De L’ État c’est moi para the world is my oyster




No século XVII, em França, Luís XIV confundia o Estado consigo próprio - L'État c'est moi.
No século XXI, nos Estados Unidos, um aspirante a imperador segue precisamente a mesma filosofia - The World is my oyster.
Gente com óbvios distúrbios de personalidade, que padece de um egocentrismo patológico, que genuinamente acredita ser o eixo em torno do qual o Planeta gira.
Luis XIV reinou por mais de 70 anos, alargou o império francês, deixou marcas na cultura francesa e na civilização europeia.
Senhor de gosto requintado, transmitui esse traço de personalidade ao seu reinado e às obras arquitectónicas que resultaram da sua visão.
Exemplo acabado, o magnífico Palácio de Versalhes que ainda hoje visitamos e fruimos.
O aspirante a suzerano não vai governar 70 anos, não tem um pingo de bom gosto, de visão.
Case and point, comparar Versalhes a Mar-a-Lago.
Versalhes recebia os dignitários que visitavam França com requinte.
Mar-a-Lago recebe os azeiteiros que visitam os Estados Unidos com uma mão estendida e os bolsos abertos.
A presidência americana, ridícula, apalhaçada, é hoje apenas um clube que recebe bajuladores, reis magos que oferecem prendas ao menino obeso para o engordar, a si e à sua soberba, um pouco mais.
Davos marcou o ponto de não retorno.
Os Estados Unidos estão a perder os aliados tradicionais, estão a ficar encostados a Estados párias, a um miríade de autocratas cleptómanos.
O mundo de Trump.

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