17 de novembro de 2015

Naturalmente tenho medo


Sexta-feira, 13 de Novembro - Paris é palco de mais uma série de atentados terroristas, de matança generalizada, do mais puro Horror.
Atentados perpetrados por uma série de bárbaros que se diziam seguidores dessa sinistra entidade que é o auto - intitulado estado islâmico.
Sim, em minúsculas, porque, como Marisa Matias, também eu não reconheço ali nada que se assemelhe a um Estado e também nada que se assemelhe aos ensinamentos do Islão.
Uma vez mais, uma das mensagens que é passada logo a seguir a esta vaga de atentados é a de que não devemos ter medo, que se tivermos medo estamos a ceder à chantagem dos assassinos.
Acompanho Miguel Esteves Cardoso na interrogação - como é que é possível não ter medo de uma escumalha que mata indiscriminadamente, que assassina porque acha que está a responder a um chamamento divino?
Como é que podemos ser racionais diante da mais abjecta manifestação de irracionalidade?
Sim, tenho medo, naturalmente tenho medo.
O mesmo medo que tomou conta de muitas pessoas em Paris, o mesmo medo que os leva recear andar de Metro, que os faz entrar em pânico com o barulho do rebentamento de um petardo, com o rebentamento de uma lâmpada acabada de fundir.
Temos medo porque somos humanos e racionais.
E porque somos confrontados com uma entidade despida de qualquer vestígio de humanidade e racionalidade.

41 comentários:

  1. E temos medo porque os assassinos não têm medo de morrer.
    O que me está a incomodar – para além da grande tragédia em Paris - é a banalização dos acontecimentos, essencialmente no que se refere às vítimas, por parte dos mídia. Até a CNN, que tenho visto com mais assiduidade (mais até que os canais canadianos) têm reportagens totalmente patéticas, mediocres. Hoje vi parte de uma entrevista ao médico (que vive perto daquele restaurante) que tentou salvar a estudante americana sem o conseguir. A entrevistadora, Erin Burnett, até perguntou qual era a expressão da rapariga. Absurdo. Que falta de sensibilidade quanto à família!

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    1. Quando se passa da reportagem ao voyeurismo, à bisbilhotice, à tentativa de choque fácil, chega-se a resultados absolutamente patéticos e ofensivos como esse, Catarina

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  2. Claro que temos medo. Eles sim não têm medo de nada, estão como que "drogados" pela insanidade.
    Um abraço

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    1. Como é que nos podem pedir para não ter medo, Elvira Carvalho??
      Estamos a lidar com cretinos que julgam que matar e morrer é glorioso.
      Um abraço

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    2. O (ou um dos) grande problema é como é saber que se mudam AQUELAS mentalidades.

      Medo? Claro que todos temos medo! Quem diz não ter não deve estar consciente do que se passa à sua volta.

      Beijinho

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    3. Não acredito na mudança de mentalidades destes energúmenos, GL.
      Por mais violento e horroroso que se nos afigure, têm que ser neutralizados.
      Não mudam, não acredito.
      Por não mudarem e não terem medo é que fazem com que nós tenhamos medo.
      Beijinhos

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    4. Desculpa, a frase não está correcta, mas percebeste a ideia.
      Não, de facto não há forma de alterar a fé(?!), a crença, o fanatismo, nada disto é susceptível de ser alterado.
      Quando temos jovens que dão a vida, que se fazem explodir, em nome de um qualquer deus não há nada a fazer.
      Dramático, assustador, trágico, e verdadeiramente ameaçador para o mundo, quase na sua generalidade.
      Acreditas que é viável neutralizar todos? Pois, esse é outro problema. É que isso parece-me que nunca vai acontecer.
      Soluções? Parece-te que alguém as tem? Mas credíveis, atenção.

      Beijinho.

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    5. Não sei qual é a estratégia, política e militar, para neutralizar estes bandalhos, GL.
      Mas, ainda que se renovem constantemente, terá que existir uma qualquer forma de os conter.
      Caso contrário caminhamos para o abismo, as trevas.
      E então não tenho medo, tenho pânico!
      Beijinhos

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  3. o número de loucos no mundo não diminui Pedro!
    nunca mais conseguimos que as armas sejam colocadas somente em museus

    Angela

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    1. Como é que não vamos ter medo, Angela?
      Uma cambada de loucos, que atam um cinto de explosivos à cintura porque se acham obrigado a tal e porque pensam que vão ser recompensados com 72 virgens, matando indiscriminadamente, não nos hão-de fazer sentir medo??
      Só se formos loucos também.

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  4. Caro Amigo Pedro Coimbra.
    O que nos espera?
    Caloroso abraço. Saudações aturdidas.
    Até breve...
    João Paulo de Oliveira
    Um ser vivente em busca do conhecimento e do bem viver sem véus, sem ranços, com muita imaginação e com muito gozo.

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    1. Essa incerteza entrou nas nossas vidas, Amigo João Paulo de Oliveira.
      Acompanhada de uma grande dose de insegurança.
      E não devemos ter medo?
      Por nós e pelos nossos familiares??
      Aquele abraço

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  5. Em parte infelizmente o objectivo desta gentalha foi cumprido o espalhar o medo.
    E estou de acordo isto não tem nada absolutamente nada a ver com o Islão.
    Um abraço e continuação de uma boa semana.

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    1. O medo, o terror, já espalharam, Francisco.
      Não os deixemos espalhar o radicalismo.
      Amanhã vou aqui publicar uma reportagem algo perturbante.
      Mas que deve ser vista para se perceber com quem lidamos e com que objectivos.
      Aquele abraço

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  6. Pior do que ter medo é o medo de se ter medo. Penso que todos sentimos medo.

    Um beijinho, Pedro

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    1. Isso já conseguiram, Miss Smile.
      As pessoas entraram em pânico.
      De tal forma que o rebentamento de uma lâmpada fundida as faz recear o pior.
      Quem é capaz de condenar quem sente medo??
      Beijinhos

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    1. Só loucos como esta escumalha que nos ataca é que não têm medo, Timtim Tim.
      Porque acham que a recompensa vem depois de uma morte gloriosa.
      Como se fosse glorioso assassinar inocentes indiscriminadamente.

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  8. Evitar o medo e o pânico, porque é isso que essa escumalha quer.

    Boa semana em paz.

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    1. E já conseguiu, ematejoca.
      Isso estes bárbaros já conseguiram.
      Temos é que evitar que consigam mais.
      Boa semana com muita Paz também

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  9. Pedro, sinto um amargo na boca quando falo dos acontecimentos de Paris, pois aquela é uma das nossas (família) cidades de eleição, enfim... (quando tiver mais organizado mentalmente comento).

    Aquele abraço!

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    1. Ricardo,
      Quem visita Paris volta uma e outra vez.
      Porque é efectivamente uma cidade deslumbrante.
      Aquele abraço

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  10. ~~~
    ~ O medo é saudável, desde que o saibamos controlar.
    ~ Faz parte do instinto de conservação de pessoas sãs.

    ~ Porém,
    não podemos, de todo, deixar que controle as nossas ações.
    ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

    ~~~ Beijinhos. ~~~~~~
    ~~~~~~~~~~~~~~~

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    1. Majo,
      Em dois dias dois particulares entre grandes selecções de futebol cancelados.
      Não há medo?
      É claro que há.
      E é natural que haja.
      O contrário é que seria estranho.
      Beijinhos

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  11. O objectivo dessa escumalha é mesmo esse, incutir o médio, o pânico e o ódio.
    Mas a nossa racionalidade e humanidade têm que prevalecer!

    Um beijinho

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    1. É difícil ser racional perante tanta irracionalidade, Fê.
      Basta ver o que aconteceu nestes dias.
      As pessoas andam (naturalmente) com medo.
      Mas estes bandalhos querem mais que isso.
      E é esse mais que querem (poder, autoridade) que temos que evitar.
      O ter medo é uma boa maneira de se conseguir isso.
      Beijinhos

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  12. Medo e muito! Há bastante tempo que ando assustada com toda a situação, a triste situação em que o mundo - e o país - se debate!

    Beijinhos, Pedro.

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    1. Portugal vai sendo um cantinho bastante seguro, Graça.
      Mas há que manter os olhos bem abertos porque nunca se sabe quando e onde vão estes irracionais atacar.
      Beijinhos

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  13. São inteligentes, frios e totalmente loucos. Como não ter medo? Mas assumi-lo em conjunto, creio que nos dá força a todos. Abraço.

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    1. Totalmente de acordo, M. Campos.
      O ter medo torna-nos mais vigilantes, mais alerta, menos vulneráveis.
      Vamos todos perder algumas das rotinas a que estávamos habituados.
      Muito melhor do que perder a vida.
      Um abraço

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  14. Pedro,
    Gostei do que escreveu. Também li o que escreveu MEC.

    Uma tristeza, o medo compreensível mas a vida tem que continuar...
    Beijinho.

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    1. ana,
      Continuamos com a nossa vida, com o nosso modo de viver, mas sempre alerta para evitar que estes bandalhos nos ataquem onde menos esperamos.
      Beijinhos

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  15. Que o medo não nos impeça de continuar com as nossas vidas!
    Acho que já é tempo de parar com exaltações e mediatismo. Já deixei de ver
    notícias sobre. Hoje no telejornal das 13:00 , foi a derradeira!
    O texto do Pedro reflecte bem o sentir de todos nós, mas temos de prosseguir, embora com cautela!

    Beijinhos

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    1. Continuamos com as nossas vidas mas vamos ter que nos habituar a ter cautelas redobradas, a perder algum do espaço e da liberdade a que estamos habituados.
      É inevitável, Janita.
      Beijinhos

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  16. Não li os comentários dos estimados comentaristas que me precedem por estar com pressa. Posso estar a repetir o que já foi escrito.
    - As sociedades ocidentais têm vindo a preparar a sua própria cova com políticas erradas, quer externas, quer internas;
    - O modelo econômico de delapidaçao dos recursos naturais dos outros, fixação dos preços e domínio do sector financeiro;
    - A abertura de fronteiras e liberalização de regras ou mesmo ausência delas;
    - A presunção de que nós é que sabemos, a nossa cultura é que está correcta, os outros acabarão por adoptar o nosso modo de vida em associação com a política de respeito pelas minorias;
    - A submissão da política a interesses particulares e de grupo;
    - A liberalidade e futikidade que grassa na informação em geral
    São/foram estes caminhos o fermento do caos que se está a instalar nas sociedades ocidentais pelo menos desde o 11 de Setembro.
    Fazer a inversão disto tudo é impossível pelo que será difícil imaginar a forma como o mundo será daqui a 10 ou 15 anos. Os hunos não vêm só da estepe eles coabitam no nosso espaço há muitos anos; são um novo cavalo de Tróia.
    Peço desculpa pelo exagero no comentário que foi feito a correr, sem revisão e num smartone minúsculo.
    Abraço

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    1. O Ocidente teve e continua a ter culpas no cartório, Agostinho.
      Mas nada justifica esta violência gratuita, esta matança generalizada.
      Bárbaros!!

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    2. É claro que não, mas que nos temos posto a jeito... temos.

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  17. É isso mesmo que eles pretendem: instalar o medo. Eu tenho sim, admito, adoro viajar e agora sobe-me um nervoso...mas não deixarei de conhecer o mu mdo só porque umgrupo de extremistas i stalaram o medo em mim.
    Kks :=>)

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    1. Não vou deixar de viajar, AvoGi.
      Mas lá que há um formigueiro no estômago, lá isso há.
      E não é normal??
      Beijinhos

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  18. Acho que já tinha deixado comentário, mas ou me despistei ou foi parar a outro lado.

    Lamentavelmente , a causa próxima da tragédia vivida pelo Líbano, pela Síria, por Paris foi a guerra do Iraque desencadeada por Bush e acólitos sobre mentiras e interesses.

    E de nada serve a quem morreu e a quem tem a vida destroçada o cínico pedido de desculpas de Blair.

    Dito isto, que fique bem claro que nada justifica a selvajaria do DAESH.

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    1. Independentemente das origens, São, ninguém merece o que estes bárbaros fazem.
      Sobretudo os inocentes que são sempre as vítimas colaterais (o que eu odeio esta expressão!!).
      Agora o que importa é perceber como lidar com estes bandalhos.

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