15 de junho de 2017

Subscrição de listas - muito mais que uma questão de tradução


As notícias mais recentes dão conta da existência de noventa e duas pessoas que infringiram o disposto no nº 3 do artigo 27º da Lei Eleitoral ao subscreverem mais do que uma lista.
Muito se tem falado numa eventual divergência entre as versões chinesa e portuguesa da Lei Eleitoral.
Uma questão que foi levantada em primeira mão pela Comissão de Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa e que tem criado algum frisson junto de vários sectores da comunidade política de Macau.
A Comissão de Assuntos Eleitorais tem feito um trabalho exaustivo de divulgação da Lei Eleitoral, nomeadamente  da proibição constante da norma supracitada, em todos os meios de comunicação social, em todos os fóruns públicos.
Assim sendo torna-se muito complicado perceber a razão que explique haver ainda tanta gente a infringir a norma.
A apontada divergência na tradução?
Pode ser.
Mas, com toda a franqueza, não acredito que assim seja.
Mais do uma qualquer divergência entre as versões da lei nas duas línguas oficiais, julgo haver aqui sinais preocupantes de uma enorme ignorância, e de um não menor desinteresse, por tudo o que se relacione com o processo eleitoral.
E esses sinais são muito mais preocupantes, e de muito mais difícil resolução, do que um qualquer problema de tradução do texto legal.

12 comentários:

  1. Pois também penso que o problema passa pela ignorância e desinteresse por parte de alguns eleitores.
    Um abraço e boa semana.

    Andarilhar
    Dedais de Francisco e Idalisa
    Livros-Autografados

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    1. Bem mais complicado de resolver que um qualquer erro de tradução, Francisco.
      Aquele abraço, boa quinta-feira.

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  2. Uma situação nada fácil de resolver como diz o meu amigo se fosse um erro de tradução resolvia-se facilmente.
    Um abraço.
    Autógrafos Futebol

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    1. É muito fácil corrigir uma tradução errada que o desinteresse e a ignorância, Francisco Emanuel.
      Aquele abraço

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  3. Respeitando os direitos de autor, onde assino?

    Gostei de conhecer a intemporal 77

    Boa tarde, aqui :)

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    1. A intemporal foi dada a conhecer por um grande jornalista aqui em Macau, originário de Coimbra (tinha que ser!!), um tipo bestial chamado José Carlos Matias, São.
      Aqui já são nove da noite :)

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  4. Há sempre eleitores que se estão "borrifando" para esse ato cívico.
    Abraço

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    1. Infelizmente, há, Elvira Carvalho.
      E creio bem que é esse o problema.
      Não um qualquer erro na tradução da lei.
      Abraço

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  5. Respostas
    1. Um abraço, Walter Segundo.
      Ouça a música abaixo e diga-me o que é que acha.

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  6. A propósito do que escreve, é curioso, Pedro, que o mundo, apesar de estar apetrechado, como nunca, de ferramentas informativas, nunca pareceu tão ignorante no que se refere ao essencial.
    Por onde navega a lucidez? Será que é espécie em vias de extinção?

    Abraço

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    1. As máquinas são operadas por pessoas, AC.
      E, quando essas pessoas não têm bom-senso, não há máquina que resista.
      Aquele abraço

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