Os Estados Unidos não são Trump e Israel não é Netanyahu
Ouço Pedro Sanchez falar e imagino um discurso de uma qualquer Miss Mundo com Boy George e os Culture Club a cantar war, war stupid em fundo.
Pedro Sanchez faz tudo para sobreviver politicamente.
Aproveitando um sentimento anti-americano e anti-israelita que se vem espalhando pela Europa como um cancro metástico, Pedro Sanchez consegue mais uns momentos mediáticos que lhe podem render dividendos eleitorais.
Sobretudo num país muito marcado por um longo sentimento anti-americano.
Herança da História, do apoio americano aos movimentos de libertação nas Filipinas, Cuba, Porto Rico.
Pedro Sanchez esquece a política atlantista da União Europeia, fala para dentro do país, preocupa-se com o seu presente político e todas as maneiras de desviar atenções dos inúmeros escândalos que o envolvem a si, à sua família e aos seus compagnons de route.
E consegue ser aplaudido por quem não consegue fugir de uma visão de túnel confrangedora.
A par com uma hipocrisia gritante.
Ver e ouvir hoje criticar a atitude do Governo português face à utilização das Lages por quem não disse uma palavra quando a mesma base foi utilizada pelos americanos para transportar prisioneiros de e para Guantánamo faz-me corar de vergonha alheia.
José Sócrates e Luís Amado, Luís Montenegro e Paulo Rangel - o Estado acima da política, o ser acima do dever ser.
Vamos esquecer Trump e Bibi.
São dois velhos de oitenta anos e os Estados Unidos e Israel vão muito para além deles.
E vamos esquecer Pedro Sanchez e o seu serpentear interno.
Bem longe desta babugem noticiosa, importa perceber o que se segue no Irão.
Um regime sem caudilhos, absolutamente facínora, com uma cultura de fanatismo religioso que, essa sim, nos deve preocupar profundamente.
Porque a Lei de Murphy é ali e agora uma possibilidade muito real.



Uma lição da história: os pequenos países não têm nada a ganhar na guerra ☠️
ResponderEliminarSobretudo numa era em que se volta à lei da força, Teresa,
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