Os Estados Unidos e Israel fizeram o trabalho sujo
Depois de ler as declarações de Sergey Ryabkov, vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, ocorreu-me que no mundo hipócrita que vivemos, Estados Unidos e Israel ficaram com o odiosa tarefa de levar a cabo o trabalho sujo que outros se abstiveram de fazer.
Sergey Ryabkov veio publicamente afirmar que o Irão, aliado precioso da Rússia, nunca teve intenção de possuir uma bomba nuclear.
Sergey Ryabkov que é membro do mesmo governo que ainda muito recentemente se disponibilizou para receber os quatrocentos quilos de urânio enriquecido que o Irão ainda tem em seu poder.
Urânio enriquecido a um nível muito superior ao que é necessário para qualquer outro efeito que não seja o fabrico de uma arma nuclear, sublinhe-se.
Israel, temendo pela sua sobrevivência enquanto Estado, consciente do facto de um dos desígnios do regime teocrático iraniano ser a destruição do Estado israelita, consciente também da debilidade momentânea do regime iraniano e da presença na Casa Branca de um aliado fundamental, resolveu tomar a mais drástica de todas as medidas possíveis.
E contou para tal com o apoio de Donald Trump.
Cinicamente, o resto do Planeta criticou e critica Trump e Netanyahu.
Enquanto disfarçadamente suspira de alívio e murmura um agradecimento a quem teve a coragem e iniciativa de fazer o trabalho sujo que tantos queriam ver feito sem sujar as mãos nem ferir a reputação.
Coisa bem diferente é avaliar o como foi feito, a aventura de entrar sem ter um plano de contingência para o tempo durante e o depois.
Essa é toda uma outra questão, toda uma outra conversa.



Entretanto, pelo que ouvi hoje, há indicadores que confirmam que 10% dos lares americanos estão a deixar de fazer algumas refeições por questões financeiras, e quase 16% dependem dos bancos alimentares. Esta taxa é mais elevada do que no auge da pandemia de COVID-19.
ResponderEliminarTente explicar isso aos fiéis trumpistas, Catarina.
EliminarPeça só para verem os preços dos combustíveis, dos ovos, do bacon.
Nem é preciso mais nada.
A frase tornou-se central no debate público após o chanceler federal da Alemanha, Friedrich Merz, afirmar publicamente que Israel estava a fazer o "trabalho sujo" em nome de todo o Ocidente
ResponderEliminarQuem é que não fica aliviado se o Irão for neutralizado, Teresa??
EliminarO método é que talvez não seja o mais eficaz.
A palhaçada continua. Que me perdoem os verdadeiros palhaços.
ResponderEliminarUm abraço, Pedro.
O circo é GRANDE.
EliminarUm abraço
E nós cá ficamos a assistir de bancada , mas a sofrer as consequências do aumento do custo de vida!
ResponderEliminarAbraço
Somos danos colaterais.
EliminarAbraço
Nada justifica o modo como EUA e Israel estão a agir por muito necessário que se considere o Irão ser contido.
ResponderEliminarÉ o que está no último parágrafo, São.
EliminarFizeram ali uma boa cagada.
Não consigo entender estes tipos do poder que considero uns aberrantes pelo poder!
ResponderEliminarBeijos e um bom dia!
Em vez de limparem a trampa espalharam a trampa, Fatyly.
EliminarBeijos
O problema agora é desatar o nó que os dois deram.
ResponderEliminarMeteram-se num labirinto e agora não sabem como sair dele.
Um abraço.
É o que dá avançar sem um plano de saída.
EliminarE o Irão tem todo o tempo do mundo.
Coisa que nem americanos nem israelitas têm.
Um abraço
Well said dear Pedro
ResponderEliminarOur actions are meant to define our character
The character of these two is the worst possible, dear baili.
Eliminarse o Sergey Ryabkov disse, deve ser verdade...é claro que toda a Europa apoia o que está sendo feito. O Irã é um poço de fundamentalismo radical dos piores que existem, sendo um foco de instabilidade para todo Oriente Médio. É só ver o que fizeram em retaliação a Israel e EUA: atacaram países árabes. O que me embasbaca é ver aqui no Brasil e também na Europa, grupo de esquerda que apoiam politicamente o Hamas, Irã, Hesbollah...grupos LGBT que apoiam o Irã que mata gente LBGT. Não sei até onde vai a burrice e a hipocrisia em nome de uma ideologia.
ResponderEliminarNinguém apoia os proxis terroristas.
EliminarO que não impede ter um olhar crítico sobre as operações de israelitas e americanos.
Atacar os vizinhos no Médio Oriente, aliados dos americanos, onde estão sediadas bases americanas, era algo que até um cego via.
Tal como a retaliação através do Estreito de Ormuz.
Básico, evidente.
Para além do regime castrador dos direitos das mulheres, que vem do tempo do Xá da então Pérsia, o Irão não é melhor nem pior do que qualquer país atacado. Não cede às exigências de paz, entregando o ouro - leia-se urânio enriquecido - os bandidos. Mais, quando atacado, defende-se. E como a melhor defesa é o ataque, ataca.
ResponderEliminarEnfim, todos querem o mesmo: Poder e Riqueza...
Beijinhos
E ataca no modo guerrilha, Janita.
EliminarSó os suicidas se atiram de frente contra quem sabe ser mais forte e dispor de mais meios de combate.
Beijinhos