A arte de trocar meia dúzia por seis
Já há um acordo no Médio Oriente.
Um acordo que não é bem um acordo, que é mais um memorando de entendimento, que não resolve nada e apenas se limita a empurrar com a barriga.
Um prolongamento do cessar fogo que representa a grande arte negocial de Trump, o homem que é capaz de trocar meia dúzia por seis.
A política externa mundial está subordinada à agenda de Donald Trump.
E Donald Trump queria uma prenda de aniversário e queria chegar à reunião do G7 com uma novidade.
Que tal forjar um pretenso acordo com o Irão?
Mesmo que seja um documento que borra o frontispício do tonto americano em toda a linha.
Negociado à margem de Israel (que já o tentou boicotar); que hipoteticamente reabre o Estreito de Ormuz (que estava aberto à navegação antes da aventura americana e israelita); que liberta uma enormidade de fundos para o regime iraniano utilizar; que não faz uma referência ao urânio enriquecido e às capacidades militares do regime iraniano (a suposta causa da guerra); que não alterou o regime político no Irão (só o radicalizou e militarizou ainda mais); que deixa o Médio Oriente num caos; que empoderou o Irão; que não prevê quaisquer garantias de monitorização independente.
The Art of the Deal?
É mais a arte de trocar meia dúzia por seis.



O presidente Donald Trump critica duramente o primeiro-ministro israelita Netanyahu:
ResponderEliminar"Não é preciso demolir um prédio de apartamentos toda vez que se procura por alguém".
Netanyahu e os falcões israelitas farão TUDO para boicotar este memorando de entendimento
EliminarOs termos exactos do acordo entre os EUA e o Irão ainda não estão claros. Mas uma coisa é certa: a relação entre Trump e Netanyahu acabou.
ResponderEliminarDesses dois doidos tudo é expectável, Teresa.
EliminarAmanhã são bem capazes de andar aos beijos outra vez…
Nāo é esse acordo, de página e meia, que ainda nāo foi publicado? Um acordo muito duvidoso...
ResponderEliminarUma coisa mal alinhava por um desaustinado, Catarina.
EliminarAcordo??
Com supervisão e verificação de quem???
Sete e Dois, Nove. E vai Um - esta arte do negócio é muito praticada em mercados por todo o mundo, vendilhões descarados a confiar na incauta matemática dos clientes.
ResponderEliminarUm memorando de entendimento assinado virtualmente e que pode bem nem sequer entrar em vigor.
EliminarA quem serve esse hipotético acordo?
ResponderEliminarPor que motivo já se fala em alívio no preço dos combustíveis se o hipotético acordo ainda está na sala de parto?
Neste tipo de gente - Trump's, Netanyahu's, Zelensky's, Ayatola's, Putin's ... e mais alguns que jogam na segunda linha, não de pode conviar.
É esperar para ver e, mesmo assim ... pois, nunca fiando.
Um abraço.
Esse era o grande objectivo, António.
EliminarAcalmar os mercados, fazer baixar os preços e o tom da contestação nos Estados Unidos.
Um abraço
Temos que esperar sentados até haver paz e, finalmente, tudo voltar como dantes.
ResponderEliminarSó que vai demorar!
Abraço
Nada vai voltar a ser como antes.
EliminarPorque agora o Irão está desconfiado, está mais isolado face aos seus vizinhos, está muito mais perto de possuir a arma nuclear que lhe garanta segurança.
Abraço
Parece-me que o Elo Perdido não trocou meia dúzia por seis , mas sim por cinco. E , infelizmente, rodeou-se de abéculas bajuladoras e incompetentes incapazes de lhe fazerem ver o óbvio.
ResponderEliminarBibi e os seus sequazes tudo farão para que nada do que for hipoteticamente acordado entre Pérsia e EUA resulte minimamente.
Esperemos que o oxigenado tenha aprendido pelo menos a não seguir cegamente o querido amigo judeu.
Que haja paz, mas não tenho grande esperança...
Bibi é só a face mais visível, São
EliminarÉ bem provável que venha a perder as eleições.
Para quem?
Tudo leva a crer que para uma direita ainda mais radical.
Israel vai fazer tudo para boicotar qualquer entendimento.
Pois, o meu grande receio é mesmo esse : quem vai ser o próximo primeiro-ministro depois do genocida.
EliminarA confiar nas sondagens um crápula ainda mais radical, São.
EliminarE o vencedor é o Irão.
ResponderEliminarO oxigenado não sabe como sair da trapalhada em que se meteu e tenta forjar um tratado de paz para poder dizer que terminou mais uma guerra. Que saudades que os americanos devem ter de Obama!
Um abraço.
Um memorando de entendimento que é menor que uma lista de compras no supermercado e muito menos eficaz.
EliminarFoi isso que o tratante conseguiu.
Um abraço
Conforme se pode ler aqui,
ResponderEliminarhttps://www.reuters.com/business/finance/iran-deal-includes-300-billion-fund-more-than-half-which-already-committed-2026-06-16/
o dinheiro quer será dado ao Irão NÃO vem dos contribuintes norte-americanos, mas sim de investidores privados.
O Obama, por seu lado, tinha entregado directamente dinheiro do Estado norte-americano ao Irão:
https://www.brookings.edu/articles/the-united-states-iran-and-1-7-billion-sorting-out-the-details/
O ideal seria mesmo não dar nada ao regime dos aiatolas, mas se Trump "trocou meia-dúzia por seis", então o Obama trocou uma dúzia por seis!
Que porcaria é esta que aqui está???
EliminarAcordaram em quê????
Porra, até a cegueira tem que ter limites.
Mas qual "cegeuira", homem? Qual era o obejctivo principal da guerra? Travar o programa nuclear do Irão!
EliminarE qual é a cedência principal do Irão no memorando? Parar o programa nuclear!
Deals a moda Trump!
ResponderEliminarMas continua a ter ceguinhos a dizer que está a fazer um excelente trabalho, Sami.
EliminarTo be honest,I feel quite puzzled as well
ResponderEliminarYour all points sound reasonable and I keep wondering what are we missing here