14 de fevereiro de 2017

De minimis non curat praetor


De minimis non curat praetor - o pretor não se preocupa com minudências.
Não sei se o significado deste brocardo latino é desconhecido em Macau.
Pelo que se vai vendo no julgamento que envolve o antigo Procurador parece não ser conhecido, muito menos aplicado.
A ideia perfeitamente descabida de serem os serviços dos Tribunais e do Ministério Público a preocupar-se com  despesas com a realização de obras e a aquisição de bens e serviços tinha tudo para ser um fracasso.
De minimis non curat praetor - o pretor não se preocupa com minudências.
Os Tribunais e o Ministério Público não podem perder tempo a fazer consultas e concursos para comprar toner para as impressoras ou a realizar obras no ar-condicionado que não funciona em condições.
Há outras estruturas dentro da Administração que podem e devem ter esse tipo de atribuições.
Como aliás acontecia há não muitos anos...
Os Tribunais e o Ministério Público devem preocupar-se apenas com a realização eficaz e atempada da Justiça, com a correcta aplicação do Direito.
E já terão imenso trabalho para conseguir levar a cabo tarefas tão complexas.
Sobretudo face à escassez de recursos humanos da qual tantas vezes se queixam (com razão, como todos sabemos).
De minimis non curat praetor - o pretor não se preocupa com minudências.
Seria muito bom que, ainda que fosse só isso, esta ideia se consolidasse na sequência do julgamento do antigo Procurador.
E levasse a repensar um sistema que está profundamente errado, não faz qualquer sentido, pode dar origem a abusos que devemos a todo custo evitar, pode resultar numa péssima imagem de Macau como agora está a acontecer.
De minimis non curat praetor - o pretor não se preocupa com minudências.
Vamos pôr este conceito em prática? 

16 comentários:

  1. Serão CHINESISES, Pedro Coimbra ?

    Um abraço.

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    1. Nunca percebi a ideia de ter o Ministério Público e os Tribunais a fazer trabalho administrativo, João Menéres.
      À conta disso estamos a passar pela vergonha de ver o antigo Procurador a ser julgado por mais de 1500 crimes.
      Será que se prende a lição e se deixa ao Ministério Público e aos Tribunais a tarefa bem complicada de realizar a Justiça?
      Aquele abraço

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  2. Provavelmente a ideia foi de alguém que tendo a cabeça do tamanho dum alfinete, por artes de escoramento, foi alcandorado a lugar que lhe é estranho.
    Abraço.

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    1. Está a dar um resultado brilhante, Agostinho.
      Aquele abraço

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  3. Um conceito que me parece urgente aplicar!
    Beijinhos

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    1. Tenho poucas expectativas nesse sentido, confesso, Chic'Ana.
      Beijinhos

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  4. Não sei porquê, Pedro, veio-me à ideia o Simplex cá do sítio.
    Abraço

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    1. Mas o Simplex, pelo que vou sabendo e vendo, funciona, António.
      Esta ideia peregrina não funciona e só se presta a abusos.
      Aquele abraço

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  5. Olha, gostei. Perdermos tempo com coisas pequenas, não nos leva a lado nenhum.

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    1. Isso é verdade para todos, Olivia.
      Do mais elementar.
      Então porque é que se fez esta asneira em Macau?
      E que lindos resultados está a dar!

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  6. À competência da Justiça... o que deveria ser da Justiça... senão... qualquer dia, corre-se o risco de se anularem julgamentos... porque o juiz se esqueceu trazer papel de casa... para os fins... diversos... que se tornem necessários... é ridículo!
    Enfim!... Esperemos que o bom senso seja retomado em breve...
    Abraço! Boa semana!
    Ana

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    1. Olá Ana,
      Esta ideia peregrina de colocar juízes e delegados do Ministério Público a fazer trabalhos de manga de alpaca está a dar resultados magníficos.
      Como seria fácil de prever.
      Há cada uma!!
      Um abraço, boa semana

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  7. Aqui também se passa o mesmo...
    Lembro-me do tempo em que o meu irmão ainda no ativo, como director geral, queixou-se de ter de preocupar-se com o ar condicionado...
    No entanto, sempre é uma tarefa mais fácil a um licenciado em economia e finanças do que a um juiz...
    Beijinhos
    ~~~~

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    1. Um juiz é um delegado do Ministério Público não são treinados para lidar com estas situações, Majo.
      Mas esta rapaziada só se sente bem a mexer em dinheiro, está-lhes no sangue.
      Dá mau resultado.
      Beijinhos

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  8. Pedro, na mouche!
    O Blogger não gosta de mim... Comento como Mor mas não regista.
    Bom dia!

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    1. Devem ser os filtros, Mor.
      Tenho esse e outros problemas semelhantes com outras pessoas.

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