A arte da guerra de Donald Trump
Começa a ser penoso assistir ao desfile de barbaridades que a Administração americana vomita diariamente para tentar justificar o injustificável.
A invasão do Irão é muito fácil de perceber e explicar.
Um conjunto de circunstâncias quiçá irrepetível levou Israel e os Estados Unidos a decidir avançar com esta guerra.
Um regime iraniano desgastado como nunca, sobretudo depois da sublevação popular e da forma brutal como foi reprimida; a consciência de israelitas e americanos que nem China nem Rússia iriam intervir diretamente no conflito que se tinha acentuado depois do sucedido na Síria; a sucessão de escândalos internos que envolvem as lideranças políticas em Israel e nos Estados Unidos e a necessidade de desviar atenções dessas tristes realidades.
A tempestade perfeita.
Seria fácil justificar assim a invasão no Irão.
Mas politicamente complicado.
Bibi não precisa de justificar a sua acção.
Ver destruir a maior ameaça à existência de Israel enquanto Estado é a maior alegria que se pode dar aos israelitas.
Trump, o homem que quer ter uma palavra a dizer na escolha do próximo líder político no Irão mas que recusa enviar tropas para proteger esse líder, tenta desesperadamente apresentar motivos para uma acção militar de oportunidade e oportunista.
E enreda-se, juntamente com a patética camarilha que o rodeia, em narrativas absurdas e dementes ridicularizando mais e mais uma já de si ridícula administração americana.



A China só tem que esperar e deixar Donald Trump bombardear…
ResponderEliminarA China nunca intervém directamente nestes conflitos, Teresa.
EliminarViu os chineses e os russos mexerem uma palha quando o Assad levou um chuto nos fundilhos?
Ou quando o Irão foi bombardeado?