As gaiolas russas
O criminoso de guerra russo finalmente percebeu com quem está a lidar.
Longe da retórica bélica, da prova de força, normalmente a cargo dos papagaios de serviço, Putin protege o seu armamento com gaiolas anti drone.
Porque sabe que a guerra teve uma forte viragem.
Mais uma vez o engenho ucraniano a sobrepor-se à brutalidade russa.
E a desenvolver meios de ataque na profundidade em território russo, de fabrico próprio.
A mão ucraniana que os europeus e americanos obrigavam os ucranianos a manter atada começou a soltar-se.
E a permitir ataques em território russo até ao ponto de deixar Putin assustado como nunca estivera.
A cereja no topo do bolo, o comunicado do presidente ucraniano a permitir (sublinhado a grosso) as celebrações da parada do Dia da Vitória.
Com o pormenor delicioso de incluir todas as coordenadas dos pontos onde os ucranianos não iriam atacar e as horas a que se abstinham de perturbar as celebrações russas.
Putin ficou furioso e reagiu como sabe - cometendo mais crimes de guerra, atacando alvos civis, procurando assustar e desmoralizar a população ucraniana.
O aspirante a czar está desesperado.
Não só não conquista território, como vai perdendo algum do que já conquistara.
Enquanto assiste impotente à superioridade tecnológica ucraniana, à capacidade muito superior dos ucranianos de combater nesta nova guerra que se desenrola muito longe das trincheiras.
No Kremlin, Putin não sabe neste momento como sair da aventura em que embarcou sem deixar uma sensação de derrota que implicaria o fim do regime, o fim do vírus imperialista a que aludia Kasparov.



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