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2 de Fevereiro de 2012

Ho Iat Seng falou em que qualidade?


Ho Iat Seng é o vice-presidente da Assembleia Legislativa de Macau.
Mas é, também, membro da Assembleia Nacional Popular.
Mais, do Comité Permanente da Assembleia Nacional Popular.
O órgão que terá a última palavra no que concerne às alterações ao sistema político que vigora em Macau.
Como tal, quando ontem Ho Iat Seng afirmou que o sufrágio directo e universal é impossível no quadro da Lei Básica   de Macau, cabe perguntar:
Ho Iat Seng emitiu tais declarações a título pessoal? 
Uma declaração, uma opinião, tão válida e respeitável com tantas outras.
Ou emitiu essas declarações na qualidade de membro do Comité Permanente da Assembleia Nacional Popular?
Mais até, fazendo eco da opinião daquele órgão.
Sim, é que a resposta a estas perguntas faz toda a diferença.

Barbárie!!!

74 mortos, 188 feridos (balanço oficial), no que era suposto ser apenas um jogo de futebol.
BÁRBAROS!!!




Os Dom Quixote de Bruxelas ( El País)



As medidas aprovadas na cimeira de 30 de janeiro - o tratado de estabilidade e o plano de crescimento económico - servem, na melhor das hipóteses, para reparar os erros cometidos no passado ano e meio. No pior dos cenários, não passam de mentiras, diz o colunista Xavier Vidal-Folch.


“Os líderes dedicam grande parte do tempo das cimeiras a discutir como tiram a pata da poça em que a meteram na cimeira anterior”, sussurra um protagonista da alta política da UE.

A inanidade das discussões circulares e recorrentes sobre a Grécia, Portugal ou o tamanho do fundo de resgate confirmou ontem quão difícil é tirar a pata. Fincada, pelo menos, desde que Merkel e Sarkozy libertaram da lâmpada (Deauville, 19 de outubro de 2010) o duende da falência de um parceiro, oculto na quitação (descida do valor das obrigações) aos seus credores privados.

O conclave deu duas magnas contribuições para a sequência de teimosias: a luz verde a um falso Tratado de Estabilidade e a aprovação de um plano de crescimento que não é um plano. Uma piada. Ou só parece ser?

Digamos que o tratado é necessário para garantir a disciplina dos parceiros do euro e desenhar, ou abrir caminho, às consequentes compensações a favor do crescimento. Que é dizer muito.

O Parlamento Europeu “expressa as suas dúvidas sobre a necessidade” do acordo (resolução de 18 de janeiro) e o bom Wolfgang Munchau (Financial Times de 30 de janeiro ) multiplica-as: “É desnecessário”, porque as suas disposições podiam ser acordadas pela via legislativa normal e porque “incentivará” as políticas recessivas, demasiado restritivas.

Combatem moinhos de vento ilusórios

Digamos que não têm razão e que faz falta um tratado que corresponda ao seu pomposo título “de Estabilidade, Coordenação e Governo na União económica e monetária”. Pois bem, o texto só corresponde à ideia de “estabilidade”, de disciplina orçamental. Falta o resto do título.

Há que repetir à saciedade que apenas o artigo 9 (dos 16 existentes) manda “promover o crescimento económico”. E prescreve que os subscritores “adotaram as ações e medidas necessárias” para tal. Mas continua sem concretizar nenhuma. Continua sem ter caráter obrigatório. Continua sem prever multas a quem não o fizer. Continua sem ameaçar levar ao Tribunal do Luxemburgo quem não cumpra essa obrigação…

E, em contrapartida, tudo isso está estipulado ao milímetro contra quem não cumpra a obrigatoriedade de reduzir o défice. É nessa assimetria que se estriba a piada. Vende-se o produto como ferramenta para impulsionar os dois polos da política económica e só se desenvolve um.

Mas há mais. A quinta versão do texto, a que chegou ao conclave, é ainda mais retorcida que a anterior. Os [novos] retoques são essenciais não porque o sejam, mas porque o seu bizantinismo retrata como os inspiradores e redatores do textos adoeceram: combatem moinhos de vento ilusórios (as mais recônditas vias de incorrer em défice e contornar as sanções) como quixotes loucos.

Jogos de malabarismo

Para a boa gente não contagiada basta dizer que uma das obsessões desses retoques é a de dar poder a qualquer governo para perseguir um parceiro incumpridor se a Comissão se inibir. Talvez o texto seja necessário, amigo Wolfgang, mas será inútil.

Porque todas as atuações históricas neste âmbito, que marginaram ou minimizaram o poder das instituições – desde a agenda de Lisboa de 2000 à rebelião de Paris e Berlim para contornarem as sanções de Bruxelas por não cumprirem o Pacto de Estabilidade em 2003 – desembocaram no local que ninguém quer recordar: a irrelevância.

O outro falso engodo é a “Declaração” para relançar o crescimento económico. O assunto preocupa a dupla franco-alemã – a última a dar-se conta de que se o PIB baixa não chega sequer para pagar as dívidas – desde a sua bilateral de 9 de janeiro, a primeira ocasião em que propuseram trocar o cilício por vitaminas. Berlim-Paris, Comissão e Conselho usaram, para isso, duas técnicas de comprovada ineficácia. Uma, é tirar das gavetas (como na Agenda de Lisboa) os belos propósitos e planos esquecidos: emprego juvenil, financiamento das PMEs.

A outra é passar o rastilho para o orçamento comunitário e recolocar as partes. O dinheiro remanescente, não gasto no passado nem devolvido aos governos, não passa de uns trocos, cerca de 30 milhões. E talvez seja precipitado reorganizar os 82 milhões de euros dos fundos estruturais e de coesão ainda não atribuídos para os dois anos (2012 e 2013) que restam das atuais perspetivas financeiras septenais. De qualquer modo, é enganoso.

Esses fundos já estão orientados para o crescimento: estradas, escolas, estações de tratamento de lixo. E desde a “Estratégia de emprego do Luxemburgo” (1997) nem um cêntimo deve ser dedicado a projetos que não criam emprego. Não há, por isso, um único euro novo. Só jogos de malabarismo.

Emprego

Bem-vindos à Desempregolândia, o novo país-membro da UE!

“Vinte e cinco milhões de desempregados, uma população equivalente à de um país de grande dimensão da UE. Bem-vindos ao 6º maior país da UE, a Desempregolândia!”, exclama o România liberã, no dia seguinte ao Conselho Europeu de Bruxelas.

 “Constituído maioritariamente por jovens entre os 18 e os 24 anos, este país é uma prova viva de que as coisas se agravam, tendo em conta que a economia europeia continua a deslizar para a recessão”.

Neste contexto, o diário de Bucareste constata, com pena, que “foi o 16º em dois anos e apesar de os Vinte e Sete terem finalmente discutido a retoma do crescimento e o relançar do emprego, existem grandes hipóteses de mais uma vez se ter organizado uma cimeira em vão. Os obstáculos e a divisão são omnipresentes".

PODER & ASSOCIADOS - Paulo Morais (Correio da Manhã)




As grandes sociedades de advogados adquiriram uma dimensão e um poder tal que se transformaram em autênticos ministérios-sombra.
É dos seus escritórios que saem os políticos mais influentes e é no seu seio que se produz a legislação mais importante e de maior relevância económica.
Estas sociedades têm estado sobre-representadas em todos os governos e parlamentos.
São seus símbolos o ex-ministro barrosista Nuno Morais Sarmento, do PSD, sócio do mega escritório de José Miguel Júdice, ou a centrista e actual super-ministra Assunção Cristas, da sociedade Morais Leitão e Galvão Teles.
Aos quais se poderiam juntar ministros de governos socialistas como Vera Jardim ou Rui Pena.
Alguns adversários políticos aparentes são até sócios do mesmo escritório.   
 Quando António Vitorino do PS e Paulo Rangel do PSD se confrontam num debate, fazem-no talvez depois de se terem reunido a tratar de negócios no escritório a que ambos pertencem.
Algumas destas poderosas firmas de advogados têm a incumbência de produzir a mais importante legislação nacional. São contratadas pelos diversos governos a troco de honorários milionários. Produzem diplomas que por norma padecem de três defeitos.
São imensas as regras, para que ninguém as perceba, são muitas as excepções para beneficiar amigos; e, finalmente, a legislação confere um ilimitado poder discricionário a quem a aplica, o que constitui fonte de toda a corrupção.
Como as leis são imperceptíveis, as sociedades de jurisconsultos que as produzem obtêm aqui também um filão interminável de rendimento.
Emitem pareceres para as mais diversas entidades a explicar os erros que eles próprios introduziram nas leis. 
E voltam a ganhar milhões. E, finalmente, conhecedoras de todo o processo, ainda podem ir aos grupos privados mais poderosos vender os métodos de ultrapassar a Lei, através dos alçapões que elas próprias introduziram na legislação.
As maiores sociedades de advogados do país, verdadeiras irmandades, constituem hoje o símbolo maior da mega central de negócios em que se transformou a política nacional.


Paulo Morais (Professor Universitário)

Há soluções para (quase) tudo (11)

Comprou um carro importado do país errado?


Recordando os anos 60 (19)

1 de Fevereiro de 2012

Os pró-democratas de Macau com saudades dos municípios?? Deixem-me rir!!!


No dicionário dos chamados pró-democratas de Macau há uma palavra que não existe - coerência.
Ouvir Au Kam San manifestar publicamente a sua vontade de ressuscitar os extintos órgãos municipais, logo ele que tanto zurziu no Leal Senado, é quase o equivalente a ouvir Jerónimo de Sousa dizer que tem saudades de Salazar.

Quando o mau gosto e o desrespeito não conhecem limites


Jean Paul Gaultier, o famoso criador de moda francês, resolveu inspirar-se na figura de Amy Winhehouse para conceber a sua colecção Primavera/Verão.
 Seis meses após a morte da cantora, sem solicitar autorização dos familiares, ou, simplesmente, lhes dar conhecimento do facto (ver aqui a notícia) Jean Paul Gaultier resolveu assim "homenagear" Amy Winehouse.
Com toda a polémica que, previsivelmente, esta colecção iria causar, acredito que seja uma "homenagem" bem lucrativa.

Gregos vs Portugueses


Qual é o animal mais parecido com o Sporting?



Qual é o animal mais parecido com o Sporting?


Resposta: O GOLFINHO. 

Porquê?

Vem cá acima, faz umas palhaçadas e volta para o fundo.

Há soluções para (quase) tudo (10)

Não consegue ler o écran do ATM com a luz do sol?

Recordando os anos 60 (18)

31 de Janeiro de 2012

Pensamento profundo


Estava aqui a pensar que a vida tem momentos de grande crueldade e ironia.
Andou o Porto tanto tempo a sonhar com um Ganso brasileiro e não é que lhe foi sair na rifa um galo de Barcelos??!!

As movimentações do mercado e a carreira do Braga

Fecha hoje o chamado "mercado de Inverno" no futebol europeu.
A oportunidade de, no mês de Janeiro, procurar ajustar os plantéis dos clubes e suprir algumas deficiências entretanto detectadas.
E fecha com muitos movimentos (entradas e saídas) em Portugal.

PORTO



No Porto, o dia foi particularmente agitado.
Já há alguns dias que se colocava a possibilidade de Lucho regressar ao clube.
Que se confirmou ontem.
Aos 31 anos, o ingresso de Lucho só se pode entender como uma tentativa de dar alguma ordem ao jogo do Porto e ao próprio balneário.
Para além de, gorada a opção Ganso, substituir Guarín e Bellushi.
Mais ainda, para dar algum élan aos adeptos que estavam já a dar públicos sinais de impaciência.
Se forem estas as motivações, percebe-se que o Porto tenha enveredado por um caminho oposto ao que normalmente segue.
Importante também o facto de Lucho poder jogar a Liga Europa já que os regulamentos da UEFA não proíbem os jogadores de jogarem por clubes diferentes na mesma época.
Desde que seja em competições diferentes (Lucho jogou a Liga dos Campeões pelo Marselha).


 Raciocínio oposto para a entrada de Marc Janko.
Aos 28 anos, com 1,96 metros de altura!!, o austríaco é o "pinheiro" que Paulo Sérgio tantas vezes pediu para Alvalade e que Vítor Pereira vê agora chegar ao Dragão.
O que é (muito!!) estranho é que se contrate um goleador, por 5,5 milhões de euros(?), que não pode jogar na Liga Europa (jogou a mesma prova pelo Twente).
A Liga Europa deixou de ser uma prioridade?
Um ponta-de-lança, que pudesse jogar JÁ, era imperioso.
Mas, a não poder jogar a Liga Europa?
Não havia mais ninguém disponível?
Estranho.


Compreensível é a saída de Guarín (Inter de Milão).
Há quanto tempo já não estava disponível, física e mentalmente, para o Porto?
Quando é assim, é melhor partir.


Já Bellushi (Génova).....
O argentino, apesar de alguma irregularidade, era um elemento válido.
Compreende-se porque há Moutinho, Defour, agora Lucho, e porque o Porto quer realizar ainda alguma mais valia com um jogador de 28 anos.
Mas é uma manobra arriscada.

O Porto mexeu, muito!!, com a clara intenção de dar um abanão na estrutura e na letargia que afectava o clube.
Vai resultar?
Com o mesmo treinador?
Muitas dúvidas.

BENFICA



No Benfica, as mexidas são poucas.
Em equipa que ganha não se mexe, não é?
Limitam-se à saída de Rúben Amorim (renovou contrato e vai emprestado para Braga) e à entrada de Djaló.
E aqui reside a minha grande curiosidade.
Jorge Jesus garante que vai fazer de Djaló um craque.
Conseguirá?
Se há alguém capaz disso, esse alguém é mesmo Jorge Jesus.
O mesmo que pegou num extremo direito desorientado e o transformou num dos melhores laterais esquerdos da actualidade (Fábio Coentrão, pois claro).
Se ele não for capaz...
Djaló procura jogar, relançar a carreira, estar presente no Europeu.
Grande curiosidade para ver o que conseguirá Jorge Jesus fazer com o rebelde e indisciplinado Djaló.
Aposto numa recuperação, num relançamento do jogador.

SPORTING


Em Alvalade, depois da catadupa de reforços no Verão, o Inverno só vê uma saída (não haverá entradas).
Valeri Bojinov, de muito pouco rendimento e queimado com aquele comportamento ante o Moreirense, sai por empréstimo para o Lecce.
Só um comentário - a maldição da camisola 7 mantém-se.
Que las hay, las hay!!


Dentro do campo, o Braga, com Nuno Gomes em grande, venceu na Madeira (1-2) e já está a apenas três pontos do Porto.
De mansinho, sem alarido, em "pézinhos de lã", com grande capacidade de analisar o mercado (Rúben Amorim é um bom exemplo) e de descobrir treinadores (Leonardo Jardim é mais um), o Braga continua a surpreender.
Grande trabalho na cidade dos arcebispos!!

What a Wonderfull World - David Attenborough (BBC)