23 de junho de 2016

A empatar nos entendemos


Três jogos, três empates, 4 golos marcados, 4 golos sofridos, o apuramento como um dos melhores terceiros classificados.
Sem brilho, sem chama, sem classe, apenas cumprindo os mínimos exigíveis.
É este o balanço que se pode fazer da participação da selecção portuguesa na primeira fase deste Europeu.
Esperava-se mais, adivinhava-se mais.
Mas fica a forte sensação que, neste momento, era muito difícil conseguir mais e melhor.
Num Europeu que já conta com algumas surpresas, que tem tido o equilíbrio como nota dominante, a selecção portuguesa ainda não entusiasmou, ainda não fez vibrar.
Do jogo de ontem fica a nota positiva da recuperação de três desvantagens.
E o aparecimento de Ronaldo (aquele calcanhar é sublime!) num momento particularmente difícil, não só em virtude das críticas ao seu desempenho como também ao seu comportamento.
O célebre episódio do microfone que merece um parêntesis - Ronaldo reagiu (mal) a um vómito em forma de reportagem (???) da CMTV, na qual a memória do seu pai era ofendida (qual é o interesse e o objectivo de um escarro destes num momento de grande tensão ainda estou a tentar perceber), e à quebra de todas as normas de cortesia e segurança que estão estabelecidas para o contacto com os atletas.
Fica também  a óbvia nota negativa de se terem consentido essas três desvantagens, esses três golos.
Segue-se a Croácia nos oitavos-de-final no próximo sábado.
Três dias para recuperar, para fazer aparecer a inspiração e a chama que ainda não se viram.
E a esperança tão portuguesa que melhores dias virão.

Até finais de Julho não haverá blogue.
FÉRIAS!!

Intemporais (35)

22 de junho de 2016

Concordar com a prosa de um gato


Não é nada vulgar concordar com a prosa de um gato.
E é ainda menos vulgar a existência de um gato com (boa) prosa.
Mas este gato, muito conhecido da comunidade que fala português em Macau, é um gato com a língua tão ou mais afiada que as unhas.
Estou obviamente a referir-me ao célebre Pu Yi, o gato que alcançou fama e proveito nas páginas do diário Hoje Macau.
Desta vez o felino jornalista resolveu olhar para os parquímetros em Macau.
Sim, esses mesmo, os tais que não dão recibos aos seus utilizadores, nem qualquer outro comprovativo que substitua o recibo, os mesmos que se entretêm apenas a papar moedas com um apetite cada vez mais voraz, numa operação que deixa sérias dúvidas em termos de legalidade.
Agora com uma peculiaridade que arriscaria afirmar única a nível global - a obrigatoriedade de indemnizar a empresa concessionária nos dias em que decorrerem as Festas Populares na zona de São Lázaro e os parquímetros, e os parques de estacionamento, não esquecer estes, os tais que constituem o objecto do serviço prestado, não puderem ser utilizados.
Não sei, não quero saber, se esta bizarria está contratualmente prevista, se existe alguma  razão obscura que fundamente tão estranho pedido.
Fico-me apenas pela incredulidade de assistir a tamanha mesquinhez, de mais uma vez verificar que, quando alguém quer avançar com uma iniciativa dirigida à comunidade, haver sempre umas vozes de burro que em Macau chegam ao céu.
Os parquímetros não funcionam naqueles dias e a empresa concessionária merece uma indemnização?
A que título??
Tão bizarro e idiota que até um gato percebe!

The DNA Journey

Somos todos primos

21 de junho de 2016

Tempo de repensar as grandes competições futebolísticas


A primeira fase do Europeu de futebol está a aproximar-se do final.
Sem grande espectáculo, sem grandes jogos, sem grandes exibições, com (quase) total ausência das grandes estrelas.
Há já alguns anos a FIFA e a UEFA dizem estar a estudar alterações nas grandes competições, a nível de clubes e de selecções, para evitar aquilo que tem sido por demais evidente e que este Europeu só está a confirmar - esgotados, física e mentalmente, os jogadores chegam a estas competições ansiando pela chegada das merecidas e necessárias férias.
Os organismos que superintendem o futebol mundial têm que perceber, de uma vez por todas, que sobrecarregar os jogadores, especialmente os mais talentosos, com calendários que não lhes dão tempo para recuperarem a nível físico e mental, só agravará o cenário a que estamos a assistir neste Europeu.
Onde estão os grandes jogadores, as grandes estrelas, os grandes desequilibradores?
Arrastam-se penosamente nos relvados no final de uma época desgastante.
Cristiano Ronaldo, tão criticado por estes dias, tem muito boa companhia neste completo apagamento das potenciais estrelas deste Europeu.
A excepção é o pêndulo incansável Andres Iniesta.
Não tenho a solução para este problema.
E a FIFA e a UEFA parece que (ainda) também não.
Mas têm que a encontrar depressa partindo do óbvio - os atletas, por mais bem preparados que estejam, não são autómatos.
E chegam a estas competições, especialmente os mais dotados, completamente esgotados.

Uma liçao de economia


Um casal chega a um hotel e pergunta quanto custa um quarto para o fim de semana. 
O recepcionista responde que 100 euros pelos 2 dias.
- Muito bem - responde o cavalheiro. Mas gostaríamos de conhecer as vossas instalações antes de reservarmos. Os quartos, a piscina, o restaurante...
- Não há problema - responde o recepcionista. Os Srs. deixam uma caução de 100 euros e podem visitar as nossas instalações à vontade. Se não gostarem, nós devolvemos o dinheiro.
- Combinado - disse o casal.
Deixaram os 100 euros e foram visitar o hotel.
Acontece que: O recepcionista devia 100 euros à mercearia do lado e foi a correr pagar a dívida.
O merceeiro devia 100 euros na sapataria e foi a correr pagar a dívida.
O sapateiro devia 100 euros no talho e foi a correr pagar a dívida.
O talhante devia 100 euros à agência de viagens e foi a correr pagar a dívida.
O dono da agência devia 100 euros ao hotel e foi a correr pagar a dívida.
Nisto o casal completou a visita e informou que afinal não iam ficar no hotel.
- Não há problema. Tal como lhe disse, aqui tem o seu dinheiro - respondeu o recepcionista.
CONCLUSÃO: Toda a gente pagou a quem devia... sem dinheiro nenhum. 
O casal levou os 100 euros que pagaram as 5 dívidas no valor total de 500 euros. 
Ponham aqui os olhos e percebam que todo o sistema financeiro, desde que inventaram os números negativos, se tornou uma fraude. Zero euros pagaram 500 em dívida. E podíamos continuar indefinidamente.
Como dizia Milton Friedman:
"Não perguntem onde está o dinheiro porque ele não está em lado nenhum!"

20 de junho de 2016

O cego



 Um homem cego entra num bar de lésbicas por engano.
 Cuidadosamente batendo com a bengala, chega até ao balcão, pede uma cerveja, de seguida vai sentar-se a uma mesa e grita para o barman:
 - Eh, tu aí! Gostavas de ouvir uma anedota sobre loiras?
Faz-se um silêncio total no bar e com uma voz grave, profunda e áspera, a mulher que está sentada junto a ele diz-lhe:
- Antes de contar essa anedota, senhor, e tendo em conta a sua deficiência física que o impede de ver, creio que é justo que o advirta de 5 coisas: o barman é uma mulher loira; o porteiro do bar é uma loira que, tal como eu, pesa 80Kg e é cinturão negro de karaté; a mulher que está comigo é polícia e é loira e a senhora que está sentada do outro lado é lutadora de luta livre e também é loira. Agora pense cuidadosamente se ainda quer contar essa anedota sobre loiras!
 O cego pensa durante alguns segundos, meneia a cabeça e retruca:
 - Nãããããã.... Já não conto. Não estou para explicar a história 5 vezes.

BOA SEMANA!!

Loira sequestradora



A loira não conseguia passar nas entrevistas para nenhum emprego. Resolveu tomar uma atitude extrema para ganhar dinheiro:
- Vou sequestrar uma criança! - pensou! Com o dinheiro do resgate eu resolvo a minha vida.
Ela encaminhou-se para um playground, num bairro de luxo, viu um menino muito bem vestido, puxou-o para trás da moita e foi logo escrevendo o bilhete:
"Querida mãe isto é um sequestro. Estou com seu filho. Favor deixar o resgate de 10.000 euros, amanhã, ao meio-dia, atrás da árvore do parquinho. Ass: Loira sequestradora "
Então ela pegou o bilhete, dobrou- o e colocou no bolso do casaco do menino, dizendo:
- Agora vai lá e entrega esse bilhete para a sua mãe.
No dia seguinte, a loira vai até o local combinado. Encontra uma bolsa. Ela abre, encontra 10.000 euros em dinheiro e um bilhete junto,dizendo:
"Está aí o resgate que você pediu. Só não me conformo como uma loira pôde fazer isso com outra."

Viúvas no Céu


Deus chama todas as mulheres viúvas ao céu e diz-lhes:
- Toda aquela que foi infiel ao seu marido, dê um passo em frente!
Deram todas, menos uma. Jesus levanta-se e diz:
- São Pedro, vá buscar a surda!

17 de junho de 2016

Alentejano em terapia de grupo


Quatro pacientes estão reunidos.
O terapeuta pede que todos se apresentem, digam qual é sua actividade e que comentem porque a exercem.
O primeiro diz: 
Chamo-me Francisco, sou médico porque me agrada tratar da saúde e cuidar das pessoas.
O segundo apresenta-se:
Chamo-me Ângelo. Sou arquitecto porque me preocupa a qualidade de vida das pessoas e como vivem.
A terceira diz:
Chamo-me Maria e sou lésbica. Sou lésbica porque adoro mamas e rabos femininos e fico louca só de pensar em fazer sexo com mulheres.
Faz-se um silêncio...
Então o Alentejano diz:
Eu cá sou o Manel Jaquim e até há pouco achava que era pedreiro, mas... acabo de descobrir que afinal sou mas é lésbica.

BOM FIM-DE-SEMANA!

A menina, as cabras e o padre

 
Manhã tranquila bem nos confins de Portugal.
O velho Prior estava em frente à igreja quando viu passar uma meninade uns nove ou dez anos, pés descalços, franzina, meio subnutrida, ar angelical, conduzindo uma meia dúzia de cabras. 
Era com esforço que a garotinha conseguia reunir as cabras e obrigá-las a caminhar.
O padre observava a cena. 
Começou a imaginar se aquilo não era um caso de exploração de trabalho infantil e foi conversar com a menina.
- Olá, minha querida. Como te chamas?
- Maria da Luz, Sr. Prior.
- O que vais fazer com essas cabras, Maria da Luz?
- Vou levá-las à quinta do Sr. Alcides para o bode as cobrir.
- Olha lá, Maria da Luz, o teu pai ou os teus irmãos mais velhos não podiam fazer isso?
- Já fizeram Sr. Prior, mas não nasceu nada. Tem mesmo que ser um bode!

O agricultor e os porcos


Um agricultor tinha muitos porcos. 
Certo dia, alguém apareceu e perguntou ao homem:
- O que é que dá de comer aos seus porcos?
Responde o agricultor:
- Ora, dou-lhes restos. Porquê?
Respondeu o outro indivíduo:
- Porque eu sou da Associação para a Protecção dos Animais. O senhor não alimenta os seus animais como deve ser, de modo que vou ter que o autuar.
Passados uns dias, outra pessoa aparece e pergunta ao homem:
- O que é que dá de comer aos seus porcos?
O agricultor, com medo de ser novamente autuado, decidiu por outra resposta:
- Eu?! Eu trato-os muito bem! Dou-lhes salmão, caviar… Porquê?
- Porque eu sou das Nações Unidas. Sabe, não é justo os seus porcos comerem tão bem quando há tanta gente a morrer de fome por esse mundo fora. Vou ter que o autuar.- Respondeu o homem.
O agricultor fica mesmo aborrecido.
 Passados mais uns dias, aparece outra pessoa que faz novamente a mesma pergunta:
- O que é que você dá de comer aos seus porcos?
O agricultor hesita um bocado e finalmente diz:
- Olhe… Não lhes dou nada… Entrego cinco euros a cada e cada um vai comer o que quiser!

16 de junho de 2016

Um processo que deve ser muito bem explicado


A decisão do Executivo de retirar o 1º Cartório Notarial das instalações da Santa Casa da Misericórdia, local onde está instalado há já longos anos, terá que ser muito bem explicada e fundamentada.
Não basta dizer que o Cartório vai ser mudado para a zona Norte da cidade.
Não podem existir ambos, para mais sabendo-se que o actual tem uma enorme utilidade?
Este processo tem um impacto enorme no Orçamento da Santa Casa da Misericórdia (um milhão e duzentas mil patacas mensais de renda?) sem que o tenha nas contas da Administração. 
O Provedor fala em consequência das medidas de austeridade que andam a ser apregoadas por um Executivo com os cofres a abarrotar de dinheiro. 
É possível que assim seja. 
Mas, se o for, é inevitável que se pergunte o que vai fazer o Executivo com os muitos edifícios e os muitos milhões que gasta com outros serviços? 
E com os chorudos subsídios (há exemplos tão recentes que até seria fastidioso estar a referi-los novamente) que constantemente são atribuídos sem que se perceba bem porquê? 
A Santa Casa da Misericórdia terá que arrendar o espaço novamente porque precisa da receita. 
Pergunta o Provedor, e bem, arrendar a quem? 
Nada de produtos very tipical, por favor, porque destroem o património, arrasam a dignidade do local. 
Uma decisão destas, repentina, anunciada a talho de foice na sequência da discussão de um projecto de lei que visa regular a função notarial, tem que ser muito bem explicada e fundamentada. 
Porque o povo é, cada vez mais, e tem direito a sê-lo, muito curioso. 
Transparência, lembram-se?!

Intemporais (34)

15 de junho de 2016

Hoje soube-me a pouco


O verso da canção de Sérgio Godinho resume na perfeição o que sinto após o empate de Portugal com a Islândia no jogo de estreia da Selecção Nacional neste Europeu - hoje soube-me a pouco.
Mais de setenta por cento de posse de bola, mais remates, domínio do jogo, melhores executantes, não chegaram para ganhar o jogo.
Soube-me a pouco.
E a Selecção Nacional tem que passar mais um bocadinho para eu não ficar louco.
Porque, no próximo jogo, com uma Áustria proibida de perder para não regressar imediatamente a casa, não se podem cometer erros como o que resultou no golo islandês, é obrigatório criar mais oportunidades que as criadas neste jogo, não se podem desperdiçar as (poucas) oportunidades criadas como se desperdiçaram no jogo com os nórdicos.
Estar a discutir opções individuais, técnicas, tácticas, de pouco ou nada adianta agora.
Cabeça fria, concentração, eficácia, essa é a receita para sábado.
Para que eu possa mudar o verso e, no fim do jogo com os austríacos, possa cantar - hoje soube-me a tanto.