14 de outubro de 2014

Combate ao Estado Islâmico


O Estado Islâmico, também conhecido por Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), na sigla inglesa ISIL (Islamic State of Iraq and the Levant) ou Estado Islâmico do Iraque e da Síria (EIIS), na sigla inglesa ISIS (Islamic State in Iraq and Syria), é um grupo jihadista que no seu auto-proclamado califado afirma autoridade religiosa sobre todos os muçulmanos do mundo e aspira a tomar o controlo de muitas outras regiões de maioria islâmica, a começar pelo território da região do Levante, que inclui a Jordânia, Israel, Palestina, Líbano, Chipre e Hatay, uma área no sul da Turquia.
Entidade sinistra, capaz das maiores atrocidades e de actos  da mais absoluta brutalidade e da mais pura barbárie, o Estado Islâmico será provavelmente a mais perigosa organização terrorista em actividade actualmente.
Uma organização terrorista com a qual é impossível dialogar e que tem que ser combatida sem tréguas nem piedade até ser erradicada se tal  se revelar possível.
Um passo muito importante nesse sentido foi dado pelo parlamento turco ao aprovar uma moção que autoriza as suas tropas a juntarem-se a uma coligação internacional liderada pelos Estados Unidos e que inclui a França, o Reino Unido, a Dinamarca e a a Holanda (combates no Iraque) e integra o Egipto, a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, a Jordânia e o Qatar (combates na Síria).
Mais importante, o mesmo parlamento turco aprovou ainda a utilização da base aérea de Incirilik, no sul do país, por parte dos americanos, um ponto fulcral na estratégia de combates aéreos aos jihadistas do Estado Islâmico. 
São passos que se podem revelar importantes, fundamentais mesmo,  na tarefa de libertar o mundo do pesadelo que é o Estado Islâmico, da ideologia cruel e repugnante que os seus seguidores professam.
É tempo de perceber de uma vez por todas que o combate a organizações terroristas impiedosas como é o Estado Islâmico é prioritário (andou bem o parlamento turco ao separar as águas com uma possível intervenção militar americana na Síria) e é um combate que procura evitar a continuação de operações de puro genocídio, de continuada limpeza étnica e religiosa.
Como tantas vezes a História ensinou, mas a Humanidade parece ainda não ter aprendido, ontem seria já muito tarde para levar a cabo esta tarefa. 

22 comentários:

  1. Dizia eu que infelizmente tem razão...
    Esses terroristas têm de ser aniquilados. Já não estamos em tempos de tolerância ou diálogo.
    Até breve!
    Mor

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    1. É impossível dialogar com estes lunáticos, Mor.
      Só conhecem uma linguagem - a linguagem da força.
      Não se pode tolerar a existência de grupos destes no século XXI.

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  2. Assino por baixo, Pedro, infelizmente.

    Aquele abraço.

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    1. Uma situação que aterroriza, Ricardo.
      E revolta.
      Aquele abraço

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  3. Usando as palavras de Hannah Arendt, os crimes do ISIS são a "expressão máxima da banalidade do Mal."

    Os EUA já reconhecem que os ataques aéreos até agora têm sido inúteis. A presença das tropas no terreno é fundamental.

    Li no Guardian que, é um inimigo convencional com tanques, artilharia, que é bem financiado e controla território.

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    1. Com o recuo da Turquia, de que acabo de ter conhecimento, o receio cresce, ematejoca
      Os americanos não querem enviar tropas para o terreno.
      Efeitos dos traumas sofridos no Iraque e Afeganistão
      Mais, insistem em ligar o derrube do regime sírio ao combate ao Estado Islâmico
      A Turquia, por sua vez, como bem comenta a São, também se preocupam com questões laterais.
      E a carnificina e o avanço destes loucos continua.

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  4. Concordo consigo.Aliás, é impossível não concordar.

    Só que não estou tão optimista quanto à Turquia : a crer nas notícias os curdos estão a ser massacrados e os reforços de homens e material não são autorizados a passar a fronteira.

    Acho , e não me parece estar a ser injusta, que o Presidente turco está mais preocupado com a ascensão dos curdos e a sua pretensão de constituírem um Estado soberano do que com o ataque propriamente dito a esse grupo de fanáticos do EIIL.

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    1. Acabo de ouvir as últimas notícias, São.
      E fiquei muito preocupado com o recuo turco e a teimosia americana em ligar ao combate terrorista o derrube do regime sírio.
      Assustador.

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    2. Pois, infelizmente , parece que os interesses particulares da cada um se sobrepõem ao essencial , isto é, à luta contra os assassinos do EIIL!!

      Reparei que , afinal, o meu comentário à anedota dos que vieram a Lisboa não entrou: já conhecia, mas não deixei de me rir , rrss

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    3. A Turquia de um lado, os Estados Unidos do outro, a olharem para os respectivos umbigos enquanto milhares de inocentes são massacrados impunemente, São.

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  5. Caro Amigo Pedro Coimbra!
    O que me deixa estupefato é saber que alicerçado na crença de um suposto ser que tudo sabe e tudo vê o ódio e a intolerância promovem malditas carnificinas.
    Caloroso abraço! Saudações estupefatas!
    Até breve...
    João Paulo de Oliveira
    Um ser vivente em busca do conhecimento e do bem viver sem véus!

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    1. Infelizmente a fé, seja qual for a religião professada, tem sido utilizada para supostamente justificar as maiores atrocidades, Amigo João Paulo de Oliveira.
      E tem sido assim ao longo da História.
      Sem sinais de mudança

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  6. Diz bem ontem já era tarde, infelizmente para os que morreram às mãos deles já é tarde.

    beijinho e boa semana

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    1. Cada dia que passa mais se acentua a tragédia, Fê.
      Revolta tanto!
      Beijinhos e votos de boa semana

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  7. É muito triste isso, até aonde vai esse fascismo assustador. É uma das batalhas mais sangrentas e desumanas. Meu filho tem muito medo dessas crença doentias. Vamos rezar para acabar essa loucura, pois somente louco e doentes matam seus irmãos.
    Tenha um ótimo dia.

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    1. Perfeita barbárie, Anajá.
      Como é que podem praticar estas atrocidades em nome de uma qualquer religião?
      Tenha um óptimo dia também

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  8. É aterrorizador Pedro!

    Beijinho e uma flor

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    1. E sem fim à vista, Adélia.
      Um mundo doente, demente.
      Beijinhos

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  9. Infelizmente, o governo turco já veio negar a tal autorização e, pior, veio dizer que Lawrence da Arábia é mais inimigo da Turquia, do que os jihadistas. A tensão continua a subir e não se resolve com uns aviões a atirarem umas bujardas.

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    1. Ouvi as notícias no telejornal da TDM à noite, Carlos.
      O governo turco vai lamentar esta decisão.
      E será muito em breve.
      Até lá, mais uns milhares de inocentes serão sacrificados.

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  10. Tinha comentado este trabalho. Pelos vistos veio o napalm do bloger e queimou.
    Apenas uma frase agora. Quem vende e quem compra as armas do EI?

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    1. Lá vou eu recorrer à stand-up comedy outra vez, Agostinho.
      Um tipo vende umas armas químicas a uns regimes ditatoriais e os sacanas dos ditadores dão-lhes mau uso e má fama :)))
      Não se pode confiar em ninguém, caramba!!

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