7 de novembro de 2019

A Guerra dos mundos


A Cimeira da ASEAN tem sido bem mais que um encontro formal dos líderes dos países da Associação e seus parceiros.
Assiste-se ali ao confronto entre as duas maiores potências mundiais, Estados Unidos e China, e ao confronto entre duas visões do futuro do Planeta.
Os Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump, fecham-se cada vez mais no seu casulo, erguem muros, reais e virtuais, que impedem o acesso ao país.
Pequim, consciente da absoluta necessidade de procurar novos mercados, matérias-primas, rotas marítimas, procura alargar a sua influência aos países da região Ásia-Pacífico.
Sem grandes exigências, baseada na estratégia do menor denominador comum, da não ingerência em assuntos internos de outros países, Pequim seduz as nações da ASEAN e os outros parceiros que se preparam para alcançar um mega-acordo comercial (a Índia já anunciou a sua renúncia a essa proposta).
Robert O’Brien barafusta, Geng Shuan responde, e a China, representada na Cimeira ao mais alto nível (Li Keqiang), vai estendendo a sua influência às nações asiáticas e aos seus parceiros (Austrália, Coreia do Sul, Japão e Nova Zelândia) através do acordo de parceria económica regional conhecido pela sigla RCEP.
Com os Estados Unidos distraídos a discutir a possível destituição de Donald Trump, a China aproveita para ir ganhando terreno na geo-política mundial. 

18 comentários:

  1. E terminas com a realidade sobre a China. Até em Portugal eles já são senhores e donos de muita coisa.

    Beijocas e um bom dia

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  2. Os chineses aproveitam muito bem as errâncias do destrambelhado do Donld Trump, aproveito para desejar a continuação de uma boa semana.

    Andarilhar
    Dedais de Francisco e Idalisa
    O prazer dos livros

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  3. pois parece que sim Pedro
    a China percorreu um longo caminho em pouco tempo
    não há assim muito estava adormecida sob as fumaradas das lutas do ópio

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  4. É mesmo a guerra dos mundo....sempre em confronto....

    Isabel Sá  
    Brilhos da Moda

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  5. Um dia, o mundo ainda será dominado pela China, Pedro!
    Pode escrever!

    Beijinhos

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    1. Diria até que esse dia não está muito distante, Janita.
      Eu que até tenho o privilégio de estar a viver esse processo.
      Beijinhos

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  6. Digo muitas vezes mas num contexto humorístico que: os chineses vêem as coisas com outros olhos.
    A realidade mostra que isso acontece em todos os sentidos e sectores: eles vêem o mundo à sua maneira, actuando mansamente como o gato que quer caçar o rato.
    E "a culpa" (o pecado original) é dos portugueses por darem novos mundos ao mundo!
    Akele abraço pah!

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    1. Os chineses têm uma noção de tempo única.
      Que lhes permite pensar muito antes e esperar pacientemente.
      Aquele abraço

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  7. A China está a ganhar cada vez mais poder e influência. Referia também a extensão de tentáculos a Angola e Portugal como porta de entrada na europa.

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    1. A ligação aos países de Língua Portuguesa.
      Uma estratégia que tem em Macau um pivot essencial.

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