17 de setembro de 2014

Africanos pretendem Estado independente na região de Lisboa

Denominam-se Nzingalis e dele fazem parte alguns africanos de segunda geração. E porque acreditam que a raça negra será a dominante daqui a 50 anos na área metropolitana de Lisboa, querem um Estado africano independente em Portugal chamado Nzingalis, em honra da rainha angolana Nzinga e em homenagem a Lisboa.

Um site (www.blackmind.com/hosting/nzingalis) é a porta de entrada para as aspirações destes jovens que escolheram a Internet para divulgar as suas ideias. Assumem a criação de um Estado africano na zona de Lisboa como uma inevitabilidade.
Um Estado, cujas fronteiras, a Sul, chegariam a Sesimbra/Setúbal, a Este, a Benavente e Cartaxo e, a Norte, às Caldas da Rainha e Rio Maior. No seu interior ficariam, naturalmente, Lisboa, Cascais, Sintra, Setúbal, Almada e Torres Vedras.
Uma inevitabilidade que assumem por motivos de natalidade. Pelas suas contas, bastarão menos de 50 anos para a região de Lisboa e vale do Tejo se tornar «uma região de maioria negra». E, na lógica dos seus argumentos, Portugal nada poderá fazer para limitar esse crescimento, até porque também «já demonstrou que não consegue controlar a entrada de um numero crescente de imigrantes africanos».
Citando o exemplo de Portugal em relação a Espanha e a determinação de Portugal em conseguir a independência para Timor, os Nzingalis evocam o direito de autodeterminação. Um direito que, para estes, será conseguido a qualquer custo. «Será que os portugueses querem um novo "País Basco" aqui em Portugal?», afirmam.
Mas não só. Os Nzingalis evocam apoios internacionais e lembram que «no Kosovo, a NATO defendeu o direito dos Kosovares a uma pátria própria apesar do território do Kosovo ser historicamente Sérvio».
E, se o mesmo não acontecer em Portugal, «nós temos os milhões de irmãos afro-americanos nos Estados Unidos cuja influência nesta sociedade é cada vez maior (...) que não deixarão de nos vir ajudar, caso seja necessário».
O site tem vários links quer para partidos políticos portugueses, com excepção do PSD e do PP, movimentos cívicos, como a SOS Racismo e a Frente Anti-Racista ou ainda para «lutas irmâs», como é o caso do UÇK e dos Curdos.
O Diário Digital tentou contactar os Nzingalis por e-mail mas não obteve resposta. Contactou também a Frente Anti-Racista que não comentou o assunto. O Diário Digital apurou que os movimentos que defendem a criação de uma nação africana em Portugal são «acompanhados há algum tempo» pelo Serviço de Informações e Segurança (SIS).

Daqui

Nota: o website citado na notícia aparece agora como domínio à venda.

8 comentários:

  1. Oh meu deus... nem sei o que diga, Pedro Coimbra! Estou algo chocado... é a primeira vez que ouço algo do género!

    Abraço

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    1. Carpe diem,
      Parece impossível, não parece?
      É real, muito real :((

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  2. O mundo assemelha-se a uma nave carregada de loucos, a vogar no espaço sem rumo determinado. É difícil prever como será a vida dos nossos netos e bisnetos.
    Que uns rapazinhos se organizem na grande Lisboa em torno de uma fantasia/ideal para se divertirem ou ensaiarem processos de “sobrevivência”, justificados na filosofia dos nem-nem, é perfeitamente plausível e podem evoluir para posições de violência e resistência que poderão vir a constituir embrião para outros voos.
    Sabemos que o poder político-administrativo convencional tem vindo a ser desorganizado desde há cerca 10 – 20 anos. Entidades mais ou menos indeterminadas passaram a instrumentalizar o poder constituído para atingir os seus objetivos de domínio da riqueza. Esse processo vai gerar, inevitavelmente, roturas que poderão semear o caos e a fragmentação dos territórios que ficarão organizados na lógica das comunidades e grupos étnicos. Aquelas roturas já estão a acontecer e são o prenúncio de uma nova era/idade. Tal como a revolução francesa acabou com o feudalismo, o capitalismo, pelo menos como o conhecemos, estará já em declínio.

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    1. E o próprio modelo de Estado também está a sofrer forte erosão, Agostinho.

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  3. Isto é assustador e revela o perigo dos extremismos que hoje proliferam mundo fora. Não podemos julgar o todo pelas partes mas no entanto, é este tipo de atitude imperialista, num país cada vez menos orgulhoso da sua cultura e identidade que gera cisões na história de um povo. Se não se integram, se não trabalham, se não contribuem para a sociedade em que vivem e em que dizem ter nascido, devem simplesmente ser excluídos. Não existem portugueses de 1ª e de 2ª, mas sim portugueses, que não se distinguem pela cor, mas pelo caracter e pela sua capacidade de serem civilizados e de viverem pacificamente e honestamente no seu país. Não devia haver lugar para sectarismos idiotas como estes...que cada vez mais alimentam racismos e xenofobias estúpidas.

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    1. E é um fenómeno que se vai alargando a toda a Europa, Raquel Mark.
      A Europa escaqueirou as suas portas e deixou entrar todo o tipo de pessoas.
      Mesmo aquelas que em nada se identificavam com o espírito europeu, com a vivência e os valores dos países de acolhimento.
      tudo isto resultou em cisões e nos movimentos de reacção às mesmas - nacionalismos e xenofobia.
      Um problema muito sério.

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  4. Nacionalismo e xenofobia. ? Eu vejo isso com proteccionismo. A extrema direita anda adormecida por toda a Europa mas ela existe e mais real que nunca. Os árabes e pretos que andam espalhados pela Europa e o nosso problema sem fim em Portugal derivado a ex colónias há-de chegar a um fim. Quem é que não tem saudades de colocar fios de ouro sem ter medo de ser assaltado. Quem tem saudades de ter ordenados favoráveis para VIVER e não sobreviver. Quem tem saudades de andar Feliz na rua sem ter medo de represálias de pessoas que não são portugueses? Os africanos reproduzem - se rápido. ?Então veremos se as balas não são feitas mais rápido ainda.

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    1. Não tenho por hábito censurar comentários.
      Mesmo quando não concordo nada com o teor dos mesmos.
      É o caso deste, Anónimo.

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