangos lavados com dióxido de cloro ou animais clonados. Tudo isto vai ser legal.
A causa é um acordo internacional de comércio entre o governo dos Estados Unidos da América (EUA) e a Comissão Europeia (CE). Deve entrar em vigor em 2015. Chama-se “Tratado de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento” e é conhecido pela sigla TTIP. Diz-se que o objectivo é eliminar barreiras comerciais para facilitar a compra e venda de bens e serviços entre os EUA e a CE. A ideia é fazer com que a lei mais branda, de um lado ou do outro do Atlântico, passe a ser a regra nos dois lados. Por isso é que, se for avante, vamos comer carne com hormonas.
As negociações são secretas. Este Outubro, 40 eurodeputados manifestaram-se em frente a uma sala fechada, no Parlamento Europeu, onde estão os documentos do TTIP, porque só meia dúzia de parlamentares, com autorização especial, pode lá entrar. Os outros estão proibidos. As informações têm sido negadas a cidadãos e jornalistas.
O que tem Portugal a ganhar com isto? Nada. O Acordo está a ser anunciado como uma forma de criar emprego e oportunidades para as empresas, mas até no estudo que a Comissão Europeia apresentou para o justificar se diz que, na melhor das hipóteses, o efeito positivo na economia portuguesa será de 0,66% do PIB, até 2030. O que trás de mau? Coisas que vão mudar para sempre a nossa vida e das nossas crianças. E que só se souberam por fugas de informação. Se avançar teremos:
Menos Saúde: o preço dos medicamentos vai subir, porque as farmacêuticas vão aumentar a proteção das patentes e limitar o acesso aos genéricos;
Menos Segurança Alimentar: nos EUA, os animais são alimentados com grandes doses e tipos de hormonas e antibióticos proibidos na Europa;
Menos Proteção Ambiental: privatização das sementes. Quando uma empresa tiver a patente de uma variedade de batata, tomate ou couve, por exemplo, esse produto passa a ser da empresa e os agricultores ficam proibidos de utilizar as sementes, suas ou outras, que não sejam daquela empresa. Isto já acontece nos EUA com as sementes de soja. A Monsanto, empresa americana, é dona de uma variedade de soja transgénica e 80% de toda a soja produzida no mundo vem das sementes que só a Monsanto pode vender;
Menos Democracia e Direitos no Trabalho: as empresas vão poder processar um Estado sempre que este tome decisões que possam pôr em risco os seus lucros futuros. A empresa francesa Veolia (fornecimento de água) processou o Estado egípcio quando este decidiu aumentar o salário mínimo. Ganhou o processo e muitos milhões. Se o acordo estivesse hoje em vigor, talvez o governo português já estivesse a ser processado por ter aumentado o miserável salário mínimo nacional para os €505. O pior de tudo é que estes processos não serão decididos num tribunal normal, mas sim num centro de resolução de conflitos privado, onde não há juízes. Sem qualquer controlo cidadão. Normalmente o Estado perde.

Saibam mais sobre o assunto nestes sites: http://parceriatransatlantica.wordpress.com ouwww.nao-ao-ttip.pt.