22 de maio de 2015

O Maridão


Um grupo de homens está na sauna, quando eis que um telemóvel começa a tocar.
-Alô.
-Querido.
-Sim querida.
-Está na sauna?
-Sim, estou. 
-Sabe o que é, estou em frente a uma loja de roupa que tem um casaco de vison magnifico, posso comprá-lo? 
-Quanto custa? 
-Só 3.000 €. 
-Bem, está bem compra. 
-Ah que bom, outra coisa, acabei de passar no concessionário da Mercedes e vi o ultimo modelo, é fantástico, falei com o vendedor que faz um óptimo preço. 
-Qual é o preço? 
-Meu amor são só 150.000 €. 
-Bom ok mas por esse preço tem de ter todas as opções. 
-Pode deixar eu trato brigado queridão. Olha outra coisa só. 
-O quê? 
-Hoje passei em frente à imobiliária e reparei que aquela casa que vimos o ano passado está a venda, lembras-te dela? Aquela que tem jardim, churrasqueira completamente isolada naquela praia magnífica lembras? 
-Lembro sim quanto custa? 
-Meu querido somente 650.000€ agora. 
-Bom pode comprar mas pague no máximo somente 620.000 €. 
-Está bom amor, obrigado és um maridão até logo beijos. 
-Até logo. 
Ele desliga o telemóvel e pergunta aos outros: 
-ALGUÉM SABE DE QUEM É ESTE TELEMÓVEL? 

BOM FIM-DE-SEMANA! 

(Mais um abraço para o suspeito do costume.
Segunda-feira é feriado em Macau - Dia do Buda - e não haverá blogue)

A SOGRA



O marido ganhou num sorteio 3 passagens para Jerusalém.
Chegou em casa, contou para a esposa, mandou ela arrumar as malas e foi ligando para chamar também a mãe dele, quando começou uma grande discussão, um grande debate, com a esposa que queria levar a mãe dela. 
Para dar final na briga ele concordou em levar a mãe dela (a sogra). 
Chegando lá, estavam visitando os locais onde Cristo passou quando de repente a sogra, emocionada, passa mal. 
Levam a velha para o hospital e ela acaba morrendo. 
O marido, conversando com o pessoal do hospital, para ver o que ia fazer, perguntou quanto custava o enterro em Jerusalém. 
Disseram que na moeda Portuguesa, seriam uns 1.000,00 €. 
Perguntou também quanto ficaria para mandar o corpo para Portugal. 
Responderam que com o transporte e tudo ficaria nuns 10.000,00 €. 
O marido então escolheu mandar para Portugal. 
O pessoal do hospital e a esposa olharam espantados para ele sem entender, e perguntaram por que mandar o corpo para Portugal se é muito mais caro? 
O marido respondeu: 
- Vocês já tiveram um caso de ressurreição aqui... 
Prefiro não arriscar.

A maioridade da filha


A filha faz 18 anos e o pai está todo feliz por emitir o último cheque da pensão que é paga à ex-mulher, há 17 anos e 11 meses.
Pede à filha para levar o cheque e regressar sem grande demora, para lhe contar como reagiu a PARVA da mãe dela, ao dizer-lhe que aquele era o último cheque que ela receberia dele.
A filha entrega o cheque à mãe, dá-lhe o recado do pai, obtém a resposta e regressa a casa do pai, para lhe transmitir a esperada resposta.
- Diga-me, filha, qual foi a reacção da PARVA da sua mãe?
- Ela mandou dizer que você não é o meu pai!

21 de maio de 2015

Aí está o projecto de programa eleitoral do PS


Confesso que não assisti à apresentação do projecto de programa eleitoral do PS.
Limitei-me a ler com atenção as propostas apresentadas sem portanto poder avaliar muito mais do que isso.
Até porque, como já fora afirmado antes e foi reafirmado ontem, este é um dossier ainda aberto a propostas, designadamente as vindas da sociedade civil.
O think tank socialista compilou uma série de medidas que se propõe implementar se for governo e apresentou essas propostas solenemente ontem.
Mas, e salvaguardando sempre o facto de não ter assistido à apresentação das mesmas e de limitar a minha observação à leitura dessas propostas, fico com a sensação de estar perante um cenário algo panfletário.
Vejo muito "quê", muito pouco "como".
O(s) caminho(s) para concretizar as propostas apresentadas foi (foram) apresentado(s) e eu desconheço?
Eventualmente.
António Costa está a guardar essas soluções como trunfo para jogar no período de campanha eleitoral e depois de estar efectivamente definido o programa eleitoral do PS?
Também é possível.
Porque querer, todos queremos.
Mas o que mais interessa ao cidadão votante é saber se podemos.
E o projecto de programa eleitoral que foi ontem apresentado ainda se me afigura muito vago nesta última parte.

FOTOGRAFIAS EXCEPCIONAIS






























(O FerreirAmigo não manda só anedotas. 
Então toma lá mais um abraço. 
Amanhã levas outro) 

20 de maio de 2015

Gaining momentum


Há expressões que ganham outra intensidade e outra densidade quando são proferidas em língua inglesa.
É o caso da expressão gaining momentum.
Gaining momentum mais não é que antecipar-se, ganhar vantagem, num qualquer cenário, numa qualquer situação.
Acredito plenamente que António Costa terá pensado nisso quando decidiu apresentar a primeira versão do programa eleitoral do PS já hoje ao meio-dia de Portugal e não no dia 6 de Junho como estava previsto.
Apresentação de um esboço de programa eleitoral, que será debatido em Comissão Política na noite do mesmo dia, em Comissão Nacional no próximo domingo.
Para ficar aberto a novas propostas até ser apresentado definitivamente em Convenção Nacional no supracitado dia 6 de Junho.
Esta antecipação, esta apresentação de um esboço da pintura antes da apresentação do quadro final, só se compreende com a necessidade que os dirigentes do PS sentiram de marcar a agenda política (gaining momentum).
Confrontado com resultados de sondagens que reflectem cada vez mais uma aproximação entre o PS e a coligação (a actuação algo apagada de António Costa e a formalização da coligação PSD/PP terão contribuído muito para isso); com críticas, dentro e fora do partido, acerca da data escolhida para a apresentação do programa eleitoral (não é o programa eleitoral que é apresentado tardiamente, é a data das eleições que é muito tardia, defendia-se António Costa); com o péssimo resultado eleitoral na Madeira; muito recentemente, com a retumbante derrota dos Trabalhistas no Reino Unido; António Costa e o PS sentiram que tinham que fazer algo, que tinham que aparecer, que se mostrar.
E que tinham que se mostrar não como mais uma voz na oposição mas como uma verdadeira alternativa de governo.
Gaining momentum, é isso que António Costa vai procurar fazer hoje ao meio-dia em Portugal.

Humor negro












19 de maio de 2015

Desinteresse pela política ou desilusão com os políticos e a politiquice?


Tendo por base um estudo que revela um crescente desinteresse dos jovens pela política, Cavaco Silva revelou mais uma vez a sua preocupação com este fenómeno (o Presidente da República é um homem constantemente preocupado...) e sugeriu a realização de um encontro subordinado ao tema "Juventude e Política" no Palácio de Belém, suponho que para de alguma maneira auxiliar no combate a este distanciamento.
Não creio que, a realizar-se, esta iniciativa venha a ter algum sucesso.
Cavaco Silva parece ignorar (ou finge que ignora...) que ele próprio é um dos principais rostos desse inegável distanciamento das gerações mais jovens face aos políticos e à politiquice em Portugal.
Uma geração que cresceu em liberdade, em democracia, à qual foram feitas promessas de um futuro brilhante, mas que se vê agora confrontada com problemas de desemprego, de falta de oportunidades, de austeridade, obviamente que está desiludida, deprimida até.
A mesma geração que, confrontada com todos estes problemas, assiste a notícias quase diárias de esbanjamento de dinheiros públicos, de corrupção, de compadrio, de nepotismo ao mais alto nível do Estado.
Não surpreende que os mais jovens se sintam traídos pelas gerações que estão no Poder, que sintam que foram essas gerações que lhes roubaram as oportunidades que lhes tinham prometido.
E é com esses políticos, com essa politiquice e esses politiqueiros, que os jovens estão desiludidos.
Sentindo-se impotentes para os combater, afastam-se deles, ignoram-nos, esperam pacientemente que saiam de cena.
Não é com a política, actividade nobre, que os jovens estão desiludidos, Senhor Presidente da República.
É com os políticos que os traíram.
E Vossa Excelência é um óptimo exemplo dessa realidade.

Poemas publicados no Facebook

Respondendo ao desafio de um amigo publiquei em quatro dias consecutivos quatro poemas no Facebook.
A Janita sugeriu que os reunisse e publicasse aqui.
Uma sugestão que tenho todo o gosto em satisfazer.
Ficam então aqui os quatro poemas por ordem de publicação.
Beijinhos, Janita.



À Virgem Santíssima
Cheia de Graça, Mãe de Misericórdia

N'um sonho todo feito de incerteza, 
De nocturna e indizível ansiedade, 
É que eu vi teu olhar de piedade 
E (mais que piedade) de tristeza...

Não era o vulgar brilho da beleza, 
Nem o ardor banal da mocidade... 
Era outra luz, era outra suavidade, 
Que até nem sei se as há na natureza...

Um místico sofrer... uma ventura 
Feita só do perdão, só da ternura 
E da paz da nossa hora derradeira...

Ó visão, visão triste e piedosa! 
Fita-me assim calada, assim chorosa... 
E deixa-me sonhar a vida inteira!

Antero de Quental, in "Sonetos"



O ESPELHO
Esse que em mim envelhece
assomou ao espelho
a tentar mostrar que sou eu.

Os outros de mim,
fingindo desconhecer a imagem,
deixaram-me a sós, perplexo,
com meu súbito reflexo.

A idade é isto: o peso da luz
com que nos vemos.

Mia Couto
No livro “Idades Cidades Divindades”


AUTOPSICOGRAFIA
Fernando Pessoa
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

27/11/1930


O DIA DA CRIAÇÃO
Rio de Janeiro , 1946
Macho e fêmea os criou. 
Bíblia: Gênese, 1, 27

I
Hoje é sábado, amanhã é domingo 
A vida vem em ondas, como o mar 
Os bondes andam em cima dos trilhos 
E Nosso Senhor Jesus Cristo morreu na Cruz para nos salvar.

Hoje é sábado, amanhã é domingo 
Não há nada como o tempo para passar 
Foi muita bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo 
Mas por via das dúvidas livrai-nos meu Deus de todo mal.

Hoje é sábado, amanhã é domingo 
Amanhã não gosta de ver ninguém bem 
Hoje é que é o dia do presente 
O dia é sábado.

Impossível fugir a essa dura realidade 
Neste momento todos os bares estão repletos de homens vazios 
Todos os namorados estão de mãos entrelaçadas 
Todos os maridos estão funcionando regularmente 
Todas as mulheres estão atentas 
Porque hoje é sábado.

II
Neste momento há um casamento 
Porque hoje é sábado. 
Há um divórcio e um violamento 
Porque hoje é sábado. 
Há um homem rico que se mata 
Porque hoje é sábado. 
Há um incesto e uma regata 
Porque hoje é sábado. 
Há um espetáculo de gala 
Porque hoje é sábado. 
Há uma mulher que apanha e cala 
Porque hoje é sábado. 
Há um renovar-se de esperanças 
Porque hoje é sábado. 
Há uma profunda discordância 
Porque hoje é sábado. 
Há um sedutor que tomba morto 
Porque hoje é sábado. 
Há um grande espírito de porco 
Porque hoje é sábado. 
Há uma mulher que vira homem 
Porque hoje é sábado. 
Há criancinhas que não comem 
Porque hoje é sábado. 
Há um piquenique de políticos 
Porque hoje é sábado. 
Há um grande acréscimo de sífilis 
Porque hoje é sábado. 
Há um ariano e uma mulata 
Porque hoje é sábado. 
Há uma tensão inusitada 
Porque hoje é sábado. 
Há adolescências seminuas 
Porque hoje é sábado. 
Há um vampiro pelas ruas 
Porque hoje é sábado. 
Há um grande aumento no consumo 
Porque hoje é sábado. 
Há um noivo louco de ciúmes 
Porque hoje é sábado. 
Há um garden-party na cadeia 
Porque hoje é sábado. 
Há uma impassível lua cheia 
Porque hoje é sábado. 
Há damas de todas as classes 
Porque hoje é sábado. 
Umas difíceis, outras fáceis 
Porque hoje é sábado. 
Há um beber e um dar sem conta 
Porque hoje é sábado.

Há uma infeliz que vai de tonta 
Porque hoje é sábado. 
Há um padre passeando à paisana 
Porque hoje é sábado. 
Há um frenesi de dar banana 
Porque hoje é sábado. 
Há a sensação angustiante 
Porque hoje é sábado. 
De uma mulher dentro de um homem 
Porque hoje é sábado. 
Há a comemoração fantástica 
Porque hoje é sábado. 
Da primeira cirurgia plástica 
Porque hoje é sábado. 
E dando os trâmites por findos 
Porque hoje é sábado. 
Há a perspectiva do domingo 
Porque hoje é sábado.

III
Por todas essas razões deverias ter sido riscado do Livro das Origens, ó Sexto Dia da Criação. 
De fato, depois da Ouverture do Fiat e da divisão de luzes e trevas 
E depois, da separação das águas, e depois, da fecundação da terra 
E depois, da gênese dos peixes e das aves e dos animais da terra 
Melhor fora que o Senhor das Esferas tivesse descansado. 
Na verdade, o homem não era necessário 
Nem tu, mulher, ser vegetal, dona do abismo, que queres como as plantas, imovelmente e nunca saciada
Tu que carregas no meio de ti o vórtice supremo da paixão. 
Mal procedeu o Senhor em não descansar durante os dois últimos dias 
Trinta séculos lutou a humanidade pela semana inglesa 
Descansasse o Senhor e simplesmente não existiríamos 
Seríamos talvez pólos infinitamente pequenos de partículas cósmicas em queda invisível na terra. 
Não viveríamos da degola dos animais e da asfixia dos peixes 
Não seríamos paridos em dor nem suaríamos o pão nosso de cada dia 
Não sofreríamos males de amor nem desejaríamos a mulher do próximo 
Não teríamos escola, serviço militar, casamento civil, imposto sobre a renda e missa de sétimo dia, 
Seria a indizível beleza e harmonia do plano verde das terras e das águas em núpcias 
A paz e o poder maior das plantas e dos astros em colóquio 
A pureza maior do instinto dos peixes, das aves e dos animais em cópula.
Ao revés, precisamos ser lógicos, freqüentemente dogmáticos 
Precisamos encarar o problema das colocações morais e estéticas 
Ser sociais, cultivar hábitos, rir sem vontade e até praticar amor sem vontade 
Tudo isso porque o Senhor cismou em não descansar no Sexto Dia e sim no Sétimo 
E para não ficar com as vastas mãos abanando 
Resolveu fazer o homem à sua imagem e semelhança 
Possivelmente, isto é, muito provavelmente 
Porque era sábado.

Vinicius de Moraes