As “soluções” de Trump



Donald Trump é um enigma.
A sua actuação pública deixa o observador mais atento na dúvida acerca da sanidade mental da criatura, da sua profunda ignorância ou da sua terrível perfídia.
O cessar-fogo que conseguiu negociar com Putin é perfeitamente ilustrativo desta realidade.
Um desaustinado Trump apresentou ao mundo uma trégua temporária que conseguira junto de Putin.
A Rússia não iria atacar infraestruturas energéticas ucranianas durante uma semana, aliviando desta forma o sofrimento da população ucraniana fustigada pelos rigores de um Inverno inclemente.
No Kremlin, Putin, o estratega, o mestre, exultou.
Porque viu a sua imagem pública, interna e externa, elevada.
Enquanto nos bastidores concentrava forças e acumulava munições para desferir um golpe tremendo a uma desprevenida Ucrânia.
Três dias depois do começo da trégua, Putin despejou uma bateria de mísseis e drones na Ucrânia, atingindo intencionalmente alvos civis, sabendo à partida que a Ucrânia não dispunha de capacidade defensiva para responder a tão cobarde ataque. 
E Trump continuou a vender a narrativa da trégua, o sucesso da sua influência junto de Putin.
O homem é parvo, demente, estúpido, ou simplesmente tem tanta má fé em todo este processo quanto aquela que desabridamente Putin exibe?

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