20 de abril de 2015

LE CHEVAL VERT


Un aristocrate anglais fait chaque matin une promenade à cheval dans Hyde Park et chaque matin croise une superbe cavalière.
Plusieurs fois, il essaie d'attirer son attention, mais rien à faire . Il demande conseil à un ami français pour essayer de séduire la belle.
L'ami : tu devrais peindre ton cheval en vert. Elle sera tellement étonnée qu'elle s'arrêtera et te demandera "Why do you have painted your horse in green?"
L'anglais : Great idea. In green. And I fuck her!
L'ami : non pas de tout de suite. Tu dois te conduire comme un gentleman. Tu dois l'inviter à dîner.
L'Anglais : Great. And I fuck her!
L'ami : non pas tout de suite. Si le dîner se passe bien tu l'inviteras à l'Opéra.
L'Anglais : Great. And I fuck her!
L'ami : non pas encore. Si l'opéra se passe bien, tu lui proposes de passer un week-end a Paris, avec promenade romantique sur les bords de la Seine.
L'Anglais : Paris. Great idea. And I fuck her!
L'ami : toujours pas. Si à Paris ça se passe bien, tu l'invites une semaine à l'Oriental à Bangkok.
L'Anglais : Bangkok. Great Idea. And I fuck her!
L'ami : Attends! Tu prendras deux suites et le soir vous dînerez aux chandelles sur le balcon, au-dessus de la rivière des perles. Là, tu pourras peut-être lui prendre la main.
L'Anglais : Great. And I fuck her!
L'ami : oui, là tu pourras!
L'Anglais n'y tient plus il va tout de suite à l'écurie pour peindre son cheval en vert et tout excité, il ne dort pas de la nuit. Le matin il va donc faire sa promenade dans Hyde Park avec son cheval vert.
Au moment de croiser la belle inconnue ... miracle elle s'arrête et lui demande : "Why do you have painted your horse in green?"
L'Anglais : "To fuck you in Bangkok!"

BOA SEMANA!

Grins















Nova caixa de aforro

17 de abril de 2015

Dedução


E Deus fez a mulher.

Houve harmonia no paraíso.
O diabo vendo isso resolveu complicar.

Deus deu à mulher cabelos sedosos e esvoaçantes.
O diabo deu pontas duplas e ressequidas.

Deus deu à mulher seios firmes e bonitos.
O diabo fê-los crescer e cair.

Deus deu à mulher um corpo esbelto e provocante.
O diabo inventou a celulite e as estrias.

Deus deu à mulher músculos perfeitos.
E o diabo cobriu-os com lipogliceridos.

Deus deu à mulher uma voz suave, doce e melodiosa.
O diabo fê-la falar demais.

Deus deu à mulher um andar elegante.
O diabo investiu no sapato de salto alto.

Então Deus deu à mulher infinita beleza interior.
E o diabo fez o homem perceber só o lado de fora.

Deus fez a mulher ficar maravilhosa aos 30, vibrante e gostosa aos 45.
O diabo deu de presente a menopausa aos 50.

Só pode haver uma explicação para tudo isso:

O diabo é GAY!!!

BOM FIM-DE-SEMANA!

O gafanhoto tarado


Um gafanhoto tarado tinha a mania de ir ao c& aos pirilampos.
De noite via-lhes a luzinha e pimba!
Uma noite queimou a pila.
F#deu-se! Era uma beata!!!

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16 de abril de 2015

Ao intervalo está óptimo


Há dias (noites, neste caso) em que tudo corre bem.
Os astros conjugam-se, nos céus e na relva, e a magia acontece.
E foi muito isso mesmo que aconteceu na noite de ontem no Estádio do Dragão.
Lopetegui dizia, na antevisão ao jogo, que o Porto teria que fazer uma exibição próxima da perfeição para derrotar o colosso Bayerm.
E a equipa correspondeu.
Para tal muito contribuíram o começo diabólico do Porto e o enorme desacerto do Bayern.
Sabia-se que o ponto mais fraco do Bayern se encontrava na zona dos centrais.
Explorando essa debilidade, a pressão alta e asfixiante do Porto forçou ao erro dos alemães.
Assim nasceram os três golos, com grande destaque para a tremenda pressão exercida por Jackson (regresso em grande!!) junto de Xabi Alonso, e de Quaresma (como está diferente este Quaresma!!) e Brahimi junto dos laterais.
O Bayern, com 61% de posse bola, quase nunca soube muito bem o que fazer com ela.
Em contrapartida, o Porto sempre que teve a posse de bola foi perigoso (marcou três golos e até podia ter marcado mais um ou dois), rectilíneo, eficaz.
Nada está ganho porque o rolo compressor bávaro deverá aparecer em Munique e é tremendamente difícil de parar.
Mais a mais quando o Porto se vê privado dos dois laterais por castigo (Neuer também não devia jogar...) e José Angel não está inscrito na Champions.
Ao intervalo da eliminatória o resultado é óptimo.
Falta a segunda parte.
Que vai ser terrível, ninguém tenha dúvidas disso.
Mas com o Porto em vantagem contrariando todas as apostas que punham a equipa fora da prova antes de os jogos se realizarem.
Aprendam com o João Pinto, carago - "prognósticos só no fim do jogo"!

7 de Abril do ano 30: Sete verdades sobre o homem que abalou o mundo

"Sabemos que Jesus existiu, era um judeu na forma de viver e de rezar, não nasceu a 25 de Dezembro, era visto como profeta, foi condenado à morte pelo procurador romano e morreu, com forte probabilidade, a 7 de Abril do ano 30. Segundo os seus seguidores, ressuscitou dois dias depois – no Domingo de Páscoa, que hoje os cristãos assinalam. Começou aí um mistério e um fascínio que perdura.  

Ninguém sabe exactamente o que sucedeu na madrugada daquele 9 de Abril do ano 30. “O que se pode dizer é que se passou alguma coisa naqueles dias, um acontecimento que, abalando aqueles homens e mulheres, abalou o mundo.”
A frase é do jornalista francês Jacques Duquesne que, há década e meia, agitou o cristianismo europeu com um livro polémico sobre Jesus. No dia 7 de Abril – tudo aponta para essa data –, Jesus, chamado Cristo (Messias) pelos seus companheiros, tinha sido morto pelo suplício da cruz. Sepultado na mesma tarde, alguns dos seus amigos – mulheres, primeiro, os líderes do grupo, depois – dirigiram-se depois ao sepulcro, na madrugada do primeiro dia da semana. Voltaram, dizendo que Jesus ressuscitara. Nesse instante, começa um fascínio que atravessa os séculos.

1. Uma personagem histórica


Hipótese de reconstituição do rosto de Jesus 
feita pela BBC em 2001

A busca do mistério permanece após quase 2000 anos. Mas, durante dezoito séculos, ninguém se preocupou sequer em averiguar se Jesus teria realmente existido, escreve Frédéric Lenoir. “Não se punha o problema da crítica literária e histórica”, diz o padre e biblista Joaquim Carreira das Neves.
O panorama muda a partir do século XVIII. O Iluminismo e o progresso científico começam a ser também aplicados à investigação bíblica. Graças a este processo, sabemos hoje muito mais sobre Jesus do que há 200 anos – mesmo mais do que há duas décadas. Crítica literária, descobertas arqueológicas, antropologia cultural, economia das sociedades mediterrânicas são temas e métodos dissecados por investigadores e teólogos.
David Friedrich Strauss, Hermann Samuel Reimarus, Ernest Renan, Joseph Lagrange são nomes incontornáveis na “primeira investigação”. O protestante Rudolf Bultmann é o inspirador da “nova” (ou segunda) investigação acerca do Jesus histórico. Em alguns casos – Bultmann é o extremo – vai-se ao ponto de defender que o Jesus da história nunca poderá ser conhecido, pois os relatos dos evangelhos são reflexo do Cristo da fé das primeiras comunidades cristãs e já não da personagem histórica.
Só desde há duas décadas a terceira vaga de investigação começou a trazer ao de cima aspectos até aqui ignorados acerca de Jesus. E o primeiro deles foi reconhecer que ele era, afinal, um judeu do seu tempo. Outra diferença importante em relação às duas primeiras fases de investigação: considera-se que o Jesus da fé é a continuação natural do Jesus da história.
O problema das fontes é, aqui, fundamental. Hoje, os exegetas pensam que os quatro evangelhos são as fontes mais importantes, mesmo para o conhecimento do Jesus histórico. Mas em alguns casos, pode haver perspectivas demasiado historicistas, diz Carreira das Neves, que critica o livro de Joseph Ratzinger/Bento XVI por essa abordagem.
Antes dos evangelhos de Mateus e Marcos (o primeiro a ser escrito, por volta do ano 60), terá havido um manuscrito entretanto desaparecido, citado nos dois textos evangélicos, que a exegese designa como fonte “Q”. O biblista catalão Armand Puig escreve que “o texto do Novo Testamento, que possuímos graças aos estudos de paleografia e de crítica textual, é digno de confiança”.
Durante décadas, aliás, consideraram-se os evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas como os mais históricos. O de João seria um texto elaborado fundamentalmente a partir da fé dos primeiros cristãos. As descobertas arqueológicas dos últimos anos, em Israel, têm confirmado, no entanto, vários elementos que apenas o texto de João refere. Um deles é a piscina de Siloé, perto de Jerusalém, onde Jesus cura um cego de nascença.
Mais: o imenso material com cópias dos textos do Novo Testamento é “muito superior a qualquer outro texto da antiguidade grega ou latina”. E também não existe nenhuma cópia de obras da antiguidade tão próxima do original como os textos bíblicos do cristianismo. Puig compara: “A distância temporal entre a data de elaboração do Evangelho segundo João (anos 95-100 d.C) e o primeiro testemunho deste texto evangélico (125 d.C.) é extraordinariamente pequena”, se cotejada com a mais antiga cópia da Poética de Aristóteles – data do século X, 1400 anos depois de ter sido escrita.
Não são só os evangelhos e outras fontes cristãs dos dois primeiros séculos (incluindo os textos apócrifos, não reconhecidos pelas primeiras comunidades como autênticos) que servem de fonte para conhecer o Jesus histórico. Há também textos não cristãos: Flávio Josefo e outros documentos judaicos, Tácito, Suetónio e Plínio entre os autores romanos, e ainda fontes helenísticas e islâmicas. Todos convergem para uma conclusão: a existência histórica de Jesus “não oferece qualquer tipo de dúvida” e negá-la seria um “exercício de irresponsabilidade”, escreve Puig.
Mas quem é, afinal, esta personagem?

2. Um judeu marginal


Cristo Pantokrátor, Sérvia, 1260

Judeu marginal? É certo que Jesus incomodou sobretudo alguns líderes religiosos do seu tempo. Neste caso, a expressão que John P. Meier utiliza como título da sua obra de referência aponta para outros aspectos: Jesus foi insignificante para historiadores judeus e pagãos da época; a sua morte foi a mesma da destinada aos escravos e rebeldes, aos “malditos de Deus”; ele próprio tornou-se marginal, ao escolher uma vida de pregador itinerante; ensinamentos como a rejeição do divórcio e do jejum voluntário, e práticas como a opção pelo celibato “não estavam de acordo” com ideias e práticas dos judeus do seu tempo.
Em muitos autores da primeira investigação, Jesus é desligado do seu contexto histórico-religioso. O seu judaísmo não é reconhecido. Na terceira investigação, essa é uma diferença fundamental, diz Armand Puig.
“Na arqueologia que se está a fazer na Galileia e na análise de textos como os de Flávio Josefo temos muita informação da vida sobre o contexto judaico em que Jesus viveu”, afirma Puig. E os frutos desses trabalhos arqueológicos começam a notar-se na exegese, acrescenta.
O judaísmo da época de Jesus é “muito mais complexo e plural do que se pensava há poucos anos”, diz por seu turno o biblista basco José Antonio Pagola. Hoje, “destaca-se muito a dimensão judia de Jesus dentro do marco sócio-político e económico da Galileia dos anos 30”. De tal forma que, mesmo entre os judeus, há cada vez mais investigadores contemporâneos fundamentais para a compreensão e estudo do Jesus histórico. David Flusser, Jacob Neusner ou Geza Vermes são apenas alguns dos nomes mais destacados neste panorama.
Nos diversos estudos, afirma-se com mais insistência a convicção de que Jesus estava próximo dos fariseus – pelo menos, tinha vários amigos entre eles. Estranho? As referências pejorativas dos evangelhos aos fariseus explicam-se porque, quando esses textos são escritos, o judaísmo que sobressaía depois da destruição do Templo de Jerusalém pelos romanos, no ano 70, era o da corrente farisaica.
Fora isso, Jesus ia à sinagoga ao sábado e professava a lei de Moisés (as práticas judaicas da época). Era um judeu. Mas quer em relação ao sábado, quer acerca da lei, Jesus afastar-se-à de concepções dominantes no judaísmo (nos judaísmos, para se ser mais rigoroso) do tempo. E essas serão também razões que ajudarão à sentença que o levará à morte.

3. Um nascimento singular


Leonardo da Vinci, 
Virgem Maria e Jesus com Santa Isabel e João Baptista
c. 1495, National Gallery (Londres)

À semelhança de outros pormenores da sua vida, “as circunstâncias exactas do nascimento de Jesus permanecem misteriosas e desconhecidas”, observa Jacques Duquesne. Uma coisa é certa: Yeshua pode ter nascido num qualquer dos 365 dias do ano (provavelmente, não nos dias frios, já que, se havia pastores, estes estariam nos montes só no tempo mais quente). A data de 25 de Dezembro foi adoptada pelos cristãos em Roma, para dizer que Jesus era o novo sol que merecia ser festejado em lugar do solstício de Inverno.
A partir daqui, há divergências entre os especialistas. O lugar do nascimento pode ter sido Nazaré da Galileia (onde foi criado) ou Belém da Judeia. Carreira das Neves pensa que as narrativas da infância de Jesus contidas nos evangelhos de Mateus e Lucas são narrativas “midrashicas” – ou seja, catequéticas, “criadas literariamente” para explicar determinada mensagem. “Não se pode comprovar historicamente o nascimento virginal” – que leva à discussão sobre se Jesus tinha ou não irmãos –, por exemplo. Esses temas devem ser deixados à liberdade de investigação dos exegetas, defende o biblista português.
Armand Puig acredita pelo contrário que, mesmo sem se poder conciliar o que dizem Mateus e Lucas (os únicos com narrativas sobre a infância de Jesus), “há algumas informações plausíveis” em ambos. Os magos teriam sido conduzidos por uma estrela? Certo é que os astrónomos chineses e coreanos da época registaram “algo no céu que foi descrevendo um arco”. Passou-se isto entre os anos 6 e 5 a.C. – ou seja, coincidindo com o período em que, hoje, se situa o nascimento de Jesus: entre 6 e 3 antes da nossa era.
Quer a linguagem seja simbólica quer seja real, os relatos do nascimento querem falar de um Deus pobre, que se revela primeiro aos mais desprezados (os pastores) e que nasce para todos os povos (a presença dos magos).

4. Um homem ou Deus? Messias ou Filho do Homem?


Gustave Doré, Pesca milagrosa 
(ilustração reproduzida daqui)

Jesus raramente se nomeia. Quase sempre pergunta aos outros como é chamado. O episódio mais interessante é quando interroga os companheiros: “Quem dizem os homens que eu sou?” A resposta é variada: João Baptista, Elias, um dos profetas… “E vós, quem dizeis que eu sou?” Pedro toma a palavra para responder: “Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo.” E Jesus diz-lhes para não contarem a ninguém.
“Jesus nunca disse que era o Messias, mas entrou em Jerusalém como se fosse”, diz Armand Puig. No primeiro volume (único até agora publicado) da sua obra Jesus de Nazaré, o actual Papa fala dos títulos que Jesus se atribuía a si mesmo: o Filho do Homem, o Filho e Eu sou.
O título de Cristo (Messias), que interpreta uma das convicções dos cristãos em relação a Jesus “depressa desaparece como título isolado, unindo-se com o nome de Jesus: Jesus Cristo”, escreve Ratzinger.
Quando Jesus morre, Marcos coloca na boca de um centurião romano a afirmação: “Verdadeiramente, este homem era filho de Deus” – uma definição reservada ao imperador. Com isso, o evangelista quer alargar a afirmação de fé na divindade de Jesus não só aos judeus, mas a todos os povos. 

5. Um profeta


O Bom Pastor, fresco na Catacumba de Priscila, 
Roma, século III

Jesus já foi mestre espiritual, rabino, revolucionário social – entre muitos outros modelos. Mas a definição de profeta era comum, no modo como os contemporâneos se lhe referiam, nota Albert Nolan. Profeta como alguém capaz de ler os sinais do tempo – no caso de Jesus, uma marca integrante da sua espiritualidade.
José Antonio Pagola diz que se destaca a “dimensão profética de Jesus, a sua crítica social e religiosa à sociedade do seu tempo, a sua actividade terapêutica, a sua comensalidade com pecadores e pessoas indesejáveis, a sua defesa dos últimos, o seu acolhimento às mulheres”.
A dimensão de Jesus como terapeuta nem sempre foi bem vista por alguns exegetas. John Meier dedica aos milagres de Jesus o mais extenso volume da sua obra. “Pintar o Jesus histórico sem dar o devido peso à sua fama como realizador de milagres” não é uma descrição exacta deste “judeu estranho e complexo, mas sim um Jesus domesticado”, escreve.
No centro da mensagem e da vida de Jesus, está a ideia de “Reino de Deus”, comum a todos os evangelhos. Jesus nunca explica directamente o que entende pela expressão, pois quando a utiliza é para dizer, por parábolas, “o reino de Deus é semelhante a…”.
Pagola define-a deste modo: “É o projecto de Deus de construir um mundo mais humano, mais justo e mais ditoso para todos, começando pelos últimos.”

6. Um condenado


Andrea Mategna, Lamentação sobre Cristo morto
c. 1480-1490

Aclamado por uma pequena multidão à sua chegada a Jerusalém, Jesus será pouco depois condenado à morte. Alguns líderes religiosos decidem entregá-lo às autoridades romanas. De acordo com os evangelhos, há duas causas principais para a condenação.
Na versão de João, depois de Jesus ressuscitar o amigo Lázaro, que morrera três dias antes, alguns judeus foram ter com as autoridades “e contaram-lhes o que Jesus tinha feito”. Razão suficiente para decidir a morte.
Nos três evangelhos sinópticos – Mateus, Marcos e Lucas – a causa imediata para a condenação é a entrada violenta e purificadora de Jesus em pleno Templo de Jerusalém: “Entrando no templo começou a expulsar os vendedores. E dizia-lhes: ‘Está escrito: A minha casa será casa de oração; mas vós fizestes dela um covil de ladrões’.” O ensino de Jesus no templo que deixava o povo “suspenso dos seus lábios” levou os líderes religiosos da época a procurar a sua morte, conta o texto de Lucas.
Estes são os dias decisivos. Quando Jesus celebra a Páscoa judaica com os mais próximos, anuncia-lhes que irá morrer e um deles irá trai-lo. Depois da refeição, saem para o Monte das Oliveiras, onde Jesus se sente invadido por uma “tristeza de morte”.
Uma conspiração política e jurídica, analisada por Joachim Gnilka. Preso e levado perante o procurador romano, Pôncio Pilatos, Jesus acaba condenado à morte, satisfazendo os desejos dos líderes de alguns grupos religiosos – nomeadamente os saduceus, como recorda Michel Quesnel. “Sumos sacerdotes e governador agiram em total cumplicidade”, um autêntico “conluio”, diz este biblista.
A maior parte dos exegetas recorre aos elementos fornecidos pelo evangelho de João para dizer que a morte terá ocorrido numa sexta-feira, véspera do Shabath judaico. Como diz John Meier, esse dia foi, com muita probabilidade, 7 de Abril do ano 30.

7. Um ressuscitado?


Ressurreição de Jesus, ícone

No final da história, está a chave para entender o fascínio de Jesus e muito da sua vida: só depois da sua morte, os mais próximos companheiros começam a entender o que antes lhes dissera. Alguns contam que se encontraram com ele, algumas das vezes comendo juntos. A comensalidade de Jesus como um dos factores que o leva à morte é, aliás, uma das notas da investigação mais recente.
Lucas conta vários episódios em que refeições de Jesus são causa de escândalo para os circundantes. Escreve Tolentino Mendonça: “Este foi, provavelmente, um dos aspectos do ministério de Jesus mais significativos para os seus seguidores e mais ofensivos para os seus críticos (que desagradados pelo modo extravagante de Jesus se comportar à mesa, diziam dele: ‘é um comilão e um ébrio, amigo de publicanos e pecadores’. (…) O problema era que Jesus comesse com toda espécie de pessoas, fazendo da cozinha e da mesa um encontro para lá das fronteiras que a lei estabelecia.”
Estas amizades perigosas de Jesus levam-no à morte, mas são esses mesmos amigos e seguidores que começam por anunciar que ele ressuscitara da morte. Na primeira Carta aos Coríntios, Paulo, que não conheceu Jesus pessoalmente, conta que, depois de ressuscitar, ele tinha aparecido aos companheiros mais próximos e, noutra ocasião, a mais de 500 pessoas, “de uma só vez, a maior parte das quais” ainda vivia nesse momento.

Sabemos alguma coisa, afinal?

“Há muitos aspectos sobre o Jesus histórico que permanecerão um mistério”, escreve Ed Parish Sanders. Jesus teve irmãos? Como e quando nasceu? Que consciência tinha acerca da missão que assumira (ou, para os crentes, que tinha enquanto Deus)? Ressuscitou ele na manhã de Páscoa?
Ainda Sanders: “Nada é mais misterioso do que a história da sua ressurreição, que tenta retratar uma experiência que os próprios autores não conseguiram compreender. Mas (…) sabemos muito sobre Jesus. Sabemos que iniciou a vida pública sob João Baptista, que teve discípulos, que esperava o Reino, que foi da Galileia para Jerusalém, fez algo hostil ao Templo, foi julgado e crucificado. (…) Sabemos quem ele era, o que fez, o que ensinou e porque morreu; e, talvez o mais importante, sabemos como inspirou os seus seguidores, que, por vezes, não o entenderam, mas que lhe foram tão fiéis que mudaram a história.”

15 de abril de 2015

Fasquia bem alta e bem visível


Alexis Tam Chon Weng colocou ontem definitivamente, na sua intervenção na Assembleia Legislativa, a fasquia bem alta e bem visível para si e para aqueles que consigo directamente trabalham.
A responsabilização dos titulares de altos cargos, tantas vezes comentada e tão poucas vezes definida e assumida, ficou bem clara nas declarações de Alexis Tam Chon Weng ao longo destes primeiros cem dias de exercício do cargo e teve ontem o seu epílogo no hemiciclo.
O prazo de um ano dado ao Director dos Serviços de Saúde para se verem melhorias no sector, a substituição do Director do Hospital Conde de São Januário porque era neste que se detectavam os maiores estrangulamentos, a afirmação clara da intenção de se demitir se falhar no cumprimento das suas promessas e objectivos, são acima de tudo guidelines muito claras acerca do que se pretende na complexa área dos Assuntos Sociais e Cultura.
Serão fixados objectivos claros que, a não serem cumpridos, acarretarão o afastamento dos titulares dos cargos.
A começar no próprio Secretário que se apresta a dar o exemplo e a servir de exemplo.
Parece simples, parece natural, não é nada habitual.
O futuro permitirá perceber se será mesmo assim (e quero acreditar que seja) ou se estamos apenas perante mais um rol de promessas vazias de conteúdo. 

CARTA DE PINA MANIQUE AO DUQUE DE CADAVAL


Carta existente na Biblioteca Nacional de Lisboa

Cópia autêntica da carta existente na Biblioteca Nacional de Lisboa redigida por Pina Manique, Corregedor de Santarém (e futuro Intendente de Polícia do Marquês de Pombal), ao Duque de Cadaval, Corregedor-Mor da Justiça do Reino.

"Exmo. Sr. Duque de Cadaval:

Se meu nascimento, embora humilde, mas tão digno e honrado como o da mais alta nobreza, me coloca em circunstância de V. Excia. me tratar por TU,
- Caguei para mim que nada valho.

Se o alto cargo que exerço, de Corregedor da Justiça do Reino em Santarém, permite a V. Excia., Corregedor Mor da Justiça do Reino, tratar-me acintosamente por TU,
- Caguei para o cargo.

Mas, se nem uma nem outra coisa consentem semelhante linguagem, peço a V. Excia. Que·me informe com brevidade sobre estas particularidades, pois quero saber ao certo se
- devo ou não Cagar para V. Excia.

Santarém, 22 de Outubro de 1795

PINA MANIQUE
Corregedor de Santarém "

14 de abril de 2015

Pais, progenitores, óvulo e espermatozóide


Portugal está em choque perante a barbaridade dos recentes assassinatos de crianças cometidos por aqueles que supostamente as deviam proteger.
O choque, a repulsa, a revolta, fazem esquecer que, infelizmente, estes actos horripilantes se vêm repetindo ao longo do tempo.
Só nos últimos dez anos oito crianças de tenra idade viram aqueles que delas deviam cuidar transformar-se nos seus mais cruéis algozes em Portugal.
Não vou discutir as causas, não vou apontar as soluções, simplesmente porque não me sinto habilitado para tal.
Vou apenas deixar bem claro aquilo que em privado já várias vezes comentei.
Não consigo perceber como se podem qualificar estes assassinos como pais.
Podem ser progenitores, óvulo, espermatozóide.
Pais é que que não!
Porque um pai/mãe dá a vida por um filho, não tira a vida a um filho.

Memórias de Coimbra