Presentismo laboral
Entre os males dos tempos modernos há um que tem raízes bem lá atrás no tempo.
O presentismo laboral.
O presentismo laboral é a arte de estar presente no local de trabalho.
De preferência durante muito tempo.
Chegar cedo, sair tarde.
Sem fazer nada a maior do tempo.
Ou pelo menos não fazer nada de particularmente relevante.
Longe dos conceitos de produtividade, de eficácia, o presentismo só exige a presença.
Um conceito que evoluiu recentemente.
Agora essa presença já não é sequer necessariamente física.
Porque é bem possível estar presente e distante.
Rigor, capacidade, são realidades ausentes no contexto do presentismo e alheias aos presentistas.
Os presentistas estão.
E exigem que os outros estejam.
Sempre.
Fora e dentro do local de trabalho, fora e dentro do horário de trabalho.
Estar, é fundamental estar.



Por esse prisma a produtividade vai ser inexistente. Essa será uma gerência deficientíssima.
ResponderEliminarA imagem mostra-nos dois homens asiáticos numa postura que nāo se coaduna com o estériotipo geralmente assumido.
Nunca gostei de chegar cedo e sair tarde. Tive sorte. Das 8h30 às 15h30 - horário perfeito. :)
Sou pontual, Catarina.
EliminarPara entrar … mas também para sair.
Viver para trabalhar???
Não.
Trabalhar para viver.
Essa é exatamente a minha linha de pensamento. : )
EliminarExijo ter uma vida própria.
EliminarPorque só tenho a certeza da finitude da mesma.
Enquanto por cá ando quero viver.
Na minha profissão não havia, nem há, essa figura de "estilo"! 😀
ResponderEliminarAbraço
Ainda bem.
EliminarAbraço
Nos meus tempos - de trabalhador sério e a sério - nunca aceitei viver para trabalhar. Antes, trabalhar para viver. É bem diferente.
ResponderEliminarUm abraço.
O privilégio de termos uma vida para viver, António.
EliminarFamília, amigos.
Um abraço
Sempre adorei a minha profissão e , graças a Deus, tive uma excelente vida profissional.
ResponderEliminarPorém, nunca sacrifiquei a minha pessoal à profissional - embora tenha excedido muitas vezes os meus deveres nessa área.
Parece , porém, que a tendência oficial é regressarmos à escravatura : agora querem que as creches funcionem mais de onze horas por dia e designam esta barbaridade por Creche Feliz !!!!!
Filhos que crescem sem pais; pais que não passam de progenitores.
EliminarQuem é feliz no meio disso?
Os exploradores de quem trabalha e os partidos a quem financiam.
EliminarSempre trabalhei para viver e nunca o contrário e sempre pontual e adorei o que fiz, mas havia que colegas que fingiam e era o devagar devagarinho!
ResponderEliminarBeijos e um bom dia!
Artistas, actores, continuam a existir, Fatyly.
EliminarBeijos
Boa noite meu querido amigo Pedro. Espero que esteja tudo bem com você e seus familiares em Macau. Uma excelente noite de quinta-feira e um grande abraço do seu amigo carioca.
ResponderEliminarEstamos ótimos, Luiz Gomes.
EliminarGrande abraço
Não trabalhei para viver, mas para me sentir viva. A profissão foi um campo real onde não havia tempo para estar apenas presente. Tive muita sorte nas pessoas que encontrei pela vida e me ajudaram a fazer o que desejava. Tudo o resto eram e ainda são correrias sem valor. Excepção feita às que faço e fiz pelos e com os filhos.
ResponderEliminarEssa é uma das grandes vantagens, bea - conhecer pessoas que nunca teríamos oportunidade de conhecer de outra forma
EliminarFelizmente onde trabalho até a pausa para o lanche é sagrada, e quem o diz são os próprios patrões.
ResponderEliminarUm abraço
A pandemia não provou isso mesmo??
EliminarUm abraço
Longe vão os tempos dos prémios de produtividade.
ResponderEliminarNão interessa o tempo que se está no trabalho, mas a competência no seu desempenho. Isso sim, é trabalho, não é emprego...duas coisas distintas, não concorda, Pedro?
Beijinhos
Precisamente, Janita.
EliminarFicava doido quando ouvia dizer “função pública é estar”.
Beijinhos
O medo de perder o emprego nestes tempos difíceis deixa até os gatos tensos; se o Jon ficar desempregado, não haverá mais lasanha em casa. rsrsrsrs
ResponderEliminarNova Tirinha Publicada. 😼
Abraços 🐾 Garfield Tirinhas Oficial.
Segurança no trabalho também é necessária.
EliminarPara haver lasanha :)))
Abraços
Olá, amigo Pedro, o trabalho nos tempos atuais está um pouco
ResponderEliminarestranhos, nesta época da informática
Grande abraço e um bom final de semana.
Continuo a acreditar que as máquinas não irão substituir as pessoas, Pedro Luso.
EliminarGrande abraço
Excelente artigo!
ResponderEliminarSe tiverem oportunidade, convido-vos também a visitar o meu blog: noite.blix.pt
Se o seguirem, terei todo o gosto em retribuir e seguir o vosso também.
Obrigada
Sempre trabalhei para ter qualidade de vida
ResponderEliminarTentei chegar a horas e sair a horas, conforme disse possível.
Nunca muito mais tarde.
Mas um familiar sacrificava a vida pelo trabalho.
Zanguei-me muito, muito.
Os filhos foram as vítimas.
São adultos, agora.
Mas a saga de sair tarde continua
♥️
*fosse
ResponderEliminarO estar presente não é sinônimo de produtividade e eficiência. Conheci algumas pessoas que tinham esse posicionamento, longas horas no trabalho, mas no fim do dia, pouca ou nenhuma rentabilidade, era só para a imagem. O pior é se são chefias, que depois exigem o mesmo dos seus funcionários, e nos tempos atuais, é difícil dizer "Não", pois ninguém quer correr o risco de ficar sem emprego.
ResponderEliminarBeijinhos
Interessante.
ResponderEliminarPois desabafei à pouco no meu post "ventoinhas não!" algo que pode ter bastante relação com isto que descreves. O "presentismo" versus a produtividade.