He killed it


O consulado Trump proporciona momentos únicos.
Momentos em que o ridículo e o penoso caminham de mãos dadas e geram um desconforto inigualável.
Foi assim no último jantar de correspondentes da Casa Branca (White House Correspondents’ Dinner).
Donald Trump, humilhado publicamente ao ver premiados os jornalistas que reportaram o caso dos ficheiros de Epstein, teve o péssimo gosto de tentar ser cómico.
Algo que o ridículo presidente norte-americano só consegue ser involuntariamente.
E conseguiu fazer uma plateia inteira bocejar, mover-se ansiosamente na cadeira porque aquela tortura parecia não ter fim, ficar incomodada por estar presente em tão infeliz cenário.
Percebendo o desconforto dos convidados, Donald Trump começou a ridicularizar os autores dos textos que a criatura tão bem estava a interpretar.
É habitual no mundo do humor elogiar uma actuação excepcional com a exclamação “he killed it”.
No caso de Donald Trump, e da sua performance no jantar dos correspondentes, essa exclamação é rigorosa.
O problema é ser literal - he killed it! 

Comentários

  1. Respostas
    1. Estavam todos com mais sono do que ele costuma exibir publicamente.
      Não é fácil…

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  2. Parece que foi um fiasco em três atos.
    Entrei em detox de política americana em junho e ainda nāo parei. Estou a gostar deste processo terapéutico.
    Na ignorância reside a felicidade. :))

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    1. Fiasco no jantar, fiasco no funeral.
      Um verdadeiro líder :))))

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  3. Falta o "it" na expressāo coloquial. "He killed it"
    :)

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