A cabala
O Partido Socialista revela um certo fascínio pelo misticismo judaico.
E, de quando em vez, não resiste à tentação das pitonisas de serviço de apresentar publicamente elaboradas teses de conspiração engendradas para prejudicar o Partido e os seus militantes.
Incluindo magistrados e forças policiais, todos em conluio.
Na semana que agora acabou, o PS foi abalado por mais um escândalo que envolve essa teia de poder e poderes que enxameiam o poder local.
Foi o PS como poderia ser outro partido qualquer.
Porque as autarquias estão pejadas de figurinhas que insistem ser figurões de todos os quadrantes políticos.
A forma como muitos ilustres socialistas reagiram às notícias divulgadas foi absolutamente ridícula.
O PS estava a ser atacado porque estava à frente nas sondagens, foi a tese.
Um ataque que, para os que têm memória, começou em 2022, era o PS governo e António Costa primeiro ministro, com uma reportagem na revista Sábado.
Valeu por contraste a postura serena de José Luís Carneiro.
Um líder que terá, como outros antes dele, a dura tarefa de limpar a poeira e as teias de aranha que há muito se acumulam nos gabinetes socialistas.


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