15 de outubro de 2015

A agenda pessoal de António Costa


Com o beneplácito do Bloco de Esquerda e do PCP, instrumentais e necessários ao objectivo final, António Costa preparou com frieza um assalto ao poder, ainda que à revelia dos resultados eleitorais.
As reuniões com os elementos da coligação não passam de encenação, teatro, uma peça de muito baixa qualidade mas de necessária representação no caminho de pura ambição pessoal de António Costa.
Depois de dividir o partido, de o deixar esfrangalhado, António Costa arrisca muito seriamente aplicar a mesma receita ao País.
E passar à História como  responsável por uma fractura total na sociedade portuguesa de consequências imprevisíveis.
O que, para além de extraordinariamente grave, é caricato  - um líder partidário que balança na corda bamba,  que pode ser corrido da liderança do próprio partido no próximo Congresso (essa possibilidade está aí e é muito real), poderá já então ser primeiro-ministro de Portugal.
Tudo isto à boleia de um programa e  no seio de uma coligação que não foram apresentados a sufrágio dos portugueses, tendo como objectivo primordial assegurar a sua própria sobrevivência política.

34 comentários:

  1. Amigo, mais um tiro na mouche!!! Subscrevo este post palavra a palavra! Oxalá os planos pessoais do Antonio Coata não sejam viabilizados pelo PR.
    Aquele abraço.

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  2. Amigo, mais um tiro na mouche!!! Subscrevo este post palavra a palavra! Oxalá os planos pessoais do Antonio Coata não sejam viabilizados pelo PR.
    Aquele abraço.

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    1. O PR fica numa situação muito delicada.
      Se António Costa lhe aparecer com o Bloco e o PCP na soleira da porta é muito complicado dizer não.
      Uma golpada que previa antes das eleições, que se preparava desde que as sondagens passaram a deixar poucas dúvidas acerca da derrota que se aproximava.
      E que, como que por magia, foi transformada em vitória.
      Aquele abraço

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  3. Vamos ver o que o nosso PR faz...
    Tentam o saque.
    Beijinhos
    Mor

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    1. Mor,
      O PR agora é que fica com a batata quente na mão.
      Imaginemos, e não preciso ter muita imaginação, que a coligação e o PS/BE/PCP também.
      O que fazer?
      Jogar o agora escolha???

      Mas o PR também é culpado.
      Ele devia ter ouvido todos os partidos antes de convidar a coligação a formar governo.
      Ainda não percebi como é que fez tamanha asneira.

      Beijinhos

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  4. Concordo com esta análise que subscrevo. Deveria haver um governo com todos os elementos e o país espera que estes jogos partidários e tão vergonhosos acabem. Já não os suporto ouvir!

    Explica-me uma coisa Pedro: se o PR encomendou a PPC que ganhou efectivamente as eleições para fazer ou tentar fazer um acordo, porque é que esse papel passou sem eu perceber, para AC? Não deveriam ter começado a falar com o PS? Nós elegemos a Assembleia da República, certo?

    Mas não, a Coligação ficou quietinha, sabendo de antemão que PPC e PP não iriam abrir mão do poleiro, para que é este carnaval? O PS poderá apresentar mil propostas que a coligação dirá sempre Não e agora como irá o PR descalçar a bota?

    Estarei errada? Mais uma vez o que me é apresentado dá-me náuseas e a sede do poder e sobretudo partidário é de tal forma, que mais parecem uma turma de meninos de escola super mal educados e comportados. Quem pagará a factura? Nós obviamente!

    Um bom dia

    Beijocas

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    1. O POR devia ter começado por ouvir todos os partidos e até dar-lhes conta do que pensava fazer, Fatyly.
      Começou pelo fim.
      E é também culpado por esta embrulhada toda.

      António Costa está a mostrar a verdadeira face, Fatyly.
      Como dizia a minha avó, quem não o conhecer que o compre.

      E, no meio desta trapalhada, como é que fica a vida das pessoas?
      Em suspenso???

      Beijocas

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  5. Pedro, António Costa é, hoje por hoje, um homem cada vez mais isolado no seio do PS (à excepção da velha guarda caquéctica dos Soares/Santos/Alegres que por lá, ainda, andam) e principalmente na sociedade portuguesa.

    Se pensarmos que o PS de Costa teve uma derrota enorme nas eleições de 4 de Outubro e quer agora, por questões de mero taticismo de Costa, se proclamar o grande vencedor da noite, veremos, de imediato, que o PS caminha para uma longa e agonizante PASOKização.

    Valerá ao PS homens como Francisco Assis (excelente entrevista ontem à RTP3) ou Sérgio Sousa Pinto entre outros para travar esta deriva louca do actual Secretário-Geral do PS.

    Quanto a Cavaco não acredito, sinceramente, que dê posse a um Governo maioritário, ao nível parlamentar, liderado por PS e escudado nos ultra radicais do BE e nos pré-históricos comunistas, Pedro.

    Aquele abraço, meu amigo.

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    1. O mesmo PS que está perfeitamente à deriva, Ricardo.
      Basta ver essa malta ao lado de Costa e, ao mesmo tempo, dividida entre Sampaio da Nóvoa e Maria de Belém Roseira.

      Para os mais esquecidos e mais distraídos lembro que António Costa felicitou a coligação vencedora (sic) na noite das eleições.

      Depois começou a perceber que, ao contrário do que tinha sido afirmado em campanha, o Bloco e PCP estavam dispostos a fazer-lhe o jeitinho.

      E pôs em marcha uma estratégia de tomada do poder que já tinha imaginado, que tinha abandonado porque pensava que não podia contar com apoios à esquerda.

      Estou perfeitamente à vontade para fazer as críticas que tenho feito, Ricardo.
      Não me interessa a cor, não gosto de golpadas e golpistas.
      E afirmei isto quando Durão Barroso se pôs a andar e entregou o governo a Pedro Santana Lopes.
      Que, é bom lembrar, foi corrido por Sampaio mesmo dispondo de maioria parlamentar a apoiá-lo.

      Aquele abraço

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  6. Comprovadamente, Costa é dos que gostam de as fazer pela calada... como dobrar um imposto... só mudando o nome. Deixou a Câmara quando lhe foi conveniente e, à guarda de um não eleito, um Delfim à sua escolha. Chutou um colega de Partido e usa de todos os meios, para chegar a 1º Ministro, mesmo, perdendo eleições...
    Quem não sabe fazer mais nada e, a carreira se resume a aspirações de poder, vai sempre baralhando as cartas, tantas vezes, quantas as que forem precisas para ficar com os trunfos todos.
    A questão ideológica nem me incomoda, porque as ordens vêm de fora e, se puserem o pezinho em ramo verde... temos o exemplo da Grécia que anda, agora, a cortar reformas e ordenados portanto, o que me irrita, mesmo, é esta aceitação de uma pessoa sem carácter, nem vergonha na cara porque, quando determinadas regras, são só para os outros e, descaradamente, só foram para o Seguro... no fundo, quem apoia Costa, deve fazer, exatamente como ele, as regras podem mudar conforme as conveniências pessoais e aqui é que reside o perigo, deixarem, novamente, contas para nós pagarmos.
    Quanto ao PS, aceitar uma pessoa deste calibre... talvez, por haver demasiados aspirantes a comer da gamela... e, hoje em dia, qualquer migalha parece servir...
    Será bom notar que ele não quer dividir a governação com ninguém, apenas mantê-los sentadinhos no Parlamento, apoiando as suas medidas a retalho e, aqui, vejo mais um perigo, deixá-lo sozinho, com seu grupinho, meter "as mãos na massa" o que, para a maioria dos portugueses, deveria ser lição aprendida porque, de facilitadores de negócios, deveríamos já estar fartos.
    Na minha opinião, é óbvia esta "pressa" de Costa, em chegar a 1º Ministro, estamos nos últimos 4 anos de subsídios da U.E.
    Na natureza, qualquer sistema tem no seu ADN, as sementes da sua própria destruição e, este Paradigma está, praticamente no fim... coisa que não vai ser bonita de se ver e, quem estiver à espera de milagres económicos... vai sofrer a dobrar.
    Infelizmente, já sabemos quem vai ficar com a maior parcela de sofrimento, os que não têm dinheiro em paraísos nem em malas.
    Isa

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    1. Isa,
      Como afirmei na resposta ao Ricardo, critiquei a golpada Durão Barroso/Pedro Santana Lopes.
      Que até estava legitimada numa maioria parlamentar.
      mas que não correspondia ao sentido de voto dos portugueses (não foi num partido liderado por Santana Lopes que votaram).
      A esquerda portuguesa, a mesma que agora promove esta golpada a que chama alternativa, berrou, berrou, e levou Sampaio a correr Santana Lopes e a passar por cima da maioria parlamentar que o apoiava.
      Onde é que anda essa gente??
      Com crise de memória?
      Ou com memória selectiva??

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  7. Pedro, mais uma análise objetiva do que se passa nos bastidores do palco político. Mas pergunto ingenuamente - bem sei - não deviam os interesses do país estar em primeiro lugar? E esta minha singela perguntinha é dirigida a todos os partidos políticos.

    Um beijinho

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    1. Isso era se estivéssemos a falar de estadistas, ou políticos no sentido nobre do termo, Miss Smile.
      E estamos a tratar com politiqueiros.
      Esse é que é o grande problema.
      Beijinhos

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    2. Quando eu falo do fim de um Paradigma é, exatamente, por causa dos politiqueiros e das suas agendas pessoais, não só aqui mas, a Nível Global... verdadeiramente assustador, quando se sabe, serem fatores que podem consolidar o domínio Total das Grandes Corporações onde o dinheiro e o lucro se sobrepõem a qualquer interesse ou defesa dos indivíduos (das suas liberdades e até da sua própria existência se forem considerados dispensáveis).
      Tal como a energia nuclear que pode ser usada para o bem ou o mal, a tecnologia também tem essa dualidade e, com a sua ajuda, pouco faltará para o mundo ser controlado e nos poderem transformar em rebanhos humanos. Quando a política, a nossa última linha de defesa, fica entregue a estes vendilhões, pessoas sem escrúpulos, dispostas a tudo para alcançar fins pessoais, definitivamente, estamos no fim da linha e vamos entrar naquela que será a fase mais negra da Humanidade. Como eu gostaria de estar enganada mas, muitos nomes importantes dos que criam essa tecnologia, fazem avisos... a ouvidos moucos...
      Isa

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    3. Essa ausência de lideranças, a nível global, é de facto assustadora, Isa.
      A UE está nas mãos de gente cinzentona, de carreiristas, de gente sem capacidade.
      À excepção da tão odiada Merkel, mesmo não se concordando com ela há que reconhecer que é uma líder, o resto é demasiado fraco.
      Obama está a chegar ao fim do seu mandato e receio muito que o que aí venha seja muito mau.
      Já imaginou um regresso à família Bush ou afins??
      Lideranças fortes continuam a existir aqui na Ásia.
      Mas com os defeitos que todos conhecemos e não precisamos repetir.
      E há o grande referencial da humanidade neste momento - Francisco.
      Que terá dentro e fora da Igreja muitos inimigos, que está velho, doente, que me faz recear também pelo que virá a seguir a ele.

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  8. LOLOLOL Até já choro com tanto rir.

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    1. Dia de anedotas é amanhã, Anónimo.
      Convido-o a passar por cá.

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  9. Não acredito que Cavaco emposse um Governo de esquerda.

    Para mim, é ele o principal responsável de toda esta embrulhada.

    Pobre país

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    1. O PR fez tudo ao contrário, São.
      Chamava os partidos, dizia de sua justiça, convidava a coligação vencedora a formar governo.
      Se a coligação vencedora não fosse capaz então teria que ter outras cartas na manga.
      Fez tudo ao contrário.
      Quis dar a entender precisamente que não quer empossar um governo de esquerda, que acha que quem ganhou é que deve formar governo, mas fê-lo em público.
      O que só agravou o ruído, o barulho.
      Devia ter tido essas conversas com os partidos com representação parlamentar em privado.
      Borrou a escrita.
      Mais uma vez.
      E é o país que está, mais uma vez, a aguentar as consequências da irresponsabilidade desta camarilha.

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  10. Perceberá, Pedro, o que me leva a não comentar este seu texto.
    Não porque tenha dificuldade em dizer o que penso mas porque tenho muito respeito por si. O que me impede de, comentando, tocar em alguns pontos dos comentários aqui feitos.
    Um abraço.

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    1. Percebo e respeito, António.
      Como respeito todas as opiniões.
      Quantos bons amigos não têm opinião diferente da minha!!
      Aquele abraço

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  11. Não devemos esquecer que o PR, de acordo com a Constituição, só é obrigado a ouvir os partidos até 3 dias após conhecidos os resultados eleitorais na sua totalidade, ou seja, com os resultados dos emigrantes da Europa e de fora da Europa ! ... Após isso, sim , ouvirá os partidos e irá indigitar o partido mais votado a formar um governo coerente e estável !
    A conversa tida com PPC foi do tipo informal, para que não se perdesse tempo, uma vez que era sabido que tinha que o fazer, ou nessa altura, ou daí a uns dias.

    Acontecerá é que poderá não vir a ser viável um governo da actual coligação e o PR ver-se obrigado (só então e se não houver outra hipótese), a convidar o 2º partido mais votado !

    Ora o que acontecerá, qualquer que seja o "quadro" é que o 1º poderá não conseguir governar por oposição interna (da AR) e o 2º , forçosamente irá ter uma oposição enorme da Europa, por falta de credibilidade, até porque a Europa está a acompanhar a par e passo o que por cá se está a passar !
    A Europa não nos irá facilitar a vida de modo algum, os juros crescerão drasticamente, as exigências de austeridade serão bem maiores que as anteriores e teremos esse possível governo de AC a ceder em todos os campos, tal como aconteceu na Grécia !
    Contem com isso ! A austeridade, daqui a uns meses virá a ser bem mais gravosa que a actual !!!

    ... mas onde está o problema ? ... AC conseguiu ou não, ser 1º~Ministro !!! ... de outro modo, estaria agora a caminho apressado para ser destituído de leader do PS !
    ... mas o seu reinado não vai deixar saudades (quer a Portugal, quer ao PS) e daqui a menos de um ano teremos novamente eleições !!!
    ... Isto se entretanto ao primeiro "arrufo" do BE ou do PCP o "caldo não se entornar" mais rápido que o previsto, mas entretanto um outro problema surgirá, que é o de o PR estar manietado constitucionalmente ! :((

    Aguardemos serenamente, porque pela nossa parte já fizemos as asneiras que tínhamos à disposição !

    Abraço, Pedro !

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    1. Mais uma razão para o PR agir com cautela, Rui.
      Quis andar muito depressa, está a fazer o país perder imenso tempo.

      E vai ficar com um governo fraco e a prazo.
      Seja qual for a cor.
      Com as posições extremadas como estão, um entendimento coligação / PS será efémero.
      Com as diferenças ideológicas e programáticas, um entendimento entre o PS e os partidos à sua esquerda ainda o será mais.
      E pensar que ainda há dias aqui escrevia que não gostava de maiorias.
      Afinal parece que nós, portugueses, precisamos mesmo delas.
      Ainda que eu não goste.
      Aquele abraço

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    1. Quando ambições e interesses pessoais se sobrepõem ao que devia ser a responsabilidade e o interesse de um país, o resultado, degradante, é este, papoila.
      Bjs

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  13. Coimbramigo

    A catástrofe é termos um suposto PR? Que se vem esforçando durante os oito anos que leva em Belém por não fazer nada? A catástrofe é Portugal poder ter um governo da esquerda? A catástrofe é termos de aguentar mais quatro anos de austeridade?

    As perguntas surgem-me perante o catastrofismo da análise que quiseste fazer; ou a PAF ou o dilúvio universal, metendo pelo meio o anátema que fazes a António Costa que é um assassino (político) contumaz, um arrivista de pacotilha, um pecador (político) imperdoável, enfim resumindo um "traidor à Pátria".

    Que eu saiba a política é uma prática absolutamente normal - em Democracia e Liberdade. O conservador Winston Churchill teve uma frase que ficou na História: A melhor ditadura é sempre pior do que a pior democracia. E sir Winston Churchill era um conservador...

    As maiorias valem o que valem - mas têm de ser maiorias para governar. A nossa Constituição (tão prostituída pelo "casamento" Coelho-Portas) é o que é - mas é a nossa Lei Fundamental. E o sr. que ocupa o palácio de Belém - felizmente por pouco (ainda) tempo - parece ignora-lo, e anda a afirmar convicta e denodadamente que só age dentro do mais rigoroso cumprimento dela.

    Nós os portugueses somos masoquistas. Gostamos de apanhar "porrada"; entre o pau e a cenoura escolhemos alegremente o primeiro - e até desprezamos a segunda que por sinal é cor de laranja. De acordo com o dr. Salazar (para alguns o insubstituível e imprescindível) os portugueses não sabiam praticar a democracia, por isso não precisavam de partidos, exceptuando o único que era a União Nacional.

    Daí que me pergunte: será que nós os portugueses (sou tão português como os outros cidadãos) queremos retornar anos na História de Portugal? E já nem falo na Universal...

    Nos últimos dias ouvi de taxistas que o bom era que o Salazar voltasse para pôr ordem nesta bandalheira. E não eram proprietários dos carros, na maioria trabalhadores por conta de outrem, ou seja o patrão respectivo. Pelo andar da carruagem queremos mesmo levar bordoada em nome da "ordem"...

    Isto porque estão a chegar os comunas e outros esquerdalhos munidos das suas seringas para matar todos os velhos e com dentaduras novas para comer criancinhas ao pequeno-almoço. Cuidado! Vem aí o cataclismo universal pior do que o diluvio, a arca e o Noé.

    Deixem o Costa em paz; permitam que se faça o primeiro governo da Esquerda depois do 25 de Abril (ainda se recordam do que foi e do que é...); se a coisa correr mal deitem-no do Parlamento para a rua Já tivemos uma defenestração e então teremos a segunda. Façam de Costa o Miguel de Vasconcelos - mas porra! façam alguma coisa.

    Deixem de roubar nas pensões dos idosos (e se me é permitido desde 2011 já me caparam cerca de 27%); deixem de aumentar os impostos de forma desmesurada; deixem de ser os criados da Frau Merkel, os sabujos do Herr Schäuble; deixem-se das mentiras continuadas (piores do que as do Sócrates); deixem-se de nos chamar maricas e por aí fora e então que fique a PAF a governar.

    Mas, por favor, não tapem o sol com uma peneira. Se o Costa é um bandido, um criminoso - e para isso aponta o teu texto e a esmagadora maioria dos comentários - executem-no à maneira da China: um tiro na nuca com a bala paga pela família.

    Deixem-nos tentar ser cidadãos; deixem-nos experimentar a utopia. Talvez assim vamos pelo ralo da banheira (se é que a temos; mas talvez possamos ser um pouco felizes. Ou sejam deixam que vivamos em Liberdade e Democracia. C'os diabos não é pedir muito...

    一個大大的擁抱 do Leãozão

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    1. FerreirAmigo,
      Onde é que leste, escrito por mim, que a coligação pós-eleitoral de esquerda não era viável, era o dilúvio, ou coisas semelhantes??
      O que afirmo, é um facto, é que essa possibilidade não foi colocada à apreciação dos portugueses, não foi submetida a sufrágio.
      Facto!!
      A partir daí cada um pode ter a opinião que quiser.

      Ouviste a apreciação do Prof. Adriano Moreira?
      Do alto dos seus 91 anos mas muito mais lúcido que muita gentinha muito mais nova?
      Se, sublinho SE, a coligação que ganhou a eleições (facto!!!) não conseguir apresentar uma solução de governo, e a esquerda o fizer, porque não??
      Mas é SE a coligação que ganhou não for capaz de apresentar soluções.

      O que estás a ver é António Costa a negociar a torto e a direito como se fosse ele o grande vencedor das eleições.
      Ele foi o grande derrotado, o grande responsável pela derrota humilhante e quase incompreensível do PS!!!
      Mas estrebucha para não se finar politicamente.
      E é isso que tem andado a fazer com a mãozinha invisível de uma facção do PS, com a ajudinha do Bloco e do PCP.

      Dizes bem - a CRP pode não ser perfeita mas é para ser respeitada.
      E a CRP diz que é ao líder do partido ou da coligação mais votados que cabe formar governo.
      Então quem é que não está a respeitar a Constituição??

      Não, FerreirAmigo, não deixo o Costa em paz.
      Como não deixei o Santana Lopes e o Durão Barroso.
      Golpadas palacianas??
      Comigo, não!

      Aquele abraço

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  14. Depois de ler todos os comentários, alguns, provocam-me, fisicamente, arrepios de terror.
    Abreviando, faz todo o sentido, aquela frase de Derek Bok :
    "Se você acha que a educação é cara, experimente a ignorância."
    E, tem sido assim que Portugal tem empobrecido e, cada vez, se afunda mais no buraco.
    Curiosamente, poucos, têm acordado para a realidade, insistem sempre na mesma receita, mesmo quando começou a faltar o ingrediente principal (dinheiro, porque, o que há, é emprestado) e, mesmo que as premissas do problema mudem, insistem e persistem, em continuar a escolher um governo que alivie as consequências e nunca resolva as causas. Um péssimo sinal porque, na Natureza, não há nada que não mude, que seja eterno ou esteja garantido para sempre mas, o extremismo é tal... nem que seja à custa das gerações seguintes (empréstimos ou contratos a 75 anos). No fundo, o egoísmo, tem sido e, continua a ser, a "lenha" que tem alimentado tamanha ignorância. Quase os comparo a bombistas suicidas, preferem rebentar com tudo e, no fim, com eles próprios (não só as suas supostas garantias adquiridas, vitalícias, bem como outras, como o SNS), tudo será melhor, do que reconhecer que há outro caminho para resolver o problema, de modo a que seja bom para todos (esquecem-se que se está a tirar, cada vez mais, aos que não têm nada garantido). Esta é a "raiz" social, donde brotam os políticos incompetentes, mentirosos, vendedores de ilusões que, sem outro estímulo, cada um deles, vai "empurrando os problemas com a barriga" e acaba, apenas, por se preocupar com a sua própria agenda pessoal ou os interesses das suas próprias seitas.
    Isa

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    1. Isa,
      Um comentário de alguém revoltado?
      Há muita matéria efectivamente que causa revolta, momentos eu que apetece dar um murro e berrar - ordem na mesa!!!
      Mas esse dia vai parecendo cada vez mais longínquo.
      E há um país, há pessoas, à espera.
      E que não podem esperar eternamente.

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    2. Chega a uma altura que parece estarmos a viver num asilo de loucos... suponho que esteja mais farta do que revoltada mas... para lá caminho...
      Não se pode mexer aqui, não se pode tirar dali, temos um número de autarquias do tempo em que se chegava a um determinado sítio em dia e meio e, agora, em menos de três horas mas, nem pensar tocar nisso por causa dos tachos, no fundo, dos grandes aos pequenos, todos se habituaram às mordomias, ao certinho e garantido, parece um país de entrevadinhos ou irresponsáveis, como criancinhas em corpo de adultos que só sabem fazer birras se alguém lhes toca no chupa-chupa... ainda há pouco li no Diário Económico:
      "Grécia dá luz verde a novo pacote de austeridade.
      O parlamento grego aprovou esta noite o primeiro pacote de reformas da primeira legislatura, um documento necessário para o país receber dois mil milhões de euros oriundos do terceiro resgate."
      Nem sequer olham para o que se passa, quando se tem de andar sempre na "pedincha" e "de mãos atadas", ainda vão acabar, por ser convencidos a sairmos do euro. Claro que, eu, não concordei mudarmos de moeda, fazíamos como a Inglaterra mas, agora, sair... nem quero imaginar a tragédia.
      Por outro lado vejo o A. Costa a querer distribuir mais dinheiro (aos mesmos) para aumentar o consumo interno, claro que o consumo passa logo, a ajudar outras economias, sem ser a nossa... como foi, este ano, o caso da compra dos automóveis, fomos dos maiores clientes da Alemanha...
      Vê-se à légua que ele quer ficar a governar sozinho, os outros ficam sentadinhos, ele governa com um programa a retalho e será, mais uma "machadada" no país... Acabam-se os subsídios da UE e depois? Estarão à espera de quê?
      Dizem que a felicidade está na ignorância... começo a acreditar que sim... pelo menos, não se sofre por antecipação, no entanto, como sou mais pelo prevenir do que remediar... estou tramada ;)
      Isa

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    3. Vamos aguardar com calma a constituição do próximo governo, Isa.
      Ainda vai correr muita água debaixo das pontes.
      E estou cada vez mais convencido que António Costa acabará por se render à evidência - tem que viabilizar um governo de quem ganhou, tem de lhes dar hipótese de governar, fazer oposição construtiva.
      As dissensões dentro do PS, dentro do Bloco, o PCP a dizer publicamente que não está ali para servir de muleta a nenhum governo PS, um ralhete do PR esta semana, levarão António Costa a ver o óbvio.
      Veremos quem lhe sucede (estará acabado politicamente) e quanto tempo dura esse governo.

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  15. Uma familiar portuguesa disse-me pelo telefone que está muitíssimo arrependida por ter votado no António Costa.

    Há mais pessoas a pensar o mesmo.

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    1. Porque não foi NESTE António Costa, neste PS, que votaram, ematejoca
      Se o PS sofreu uma derrota humilhante nas eleições foi muito por causa da postura algo extremista que António Costa assumiu a partir de determinado momento na campanha
      Imagine o que aconteceria se tivesse declarado que ia governar com o Bloco e o PCP!!!
      António Costa está politicamente liquidado.
      E foi ele quem provocou esse desfecho.

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