24 de fevereiro de 2017

Vanda, Vilma e Valéria


Três irmãs, Vanda, de 85, Vilma, de 83 e Valéria, de 80 aninhos de idade, viviam na mesma casa.
Uma noite, Vanda, a de 85, começa a encher a banheira para tomar banho; põe um pé dentro da banheira, faz uma pausa e grita:
- Alguém sabe se eu estava entrando ou saindo da banheira?
A irmã Vilma, de 83, responde:
- Não sei, mas vou já subir aí para ver!
Começa a subir as escadas, faz uma pausa, e grita:
- Eu estava a subir ou a descer as escadas?
A irmã mais nova, Valéria, a de 80, estava na cozinha a tomar chá e a ouvir as suas irmãs.
Balança a cabeça e pensa:
- Que coisa mais triste! Espero nunca ficar assim tão esquecida...
E, prevenida, bate três vezes na madeira da mesa, e grita:
- Vou já ajudá-las, mas antes vou ver quem está a bater à porta!

Pessoal, agora também já não sei...
Será que eu estou a publicar ou a receber este e-mail ? 

BOM FIM-DE-SEMANA!

Viagra


O compadri vai ao médico de família lá do lugar e pergunta:
-Atão, doutori , o que é Viagra?
-É um medicamento que serve para fazer amor quatro, cinco vezes num dia.
-Ah! Atão é para acalmari, não?


Colonoscopia


Um tipo vai ao médico fazer o exame de colonoscopia.
- Faça favor de se despir da cintura para baixo ! - diz o médico.
O paciente avança para a zona da marquesa. 
- Doutor onde é que eu coloco as calças ?
- Pode colocar no cabide junto às minhas !
- ??????

23 de fevereiro de 2017

Arrivederci Porto


O discurso politicamente correcto, a vontade de dar o máximo, de fazer o melhor, não podem fazer esquecer o óbvio - o percurso do FC Porto nesta edição da Liga dos Campeões só tem mais um jogo.
Será em Turim e será a confirmação da eliminação da equipa portuguesa às mãos do eterno carrasco italiano.
Nunca o Porto ganhou à Juventus, não será agora que isso vai acontecer, ainda para mais por uma diferença de dois ou mais golos.
Dizer que a este nível não se pode cometer erros é afirmar o elementar.
Mais ainda quando do outro lado está uma equipa experiente, matreira, cheia de manha, com executantes de grande qualidade.
Nunca se saberá o que seria esta eliminatória se Alex Telles não fizesse a asneira estúpida de se ver expulso em dois minutos.
O que se sabe é que, após essa expulsão, o jogo e a eliminatória mudaram por completo.
Nuno Espírito Santo procurou equilibrar a equipa optando por ficar sem um dos avançados (André Silva) para fazer um entrar um lateral (Layun).
A equipa inicial já indiciava algumas cautelas (Rúben Neves ao lado de Danilo no meio campo), essas cautelas tornaram-se ainda mais evidentes com esta substituição.
E a Juventus mostrou que conhece bem a sabedoria popular portuguesa - água mole em pedra dura...
Com paciência, inteligência, foi moendo o Porto até desferir dois golpes fatais no espaço de dois minutos (duas vezes espaços de dois minutos a resolverem a eliminatória).
Resta ao FC Porto procurar deixar boa imagem em Turim para se despedir com dignidade desta edição da Liga dos Campeões.
Pensar em mais que isto é pura ilusão.

Intemporais (63)

22 de fevereiro de 2017

Salas de fumo nos casinos - win win situation


Estudos e mais estudos, consultas e mais consultas, inquéritos e mais inquéritos.
O processo de possível erradicação total de fumo nos casinos de Macau envolveu todas estas peripécias.
Finalmente parece que se chegou a uma solução, a um entendimento, ao tão ambicionado consenso.
Dialogar, pensar em soluções que possam ser aceites por todos, é sempre possível e normalmente dá bons resultados.
A hipótese de criar salas de fumo no interior dos casinos, com melhores condições técnicas que as actuais,  avançada pelas seis operadoras em conjunto, pela voz de Ambrose So, parece ter colhido frutos junto do Executivo.
A proibição total de um vício, num local de vício, sempre pareceu demasiado radical e hipocritamente puritana.
Na qualidade de ex-fumador, e de alguém que passou a não suportar o fumo do cigarro, sempre me pareceu que se estava a ir longe demais quando se falava em "Macau cidade livre de fumo" (dos cigarros, porque outros fumos são muito mais teimosos e não desaparecem...).
O fumador deve ser livre de fumar.
Na medida em que a sua liberdade de fumar termine quando começa a liberdade de não fumar, e não ser incomodado pelo fumo, dos não fumadores.
Foi isso que me ensinaram desde tenra idade e que deve ser aplicado a todos os domínios da vida em sociedade - a minha liberdade acaba lá onde começa a liberdade dos outros.
E é precisamente isso que é agora proposto ao Executivo de Macau - o fumador terá liberdade para fumar desde que o faça nas salas criadas e melhoradas para esse fim, sem incómodos para os não fumadores, sejam eles frequentadores ou trabalhadores dos casinos.
Win win situation.

Sapatilhas em burel e cortiça da Berg premiadas na ISPO


A Berg Outdoor recebeu o Prémio de Inovação da ISPO, a maior feira de artigos desportivos do mundo, na categoria de footwear lifestyle. 
As sapatilhas Jindo Burel são feitas em Portugal com materiais naturais e recicláveis, incluindo dois tipicamente portugueses: o burel e a cortiça.
Distinguidas pela organização pela sua “funcionalidade, estilo e características ecológicas”, as Jindo Burel são altamente resistentes, repelem a água, regulam a temperatura, têm flexibilidade, respirabilidade e um conforto premium.
Com a parte superior em burel e cortiça, sola em borracha, cordões em algodão e forro em pele, as sapatilhas estarão à venda a partir de Setembro deste ano e custarão 99,95 euros.
Miguel Tolentino (na foto), Managing Director da marca, diz que acima de tudo a Berg está orgulhosa do prémio conseguido: “estamos muito entusiasmados, orgulhosos e confiantes”.
Não sendo a primeira vez que arrecadam distinções na ISPO, Miguel afirma que a inovação “já está no DNA da marca”, sendo que este prémio tem um sabor especial, por as Jindo Burel utilizarem “produtos tradicionais e ligados às nossas origens”.

21 de fevereiro de 2017

Reagir a propostas com exigências


A Associação de Mútuo Auxílio dos Condutores de Táxi voltou ontem à carga com  um possível ajustamento dos preços da bandeirada, um reajustamento da distâncias percorridas, uma tarifa adicional a praticar nos três primeiros dias do Ano Novo Lunar.
A Associação mais não faz que retomar propostas que tinha feito no Verão passado e que não terão tido resposta ou a resposta pretendida.
Não vou chover no molhado e repetir aqui todos os problemas que teimam em verificar-se no serviço de táxis em Macau.
Já cheira mal, já tresanda, e parece que não há quem seja capaz de varrer de vez a porcaria.
O que vou sugerir é um aproveitamento desta proposta da Associação de Mútuo Auxílio dos Condutores de Táxi para apresentar uma contra-proposta.
Que tal dar aos operadores do sector, condutores e donos dos alvarás, um período experimental, digamos que até final do ano, para promoverem todas as alterações (não é só mostrarem vontade, é promoverem alterações mesmo!) que de uma vez por todas acabem com a vergonha que é o serviço de táxis em Macau para depois, então sim, aumentar a bandeirada, repensar distâncias, pensar até em outras regalias para os operadores do sector?
O Executivo nem precisava de tomar uma iniciativa que já há muito devia ter tomado.
Bastava-lhe navegar a onda que a Associação insiste em fazer chegar à Praia Grande.

FÁTIMA DÁ PARA TUDO (1) Frei Bento Domingues, O.P.



1. Estou sempre a ser interrogado sobre as razões da vinda do Papa Francisco a Fátima. A resposta também é sempre a mesma: não sei. A adivinhação nunca me fez companhia. De qualquer modo, dentro de poucos meses, já estaremos a interpretar as declarações do peregrino Bergoglio. Toda a gente tem, no entanto, direito a conjecturas, filhas de desejos e receios. Há quem diga que, em Portugal, os bispos e os padres não são conhecidos pelo seu entusiasmo com a linha reformista do Papa Francisco e que as dioceses e paróquias se ressentem muito desse minguado interesse. Além disso, consta que existem grupos organizados para resistir às novidades deste argentino.
Se assim for, não estaremos a ser muito originais. Ana Fonseca Pereira, no Público da passada segunda-feira, deu uma boa amostra das manobras da oposição organizada ao Papa Francisco, ao mais alto nível, e robustecidas pela eleição de D. Trump. Nesse sentido, a peregrinação a Fátima – seguindo uma tradição que já vem de Paulo VI – teria uma significação de grande alcance. Fátima não é o melhor símbolo do esquerdismo católico, mas a multidão que se vai concentrar a 12 e 13 de Maio, em Fátima, apoiada pelos grandes meios de comunicação social, não vai mostrar, apenas, que Fátima continua a ser a maior peregrinação do Ocidente, com ecos em todos os continentes. Não poderá esse fenómeno religioso converter-se num dos grandes focos da nova evangelização e de uma Igreja de saída para todas as periferias existenciais? Fátima cheira a povo. As denunciadas manobras clericais já apanharam o fenómeno da Cova da Iria em movimento. Conseguiram enquadrá-lo, moldá-lo, limpá-lo das suas expressões mais rudes e supersticiosas, mas cada peregrino é que sabe o sofrimento e a desolação, a esperança e a graça que motivaram as promessas mais insólitas e o seu cumprimento doloroso. Obedece a razões que excedem o registo da razão. Cada peregrino vive Fátima à sua maneira, sem pedir licença a ninguém. É legítimo perguntar: não poderá a ancestral cultura do sofrimento ser iluminada pela alegria do Evangelho?
O Papa talvez não se vá contentar apenas em fazer coro com o comovente e nostálgico cântico do adeus ou com a inesquecível procissão das velas. Segundo o Evangelho de S. João, o Novo Testamento (NT) começou com uma festa atribulada. A grande conversão não foi a da água em vinho, mas a de Maria que, de mãe de Jesus, passou a ser sua discípula. Assumiu e interiorizou de tal modo o projecto do seu filho que, junto da cruz, Ele a encarregou de cuidar dos discípulos. Para sempre.
Não seria de estranhar que o Papa lembrasse àquela imensa multidão: aprendam, com Maria, a ser discípulos de Jesus e da sua missão, membros de uma Igreja de saída. Esta seria a grande conversão mariana de Fátima.
2. Desejos são desejos. Fátima é futuro, mas também 100 anos de história e sobre ela já existem muitos pontos de vista, muitas interpretações.
No Público (P2) do Domingo passado, António Araújo, elaborou um dossier – Fátima 100 anos – no qual não faz, apenas, o registo e o balanço das obras recentemente editadas sobre um fenómeno que continua a ser intrigante. No seu estudo, põe de lado as obras de simplismo laudatório e condenatório e manifesta, na sua análise, que já existem condições para o exercício de um olhar ponderado, crítico, que exerce com grande mestria.
Eu não posso ser um bom estudioso de Fátima porque acompanhei, muito de perto, o modo como as chamadas aparições criaram uma cidade e um apreciável volume de negócios, mas também a forma como se tornou o centro religioso do país e não só, a ponto de, por vezes, não se saber se o Vaticano se transferiu para Fátima ou Fátima para o Vaticano. É um corredor que já tem história.
Poder-se-á dizer: e que mal tem isso e como poderia ser de outra forma? O Anjo apareceu em Fátima, mas os peregrinos não são anjos.
3. Às vezes aborrece-me, outras dá-me para rir quando se pergunta se Fátima é milagre ou construção, embora tenha de louvar a seriedade do trabalho de Patrícia Carvalho acerca dessa mesma questão. Porquê?
O cardeal Ratzinger repetiu, em Fátima, a conhecida distinção entre revelação pública e privada, para não colocar ao mesmo nível o que se passou na Cova da Iria com os acontecimentos narrados e interpretados no NT. Fátima não pertence ao Credo Católico. Mas nunca me esqueço da observação que o filósofo Gabriel Marcel fez, em Fátima, aos estudantes dominicanos, muito críticos das fantasiosas narrativas das aparições feitas pelos pastorinhos: se foi Nossa Senhora que apareceu, deve ter liberdade para se manifestar como quiser; não tem que vos pedir conselhos.
O cristianismo é incompreensível sem a fé na Ressurreição, isto é, que a morte não é a última palavra sobre o destino humano. Mas nunca me pareceu que, com a morte, Jesus Cristo, a sua mãe e os discípulos de todas as épocas, tenham ido para férias eternas. Acredito que os que morrem são acolhidos, já neste mundo, no Deus do puro amor. S. Paulo lembrou, em Atenas, que foi um gentio a escrever que é na divindade que vivemos, nos movemos e existimos.
Muitos místicos confessaram as revelações divinas que viveram. Creio que, se estivéssemos atentos ao que se passa no interior de cada um de nós, poderíamos saber ler os sinais que Deus nos faz e os que lhe procuramos dar ou recusar, pelas nossas obras de misericórdia e oração.
É por esquecermos que o Reino de Deus está dentro de nós, acolhido ou recusado, que mandamos os nossos mortos para o mundo do esquecimento.
Ainda que nos esqueçamos deles, eles nunca se esquecerão de nós. São eternos colaboradores da sua paixão.
A continuar. Fátima dá para muito mais.
in Público 19.02.2017

20 de fevereiro de 2017

Mulher nua no bar


A mulher entra no bar nua e pede uma cerveja.
O dono do bar olha-a dos pés à cabeça, depois vai ao frigorífico e pega uma cerveja geladíssima.
Ela toma rapidamente e pede outra.
O dono do bar olha para a mulher, olha, olha, olha, fica a olhar, olha e olha de novo, até que a mulher diz:
- O senhor nunca viu uma mulher nua, não?!
E o dono do bar tranquilo responde:
- Ver eu já vi, só estou a tentar perceber de onde você vai tirar dinheiro para pagar as cervejas.

BOA SEMANA!

Eu tinha tudo!


Um homem decide desabafar com um amigo:
- Eu tinha tudo!
Dinheiro, uma casa bonita, um carro desportivo, o amor de uma linda mulher, e então… tudo acabou.
- O que aconteceu? – perguntou intrigado o amigo.
Explica o homem:
- A minha mulher descobriu.

Casa só para cristãos


Um homem colocou um classificado no jornal:
“Tenho casa para arrendar - somente para cristãos”.
No dia seguinte apareceu um interessado.
O dono da casa, um homem muito mal encarado, atendeu e disse:
- O que é que o senhor deseja?
- Quero arrendar a sua casa. – respondeu o visitante.
Diz o homem:
- Ok, ok! E qual o seu nome?
Responde o interessado:
- David Rosenberg!
Diz o senhorio:
- Não, não e não! Eu não arrendo casa a judeus! O senhor não sabe ler? Não viu escrito no anúncio que é casa só para cristãos?
Explica o interessado:
- Eu vi! E é verdade que sou judeu, mas também sou cristão…
Diz o senhorio:
- Está parvo ou quê? Pensa que sou estúpido? Não existe judeu cristão!
Insiste o interessado:
- Mas eu garanto-lhe que sou judeu e sou cristão.
Então diz o homem:
- Ah, é?! Então vou fazer um teste para ver se você é mesmo cristão!
– E começa o questionário:
– O que é que tem dentro da Igreja Católica?
- A sacristia … – responde o interessado.
- Mais o quê? – pergunta o senhorio.
- Tem o Santo Sudário – responde o interessado.
- Mais o quê? – pergunta o senhorio.
- Tem o altar …. – responde o interessado.
- Mais o quê? – pergunta o senhorio.
- Tem o confessionário…. – responde o interessado.
- Jesus é filho de quem? – pergunta o senhorio
- De José! – responde o interessado.
- E de quem mais? – pergunta o senhorio.
- De Maria… – responde o interessado.
- E onde Jesus nasceu? – pergunta o senhorio.
- Em Belém – responde o interessado.
- Eu sei que foi em Belém! Eu quero saber do local da casa! – pergunta o senhorio.
- Não era uma casa! Era um estábulo. – responde o interessado.
- E por que num estábulo? – pergunta o senhorio.
E, farto das perguntas, responde o interessado:
- Porque naquela época, já existia um filho da p*ta igual a você, que não alugava casa para judeu.

17 de fevereiro de 2017

Manual do Morcon (ediçon rebista) XXX



Manual do Morcon
Dicionário da Língua Romantica Portuense 
Ediçon rebista e aumentada com nobos bocábulos e dezenas de locuções da ribeira e balorizada com uma lista de raízes do noroeste da península ibérica, da region compreendida entre a circunbalaçon e o rio douro, delimitada a poente pelo Oceano Atlântico mais o enclave da Afurada. 

A

Abafar a palhinha - O mesmo que abafar a palheira, ou seja ocultá-la em qualquer lugar.
Abécula - Pessoa cheia de perícia e muito despachada, mas a quem o sistema não permite que estas qualidades se revelem. Abiar - Andar de abion. 
Aberraçon - É a capital ser o Norte e estar no Sul. 
Aborto - Um bocado pior que uma chica (ber esta palabra). Abrunhosa - Grande músico, mas que non tem a certeza se há-de *oder ou non. 
Abufadeira — Aplique colocado no cano de escape dos gaiolos (ber esta palabra) para fazer mais barulho e atrair as chocas (ber chocas). 
Também se usam muito nas regiões limítrofes da Inbicta, como Sra. da Hora, Padron e Labra. 
Acaçar (Anda-me) – Resposta dada por uma jobem ao motorista das camionetas com destino a Bilar do Andorinho, quando a referida camioneta já está em andamento. 
Achantrar — Conquistar chantrona. Comer de borla à custa de uma desgraçada. Chambrear um binho maduro que custe mais de cento e cinquenta paus, para impressionar a parceira. Adubar (o grelo ou os tomates) - Limpar o cu de trás para a frente. 
Académico - Sócio da Académica. 
Amo-te – O mesmo que: “Hei-de *oder-te a massa toda”. 


Bacanal – é arranjar umas bacanas, dar umas &odas e ter muito cuidado para non ser confundido e enrabado. 
Badalhoca - A que toma banho todos os dias. As outras son piores. 
Badalo — C@r@lho cansado ou com depresson e ar triste, sempre a olhar para o chon. 
Batalha (Bai no) - resposta que se leba quando se pergunta se son três pratos, querendo pagar só um. 
Banal - Coisa exótica que se biu milhões de bezes. 
Baselina - Lubrificante que sai mais caro que a margarina ou o unto. 
Basilha da desgraça - O mesmo que catraio ou máquina fotográfica, ou seja, garrafon de cinco litros.
Bai pró *aralho – Antítese do que se pode pensar, ou seja “Hoje non tens direito a nada”. 
Bedum - Biscosidade que se forma no meio dos dedos dos pés, nas brilhas e em volta do pescoço. Raspa-se com as unhas.
Bêeme – a biatura de sonho de qualquer morcon. 
Bela — Emprega-se muito para os lados da Sé, na adibinha: “A Bela preguntou por ti - Qual bela? - A bela pica!”.
Beloso (Rui) - Grande músico! Num tinha nada que ir ao baile a Balbom. 
Benfica - O mesmo que abstinência, quando joga em casa. Bentas - Por onde se assobia às gajas. 
Berga - Pela sua força é que se bê se é preciso comprar biagra ou non. 
Beste seler - Palabra de origem Americana que significa que tem muita saída e rende mais de quatro contos e quinhentos por dia. 
Bianal - Acontecimento que se repete de dois em dois ânus. 
Bibrador – Oh, balha-nos Deus! Para quê ? Isto non é Lisboa. Aparelho sexual a pilhas, para colmatar a fome entranhada. Com pilhas alcalinas redobra a bibraçon, mas non altera o tamanho. Bende-se em sex xopes. 
Bicha - Paneleiro ou artista da capital. 
Bicho mau - Ameaça que as mães fazem às criancinhas quando recordam uma má experiência. 
Bico - o mesmo que bochecho, mas mais caro. 
Bitorinos - Sapatos de pele fina e delicada de #ona de andorinha, usados pelos gajos selectos. Os cagões usam botas de matar a barata no canto da sala.
Bitri - Dar duas por trimestre. 
Boa Noba — Quecódromo em Leça da Palmeira, generosamente iluminado pela dinâmica Cambra Municipal local, onde o romontico António Nobre aprendeu a escreber.
Bó-Bó - É perguntar ao Manuel de Oliveira.
Bocábulo - Palabra que designe qualquer coisa que se possa pôr na boca, como caramelos, grelos ou o &aralho. 
Bochecho - O mesmo que broche, mas de maior dificuldade em aplicar na lapela. 
Bordas - De dentro para fora é onde começa a *intinlheira. De fora para dentro é onde acaba. 
Bordinhas - as bordas de dentro. Já falta pouco para chegar ao grelo, a non ser que os óculos estorbem. 
Boton de rosa — Sintoma de bista cançada. Engano frequente quando se quer chupar outra coisa e a bista non ajuda. Na época dos figos deixa grainhas no meio dos dentes. 
Bonito - O amor é muito bonito. Diz-se quando um cheque non é careca. Dizse também dos sabonetes Ach Brito na expresson: ”Bonito bonito, son os sabonetes Ach Brito”. Nas Fontaínhas há uma berson semelhante: “Bonito bonito, son os #olhões a bater no pito”. 
Bosta – matéria betuminosa que se agarra com facilidade à cachola da &iça (ber em cachola).
Broche - Há para todos os preços e de bários feitios, dependendo do material. Usa-se na lapela. 
Brochemi - Palabra que se usa quando as estrangeiras estão a ladrar e a gente não entende umc@r@lho do que elas dizem e no fim perguntam: “Do iu minite?”. Nesse caso responde-se logo: “Ifiu brochemi” 
Bufa - Peido embergonhado sem acompanhamento musical, que se manifesta por odor acentuado. Nunca se largam quando só estão duas pessoas, pois pode ser-se descoberto. 
Bulir (toca a) - Ir para o café ber o futebol e enfiar uns tubos. Bunda - A peida das Brasileiras e dos Lisboetas.

C

Cabacos (Apanhar) – Posiçon de elevado rendimento, aprobeitando o tempo para encerar o soalho, por exemplo.
Cabeçote – Pequena cabeça da pica. Cularinho de padre. 
Cachola – Pequena cabeça da pica (ber em morango). 
Cagança - Conjunto de adjectibos materiais que embelezam um morcon, a saber: biatura ligeira com jantes especiais e abufadeira e rádio leitor de cassetes roubado nas Fontainhas, calças e bluson de ganga com um dragon nas costas e óculos escuros, a que se junta um maço de tabaco Marlboro com SG bentil lá dentro. O cagão, de três em três paços, dá uma coçadela nos *olhões e puxa as calças do rego do cú. Bai largando umas farpas pelo caminho. 
Cagon - Que manda cagança com fartura. 
Cagona - O mesmo que mijona. Este termo emprega-se mais na zona de Francos. 
Camisa de bénus - despesa que encarece a *oda, mas que faz poupar no permanganato. 
Canzana (À) - O mesmo que apanhar cabacos (ber esta palavra) mas com uma mordidela no pescosso. 
Capital da Cultura 2001 - Ebento cultural onde, para pendurar um quadro a óleo na parede, são necessárias binte betoneiras de cimento. 
Carago - O mesmo que c@r@lho, mas poupando-se as letras “LH” para aplicar em “Fio da puta”. 
C@r@lho mais belho – A última estaçon do metro de superfície. 
Caralhete - O mesmo que antec@r@lho ou meio c@r@lho. Dá meias *odas. 
C@r@lho - O pai de nós todos assume nesta region um afecto carinhoso, como por exemplo: “És linda como o c@r@lho”. Utiliza-se por tudo e por nada, está na boca de todos os locais e é utilizada como partícula de afirmaçon, tal como no exemplo dado. 
Catrafoda-se – Non correu mal de todo! 
Casa do C@r@lho - A penúltima estaçon do metro de superfície. 
Catraio - Garrafon de cinco litros que se transporta no carrinho do bebé, indo este ao colo se for lebezinho. Se for pesado, leba-o a abó. 
Cerbeja sem Álcool – É ir ao baile e passar a toda a dançar com a irmã. 
Chafurdar - É quando a gaja está com muita lubrificaçon, começando a fazer “choque choque”. 
Chamada local – Broche (ber esta palabra). 
Chantrona – Assistente de bordo em qualquer penson da rua do Almada ou Bomjardim. 
Chatos - Praga inbersamente proporcional ao preço da &oda. Choca - A mulher ideal. Bê todas as telenovelas com a mãe e non gasta mais de 300 paus em cada litro de perfume. 
Chocho – Beijo enjoatibo. 
Cheio (Em) - O mesmo que: “Desta bez acertei, c@r@lho!” Chupaba-te todo – Frase de cariz romontico que significa: “Ficabas sem um toston, meu grande filho da puta!” 
Chubeirinho — Quando ela se engasga ou tosse após ter executado o prato mais barato (ber prato). 
Cobiça – A &iça do bizinho. 
Coitada - #odida, mal #odida ou por #oder. Que praticou ou foi bitima de coito. 
Coitado - Que pratica o coito com a regularidade aconselhada pelo Baticano.
Crica - A *ona das Lisboetas. 
#olhões – O mesmo que &uilhões, mas enche mais a boca. #onassa - #ona que ameaça e que até mete medo à dona. 
#ona – Ao contrario da expresson moura “#ona da mãe”, nesta region, por queston de precauçon, diz-se “#ona da tia”.Usa-se muito raramente. 
Condomínio pribado - Que é só dela. 
Costelas da pica - A armaçon do teson (ber teson). 
Cu - Comida de rico. Algumas bendedeiras do Bolhon dizem que é só para o marido. 
Cu de judas — A antepenúltina estaçon do metro de superfície. Cufinanciar – Pagar para ir ao cu. Estaba-se mesmo a ver! Culateral - Enrabar de esguelha. 
Cuecon – Grandes cuecas que comportam selo (ber esta palabra) acima de binte e sete e quinhentos. 
Culaborar – Cu a trabalhar ou laborar. Dizem que é como cagar para dentro. 
Cumunidade – Forma errada de escreber “comunidade”. Cu com imunidade ou humidade. Non é de fiar nem enfiar muito. 

D 

Dar - Num mundo em que non se dá nada a ninguém, ainda há quem queira dar umas #odas, Quem as leba, gosta sempre de receber. 
Daune loude – Expresson utilizada pelos estudantes de informática quando engatam uma estudante de letras e, não tendo dinheiro para a penson, a lebam de carro para a Boa Noba e dizem: “Faz-me um daune loude”. 
Donzela – Qualquer baca que #oda mais de dez bezes ao dia. 


Ecuménico – Debe ser um maníaco de Lisboa. 
Émeil – O mesmo que “é meu”, mas ligado à Internet. Expresson originária da Afurada, quando uma moça quer conquistar um gajo que atrabessou o Douro na embarcaçon “Flor do Douro”. 
Encabadela – Enfiada no cu. Pratica-se essencialmente nas empresas. 
Enfastiada – Que acha que pode levar mais de cinco contos e abaixo disso non fala. 
Encabar – Enfiar com sucesso, ou no Bom Sucesso. 
Enfastiado – Com bontade, mas sem dinheiro. 
Enrabar – Saber mais que o apresentador dos concursos de telebison. 
Esporra – Matéria prima para o chubeirinho. 
Esporradela – Faz andar em barco à bela.
Emprenhar – Acreditar em tudo o que lhe dizem.
Enconar - Andar, andar e não encontrar nada. 
Enfiar – “Enfiaba-lha toda”. Expresson muito usada quando non há hipóteses de enfiar nada. 
Engonhar - Andar três meses a ber se dá uma de borla. É necessária muita persistência, muito amor ao dinheiro e non gostar muito , para esperar tanto! 
Entrefolhos - Anilha raiada em bolta do olho, onde se aplica o lubrificante. Usa-se muito lá para os lados da Boabista. A expresson “Quem me dera lebar nos entrefolhos” é frequentemente proferida pelas tineijares muito finas e alguns namorados no Foco. 
Erbegues – Seios. Aparecem sempre aos pares, mas o do passageiro costuma ser opçon. 
Errata - O mesmo que ”ei rata”. Grande rata. 
Escafoder - #oder na escada. Consertar qualquer coisa até ficar sem concerto. 
Escândalo - O metro de superfície. Cada bez está mais difícil a bida subterrânea! 
Escola toda (Ter a) - Demorar dez anos a fazer a quarta classe. Esgalhar - Esgalha-se sempre uma ou duas - depende da litratura. (ber esta palabra). 
Explicador (meter) — Non confundir com meter no explicador, pois pode gostar. Meter explicador utiliza-se a seguir à pergunta “Estás a compreender?” e antes de “Lebas no focinho”, desta forma: “Estás a entender. precisas de meter explicador ou lebas no focinho até compreenderes, minha mijona!”. 

F

Farda - Indumentária que se beste para ir de gatas para casa. Farpa - O mesmo que peido ou farpola. Lufada de ar fresco. Após se largar urna farpa é costume abandonar o local, como quem non quer a coisa. 
Fanhoso – Que se faz desentendido para non pagar à gaja. Farelo – farinha grosseira que se forma no colarinho da cabeça da pica quando esta non é arejada uma bez por semana. 
Farfalheira – #intilheira farta e ecaracolada, onde se perde mais de um quarto de hora para encontrar o grelo.
Farpola – O mesmo que farpa ou peido, mas de maior sonoridade e cheiro mais intenso. Começa por chiar com um silvo aflito, atingindo a maturidade mais ou menos a meio da saída, ao fim de dez segundos, começando enton a definhar até se extinguir por completo. 
Filoxera - Pomada para os chatos. 
Filho(a) - Criança de quem se pode ser pai, ou non. 
Filho(a) da puta - Expressom raramente usada. Usa-se mais “grande filha da puta”; Na zona de Campanha acrescenta-se sempre “bouta #oder”. 
#oda-se - Expresson raríssima no burgo. Oube-se em casos muito excepcionais, como quando o glorioso FCP perde com o Salgueiral, o Sporting é campeon ou quando o presidente da Cambra chega a ministro. 
Fodei-bos - Aplica-se em grupo, neste tipo de casos “A puta quer mais de cinco euros? #odei-bos que eu bou-me embora. Bou a Balbom ber se me safo”. 
#oder - Bocábulo pouco utilizado na region e raramente referido ao sexo. No caso da expresson “Bouta #oder” ou “touaqui touta#oder” signfica: ”bou-te esbaziar dois pneus da biatura e tu só tens uma roda sobressalente”. 
Fofa - a palabra utiliza-se sempre em bez de qualquer destas expressões ; “Estás gorda como o c@r@lho”; ‘Já bi baleias mais elegantes”; “Se te dibidisse em quatro, cada uma pesaba cem quilos” ou “Os binte metros de pano para o bestido só deram uma mini-saia, #oda-se!”. 
Fornicar – estrangeirismo Lisboeta que as pessoas menos cultas empregam em vez de “#oder”. 
Fuleiro – Que se abia na falta de melhor. 
Fressura – Bater pratos, ou quem bate pratos. Pratica-se entre duas mulheres de sexo diferente, fazendo uma de homem e outra de paneleira. Tem a bantagem de non se pagar. 
Fressurar – Bater pratos sem partir os ditos. 
Fronha (ou Fronhas) - Referência carinhosa aos contornos faciais, como neste exemplo oubido no Jardim da Cordoaria: “Mandas as fronhas mais bonitas do mundo. Parece que tibeste um acidente de motorizada”.
Fussa (ou Fussas) – Beleza facial mal interpretada. Se a gaja for boa, pode-se sempre enfiar um saco na cabeça. 

G 

Gaiolo - a biatura ligeira do morcon. Tem jantes especiais, abufadeiras e aparelhagem. 
Galdéria - Tola. Que podia ganhar muito mais se tivesse juízo.
Garina – Debe ser de Lisboa, a puta! 
Gargarejo – Faz-se após o bochecho, para afinar a voz. 
Geografia - Saber pôr por ordem as seguintes estações do metro de superfície: Cu de Judas, Casa do C@r@lho, C@r@lho Mais Belho e Santo Obídio. 
Gosma (Andar á) – É querer ser sempre o primeiro a pagar e non lhe aceitarem o dinheiro. 
Grande bico - Acompanha sempre bem um bacalhau. Non confundir com gron de bico. 
Grande c@r@lho (que) - Quando está pequeno e non surge uma justificação satisfatória. 
Grelo - Clitóris mas mais azedo. 
Grelos (Molho de) - Ajuntamento de mulheres, especialmente de professoras. 
Guelra - Diz-se “Ir cheio ou cheia de guelra”, que significa com umas cuecas labadas e sem selo. É também sinónimo de bedum. Gregório (Chamar pelo) - Gemidos soltos durante as primeiras cem bezes que uma gaja ou um roto lebam no cu sem culaborar (ber esta palabra). 
Greta - O mesmo que racha , mas com menos quilómetros de *iça. 

H 

Higiénico - O papel até três utilizações sem deixar secar. Secando dá para cinco. Também o indibiduo selecto (ber esta palabra), que toma banho uma bez por mês. 
Himerrodias - Desculpa para nom lebar no cu nesse dia. Agenda-se para o dia seguinte. 
Homem - “Sou muito homem” - Expresson muito utilizada pelo Toninho da Sé. Há também quem garanta “é de homem, lebei no cu e non gostei”.
Homosexual – Paneleiro da capital ou com curso superior.


Impostor - Que cobra impostos ou coisa parecida e passa multas de estacionamento a torto e a direito para ficar bem bisto na Cambra Municipal. Há quem lhes chame “grandes filhos da puta”. É também o indibiduo que se esforça para ser sério mas non consegue, nem com explicador. 
IPC – Iniciais de “Importante Pa C@r@lho”, que os ingleses traduziram por “BIP - Bery Important Person”.
Impecábel - Que non leba muito dinheiro, sem chatos e sempre a abrir. 
Insossa – Que não distingue muito bem se a tem toda entiada ou non. 


Já – Queca agendada para o dia seguinte, como por exemplo: ” non saias dessa posiçon que eu bou já”. 

L

Lambecon@s - Cão de pequeno porte; Bem penteado e muito trombeiro. 
Lembrar - Usa-se sempre na negativa: “Num lembra o c@r@lho!”. Como por exemplo: ler este manual ou as garrafas de zero bírgula trinta e cinco. 
Libidinoso - Tarado sexual que gosta de ser multado por mulheres polícias.
Litratura - Qualquer publicaçon pornográfica que não custe mais de cento e cinquenta paus.


Mãe - Utiliza-se logo na noite de núpcias em frazes como esta: “A #oder num estás nada mal, mas se num souberes fazer o tacho bais para casa da tua mãe! Oubiste c@r@lho?” 
Maneira (À) - De longe a mais portuense de todas as palabras e que significa; como debe ser, com categoria, com qualidade, enfim á maneira mesmo. Uma #oda á maneira, por exemplo, é uma #oda que non custe mais de um conto e quinhentos , num quarto. 
Mamada - O mesmo que chamada local. 
Mangalho - C@r@lho manguela mas com instruçon primaria.
Marmelada — Sexo birtual praticado nos Jardins do Palácio de Cristal. 
Mercedolas - Biatura de luxo , com motorista da STCP. 
Meia #oda - #oda que se dá a pensar no preço. Consola pouco. Mais bale gastar menos e non pensar nisso. 
Merda - Este dicionário; Expresson muito oubida na zona de Miragaia, quando passa uma puta muito cara:” Biste aquela merda meu?”- refere-se sempre ao carro. 
Micar - Andar atrás das micas. Na expresson “dar o mico” significa “Esqueceu-se de pagar, mas num foi por mal”. 
Micas - Mais ou menos limpas e por pouco dinheiro. 
Minete - Francesismo equibalente a trombar ou a chupar o grelo. Curiosamente, o minete é daquelas coisas que ninguém faz mas aparecem todos feitos. Parece impossíbel! 
Moina - Que gosta muito de trabalhar, mas que só procura emprego depois das seis, sujeitando-se a rondar pela Rua Escura. 
Moinante - Moina mais lento e com mais currículo. 
Mon (À) - O mesmo que “Num fazes mais barato, c@r@lho!”. 
Morcon - Debem ser todos, pois todos os locais acham que os outros o son. Debe no entanto haber excepções pois, caso contrário, non se reproduziriam. 
Morder - Comer com os olhos e a alguma distância. Morder um cú, por exemplo, non tem nada a ber com o pôr lá um dente! 


Nalgas - As bochechas do cu. Com umas calças à maneira (ber esta palabra), qualquer trambolho fica uma categoria! 
Ninfomaníaca – Artista de bariedades. 
Nojo (Meter) - Andar de gaiolo muito debagarinho, sem deixar ninguém ultrapassar. Se alguém tentar ultrapassar, acelera-se a fundo até os pistões sairem pelas abufadeiras. 
Norte - Coisa pouca ou pequenina, que se perde com facilidade. Se o mundo não estibesse birado ao contrário, era o Sul. 
Num me #odas - Precisamente o contrário. Frase de desânimo proferida pela parceira quando quer copular e a coisa do parceiro num responde debidamente. 

O 

Oral - Sexo de boca (tanga!). 


Pachacha – o mesmo que “racha”. 
Padaria - O mesmo que peida, mas muito maior. Este termo encontra-se em expressões como: “mandas uma padaria que debe cagar uns binte quilos de merda por dia”. 
Paneleiro - Coisa rara na Inbicta. Bêm muitos do Chiado, os de cá num son paneleiros, son rotos. 
Parceira - A mulher do bizinho. 
Passarinha - Ao contrário do que seria de supor, é a que não sabe boar. Depois de coçada costuma boar e às bezes nunca mais pousa. 
Patroa – Conjugue; Quadro superior, gerente ou detentora da maioria do capital social de uma casa de putas. 
Peida - Sítio aonde muita gente come em bez de cagar-se. Bá-se lá saber porquê! 
Peido – O mesmo que farpola ou farpa, mas mais bulgar. Lufada de ar fresco, quando se está a chupar um grelo que non é labado há mais de uma semana.
Pénis - C@r@lho mas mais mole. Palabra domingueira que se emprega quando se bai ao médico e sai uma médica que não se conhece. 
Picante - Aplica-se a uma anedota embergonhada. 
Pica - O mesmo que pissa ou pisssa. Depende do tamanho. 
Pintar à pistola - Decapar a cagadeira a jato.
Pintelheira - Que se incendeia com facilidade debido á fricçon.
Pintelho - Que se cola ao bigode com facilidade. 
Pito - Orgon sexual feminino de chupar. 
Plâncton - Alimento das tainhas, que sai pelos túneis do cais da ribeira. Confere-lhes um paladar muito delicado!
Pneu - Usa-se no plural. Quando um par de namorados está na marmelada no Palácio de Cristal e ele repara que ela está cheia de obesidades em bolta da cintura diz muito ternamente, a afagar-lhe o cabelo: “Mandas cá uns pneus que, se num fossem carecas e fossem da marca Mixelin metia-os no automóbel!” Ela responde: “Que romontico, c@r@lho!”. 
Polícia - No sec XVII significaba cagalhon, polho. Actualmente non se sabe bem, mas há uma grande atraçon por mulheres polícias, quando a biatura está bem estacionada (claro!). 
Política – Espécie de reforma antes de se estar reformado. 
Poupada - Parceira que nunca deixa gastar dinheiro suficiente para dar uma #oda á maneira. 
Prato - Cada um dos três do conjunto, a saber: cu, pito e broche. 
Preto - Macho muito admirado por ter um sexo de dimensões imbejábeis, do tipo mangueira. Son todos de fora. 
Prostituiçon - Intuiçon para ganhar dinheiro na cama. 
Psique - Cabeça que anda a ser tratada pelo psiquiatra. 
Psiquiatra - O que trata a cabeça. O reto é tratado pelo urologista. 
Psiquiatria - O que põe a cabeça toda tola. 
Puta - Palabra que se emprega em manifestações de amizade e carinho, tais como: “Meu belo filho da puta”. 
Putabel (Água) - Água que escorre pelas ruas Escura e Banharia abaixo sem ter labado a #ona a nenhuma puta. Mas debia! 
Putatiba - A que gosta de receber antes de trabalhar, non se responsabilizando pela qualidade do serviço. Costumam lebar mais barato. 


Quarentona - Para quem encara a bida de frente é urna trintona em fim de carreira. Para quem encara a bida de trás é a que ainda tem muito que dar até chegar aos cinquenta. 
Quatro - Número par. Aplica-se numa expresson muito oubida na Ramada Alta: “Rachaba-te a #ona em quatro”, que significa: ”Bou a Gondomar e trago-te um Bibrador dois números acima!” 
Que safoda - Quando se perde o último autocarro para ir trabalhar. 
Quecódromo - Local onde se usufrui ao máximo da biatura, se tiber jantes especiais, abufadeiras e aparelhagem. Por bezes leba-se a parceira ou parceiro, depende dos gostos. 
Queixos (cair de) - É mentira! Non se cai, bai-se de gatas! Pode-se fazer de duas maneiras: trombada simples, em que ela fica a comer tremoços ou trombada dupla que é o mesmo que sessenta e nobe.
Quilómetros de Piç@ - Abaliaçon de desempenho de qualquer profissional, non interessando o credo, raça, sexo ou ambiçon politica. 
Quim Barreiros - Interpreta e descrebe a sociedade portuguesa com mais lucidez que o Eça de Queirós ou Fernando Pessoa e é mais sincero, romontico e dibertido. Faz parte da cultura musical dos estudantes da FEUP. 


Rabeca - Tal corno a palavra indica, significa rabeca. Aparece de binte e oito em binte e oito dias e é um descanso durante cinco dias. 
Ranho - Com pouca bontade de ir ás Antas.
Ranhosa - Parceira que non gosta que o parceiro vá ás putas.
Rapidinha - Uma que se dá no intervalo de duas. 
Rebarba - Bontade de non fazer um c@r@lho. 
Rebison (ir á) - Mudar o óleo. No caso das chocas é ir ao médico ber se está tudo bem e tirar as folgas. 
Region demarcada - O mesmo que region da mocada mas delimitada por decreto. 
Reininho - Grande músico que uma noite apanhou uma farda tal que foi para GNR.
Roto - O mesmo que pandeiro. 


Sangue - Usa-se muito para os lados de Campanhã na expresson: “Punha-te a #ona em sangue”, que significa:”Adiantaba-te a menstruaçon se fosse médico, mas, como sou profissional de geston e rentabilizaçon de espaços para parquearnento de biaturas ligeiras, non posso fazer nada.!” 
Selo - Distintibo do proprietário das cuecas que, se non tiber mais de cinco dias, confere ao próprio o epíteto de asseado.
Sessenta e nobe - Opçon sexual para quebras de teson, espondilose e outras doenças da coluna, tal como a primeira. Pratica-se em lugar abrigado, pois os lençois costumam ir sempre com o c@r@lho, ficando a gente ao frio! A frequência da sua prática aumenta com a idade, habendo casos em que a parceira deixa a dentadura enquanto bai ás compras ao Bolhon. 


Tabuleta - Só se aplica no caso: “#odo-te a puta da tabuleta!” que significa: “Parto-te a lousa onde esta afixado o preço das batatas!”. 
Teson - Dá quando o Benfica perde e rebela-se pelo engrossamento das costelas da pica. 
Teson de mijo - Bestir o fato de treino, calçar as sapatilhas e ir correr para a cantareira . Só se faz uma bez. 
Testa - Baixo bentre. Costuma-se aplicar em frases romonticas, no jardim de Arca D’Água, do tipo: “Mandas uma testa que é um regalo! Pareces a minha tia!”. 
Tomates - Forma despudorada de dizer #olhões. 
Trambolho - Serbe muito bem quando non há melhor! 
Três sem tirar fora - É usar três bezes a mesma camisa de bénus para poupar dinheiro para a #oda. 
Tripar - Comer umas tripas debidamente regadas com binho. Tripeiro - Que passa a bida a tripar. 
Trobejar – Peidar de seguida, a bom rimbombar, sem interrupções e com sonoridade suficiente que non enbergonhe ninguém. 
Trombar - Fazer trombada. 
Trombada - O mesmo que cair de queixos.
Trombeiro - Tratador de elefantes. 
Trombil - Fotografia tipo passe, para o bilhete de identidade. 
Tubos (enfiar uns) – canalizar umas superboques, debidamente.
 Tusa - O mesmo que teson mas sem ereçon. Tem um carácter mais intencional e menos funcional. 

BOM FIM-DE-SEMANA!

16 de fevereiro de 2017

Biblioteca Central de Macau


Ontem a Assembleia Legislativa de Macau assistiu a mais um intenso debate acerca do projecto de uma futura Biblioteca Central em Macau.
Pensado para ocupar as instalações do antigo Tribunal e as instalações onde durante muitos anos estiveram sediados os serviços da Polícia Judiciária, o projecto de uma Biblioteca Central, que não existe em Macau, não faz mais que seguir a tendência que se vê um pouco por todo o Mundo - dotar as cidades de uma grande biblioteca, multifuncional, que pode perfeitamente ser complementada com outras bibliotecas de menor dimensão espalhadas pela cidade.
Estive recentemente na Austrália - Sidney, Melbourne e Adelaide.
Curiosamente nas três cidades supracitadas vi grandes bibliotecas centrais, instaladas no coração das cidades (centrais, percebem senhores deputados??!!), em edifícios antigos, recuperados, lindíssimos, que incorporam a biblioteca propriamente dita, espaços de exposição de pintura e artesanato, espaços de restauração, serviços de apoio.
Locais que atraem os residentes e os visitantes, para utilizar a terminologia mais em voga em Macau, agradáveis de visitar e desfrutar.
É isso mesmo que Alexis Tam e Ung Vai Meng querem para Macau.
Porque já o viram noutros locais (sair e ter contacto com outras pessoas, outras culturas, é essencial para abrir a mente...), porque querem que Macau também disponha de um espaço semelhante que seja uma referência na cidade.
Infelizmente temos uma Assembleia Legislativa povoada de mentes tacanhas, de gente que perde tempo a discutir tostões quando não se preocupa minimamente com os muitos milhões que são desbaratados constante e abertamente, beneficiando sempre os mesmos.
Biblioteca Central, senhores deputados.
Centro, o centro da cidade, não os arrabaldes.
Procurem exemplos semelhantes fora de Macau que vão encontrar muitos.
Ficaram três sugestões, muitas mais haveria para apontar e visitar.
Mas para isso é preciso sair de Macau, é preciso ter vistas largas, mente aberta.

Intemporais (62)