Clarificação


Há momentos clarificadores na vida das pessoas.
E também dos partidos políticos.
O chumbo da legislação laboral no parlamento português representa um desses momentos.
Porque permite perceber de uma vez por todas que a tese da maioria de direita, social e parlamentar, é uma falácia. 
O Chega não é um partido de direita.
Naquela amálgama há temas sociais de direita (aborto, opção sexual, casamento) e há temas económicos e políticos muito à esquerda (muito Estado, muita regulamentação da actividade económica). 
O Chega não é um partido de causas, é um partido de oportunismo puro. 
Panfletário, o Chega navega tendências de opinião. 
O Chega nem sequer é um partido.
É um manifesto político da revolta do seu líder. 
O mesmo líder que humilhou publicamente o governo e os partidos que o compõem, ao mesmo tempo que humilhava grande parte da sua bancada parlamentar (a rábula da votação, com cinco parlamentares da primeira linha a levantar-se perante a incredulidade dos restantes, vai ficar para a História). 
A ingenuidade política de Luís Montenegro e Hugo Soares levou-os a confiar na palavra dada por alguém que desconhece esse conceito. 
Clarificação, momento de clarificação. 
Não há maioria de direita até porque a maioria sociológica que vota no Chega não é só de direita.
Não há possibilidade de fazer acordos com o Chega porque aquela força politica e os seus lideres não são minimamente confiáveis.
Se não houver possibilidade de governar ao centro, com entendimentos entre o governo e o PS, as eleições legislativas serão inevitavelmente antecipadas.
Eleições que muito provavelmente serão a consagração em Portugal da tendência europeia de se entregar nas mãos dos populismos.
Um governo do Chega ou uma coligação ao centro forçada e forjada por António José Seguro? 
Ou talvez um país ingovernável como legado das diatribes de socialistas e sociais democratas. 

Comentários

  1. Está muito bonitinho, muito esclarecido, o que exigiu concentração e tempo precioso.
    Mas esta noite não estou pr’aí virada. Falar sobre política apenas provoca descontentamento. Hoje era dia para se falar sobre futebol.
    Não foi na Universidade de Coimbra que se efetuaram estudos neurológicos que confirmaram que o entusiamo e a paixão clubista “ativa regiões cerebrais associadas ao amor e à identidade grupal’? Pois então...

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    1. Hoje é um dia muito especial, Catarina.
      A minha mãe completa 88 anos.

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    2. Muitos parabéns à sua mãe. É mesmo um dia especial! A minha, com uns anitos mais do que a sua, faleceu em novembro do ano passado. Mesmo estando num estado paliativo durante os últimos anos, deixou um vazio imenso em todos nós.

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    3. Situação semelhante à do meu pai, Catarina.
      Fica lá o vazio.
      Mas devemos saber deixá-los partir.
      E não forçar o sofrimento deles.
      Tudo o que ele me pediu, conscientemente, acho que cumpri e continuo a cumprir.
      E essa é a melhor homenagem que lhe posso prestar.

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  2. Subscrevo tudo o que dizes!
    Parabéns à tua mãe!
    Beijos e um bom dia

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  3. Parabéns à sua mãe, a minha partiu com essa idade.
    De resto nada a acrescentar, mas a convicção de continuarmos a resistir contra ventos e marés!

    Abraço

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    1. O meu pai também.
      Completou 88 no dia 25 de Outubro e partiu no dia 28.
      Abraço

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  4. Caro Pedro, num dia tão especial, recuso-me a falar de política e de trauliteiros licenciados em pouca vergonha.
    Dito isto, deixo os meus votos sinceros de um dia feliz para a sua Mãe. Parabéns, então.
    Um abraço.

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    1. Um abraço, António.
      Daqui a bocado vou falar com ela e com a minha irmã.

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  5. Faz falta um apolítica clara e com objetivos bem definidos que não iludam os interesses de todos os portugueses.
    Abraço de amizade.
    Juvenal Nunes

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  6. Boa noite meu querido amigo Pedro. Eu não conheço, muito de política portuguesa. Aproveito para desejar feliz aniversário, para sua mãe pelos 88 anos dela. Que seja uma data muito especial, para você e todos os seus familiares em Macau. Uma excelente noite de quarta-feira e um grande abraço carioca.

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    1. A minha mãe e a minha irmã vivem em Portugal.
      Estive há bocadinho a falar com elas.
      Grande abraço

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  7. Excelente reflexão, Pedro. Independentemente das posições políticas, momentos como este têm o mérito de dissipar ambiguidades e revelar com maior nitidez a natureza dos projetos e das lideranças.

    Abraços
    Daniel

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    1. Se havia dúvidas (eu não tinha) ficou muito claro que há pessoas e partidos que não são de todo confiáveis.
      Abraços

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  8. A discussão que continua incompleta no país centra-se na articulação entre a competitividade das empresas e a precariedade, destacando-se várias áreas que continuam por resolver:

    Muitos parabéns à sua mãe por este marco tão bonito e especial! Chegar aos 88 anos com saúde e lucidez é um verdadeiro privilégio que merece ser celebrado em grande estilo.

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    1. Diga isso à minha mãe, Teresa.
      Ela acha que é a pessoa mais infeliz do mundo.
      E gosta que tenham pena dela.

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  9. Em primeiro lugar, parabéns a sua mãe!

    Em segundo e parafraseando alguém : onde coloco a minha assinatura?

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    1. Já imaginou esta gente a ganhar as próximas eleições, São???

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  10. Um beijinho, para a Senhora sua Mãe e outro para si, Pedro!
    Do resto tinha que ao Ventura respeita tinha algo a dizer, mas prefiro primeiro ter mais certezas.
    Boa semana

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    1. A minha mãe nem no dia de aniversário está feliz.
      Foi sempre assim.
      Beijinhos

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  11. Pedro,
    Esse partido que Vc cita, até
    até parece um que assombra por aqui...
    Mas sempre haverá, não é mesmo?
    Bjins
    CatiahôAlc.

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