Balanço das eleições presidenciais
As eleições presidenciais não trouxeram nenhuma surpresa.
Talvez o primeiro lugar na votação de António José Seguro, claramente o grande vencedor da noite eleitoral.
Com uma campanha em crescendo, moderada, sensata, à imagem do candidato, António José Seguro conseguiu ir buscar votos à Direita e à Esquerda e confirmar-se como o único candidato capaz de alguma agregação entre todos os presentes no boletim de voto.
Também claramente vencedor, o PS.
Apesar da renitência em apoiar Seguro, sobretudo dos sectores mais à esquerda, o PS acabou para saber unir-se em volta do candidato que representava o Partido e com isso ganhar um novo fôlego que parecia estar a fugir-lhe nos mais recentes altos eleitorais.
Vencedor à partida, André Ventura.
André Ventura conseguiu tudo o que queria - vai à segunda volta; vai perder, vitimizar-se, vai utilizar a campanha eleitoral para fazer campanha para as legislativas.
E, num cenário de completo desnorte suicida à Direita, aproveita para fazer o discurso da líder da Direita, o único capaz de federar o apoio do Partido.
Grandes perdedores, Marques Mendes, Gouveia e Melo, a extrema esquerda e, acima de todos na minha opinião, Luís Montenegro e a Direita.
Marques Mendes é um óbvio derrotado olhando para a miserável votação que obteve.
Algo que não deverá preocupar muito o candidato que o PSD apoiou.
Marques Mendes terá tido nestas eleições o estertor da sua carreira política.
Amanhã continuará a sua vida privada e não mais se preocupará com o que doravante aconteça.
Também grande derrotado, o Almirante Gouveia e Melo.
Aquele que era o vencedor anunciado, afinal veio confirmar em campanha eleitoral o que dele se dizia em pré-campanha - o deserto de ideias, a ausência de preparação política, a ausência de apoiantes capazes de o fazer desatar este nó Górdio.
Outros grandes derrotados, os representantes da extrema esquerda.
Que, desde o circense Jorge Pinto, ao camarada António Filipe, passando pela inefável Catarina Martins, conseguiram um somatório anedótico de cerca de quatro por cento dos votos.
Mas os troféus de grandes derrotados vão direitinhos para Luís Montenegro e a Direita no seu conjunto.
Luís Montenegro vai ter tempos muito complicados à sua frente.
Não pode apoiar António José Seguro para não alienar o apoio parlamentar do Chega; mas também não pode apoiar André Ventura para não alienar o apoio parlamentar do PS; e lavar as mãos como Pilatos, a estratégia escolhida, só lhe vai valer críticas dos dois lados.
Perdedor em toda a linha e com uma governação doravante ainda mais complicada do que até à data, Luís Montenegro é a personificação da Direita nestas eleições.
Com uma maioria de votos na totalidade, a Direita consegue perder as eleições e fazer eleger um Presidente da República de Esquerda.
Escolhas desastrosas, campanhas eleitorais baseadas em ataques pessoais, assassinatos de carácter, mais uma vez tiveram a resposta esperada da parte do eleitorado - um valente cartão vermelho.



Esta análise reflete o cenário político actual em 2026, onde André Ventura consolidou a sua estratégia de "campanha permanente".
ResponderEliminarAo chegar à segunda volta das eleições presidenciais, ele alcança um patamar de legitimidade institucional que o Chega ainda não detinha.
A campanha presidencial serviu como um gigantesco tempo de antena gratuito para o programa do Chega, permitindo-lhe testar mensagens e mobilizar o eleitorado para as próximas eleições parlamentares.
Não tenho a certeza de que seja o possível derrotado no dia 8 de fevereiro.
Toda a cautela é pouca‼️ Lembrete para direita democrática‼️
Perderá na segunda volta.
EliminarE essa será paradoxalmente a sua segunda vitória.
Porque lhe permitirá continuar a vitimização.
Embora António José Seguro lidere, a soma das intenções de voto à direita e em candidaturas antissistema demonstra que há uma vontade de mudança no perfil do sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa. O país aguarda agora a decisão final na segunda volta, onde a mobilização dos eleitores que "não querem um socialista" será determinante para o desfecho entre Seguro e Ventura.
EliminarEssa foi a aposta no Almirante, Teresa.
EliminarO perfil austero, a figura de Estado.
Curiosidade:
ResponderEliminarNo consulado de Portugal 🇵🇹 em Düsseldorf
André Ventura ganhou 32,06 % 303 votos
Aqui ganhou o Marques Mendes.
EliminarMas, na Emigração, ganhou quem?
Ventura.
A fazer pensar, não é?
Pertenço ao número dos inseguros acerca da vitória final. O mesmo povo que pôs na frente António José Seguro, deixou em 2º lugar um partido de extrema direita.
ResponderEliminarSeguro foi o menos mau dos candidatos. Será um presidente que não nos envergonha (se for) - esquerdas e direitas à parte.
Bom dia, Pedro
É essa a imagem, bea.
EliminarNão é mau.
Só isso.
Os eleitores apresentaram um cartão vermelho ao governo de Montenegro.
ResponderEliminarAbraço
Essa é uma conclusão muito difícil de verificar.
EliminarFoi um cartão vermelho à Direita.
Disso tenho a certeza.
Abraço
Temos de pensar muito bem em quem queremos que nos represente a nível internacional; um Ventura? Será ele capaz de nos reapresentar como um país !livre, democrático e que respeita as instituições? Sinto vergonha quando vejo os nossos emigrantes a votarem neste homem, nós, que temos gente espalhada pelo mundo inteiro. Inexplicável! Bom dia, Pedro! Um beijinho
ResponderEliminarEmília 🌻 🌻
Ventura não vai ganhar as eleições, Emília.
EliminarA vitória dele foi passar à segunda volta e agora fazer campanha para as legislativas.
Um beijinho
Lamentável e vergonhoso o voto da diáspora e que me deixa inquieta para a segunda volta.
ResponderEliminarConcordo com a sua análise, mas não adjetivaria os candidatos da extrema esquerda. Para Andrézito, o melhor resultado foi este. Se, infelizmente, for mesmo eleito, sai-lhe o tiro pela culatra.
Espero bem que Seguro seja o sucessor de Marcelo .
Seguro será o sucessor de Marcelo, São.
EliminarE será um sossego.
Concordo, em absoluto, com a análise do Pedro.
ResponderEliminarAbraço
Vamos ter um Presidente moderado, simples, até um bocado cinzento
EliminarEm contraste com o colorido Marcelo.
Abraço
Agora temos de ir votar novamente e derrubar o Ventura, como vai sempre à missa oxalá que caia do andor possaaaaaaaaas😞😒😒😒
ResponderEliminarBeijos e um bom dia!
Convém votar para não haver surpresas.
EliminarMas o Ventura só por uma verdadeira hecatombe poderá ganhar a eleição.
Beijos
A melhor maneira de acabar com Ventura será dar-lhe mesmo um cargo de poder. Eventualmente assim os tugas deixarão de acreditar em figuras providenciais. Ou não. A outra hipótese, elevar o nível cívico e cultural do tugas, demoraria muito tempo e não é certo de alguma vez ser atingida...
ResponderEliminarNinguém vota em Ventura por "acreditar em figuras providenciais". Isso é uma caricatura ridícula imposta pelos militantes de Esquerda acantoados nos jornais e nas televisões.
EliminarNós votamos em Ventura porque estamos fartos do PS e do PSDois e, sobretudo, estamos fartos de imigração. Só isso. Eu, neste momento, votaria no próprio Diabo se ele acabasse com a imigração!
E ia fazer os trabalhos que os imigrantes fazem, Afonso de Portugal?
EliminarVai hoje entregar comida, limpar o lixo das ruas, transportar pessoas que necessitam a qualquer hora do dia ou da noite?
Excelente análise, os meus parabéns.
ResponderEliminarAcrescento apenas que talvez quem esteja a esfregar as mãos de contente seja o primeiro ministro Montenegro. De todos os possíveis Presidenciáveis vai ter o que mais desejava. Arrisco até a dizer mais até que aquele que publicamente apoiou.
Um abraço.
https://rabiscosdestorias.blogspot.com
Ora aí está um tiro certeiro!
EliminarUm abraço
Por uma vez, concordo com a análise do Pedro Coimbra.
ResponderEliminarNão é frequente, mas acontece concordarmos.
EliminarNinguém é dono da razão.
Pedro, excelente trabalho de divulgação, quanto aos candidatos à Presidência da Repúnblica portuguesa. Aqui apenas se falou disso e é através de vós, e neste caso com tão exaustiva explicação, que consegui ficar bem informado.
ResponderEliminarGrande abraço
Os candidatos nestas eleições não eram minimamente entusiasmantes, Duarte.
EliminarUm Presidente da República, um Chefe de Estado, na minha visão, tem que apresentar um percurso de vida que justifique ocupar o mais alto cargo da Nação.
Não era manifestamente o caso de nenhum dos candidatos.
Grande abraço
Concordo com tudo. Agora, com uma nova morada por estas bandas do blogspot.
ResponderEliminarVou lá espreitar.
EliminarSubscrevo...
ResponderEliminarBeijinhos
-------
Beijinhos, Majo
EliminarÀ falta de melhor, e nunca para votar em AV, só António José Seguro.
ResponderEliminarNo boletim de voto tive de procurar a foto, foi mais fácil, confirmar o nome.
Tantos candidatos, perdia-me.