A sombra iraniana





Os Estados Unidos festejaram os 250 anos da independência do país. 
Um aniversário festejado sob a liderança de um velho doido e narcisista que só ama verdadeiramente o seu bolso e a sua carteira. 
Quem não só recusou participar nas celebrações como sabiamente as empurrou para segundo plano na agenda noticiosa, foi o Irão.
Marcar o funeral do líder assassinado por Israel e os Estados Unidos para 4 de Julho foi tudo menos coincidência.
A América festejava mas o Mundo via milhares de iranianos chorar a morte do mártir.
A par desses iranianos, lideranças de nações alinhadas com o suposto pária internacional.
O regime teocrático iraniano a mostrar que está forte, que é resiliente, que afinal não enfrenta oposição interna, que até tem aliados de peso na arena internacional.
E a empalidecer os festejos americanos ao mostrar que não só o Irão resistiu aos ataques como não teme sair à rua com receio de outras investidas do aniversariante americano.
A milenar civilização persa a confrontar a centenária civilização americana no dia do seu aniversário.
Uma manobra de mestre.
E o prenúncio do recrudescer de um conflito sem fim à vista. 

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