23 de março de 2016

Um grande exemplo da irmã Guadalupe


DE ONDE LHE VEM ESTA FORÇA QUASE INSUPERÁVEL??

A minha resposta a esta pergunta foi:

De onde lhe vem a força?
Da fé, obviamente.
Que não se discute, que se sente ou não.
De onde lhe vem a força?
Dos horrores que já testemunhou e que fazem tudo o resto parecer simplesmente ridículo.
De onde lhe vem a força?
Do exemplo que vê naquela gente que sofre mas sorri, que dá valor aos momentos mais insignificantes.
De onde lhe vem a força?
De um coração ENORME, do verdadeiro espírito missionário, dessa capacidade que nós não temos de entregar a vida a causas, de devotar a vida a terceiros.
De onde lhe vem a força?
Da revolta interior contra a injustiça e a mentira que testemunha todos os dias.
De onde lhe vem a força?
Para os crentes, de Deus.
Para os agnósticos, de um poder superior, seja ele qual for, que tem que existir para existirem pessoas assim.
Se realmente há santos, ela, e todos os que com ela vivem aquela missão, terão de ser santos.

O vídeo é algo longo, mas vale a pena ver até ao fim.

10 comentários:

  1. Depoimento doloroso! E nós, europeus, choramos - e bem! - os «poucos" que caem por cá... Choramo-los dois, três duas e depois tudo bem... Nem sei que diga!

    Beijos com lágrimas.

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    1. A coragem dela, e dos que a acompanham, é impressionante, Graça.
      Faz-nos sentir tão pequeninos.
      E, ao mesmo tempo, faz crescer uma revolta!!
      Beijos

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    1. Há pessoas assim Ricardo.
      Que devotam a vida a terceiros, que têm um espírito de missão que é quase incompreensível.
      Repito, se realmente há santos, estas pessoas têm que ser santos.

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  3. estive a ver e ouvir esta força da natureza, esta bondade com visão e k está no terreno, ou seja, tem as mãos na massa. PARABÉNS, IRMÃ GUADALUPE...

    incrível e adorável a sua linguagem e posicionamento. afinal, temos santos na terra e de intervenção, k ainda é MAIS MELHOR, não escrevam como eu, p favor, e mais revolucionário.

    beijos.

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    1. Ela é a face e a voz de um grupo de pessoas que estão no terreno a sofrer todos os dias, CÉU.
      Este espírito de missão, este desprendimento pessoal, esta entrega ao outro, só está ao alcance de muito poucos escolhidos.
      Beijos

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  4. Vi o vídeo até ao fim e ficou-me um formigueiro no interior de mim. Compreendo e sinto (só um pouco, por experiência) o que fala a Ir. Guadalupe, perfeitamente. E não vou à missa. Os Santos são de carne e osso.
    O que a imprensa ocidental vem fazendo há muito é a destruição dos sentimentos, do sentido de justiça. A ganância canibalizou a notícia. Basta ver os que se passa nos meios de comunicação: o espectáculo da desgraça a vender iogurtes, perfumes e mercedes e ...
    Para terminar acrescento apenas uma ideia: pior que a ignorância analfabeta é a insensibilidade da abundância.
    Em contramão, um abraço, Pedro.

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    1. O testemunho dela, na primeira pessoa, vivido, feito de experiência, faz-nos mexer na cadeira, ficar com uma sensação de desconforto, Agostinho.
      E faz-nos sentir tão pequeninos!!

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  5. Não podia deixar de ver e ainda bem que vi. Não fazia ideia, mas também já questionei muitas vezes, porque é que os países vizinhos (por sinal, riquíssimos) não lhes abrem as portas?! É, no mínimo, estranho...
    Bem haja por nos elucidar!

    Elisa

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    1. A Irmã Guadalupe esclarece, com a experiência de quem vive estes acontecimentos, o que está a acontecer no dia-a-dia daquela gente martirizada, Elisa.
      E deixa-nos com um aperto no coração e uma revolta imensa.
      Até onde chega a estupidez e a hipocrisia do Homem??

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