A arte de trocar meia dúzia por seis


Já há um acordo no Médio Oriente.
Um acordo que não é bem um acordo, que é mais um memorando de entendimento, que não resolve nada e apenas se limita a empurrar com a barriga.
Um prolongamento do cessar fogo que representa a grande arte negocial de Trump, o homem que é capaz de trocar meia dúzia por seis. 
A política externa mundial está subordinada à agenda de Donald Trump. 
E Donald Trump queria uma prenda de aniversário e queria chegar à reunião do G7 com uma novidade.
Que tal forjar um pretenso acordo com o Irão?
Mesmo que seja um documento que borra o frontispício do tonto americano em toda a linha. 
Negociado à margem de Israel (que já o tentou boicotar); que hipoteticamente reabre o Estreito de Ormuz (que estava aberto à navegação antes da aventura americana e israelita); que liberta uma enormidade de fundos para o regime iraniano utilizar; que não faz uma referência ao urânio enriquecido e às capacidades militares do regime iraniano (a suposta causa da guerra); que não alterou o regime político no Irão (só o radicalizou e militarizou ainda mais); que deixa o Médio Oriente num caos; que empoderou o Irão; que não prevê quaisquer garantias de monitorização independente.
The Art of the Deal?
É mais a arte de trocar meia dúzia por seis.

Comentários

  1. O presidente Donald Trump critica duramente o primeiro-ministro israelita Netanyahu:
    "Não é preciso demolir um prédio de apartamentos toda vez que se procura por alguém".

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    1. Netanyahu e os falcões israelitas farão TUDO para boicotar este memorando de entendimento

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  2. Os termos exactos do acordo entre os EUA e o Irão ainda não estão claros. Mas uma coisa é certa: a relação entre Trump e Netanyahu acabou.

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    1. Desses dois doidos tudo é expectável, Teresa.
      Amanhã são bem capazes de andar aos beijos outra vez…

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  3. Nāo é esse acordo, de página e meia, que ainda nāo foi publicado? Um acordo muito duvidoso...

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    1. Uma coisa mal alinhava por um desaustinado, Catarina.
      Acordo??
      Com supervisão e verificação de quem???

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  4. Sete e Dois, Nove. E vai Um - esta arte do negócio é muito praticada em mercados por todo o mundo, vendilhões descarados a confiar na incauta matemática dos clientes.

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    1. Um memorando de entendimento assinado virtualmente e que pode bem nem sequer entrar em vigor.

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  5. A quem serve esse hipotético acordo?
    Por que motivo já se fala em alívio no preço dos combustíveis se o hipotético acordo ainda está na sala de parto?
    Neste tipo de gente - Trump's, Netanyahu's, Zelensky's, Ayatola's, Putin's ... e mais alguns que jogam na segunda linha, não de pode conviar.
    É esperar para ver e, mesmo assim ... pois, nunca fiando.
    Um abraço.

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    1. Esse era o grande objectivo, António.
      Acalmar os mercados, fazer baixar os preços e o tom da contestação nos Estados Unidos.
      Um abraço

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  6. Temos que esperar sentados até haver paz e, finalmente, tudo voltar como dantes.
    Só que vai demorar!

    Abraço

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    1. Nada vai voltar a ser como antes.
      Porque agora o Irão está desconfiado, está mais isolado face aos seus vizinhos, está muito mais perto de possuir a arma nuclear que lhe garanta segurança.
      Abraço

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  7. Parece-me que o Elo Perdido não trocou meia dúzia por seis , mas sim por cinco. E , infelizmente, rodeou-se de abéculas bajuladoras e incompetentes incapazes de lhe fazerem ver o óbvio.

    Bibi e os seus sequazes tudo farão para que nada do que for hipoteticamente acordado entre Pérsia e EUA resulte minimamente.

    Esperemos que o oxigenado tenha aprendido pelo menos a não seguir cegamente o querido amigo judeu.

    Que haja paz, mas não tenho grande esperança...

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    1. Bibi é só a face mais visível, São
      É bem provável que venha a perder as eleições.
      Para quem?
      Tudo leva a crer que para uma direita ainda mais radical.
      Israel vai fazer tudo para boicotar qualquer entendimento.

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    2. Pois, o meu grande receio é mesmo esse : quem vai ser o próximo primeiro-ministro depois do genocida.

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    3. A confiar nas sondagens um crápula ainda mais radical, São.

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  8. E o vencedor é o Irão.
    O oxigenado não sabe como sair da trapalhada em que se meteu e tenta forjar um tratado de paz para poder dizer que terminou mais uma guerra. Que saudades que os americanos devem ter de Obama!
    Um abraço.

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    1. Um memorando de entendimento que é menor que uma lista de compras no supermercado e muito menos eficaz.
      Foi isso que o tratante conseguiu.
      Um abraço

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  9. Conforme se pode ler aqui,

    https://www.reuters.com/business/finance/iran-deal-includes-300-billion-fund-more-than-half-which-already-committed-2026-06-16/

    o dinheiro quer será dado ao Irão NÃO vem dos contribuintes norte-americanos, mas sim de investidores privados.

    O Obama, por seu lado, tinha entregado directamente dinheiro do Estado norte-americano ao Irão:

    https://www.brookings.edu/articles/the-united-states-iran-and-1-7-billion-sorting-out-the-details/

    O ideal seria mesmo não dar nada ao regime dos aiatolas, mas se Trump "trocou meia-dúzia por seis", então o Obama trocou uma dúzia por seis!

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    1. Que porcaria é esta que aqui está???
      Acordaram em quê????
      Porra, até a cegueira tem que ter limites.

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    2. Mas qual "cegeuira", homem? Qual era o obejctivo principal da guerra? Travar o programa nuclear do Irão!

      E qual é a cedência principal do Irão no memorando? Parar o programa nuclear!

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  10. Respostas
    1. Mas continua a ter ceguinhos a dizer que está a fazer um excelente trabalho, Sami.

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  11. To be honest,I feel quite puzzled as well
    Your all points sound reasonable and I keep wondering what are we missing here

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