Uma visita carregada de simbolismo

Vladimir Putin visitou as Ilhas Curilas.
Um conjunto de 56 ilhas vulcânicas que a União Soviética ocupou no final da segunda guerra mundial.
Putin escolheu precisamente o aproximar da data da rendição japonesa para deixar claro que considera que aquele arquipélago faz parte da Rússia, a herdeira natural da União Soviética. 
Mais concretamente, que aquela é a fronteira oriental da Rússia, 
Não há discussão com chineses, japoneses, americanos, acerca do limite oriental do território russo na perspectiva de Putin.
Esta visita é também mais um sinal evidente da estratégia expansionista de Putin e da afirmação de poder geopolítico da Rússia de Putin. 
As disputas no Mar do Sul da China, os desvarios de Trump no Médio Oriente e na Europa, não passam ao lado de Putin.
Que quer afirmar a Rússia como uma potência a oriente enquanto guerreia a ocidente.
O que pareceu apenas uma visita a umas ilhotas vulcânicas e uma provocação ao Japão, tinha afinal um significado e uma mensagem subliminar muito mais profundos. 
É preciso ler Putin, ir sempre para além do óbvio.

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