14 de janeiro de 2020

Hong Kong ajudou os nacionalistas em Taiwan


A estrondosa vitória dos nacionalistas na eleição presidencial em Taiwan tem uma óbvia e indesmentível ligação a tudo o que se tem passado em Hong Kong nos últimos meses.
A grande bandeira eleitoral de Tsai Ing-wen foi o hipotético falhanço do princípio “um país, dois sistemas” em Hong Kong.
Uma tecla batida até à exaustão na campanha eleitoral, em conjunto com a política musculada da China no consulado Xi Jinping, que o eleitorado da Ilha abraçou e sufragou.
O sonho de unificação da grande nação chinesa, que Deng Xiaoping sonhou e que esteve na base da fórmula “um país, dois sistemas”, parece cada vez mais longínquo de Taiwan com a forte intervenção de Pequim que Xi Jinping preconiza.
Pequim tarda a perceber que, para seduzir Hong Kong e  sobretudo Taiwan, tem forçosamente que seguir uma política de abertura diametralmente oposta à que tem vindo a seguir até aqui.
Mesmo contra toda as evidências, a última das quais o resultado eleitoral em Taiwan, não acredito que o Governo Central venha a inflectir uma política que só tem afastado quem pretende acolher.

12 comentários:

  1. Só desejo que tudo corra pacificamente para que não ocorram mais "guerras".

    Beijocas e um bom dia

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    1. Não acredito que Pequim alguma vez ataque Taiwan, Fatyly.
      Mas está a correr sérios riscos de ver os chineses de Taiwan afastarem-se cada vez mais da Mãe Pátria.
      Beijocas

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  2. Concordo com o meu amigo e penso que “um país, dois sistemas” já cumpriu a sua função e neste momento está ultrapassado.
    Um abraço e boa semana.

    Andarilhar
    Dedais de Francisco e Idalisa
    O prazer dos livros

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    1. Os chineses vão atrás de si, Francisco.
      Eu acredito que o pensamento de Deng não morreu.
      Mas definhou muito.
      Aquele abraço

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  3. Gostei de saber...

    Tudo de bom.

    Beijinho
    ~~~~

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