E o discurso de Zelensky?



O mundo liberal democrático ficou apaixonado pelo discurso de Mark Carney em Davos.
À semelhança de todas as grandes paixões, também esta nos distraiu do muito que se passou em Davos para além do discurso do primeiro-ministro canadiano.
Começando no mea culpa de Merz acerca do adormecimento da Europa no Ártico, que só foi interrompido por um acordar violento com a berraria de Trump, e acabando em mais um momento brilhante de Zelensky.
Volodymyr Zelensky usou Davos para zurzir forte e feio na hipocrisia europeia.
A Europa que quer ter a Ucrânia como frente de batalha face às aspirações imperiais do tirano russo mas que pouco ou nada faz para auxiliar o martirizado povo ucraniano para além de discursos inflamados, de retórica inconsequente.
A Europa que critica Trump, que aponta o dedo a Trump, mas se revela incapaz de utilizar os fundos russos que mantém congelados nos seus bancos para garantir a defesa daqueles que vai hipocritamente utilizando como escudos humanos.
Marc Carney apontou o caminho futuro.
Sem nostalgia mas também sem tibieza.
Tempo de ser a Europa a mostrar que está também preparada para o que vem a seguir.
Com acções, com coragem, com firmeza, não só com palavras.

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