Estratégia geringonça
Pedro Sánchez foi esta semana elevado ao estatuto de humanista supremo na Europa.
Em causa, a legalização de migrantes indocumentados em Espanha ao arrepio do crescente nacionalismo com laivos racistas e xenófobos que se vai espalhando como uma pandemia na Europa e nos Estados Unidos.
À primeira vista uma medida que merece todos os encómios.
Não se tratasse de Pedro Sánchez.
Sendo Pedro Sánchez o proponente, é no mínimo avisado um olhar mais atento e cauteloso.
Pedro Sánchez faz tudo o que se revele necessário à sua sobrevivência política.
Assoberbado por escândalos na família, no partido, no tristemente célebre "Grupo do Peugeot", Pedro Sánchez procura fazer focar atenções noutros temas.
Uma estratégia ainda politicamente mais eficaz se for utilizada como arma para combater indirectamente os principais adversários.
Pedro Sánchez sabe que esta decisão, tomada por decreto e à revelia do parlamento, vai enfurecer a extrema direita e vai inflamar o discurso do Vox.
Pedro Sánchez dá um trunfo à extrema direita na expectativa de ver crescer o Vox e com isso enfraquecer o Partido Popular.
Enquanto tem um discurso, um narrativa, uma medida concreta para apresentar à esquerda.
Muito a estratégia seguida em Portugal pela Geringonça.
O que daí resultou foi um crescimento brutal da extrema direita.
Mas isso é pouco importante para Pedro Sánchez e para a sua desesperada tentativa de sobrevivência a curto prazo.



O chefe de governo de Madrid, Pedro Sánchez, segue um caminho especial na Europa: mais de meio milhão de estrangeiros sem documentos válidos que estão na Espanha desde meados de 2025 podem legalizar a sua estadia.
ResponderEliminarInaceitável é que ele permanece no cargo, apesar das tensões e escândalos em torno do seu ambiente político e pessoal.
Inaceitável é que ele permaneça no cargo, apesar das tensões e dos escândalos em torno do seu contexto político e pessoal.
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