A democracia russa e a ditadura ucraniana
Há momentos defenidores na vida das sociedades.
Ver os ucranianos nas ruas protestando contra a remodelação governamental levada a cabo por Zelensky foi um desses momentos.
Um país em guerra, invadido, saqueado, ainda tem tempo, motivação, liberdade, para vir para a rua protestar contra medidas políticas que se afiguram erradas e injustas aos olhos dos seus cidadãos.
E a elite governativa, com um pseudo ditador no topo, recua nas suas intenções.
É a democracia que sobrevive mesmo em tempos de guerra.
Os idiotas úteis que espalham a retórica alucinada do Kremlin, e que protestam por um país em guerra não organizar eleições, mesmo que à revelia do texto constitucional, deviam corar de vergonha depois do que se viu nestes dias na Ucrânia.
Mas para isso era preciso conhecerem o conceito vergonha.
Uma ditadura musculada, assassina, que até já deixou de fazer oscilar o palhaço Medvedev com o títere Putin, atreve-se a criticar terceiros e a chamar autocracias a regimes que deixam o povo protestar pacificamente nas ruas.
E usa um bando de gente profundamente ignorante para espalhar esta retórica imbecil.
Valha a verdade, vozes de burro não chegam mesmo ao céu.
Mas tanto zurrar cansa.



A inversão dos conceitos políticos e democráticos entre a Rússia e a Ucrânia é um elemento central das campanhas de desinformação da Federação Russa como o Pedro aqui foca.
ResponderEliminarE há sempre uma cambada de idiotas que chupam a narrativa do Kremlin, Teresa.
EliminarTrata-se, de facto, de elementos definidores em direções totalmente opostas, que, naturalmente, levarão a destinos muito diferentes e inconciliáveis.
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