26 de junho de 2018

Serviços mínimos


A Selecção portuguesa de futebol está apurada para os oitavos-de-final do Mundial de 2018.
Esta é a boa notícia, a mais importante, a essencial.
Com um grande golo de Quaresma (a famosa trivela), um penalti falhado por Ronaldo, e um golo iraniano, marcado em período de descontos, e sofrido também na marcação de um penalti, o essencial foi conseguido.
Sem brilho, sem rasgo, sem fulgor, com (mais) um susto mesmo  no final do jogo.
Não entusiasmando, conseguindo enervar, os campeões da Europa estão apurados para a fase que Scolari celebrizou ao designá-la pela expressão mata/mata. 
No Europeu do nosso contentamento os serviços mínimos foram suficientes para chegar à final e vencer a competição.
Será assim também neste Mundial?
Sejamos honestos, é isso mesmo que o seleccionado português tem cumprido, os serviços mínimos.
Voltou a ser assim ontem.
Em mais um jogo feio, duro, mal jogado de parte a parte, passou quem é efectivamente melhor.
Mas que vai deixando a sensação de precisar melhorar muito mais para poder ambicionar ir longe na competição.
Para já segue-se o Uruguai, uma equipa forte, que ontem goleou a anfitriã Rússia (3-0), e que tem uma das duplas de avançados mais talentosa deste Mundial (Luis Suárez e Edinson Cavani).
Já é assim desde o início, será ainda mais a partir de agora - jogo a jogo.
Quando voltar de um merecido gozo de férias já se saberá quem venceu a competição, qual foi o comportamento da equipa portuguesa na prova.
Sempre citando Raul Solnado, façam-me o favor de ser felizes.

25 de junho de 2018

E PEDI POR FAVOR ...


Estávamos em casa, sentados na sala. 
Eu estava a mexer no telemóvel e a minha mulher estava a ver televisão. 
Pedi-lhe, por favor, para me ir buscar uma cerveja ao frigorífico. 
Ela respondeu que não ia porque queria ver aquela parte da novela. 
Nisto o telemóvel dela, que estava na cozinha, tocou. 
Aí ela levantou-se rapidamente e foi ver quem era. 
Era uma mensagem que dizia : 
"Já que estás na cozinha, podes trazer-me uma cerveja, por favor ?"



BOA SEMANA 

22 de junho de 2018

Assalto a banco


Dois ladrões entraram num banco numa pequena cidade. Um deles gritou:
- "Não se mexam! O dinheiro pertence ao banco mas as vidas são vossas". 
Imediatamente as pessoas se deitaram no chão em silêncio e sem pânico.

LIÇÃO N.º 1: 
Este é um exemplo de como uma frase dita correctamente e na altura certa pode fazer toda a gente mudar a sua visão do mundo.

Uma das mulheres estava deitada no chão de uma maneira provocante. 
Um dos assaltantes aproximou-se e disse-lhe:
- "Minha senhora, isto é um roubo e não uma violação. Por favor, procure agir em conformidade. "

LIÇÃO N.º 2: 
Este é um exemplo de como comportar-se de uma maneira profissional e concentrar-se apenas no objectivo.

No decorrer do assalto, o ladrão mais jovem (que tinha um curso superior) disse para o assaltante mais velho (que tinha apenas o ensino secundário):
- "Olha lá, se calhar devíamos contar quanto é que vai render o assalto, não achas?". 
O homem mais velho respondeu:
- "Não sejas estúpido! É muito dinheiro para o estar a contar agora. Vamos esperar pelo Telejornal para descobrir exactamente quanto dinheiro conseguimos roubar".

LIÇÃO N.º 3:
Este é um exemplo de como a experiência de vida é mais importante do que uma educação superior.

Após o assalto, o gerente do banco disse ao caixa:
- "Vamos chamar a polícia e dizer-lhes o montante que foi roubado".
- "Espere", disse o caixa "porque não acrescentamos os 800 mil euros que tirámos há alguns meses e dizemos que também esse valor foi roubado no assalto de hoje?

LIÇÃO N.º 4: 
Este é um exemplo de como se deve tirar proveito de uma oportunidade que surja.

No dia seguinte foi relatado nas notícias que o banco tinha sido roubado em 3 milhões de Euros. 
Os ladrões contaram o dinheiro mas encontraram apenas 1 milhão. 
Um deles começou a resmungar:
- "Nós arriscamos as nossas vidas por 1 milhão, enquanto a administração do banco rouba 2 milhões sem pestanejar e sem correr riscos? Talvez o melhor seja aprender a trabalhar dentro do sistema bancário em vez de ser um simples ladrão !!!".

LIÇÃO N.º 5: 
Este é um exemplo de como o conhecimento pode ser mais útil do que o poder.

Moral da história:

Dá uma arma a alguém e ele pode roubar um banco. 
Dá um banco a alguém e ele pode roubar toda a gente !!!


BOM FIM-DE-SEMANA

21 de junho de 2018

Está visto, não percebo nada de bola


Depois do jogo de ontem entre as equipas de Portugal e Marrocos, e depois de ler as críticas e apreciações, fiquei convencido que não percebo mesmo nada de bola. 
Ronaldo foi distinguido com o prémio para o melhor jogador em campo? 
Porquê? 
Só se foi por ter marcado o único golo de um jogo horrível e com isso ter ultrapassado Puskás como melhor marcador europeu em mundiais de futebol. 
Um jogo horrível no qual um desamparado Ronaldo (Portugal não teve meio-campo e teve um Gonçalo Guedes completamente perdido e baralhado) conseguiu a façanha de marcar mais um golo (marcou os quatro golos que Portugal conseguiu até agora neste Mundial). 
No resto do jogo nem ele se safou do completo marasmo de ideias que caracterizou o desempenho das duas equipas. 
O único elemento que esteve calmo, sereno, tranquilo, confiante, apesar da situação complicada em que se encontra, foi o guarda-redes português, Rui Patrício. 
Rui Patrício que, com a dupla de centrais, deu a segurança e a confiança que terá permitido a Portugal ganhar o jogo, quase garantir o apuramento, e atirar para fora do mundial os adversários marroquinos. 
Marroquinos que, muito esforçados, muito duros, até de rins, cheios de vontade mas sem grande talento, também não incomodaram muito. 
Estou a lembrar-me apenas de uma grande defesa de Rui Patrício e pouco mais. 
Se há jogos em que se calhar deviam perder os dois o embate entre portugueses e marroquinos foi um desses jogos. 
Mas, lá está, devo ser mesmo eu que não percebo nada de bola. 
Porque até já li várias vezes que os marroquinos saem do Mundial depois de fazerem dois grandes jogos. 
A sério? Deste Mundial? Os jogos contra Irão e Portugal? 
Pois, insisto, não devo perceber mesmo nada de bola. 
Resta-me a consolação de poder estar a assistir aos primeiros passos para a vitória portuguesa num Mundial. 
Não foi assim, a jogar muito mal, que acabámos por ganhar o Europeu? 
Haja esperança. 
Especialmente entre aqueles como eu que não percebem nada de bola. 

Intemporais (123)

20 de junho de 2018

Oitenta e sete infracções em dois anos será recorde do Guiness World of Records?


É quase inevitável trazer aqui o tema dos táxis em Macau quase todas as semanas.
Não me dá prazer, preferia não o fazer, mas é obrigatório denunciar as múltiplas situações que vão sendo conhecidas sem que se vislumbre a  possibilidade de terem um fim. 
Agora o que será muito provavelmente um recorde para o livro Guiness World of Records.
Um taxista, um jovem de 26 anos de idade, que foi autuado nos últimos dois anos por ter cometido oitenta e sete infracções ao Regulamento do Transporte de Passageiros em Automóveis Ligeiros de Aluguer.
A pergunta que qualquer pessoa de bom senso imediatamente fará é - como é possível que alguém com este cadastro continue a conduzir um táxi nas ruas de Macau, continue a exercer uma actividade que será apenas um pretexto para a sua reiterada prática delituosa?
A resposta oficial é que a legislação em vigor não permite o cancelamento da licença "apenas" por estes factos.
Macau, onde há muito está instalado o vírus da poluição normativa, está à espera de quê para rever uma legislação castradora da fiscalização da actividade de quem tem a obrigação de implementar a lei e simultaneamente libertina para aqueles que reiteradamente violam essa lei?
Este delinquente por tendência, que por acaso exerce a profissão de taxista e denigre o nome dos seus colegas de profissão cumpridores da lei, está agora indiciado pela possível prática dos crimes de extorsão e sequestro (trancou uma passageira no veículo por esta se recusar a pagar a quantia abusiva que lhe era pedida).
Oitenta e sete infracções, multas aplicadas que não paga, processos intermináveis, agora a indiciação pela prática de dois crimes, que se conheça, porque poderá/deverá haver muito mais que não se conhece, e esta criatura continua nas ruas de Macau a conduzir um táxi?
Estamos à espera de quê para tirar esta escumalha das ruas de Macau?
Que interesses tão poderosos se movem para impedir que se limpe a rua deste tipo de gente e, com esse gesto, se limpe o nome de Macau que estes energúmenos emporcalham? 

Professora de Matemática

19 de junho de 2018

Passei a gostar mais de Melania Trump


Melania Trump é normalmente olhada como uma pessoa fútil, alguém que casou com o actual Presidente dos Estados Unidos por razões puramente ligadas à fama e ao dinheiro.
Não sei se será assim, ou se será totalmente assim.
Mas confesso que é muito também essa a imagem que tenho de Melania Trump.
Uma imagem que foi algo abalada, no bom sentido, com as mais recentes tomadas de posição da primeira dama norte-americana.
Já é tradição as primeiras damas norte americanas escolherem uma causa à qual se dedicam durante o mandato dos seus maridos e pela qual dão a cara e se tornam as primeiras figuras.
Nos anos mais recentes temos os exemplos de Nancy Reagan, que se empenhou no combate à droga; de Barbara Bush, que dedicou o seu tempo na Casa Branca às políticas de educação e ao combate à iliteracia; de Hillary Clinton, determinada em garantir o acesso universal a cuidados de saúde; de Michelle Obama, voz respeitada no combate à obesidade infantil.
Melania Trump escolheu um tema muito polémico, sobretudo porque poderia afrontar e confrontar as políticas do seu marido, os direitos das crianças.
Melania Trump, ainda em convalescença de uma intervenção cirúrgica algo delicada, ganhou o meu respeito depois de emitir um comunicado que não terá sido muito do agrado do seu marido e dos seus indefectíveis seguidores.
Um comunicado onde se mostra incomodada com a separação familiar que resulta da prática política do seu marido e do sinistro Jeff Sessions.
Um comunicado que resulta numa crítica à célebre política de tolerância zero no domínio da imigração, uma política que já resultou na separação de milhares de crianças das suas famílias, algo que não deixou Melania Trump indiferente.
Melania Trump que, para além de exprimir publicamente o seu incómodo, invectivou Republicanos e Democratas a chegarem a um entendimento que possa permitir uma reforma das leis de imigração norte-americanas.
Uma reforma que permita que o país não seja só governado de acordo com a lei  mas também com sentimentos, com o coração (sic).
Gosto de boas surpresas e confesso que passei a gostar mais de Melania Trump depois desta corajosa tomada de posição.

18$50 - guardem para não esquecer






15 de junho de 2018

Várias







BOM FIM-DE-SEMANA 
(Alargado aqui em Macau porque segunda-feira é feriado) 

14 de junho de 2018

From Russia With Love


Começa hoje o Mundial de Futebol 2018.
Desta vez na Rússia.
Mais uma exaltação do poderio russo, mais uma demonstração do crescente peso da Rússia do czar Putin na cena mundial.
From Russia With Love, sem Sean Connery, sem SPECTRE, com outros heróis, outros vilões.
Se os heróis são à partida mais ou menos conhecidos, mais ou menos expectáveis, os vilões só lá mais para a frente, com o decorrer da competição, poderão ser identificados.
Sabendo-se que, neste enredo, ao contrário dos filmes, os heróis poderão transformar-se em vilões e os vilões em heróis.
E os patinhos feios podem acabar como príncipes (sim, estou a pensar em Éder e no Europeu).
Se a Alemanha, a tal que acaba sempre por ganhar, é uma crónica favorita, já os restantes são uma grande incógnita.
Brasil?
Capaz do oito e do oitenta.
Argentina?
Se conseguir ser uma equipa e tiver Messi a desequilibrar…
Espanha?
Tenho sérias dúvidas e vai depender muito do jogo com Portugal e da capacidade de reagir após a bomba que foi o anúncio do despedimento de Lopetegui.
Um outsider?
Também não acredito muito nessa possibilidade.
E Portugal, o que é que perspectivo para Portugal?
O que Fernando Santos e os jogadores têm vindo a dizer repetidamente.
Jogo a jogo, sem pressa, sem euforia, sem grande alarido, até onde for possível.
Com algum grau de incerteza e com a agravante de estarem ali muitos jogadores do núcleo duro de Fernando Santos com o futuro indefinido e até envoltos em polémicas.
Começa um dos maiores espectáculos do Planeta.
Com grandes artistas, envolvendo muitos interesses e muito dinheiro.
From Russia With Love, sem um 007, mas esperemos com muito de um certo CR7.

Intemporais (122)

13 de junho de 2018

PIC (Processo de Infantilização em Curso)


Os que viveram os anos da Revolução dos Cravos, ou que os estudaram, conhecem a célebre sigla PREC (Processo Revolucionário em Curso).
E sabem o que significou, como decorreu e como terminou.
Muitos anos depois, noutro Continente, numa cidade que é Região Administrativa Especial da China, vive-se o PIC (Processo de Infantilização em Curso).
São muitos os domínios da vida pública, do dia-a-dia de Macau, onde se sente essa influência do PIC.
Tantos que já nem nos devíamos surpreender quando novas manifestações do mesmo acontecem.
Um bom exemplo do PIC, e das suas influências nocivas, foi agora dado pelo deputado Lam Lon Wai, o tal que se mostrou indignado por ver os jovens, à noite!!, a fumar em espaços públicos e até a beijarem-se e a trocar carícias.
Homem de bons costumes e públicas virtudes, o deputado Lam Lon Wai levou tamanha ignomínia à Assembleia Legislativa e exigiu a intervenção das autoridades administrativas e policiais para pôr fim a esta insuportável pouca-vergonha.
Não, não se fique a pensar que o deputado Lam Lon Wai é um qualquer idoso gagá, porque o deputado Lam Lon Wai nasceu em 1975.
Como tal, idoso não é; já gagá…
Nem que é alguém sem qualquer qualificação académica, coisa bem diferente de cultura, mundividência e inteligência, como todos bem sabemos, porque o deputado Lam Lon Wai exibe orgulhosamente uma Licenciatura e um Mestrado em Literatura.
Provavelmente literatura infantil para ter este tipo de comportamento e estas ideias…
O mesmo Lam Lon Wai que até é subdirector de uma escola (Escola Para Filhos e Irmãos dos Operários).
Depois de um célebre (pelas piores razões) deputado ter sugerido que as autoridades administrativas apanhassem os jovens que andavam nas ruas à noite como se apanham os cães vadios (sic), temos agora outro deputado a querer um recolher obrigatório para os jovens antes que a noite chegue e com ela as tentações na forma de cigarros e carícias.
Triste Macau que estás entregue ao PIC e aos seus representantes.

Sabem jogar pião? De certeza?

12 de junho de 2018

Farto do politicamente correcto


Rafael Nadal ganhou Roland Garros pela décima primeira vez.
Não restam dúvidas que não há na actualidade ninguém que consiga fazer frente ao espanhol quando se joga na terra batida, no pó de tijolo.
Esta devia ser a notícia, a grande notícia, talvez a única notícia.
Mas não é.
Tudo porque, na conferência de imprensa, Rafael Nadal teve a desfaçatez de dizer que não se ofendia nem se chocava por saber que os tenistas (homens) ganhavam mais que as tenistas (mulheres).
E até explicou o seu raciocínio – é tudo uma questão de oferta e procura.
Quem é que tem mais seguidores, quem é que “vende” mais?
Os tenistas, os homens.
Que, como tal, ganham mais.
Exactamente o que acontece, mas agora ao contrário, com as modelos femininas e os modelos masculinos.
Elas ganham mais que eles porque têm mais seguidores, mais admiradores, “vendem” mais.
O que é que Rafael Nadal disse de tão errado, que não corresponda exactamente à verdade?
Ainda não percebi.
O que percebi é que Rafael Nadal afrontou o politicamente correcto.
Que, muitas vezes, é pura e simplesmente estúpido.
No dia em que as mulheres “venderem” mais que os homens não vai ser preciso nenhum decreto para passarem a ganhar mais que os homens.
Isso acontecerá naturalmente.
Atenção que estamos a movimentar-nos somente no mundo do desporto.
Não é assim em outros domínios da vida como todos bem sabemos.
De uma vez por todas deixem de lado o politicamente correcto, deixem Rafael Nadal em paz, e, como dizem os nossos irmãos brasileiros, caiam na real.