Lula e Biden


Olho para o Brasil, e para as eleições que estão próximas, sem conseguir evitar uma sensação de déjà vu.
Estará a esquerda brasileira com Lula a incorrer no mesmo erro que os Democratas americanos incorreram com Biden?
Não será difícil perceber que a direita brasileira se vai unir em torno de Flávio Bolsonaro.
Poderá haver picardia no início do processo mas o resultado final será a união em apoio ao herdeiro Bolsonaro.
E com uma estratégia clara e fácil de antecipar - o ataque às debilidades de Lula.
A começar no idadismo. 
Aquela campanha difamatória que só não é aplicável a um octogenário.
A todos os outros é apontada como primeira debilidade.
Lula é um octogenário.
Pior, um octogenário que luta contra um cancro.
Começará aqui o ataque feroz e sem limites. 
Que vai continuar relembrando a condição de condenado pela Justiça a pena de prisão de Lula.
Do outro lado será apresentado um candidato impoluto (o pai e o irmão não são chamados a esta peça de propaganda), jovem, vigoroso.
O oposto de Lula.
Que será comparado a Biden ainda que seja óbvio que a degenerescência de um e outro não é minimamente semelhante. 
A esquerda brasileira corre o risco de ter que descobrir uma qualquer Kamala Harris.
E já vimos que é um processo condenado ao fracasso.

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