2 de dezembro de 2016

GASTO DE ENERGIA POR ACTIVIDADES QUOTIDIANAS



BARRIGA É BARRIGA
Arnaldo Jabour

Barriga é barriga, peito é peito e tudo mais. 
Confesso que tive agradável surpresa ao ver Chico Anísio no programa do Jô, dizendo que o exercício físico é o primeiro passo para a morte. 
Depois de chamar a atenção para o fato de que raramente se conhece um atleta que tenha chegado aos 80 anos e citar personalidades longevas que nunca fizeram ginástica ou exercício - entre elas o jurista e jornalista Barbosa Lima Sobrinho - mas chegou à idade centenária, o humorista arrematou com um exemplo da fauna:
A tartaruga com toda aquela lerdeza, vive 300 anos. 
Você conhece algum coelho que tenha vivido 15 anos?
Gostaria de contribuir com outro exemplo, o de Dorival Caymmi. 
O letrista compositor e intérprete baiano era conhecido como pai da preguiça. 
Passava 4/5 do dia deitado numa rede, bebendo, fumando e mastigando. 
Autêntico marcha-lenta, levava 10 segundos para percorrer um espaço de três metros. 
Pois mesmo assim e sem jamais ter feito exercício físico viveu 90 anos.
Conclusão: 
Esteira, caminhada, aeróbica, musculação, academia?
 Sai dessa enquanto você ainda tem saúde...
E viva o sedentarismo ocioso!!! 
Não fique chateado se você passar a vida inteira gordo. 
Você terá toda a eternidade para ser só osso!!!
Então:
 NÃO FAÇA MAIS DIETA!! 
Afinal, a baleia bebe só água, só come peixe, faz natação o dia inteiro, e é GORDA!!! 
O elefante só come verduras e é GORDOOOOOOOOO!!!
VIVA A BATATA FRITA E O CHOPP!!! 
Você, menina bonita, tem pneus?
 Lógico, todo avião tem!
E nunca se esqueçam:
'Se caminhar fosse saudável, o carteiro seria imortal.´
E lembrem-se sempre:
Celulite quer dizer :
EU SOU GOSTOSA! Em braile!

(Recebida do FerreirAmigo)

BOM FIM-DE-SEMANA!

1 de dezembro de 2016

Criminalizar o consumo de drogas?


De quando em vez Macau resolve caminhar em sentido contrário ao que é seguido no resto do Mundo.
Precisamente o que se anuncia agora no processo de alteração da lei de combate ao consumo e tráfico de drogas.
Quando a moderna teoria criminalista há já muitos anos ensina que, no que se refere ao consumo de estupefacientes, se deve caminhar no sentido de descriminalizar a conduta, Macau, que até seguia estes ensinamentos, resolve dar uma guinada totalmente descabida, incompreensível, e pretende caminhar no sentido de agravar as penas aplicadas aos consumidores de drogas.
Se o combate ao tráfico deve ser intransigente, duro, sem repouso nem quartel, já o combate ao consumo tem que buscar outras soluções que não passem pela criminalização de condutas e o agravamento de penas.
Não é de agora que se sabe que o consumidor de droga é um doente a necessitar de tratamento.
Encarcerar um consumidor de droga não só em nada vai contribuir para que este perca o hábito de consumir drogas, como, e os exemplos são muitos, tantas vezes vai levar esse consumidor de drogas para um mundo de crime frequentemente sem possibilidades de retorno e de reabilitação social.
Ainda se está a tempo de emendar o que poderá ser um erro crasso, de consequências potencialmente catastróficas, como bem alertaram os membros da 3ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa.
Basta que haja vontade política para o fazer.

Intemporais (54)

30 de novembro de 2016

Morpheus


Está apresentado o quinto hotel do complexo City of Dreams.
Desenhado por Zaha Hadid, o Morpheus é um projecto arrojado, totalmente novo, totalmente diferente dos que já existem e estão em funcionamento, que promete tornar-se num ícone do Centro Internacional de Turismo e Lazer que Macau ambiciona ser.
O génio de Zaha Hadid está bem patente na silhueta do edifício e nas soluções arquitectónicas que o mesmo encerra.
A Melco Crown Entertainment, reconheça-se essa virtude, tem procurado inovar nos seus projectos em Macau, tem procurado soluções que sejam únicas em Macau e que se constituam num factor extra de atracção para quem pretende visitar esta cidade que é Região Administrativa Especial da China.
Mérito de Lawrence Ho e seus pares que fugiram à solução simples e simplista de copiar em Macau projectos já existentes noutros locais e que nada têm a ver com a cidade.
Já é tarde para remediar o erro cometido quando não se exigiu, ao contrário de Singapura, que os concessionários apresentassem projectos arquitectónicos totalmente novos e inclusivamente se fizesse desses projectos um dos factores preferenciais na escolha dos concessionários. 
Já não se podem deitar abaixo os Venetian, Parisian, Wynn.
Mas pode-se sempre, no presente e no futuro, caminhar noutro sentido e procurar ir ao encontro da imaginação e do arrojo que tão arredios têm estado dos projectos das concessionárias do Jogo em Macau.
Chapelada para a Melco Crown Entertainment! 

Fraqueza humana

29 de novembro de 2016

Juramento de fidelidade de candidatos a deputados?


A proposta de alteração à lei eleitoral (aditamento de um artigo), quando esta ainda se encontra em processo de revisão, parece-me de todo desnecessária, descabida, potencialmente perigosa.
Um juramento de fidelidade dos candidatos a deputados, quando já está previsto o normal juramento no acto de posse, afigura-se como uma reacção bruta de Macau à rábula dos deputados localistas e independentistas em Hong Kong.
Com ou sem a intervenção (recado) de Pequim é a pergunta do milhão de dólares.
Pretender que a Comissão  dos Assuntos Eleitorais possa excluir à partida candidatos a deputados em consequência de tomadas de posição destes que sejam consideradas ofensivas é perigoso.
Que tomadas de posição são essas?
Um conceito indeterminado numa situação como esta é de todo desaconselhável e presta-se a todo o tipo de abusos.
Macau parece querer ir atrás da recente interpretação da Lei Básica de Hong Kong levada a cabo pelo Comité Permanente da Assembleia Nacional Popular.
O que é perfeitamente descabido.
Macau e Hong Kong não se confundem, são realidades político-sociais totalmente distintas.
E, mais do que isso, convém lembrar que Macau, ao contrário de Hong Kong,  já legislou o célebre artigo 23º da Lei Básica.
Se esta legislação já existe, se já está previsto um juramento de fidelidade aquando da tomada de posse dos deputados, qual é a necessidade de um juramento de fidelidade prévio, de contornos muito pouco concretos?
Eliminar à partida candidatos indesejáveis?
Estamos a entrar por caminhos desconhecidos e muito perigosos.

A amante


A ESTRANHA VERDADE:

Alguns anos depois que nasci, meu pai conheceu uma estranha, recém-chegada à nossa pequena cidade.
Desde o princípio, meu pai ficou fascinado com esta encantadora personagem e, em seguida, a convidou a viver com nossa família.
A estranha aceitou e, desde então, tem estado connosco.
Enquanto eu crescia, nunca perguntei sobre seu lugar na minha família; na minha mente jovem já tinha um lugar muito especial.
Meus pais eram instrutores complementares...a minha mãe ensinou-me o que era bom e o que era mau e o meu pai ensinou-me a obedecer.
Mas a estranha era a nossa narradora.
Mantinha-nos enfeitiçados durante horas com aventuras, mistérios e comédias.
Ela tinha sempre ensinamentos para qualquer coisa que quiséssemos saber: da política à história ou ciência.
Conhecia tudo do passado, do presente e até podia predizer o futuro!
Levou a minha família ao primeiro jogo de futebol.
Fazia-me rir, e fazia-me chorar.
A estranha nunca parava de falar, mas o meu pai não se importava.
Às vezes, a minha mãe levantava-se cedo e calada, enquanto o resto de nós ficava a ouvir o que tinha que dizer, mas só ela ia à cozinha para ter paz e tranquilidade. (Agora pergunto-me se ela alguma vez teria rezado para que a estranha fosse embora).
Meu pai dirigia nosso lar com certas convicções morais, mas a estranha nunca se sentia obrigada a honrá-las.
As blasfémias, os palavrões, por exemplo, não eram permitidos em nossa casa… nem da nossa parte, nem por parte dos nossos amigos ou de qualquer um que nos visitasse.
Entretanto, nossa visitante de longo prazo usava sem problemas sua linguagem inapropriada que às vezes queimava meus ouvidos e que fazia meu pai se retorcer e minha mãe se ruborizar.
Meu pai nunca nos deu permissão para tomar álcool. Mas a estranha nos animou a tentá-lo e a fazê-lo regularmente.
Fez com que o cigarro parecesse fresco e inofensivo, e que os charutos e os cachimbos fossem algo elegante.
Falava livremente (talvez demasiado) sobre sexo. 
Seus comentários eram às vezes evidentes, outras sugestivos, e geralmente vergonhosos.
Agora sei que meus conceitos sobre relações foram influenciados fortemente durante minha adolescência pela estranha.
Repetidas vezes a criticaram, mas ela nunca fez caso dos valores de meus pais, e, mesmo assim, permaneceu no nosso lar.
Passaram-se mais de cinquenta anos desde que a estranha veio para a nossa família. 
Desde então mudou muito; já não é tão fascinante como era no princípio.
Não obstante, se hoje você pudesse entrar na guarida de meus pais, ainda a encontraria sentada em seu canto, esperando que alguém quisesse escutar suas conversas ou dedicar seu tempo livre a fazer-lhe companhia...
Seu nome? Ah. seu nome…
Chamamos-lhe TELEVISÃO! 
É isso mesmo; a intrusa chama-se TELEVISÃO! 
Agora ela tem um marido que se chama Computador, um filho que se chama Telemóvel e um neto de nome Tablet. 
A estranha, agora, tem uma família. 
A nossa será que ainda existe?

28 de novembro de 2016

Preocupado



- Sr. doutor estou muito preocupado... 
Apareceu-me uma pinta amarela num testículo!
- O Sr. que idade tem?
- Oitenta e oito.
- E ainda é sexualmente activo? 
- Graças a Deus, sim.
- Hummm, então não se preocupe... 
Foi a luz da reserva que acendeu.

(Todas do cancioneiro do jovem FerreirAmigo)

BOA SEMANA!

É assim que gostaria que envelhecêssemos


TRÊS VELHINHOS ESTAVAM CONVERSANDO

- Tenho 75 anos - disse o primeiro - mas estou em plena forma.
Só o meu estômago é que anda rateando um pouco. Outro dia comi uma feijoada, acompanhada de umas e outras caipirinhas. E depois me senti meio pesado, sonolento. 

- Pois eu tenho 78 - disse o segundo - e também estou legal, mas acho que minhas pernas andam fraquejando. Ontem eu joguei uma pelada na praia, depois nadei uns três quilômetros. À noite, minhas pernas estavam um pouco doloridas.

- Já eu, que tenho 80 anos - disse o terceiro - não sinto esses problemas. Mas minha memória está começando a falhar: ontem, de madrugada, eu bati na porta do quarto da empregada; ela acordou assustada e falou:
"QUE É ISSO, SEU JOSÉ ? 
QUER DAR MAIS UMA????"

A VELHICE É UMA MERDA!


Um casal passa a lua-de-mel em uma linda cidade. 
Numa casa de espectáculos pornô o letreiro anuncia:
'HOJE, O FABULOSO FRANCISCO'.
Entram e o show começa com FRANCISCO, 39 anos, numa cama com uma louraça, uma morenaça e uma ruivaça, que ele traça uma a uma..... e depois repete.
As três mulheres, exaustas, deixam o palco, enquanto FRANCISCO agradece ao público, que aplaude efusivamente, de pé.
Sob o rufar de tambores, uma mesinha com 3 nozes é colocada bem no centro do cenário.
FRANCISCO quebra as 3 nozes com o pénis, com pancadas precisas.
O público vai à loucura e ele é ovacionado por vários minutos! 
Passados 25 anos, para recordar os velhos tempos, o casal decide comemorar as bodas de prata na mesma cidade.
Passeiam pelos mesmos lugares e, diante da mesma casa vêem, surpresos, o cartaz:
 'HOJE, O FABULOSO FRANCISCO'.
Entram e, no palco, quem está lá?
O FRANCISCO, agora com 64 anos, enrugadinho, cabelos brancos, traçando 3 mulheraças com o mesmo pique.
Não dá prá acreditar!
Quando os tambores começam a rufar, é colocada no centro do palco a mesma mesinha, agora com 3 cocos, e ele os quebra com o pénis com a mesma precisão.
Boquiaberto, o casal vai ao camarim para cumprimentar pessoalmente o fabuloso FRANCISCO e, curiosos, lhe perguntam o motivo da mudança das nozes para cocos.
Meio sem graça, ele responde:
A VELHICE É UMA MERDA!
A VISTA ESTÁ FRACA E NÃO CONSIGO ACERTAR NAS NOZES. 

25 de novembro de 2016

Humor às sextas-feiras




Cada vez mais uma questão de fé...


O primeiro pokémon a ser apanhado









Um americano postou no face: 
"Com a vitória de Trump, espero que ele não deporte minha sogra, imigrante ilegal, que mora no Brooklin, na Lincoln Street 200, bloco 1A, flat 16"

Aviso sério:





“As mulheres só não dominaram o mundo,porque ainda estão tentando decidir a roupa certa para a ocasião”.

BOM FIM-DE-SEMANA!

24 de novembro de 2016

Projecto de lei nas Filipinas reduz maioridade penal para os nove anos


Por entre os muitos populistas, demagogos, tresloucados, perigosos, Rodrigo Duterte, Presidente das Filipinas, ocupa um lugar de (triste) destaque.
As barbaridades a que tem dado origem e guarida parece não terem fim e não conhecerem limites.
Agora uma ideia absolutamente aviltante, apresentada pela Câmara dos Representantes das Filipinas, com o apoio de Rodrigo Duterte, um projecto de lei que é uma afronta ao mais básico humanismo, um projecto de lei que restaura a pena de morte e que fixa a maioridade penal nos nove anos de idade.
Rodrigo Duterte terá proposto doze anos, os seus aliados querem ir mais longe e chegar aos nove.
Tudo porque crianças, inocentes e em situação económica e social altamente vulnerável, são exploradas como correios de droga.
Típico dos grandes populistas e demagogos, não se procura combater as causas que levam essas crianças a arriscar a vida para poderem, elas próprias e as suas famílias, sobreviver.
O que hipoteticamente se vai combater, atirando para os calabouços sabe-se lá por quanto tempo, crianças de nove anos, inocentes que não têm o direito de ser crianças e de crescer em paz e harmonia, é o tráfico de drogas.
Não atacando os que promovem esse tráfico, os barões da droga, aqueles que enriquecem pecaminosamente explorando inocentes, antes atacando esses pobres inocentes que são explorados, sem defesa, sem direitos, sem vida, sem nada.
Esqueçam-se todas as convenções que vinculam o Estado filipino, esqueçam-se os mais básicos direitos das crianças, esqueçam-se o humanismo e a decência.
Com gentalha como Rodrigo Duterte, todos os Rodrigo Duterte, o Mundo está efectivamente a transformar-se num lugar cada vez mais perigoso e mal frequentado.

Intemporais (53)

23 de novembro de 2016

Pãozinho sem sal


E vão três empates consecutivos, um dos quais a deixar o Benfica respirar mais tranquilamente e outro a ditar a eliminação precoce da Taça de Portugal através da marcação de pontapés da marca de grande penalidade.
Nuno Espírito Santo fala na falta de sorte, no desempenho dos árbitros, numa equipa em crescimento e ainda muito inconstante.
Com toda a sinceridade só as últimas me interessam.
No final de Novembro, com tanto tempo já decorrido, a sensação que fica é que Nuno Espírito Santo ainda não conseguiu formar uma equipa forte, mandona, vitoriosa, regular.
A repetição constante do slogan "Somos Porto" parece que ainda não resultou.
Pelo menos ainda não resultou numa equipa com o espírito lutador e ganhador que caracterizou o Porto durante muitos anos e que anda arredio do Estádio do Dragão há já três anos.
O Porto que se viu em Copenhaga não foi o Porto do slogan "Somos Porto".
Foi uma equipa que se mostrou incapaz de bater um adversário que anda bem longe da alta roda do futebol europeu e com isso garantir o apuramento nesta edição da Liga dos Campeões, foi em boa verdade o Porto que se tem visto frequentemente , uma equipa ainda em formação, com um plantel muito jovem, sem calo, sem matreirice, sem o killer instinct que é fundamental neste tipo de jogos e competições.
E é agora um Porto de calculadora na mão.
Se é verdade que a equipa só depende de si própria para garantir uma vaga nos oitavos-de-final desta edição da Liga dos Campeões, não é menos verdade que vai ter que jogar contra um já apurado Leicester e estar de ouvido no que se passa na Bélgica para conseguir o apuramento num grupo francamente nada complicado.
Se, em termos financeiros e de prestígio, esse apuramento é importante, a realidade é que fica a sensação que, desportivamente, para este plantel e esta equipa, a Liga Europa talvez não fosse uma má alternativa. 

A confissão do padre