1 de dezembro de 2016

Criminalizar o consumo de drogas?


De quando em vez Macau resolve caminhar em sentido contrário ao que é seguido no resto do Mundo.
Precisamente o que se anuncia agora no processo de alteração da lei de combate ao consumo e tráfico de drogas.
Quando a moderna teoria criminalista há já muitos anos ensina que, no que se refere ao consumo de estupefacientes, se deve caminhar no sentido de descriminalizar a conduta, Macau, que até seguia estes ensinamentos, resolve dar uma guinada totalmente descabida, incompreensível, e pretende caminhar no sentido de agravar as penas aplicadas aos consumidores de drogas.
Se o combate ao tráfico deve ser intransigente, duro, sem repouso nem quartel, já o combate ao consumo tem que buscar outras soluções que não passem pela criminalização de condutas e o agravamento de penas.
Não é de agora que se sabe que o consumidor de droga é um doente a necessitar de tratamento.
Encarcerar um consumidor de droga não só em nada vai contribuir para que este perca o hábito de consumir drogas, como, e os exemplos são muitos, tantas vezes vai levar esse consumidor de drogas para um mundo de crime frequentemente sem possibilidades de retorno e de reabilitação social.
Ainda se está a tempo de emendar o que poderá ser um erro crasso, de consequências potencialmente catastróficas, como bem alertaram os membros da 3ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa.
Basta que haja vontade política para o fazer.

24 comentários:

  1. Totalmente de acordo consigo, Pedro.
    Beijinhos ~~~~~~~~~~~~~~~~~~
    ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

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    1. Há coisas que me tiram do sério, Majo.
      Beijinhos

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  2. Estou de acordo amigo Pedro à que criminalizar é o tráfego os consumidores devem ter um tratamento completamente diferente pois até poderemos considerar uma doença a precisar de cura e reabilitação social.
    Um abraço e continuação de uma boa semana.
    Andarilhar

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    1. Podemos e devemos, Francisco.
      O toxicodependente é um doente a precisar de tratamento.
      Não precisa nada de ser encarcerado para ficar ao alcance de outros vícios.
      Aquele abraço

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  3. Que ventos estão correndo por Macau?!
    Só falta voltar à pena capital...

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    1. Não lhes dê ideias, São.
      E é uma pena.
      Porque Macau não merece isto.
      Ainda agora via o Rui Reininho, que voltou cá 26 anos depois, a ser entrevistado por um amigo meu (foi o Jorge Silva a entrevistá-lo há 26 anos também) e a dizer que nem conseguia explicar porquê mas que desde que chegou a Macau estava tão feliz.
      Macau tem esse efeito nas pessoas.
      Não a estraguem, por favor.

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  4. Parece que ultimamente mais vezes do que seria aceitável.
    Um abraço

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    1. É pura estupidez, Elvira Carvalho.
      O toxicodependente é um doente e tem que ser tratado, não preso.
      Quem não sabe isto não sabe porra nenhuma!
      Um abraço

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  5. Se as prisões em Macau funcionarem como as de cá - onde ninguém vai preso por consumir e sim por traficar - a droga não deixa de ser vendida e consumida. Uma farsa, uma ignomínia!

    Beijinhos.

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    1. As prisões são muitas vezes descritas como óptimas escolas de crime, Janita.
      Um toxicodependente, um doente, se vai preso é bem possível que vá aprender o que não devia e criar outros vícios que não tinha.
      Beijinhos

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  6. Nada a dizer, Pedro.
    Bem, não será bem assim pois, se nada tivesse a dizer, o que viria aqui fazer?
    Dito isto, limito-me a concordar consigo.
    Um abraço

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    1. Baste ter um neurónio e funcionar para perceber que é assim, António.
      Até irrita!!
      Aquele abraço

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  7. É mais fácil reconhecer os escravos do que as cabeças das redes de tráfico, que ganham milhões com métodos de diabólicos onde a corrupção não é parte pequena.
    Abraço.

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    1. Pois, Agostinho, é muito mais fácil deter o consumidor, o doente, do que o traficante.
      Mas isso não pode servir de desculpa para deter quem precisa de ser tratado.
      Aquele abraço

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  8. Caro Amigo Pedro Coimbra.
    Estamos na mesma sintonia.
    Caloroso abraço. Saudações liberalizantes.
    Até breve...
    João Paulo de Oliveira
    Um ser vivente em busca do conhecimento e do bem viver, sem véus, sem ranços, com muita imaginação, autenticidade e gozo.

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    1. Eu não sou a favor da liberalização do consumo de drogas, Amigo João Paulo de Oliveira.
      O que não compreendo é que se trate um doente como um delinquente.
      Aquele abraço

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  9. Combater o trafico primeiro!ão se pode começar a construir uma casa pelo telhado.

    Beijinho Pedro

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    1. Combater o tráfico, tratar a dependência, Adélia.
      Será assim tão difícil perceber isto???
      Beijinhos

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  10. OLÁ PEDRO

    OBRIGADO... pela visita e comentário que deixou,
    nos meus "Momentos Perfeitos"

    Tenho andado ausente dos meus blogues e dos amigos também.
    Desculpe a minha ausência.

    Aqui....estou completamente de acordo consigo.

    Convido-o a dar um saltinho até ao "Ano Sabático"
    Tenho sempre novidades

    o post mais recente, tem apenas umas horas
    está no blogue
    ANO SABÁTICO
    e
    é sobre COIMBRA e o rio MONDEGO.

    http://tempolivremundo.blogspot.pt/

    Sobre o que aconteceu no domingo
    27 de novembro, às 16:00h
    e, que o Pedro já viu
    na apresentação do livro “Poetas Nossos Munícipes”

    não sei se conseguiu ver aquilo que li.
    Só um cheirinho do que li:

    LUGARES DO MUNDO

    Viajar é avançar!
    Quero ir pelo Mundo.
    Preciso de sentir a viagem.
    Viajar por mim, com meus olhos e pés.
    Há muitos lugares que podem ser descobertos.
    É só uma questão de enveredar por trilhos.

    São Miguel, Terceira ou Flores
    Tudo isto é Açores.

    Muitas vezes, Vitorino Nemésio
    passeou pela Terceira
    nos seus alongados pensamentos.
    Um jardim colorido e regado por várias lagoas.
    Onde os canteiros são recortados
    por rios de lágrimas que brotam da encosta
    em quedas de água gigantes
    num permanente choro de alegria,
    doce e terna nostalgia.

    (continua)

    http://momentos-perfeitos.blogspot.pt/

    Beijinhos

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    1. Já lá passei e já deixei o meu comentário acerca da cidade onde nasci e vivi a maior parte da minha vida.
      Beijinhos

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  11. Respostas
    1. Às vezes têm ideias que nos fazem arrepiar os cabelos, AC :(
      Aquele abraço

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