16 de julho de 2014

OS DONOS de PORTUGAL





Donos de Portugal é um documentário sobre 100 anos de poder económico. 
O filme retrata a protecção do Estado às famílias que dominaram a economia do país, as suas estratégias de conservação de poder e acumulação de riqueza. 
Mello, Champalimaud, Espírito Santo – as grandes famílias cruzam-se pelo casamento e integram-se na finança. 
Ameaçado pelo fim da ditadura, o seu poder reconstitui-se sob a democracia, a partir das privatizações e das relações intestinas com o poder político. 
Novos grupos económicos – Amorim, Sonae, Jerónimo Martins - afirmam-se sobre a mesma base. 
Quando a crise desvenda todos os limites do modelo de desenvolvimento económico português, este filme apresenta os protagonistas e as grandes opções que nos trouxeram até aqui.
Qualquer ligação com os acontecimentos mais recentes no Banco Espírito Santo não terá sido mera coincidência.
Vale a pena (re)ver aqui

31 comentários:

  1. Penso que Champalimaud foi um revolucionário e esteve ao lado dos operários.
    Não viveu apenas para os luxos e os prazeres pessoais.
    Construiu escolas e casas para os trabalhadores.
    Tratou-os sempre com dignidade.
    Dos outros não sei.

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    1. Alfredo da Silva ainda o terá sido mais, luís.
      "O que a País não tem a CUF dá", lembra-se?
      O que mais me impressiona neste documentário são as imensas e intrincadas teias de poder que se tecem à volta das mesmas famílias há mais de um século em Portugal.
      Apareceram uns fenómenos novos (Belmiro de Azevedo, Soares dos santos, Amorim) mas o essencial mantém-se inalterado.

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  2. Quem tem poder??? Quem tem dinheiro!...

    Bem vindo! Bom regresso.
    Beijinhos

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    1. Mariazita,
      Neste caso, o chamado dinheiro antigo.
      Que aparece misturado com o dinheiro novo nos nossos tempos.
      Beijinhos

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    1. O documentário está muito bem feito, a pesquisa é aturada, completa e complexa.
      Gostei muito de ver, Ricardo.
      Aquele abraço

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  4. Li o livro e depois vi o documentário assim como uma entrevista a Francisco Louçã.

    Alfredo da Silva, para a época foi um empresário avançado, fez bairros, escola, colónias de férias ...mas o trabalho era durissimo e sem garantias.

    Foi ele, porque estava a sentir-se prejudicado, que levantou a questão da burla de Alves dos Reis.

    Ricardo Espírito Santo é o rameiro da Banca, que até com o sangrento ditador Pinochet colaborou...e , como sempre, em Portugal tudo se admite a quem tem alguma espécie de Poder e esta Famiglia teve muito.

    Tudo de bom, Pedro

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    1. Não comparo Alfredo da Silva, que admiro, a um oportunista como Ricardo Espírito Santo, São.
      Ao seu tempo, e à sua maneira, Alfredo da Silva foi um visionário.
      Ricardo Espírito Santo é só mais um menino bem.

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    2. Não me fiz entender: longe de mim comparar Alfredo da Silva ao imoral que é Ricardo Espírito Santo ( e já agora , juntemos o seu Ricciardi...)

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    3. Comparo a Alfredo da Silva o grande Rui Nabeiro, São
      De gente desta qualquer país precisa.

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    4. De acordo!

      A mim nunca me incomodou a existência de pessoas ricas, desde que sérias e não pondo os seus interesses à frente de tudo e de todos.

      Mas estes são os verdadeiros empresários, na minha opinião...os outros são outra coisa qualquer e nada agradável!

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    5. Não podia estar mais de acordo, São

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  5. A teia.
    As centenas, milhares, de serventuários-aranhas teceram, ao longo de décadas, uma teia, de tal forma densa, que tudo apanha.
    Os grandes, como o Champalimoud e o Alfredo Silva, compraram o Know-how - a quem? - aos bisavós e avós da Merckel; tudo "chave na mão", até o tipo de organização social que, comparativamente com a oferta do regime de Salazar, que era nada - havia a caridade que agora se está a organizar com mais visibilidade (ajuda alimentar, take-away e há-de vir um cartão milagroso para os desvalidos), era um luxo que criava inveja às populações que não tendo acesso aos seus benefícios a conheciam por perto.
    Isto dava pano para desfiar até amanhã, Pedro. Portugal merece isto mesmo? Foi isto que o povo sempre quis...

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    1. Esses dois empresários criaram riqueza, empregos, Agostinho.
      Não eram vendedores de ilusões nem saqueadores do templo.
      Como não o é actualmente um Nabeiro, por exemplo.
      Portugal merece gente honesta e com visão, Agostinho.
      Não mercê ficar nas mãos de oportunistas e vigaristas.

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    2. O que escrevi acima tem a ver com as tentações de regresso ao passado que muita gente que por aí anda tem.
      Sabemos que precisamos de empresários ambiciosos e honestos (que hajam segundo a Lei sem manhas) e que os Serviços do Estado funcionem ao serviço da Nação e não de clientelas mais ou menos explícitas. Que cada um faça o seu papel.

      Um dos problemas deste país foi a peta do "país de serviços".A atividade económica ficou cativa da financeira. As indústrias desinvestiram nas suas atividades próprias e passaram a apostar na roleta bolsista engordando de forma fácil e especulativa. A política dos impostos serve a quem? Depois, vieram as dislipidémias, doenças difíceis de tratar. As curas das famosas pílulas "resgate" não resolve antes torna as doenças crónicas.

      Um país tem de garantir a sua independência produzindo riqueza: coisas, bens, parafusos, batatas…

      Pois que venham os empresários de verdade e não os mamões habituais do OE.

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    3. A adesão à UE, nesse aspecto (destruição do tecido produtivo, da actividade agrícola, das pescas) foi desastrosa.
      Sociedades que concentram a actividade económica no sector dos serviços são muito poucas, Agostinho.
      E não vejo Portugal preparado, até em termos de recursos humanos, para conseguir um objectivo tão ambicioso.

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    1. Muito bem explicado ao pormenor neste excelente documentário, Rosa dos Ventos.
      Chapelada para os autores!

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  7. Tudo muito bem (ou muito mal...) e está claro que o poder económico sempre dominou o poder político !
    Mas há uma coisa que não podemos esquecer :
    mais do que nunca precisamos de criação de novos postos de trabalho.
    O desemprego é o nosso inimigo nº 1.
    Nunca vi os "pobres" criarem postos de trabalho ! ...
    Se não forem os ricos a fazê-lo, como será possível combater o desemprego ?
    Para estimular o investimento estrangeiro em novas empresas, em Portugal, é preciso que se sintam "motivados" a fazê-lo em melhores condições do que em outros países concorrentes nossos.
    ... É um "beco sem saída" ! :(( ... um "mal necessário" !
    Por isso, por estas e outras, sempre me custa ouvir o "vota abaixo" de quem cria emprego por ter dinheiro, nomeadamente, Belmiros, Soares dos Santos e Amorins !

    Abraço Pedro !
    .

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    1. Eu não tenho nada contra os ricos, Rui
      Admiro muito gente como Alfredo da Silva, Rui Nabeiro.
      Gente que cria e distribui riqueza e emprego.
      Abomino os oportunistas e os vigiarias que vivem à custa de negócios com o Estado roubando o dinheiro que é de todos.
      Aquele abraço!

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  8. ~ Gostei de ver! É deprimente!

    ~ Precisamos urgentemente de um herói, economista, que crie a verdadeira democracia.

    ~ ~ ~ ~ Beijinhos. ~ ~ ~ ~

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    1. Precisamos de gente honesta, trabalhadora, com visão, com capacidade, Majo.
      E que tenha a possibilidade, a oportunidade de mostrar essas qualidades.
      Beijinhos

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  9. Desde quando é que o poder não esteve do lado dos grandes financeiros?

    Espero que o BES resolva airosamente esta situação sem prejudicar os que lá depositam as suas poupanças.
    Conheço pessoalmente Ricardo E. S. Salgado e não concordo que seja ele o 'rameiro da Banca' como diz a São!
    Já do primo Ricciardi, não tenho a mesma opinião.

    Pedro, para que não pareça o que não é, já que não sou nenhuma socialite, conheço-o dos encontros anuais que o BES promove, para reunir com os clientes- onde compareço como representante da empresa- ultimamente, no Centro Cultural de Guimarães.
    Se bem que há já dois ou três anos me deixei disso!

    Beijinhos.

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    1. Tenho uma péssima impressão acerca de ambos, Janita.
      Coisa de pele.
      Vaidosos, presunçosos, com a mania que fazem num penico de ouro.

      Dito isto, também desejo que não sejam os depositantes e o cidadão comum a ficar prejudicados com negócios ruinosos do Banco e das inúmeras empresas que gravitam à volta dele.

      Beijinhos

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    2. Janita, tem todo o direito de não concordar , isso não está em causa.

      Mas um banqueiro que aceita negociar com Pinochet e que se assume ( pelo menos foi o que li, sem ser desmentido) como Banco de regime seja ele qual for não vejo como se possa designá-lo de outro modo.

      Quanto a Riciardi também não me parece melhor.

      Não tenho nada contra quem cria riqueza e postos de trabalho, mas abomino oportunistas sem carácter e que ainda se arrogam o luxo de insultar as pessoas: "Os portugueses preferem o subsídio de desemprego e não querem trabalhar ", palavras do EXª Sr. Dr. Ricardo Espírito Santo há meses atrás....veremos agora se não aqueles que acusa de preguiça quem vai pagar as suas dívidas !!

      Tudo de bom

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    3. É esse ar de superioridade do sujeito que também me irrita profundamente, São.
      Como em todos os momentos da vida, é muito perigoso atirar pedras.
      Nunca sabemos quando podemos vir a ter telhados de vidro......

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  10. Cinquenta minutos que dizem tanto, tanto, tanto que não me atrevo a acrescentar o que quer que seja.

    Um abraço, Pedro.

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    1. A reportagem está muito bem feita, António.
      Isto é jornalismo, informação
      Aquele abraco

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  11. Uma teia de criminosos, detesto vigarista que não são mais que sanguessuga a sugar os pobres.

    Beijinho e uma flor

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    1. Não são todos, Adélia.
      Há aqui algumas pessoas com valor.
      Mas, uma boa parte....não é preciso dizer mais!
      Beijinhos

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  12. Não conheço o documentário. Vou ver.

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